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Text File  |  2000-01-28  |  408.3 KB  |  3,671 lines

  1. CONSOLIDA╟├O DAS LEIS DO TRABALHO
  2. DECRETO-LEI N.║ 5.452, DE 1║ DE MAIO DE 1943
  3.  
  4. Aprova a Consolidaτπo das Leis do Trabalho.
  5.  
  6. O Presidente da Rep·blica, usando da atribuiτπo que lhe confere o art. 180 da Constituiτπo, decreta:
  7.  
  8. [1-1-1
  9. T═TULO I INTRODU╟├O
  10.  
  11. Art. 1║ - Esta Consolidaτπo estatui as normas que regulam as relaτ⌡es individuais e coletivas de trabalho, nela previstas.
  12. Art. 2║ - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econ⌠mica, admite, assalaria e dirige a prestaτπo pessoal de serviτo.
  13. º 1║ - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relaτπo de emprego, os profissionais liberais, as instituiτ⌡es de beneficΩncia, as associaτ⌡es recreativas ou outras instituiτ⌡es sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
  14. º 2║ - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurφdica pr≤pria, estiverem sob a direτπo, controle ou administraτπo de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econ⌠mica, serπo, para os efeitos da relaτπo de emprego, solidariamente responsßveis a empresa principal e cada uma das subordinadas.
  15. Art. 3║ - Considera-se empregado toda pessoa fφsica que prestar serviτos de natureza nπo eventual a empregador, sob a dependΩncia deste e mediante salßrio.
  16. Parßgrafo ·nico - Nπo haverß distinτ⌡es relativas α espΘcie de emprego e α condiτπo de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, tΘcnico e manual.
  17. Art. 4║ - Considera-se como de serviτo efetivo o perφodo em que o empregado esteja α disposiτπo do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposiτπo especial expressamente consignada.
  18. Parßgrafo ·nico - Computar-se-πo, na contagem de tempo de serviτo, para efeito de indenizaτπo e estabilidade, os perφodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviτo militar ... (vetado) ... e por motivo de acidente do trabalho.
  19. Art. 5║ - A todo trabalho de igual valor corresponderß salßrio igual, sem distinτπo de sexo.
  20. Art. 6║ - Nπo se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicφlio do empregado, desde que esteja caracterizada a relaτπo de emprego.
  21. Art. 7║ - Os preceitos constantes da presente Consolidaτπo, salvo quando for, em cada caso, expressamente determinado em contrßrio, nπo se aplicam:
  22. a) aos empregados domΘsticos, assim considerados, de um modo geral, os que prestam serviτos de natureza nπo-econ⌠mica α pessoa ou α famφlia, no Γmbito residencial destas;
  23. b) aos trabalhadores rurais, assim considerados aqueles que, exercendo funτ⌡es diretamente ligadas α agricultura e α pecußria, nπo sejam empregados em atividades que, pelos mΘtodos de execuτπo dos respectivos trabalhos ou pela finalidade de suas operaτ⌡es, se classifiquem como industriais ou comerciais;
  24. c) aos funcionßrios p·blicos da Uniπo, dos Estados e dos Municφpios e aos respectivos extranumerßrios em serviτo nas pr≤prias repartiτ⌡es;
  25. d) aos servidores de autarquias paraestatais, desde que sujeitos a regime pr≤prio de proteτπo ao trabalho que lhes assegure situaτπo anßloga α dos funcionßrios p·blicos.
  26. Parßgrafo ·nico - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 8.079, de 11-10-1945.)
  27. Art. 8║ - As autoridades administrativas e a Justiτa do Trabalho, na falta de disposiτ⌡es legais ou contratuais, decidirπo, conforme o caso, pela jurisprudΩncia, por analogia, por eqⁿidade e outros princφpios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleτa sobre o interesse p·blico.
  28. Parßgrafo ·nico - O direito comum serß fonte subsidißria do direito do trabalho, naquilo em que nπo for incompatφvel com os princφpios fundamentais deste.
  29. Art. 9║ - Serπo nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicaτπo dos preceitos contidos na presente Consolidaτπo.
  30. Art. 10 - Qualquer alteraτπo na estrutura jurφdica da empresa nπo afetarß os direitos adquiridos por seus empregados.
  31. Art. 11 - O direito de aτπo quanto a crΘditos resultantes das relaτ⌡es de trabalho prescreve:
  32. I - em cinco anos para o trabalhador urbano, atΘ o limite de dois anos ap≤s a extinτπo do contrato;
  33. II - em dois anos, ap≤s a extinτπo do contrato de trabalho, para o trabalhador rural.
  34. º 1║ - O disposto neste artigo nπo se aplica αs aτ⌡es que tenham por objeto anotaτ⌡es para fins de prova junto α PrevidΩncia Social.
  35. º 2║ - (Vetado).
  36. º 3║ - (Vetado).
  37. Art. 12 - Os preceitos concernentes ao regime de seguro social sπo objeto de lei especial.
  38.  
  39. [2-1-1
  40. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  41.  
  42. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  43.  
  44. SE╟├O I DA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVID╩NCIA SOCIAL
  45.  
  46. Art. 13 - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social Θ obrigat≤ria para o exercφcio de qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que em carßter temporßrio, e para o exercφcio por conta pr≤pria de atividade profissional remunerada.
  47. º 1║ - O disposto neste artigo aplica-se, igualmente, a quem:
  48. I - proprietßrio rural ou nπo, trabalhe individualmente ou em regime de economia familiar, assim entendido o trabalho dos membros da mesma famφlia, indispensßvel α pr≤pria subsistΩncia, e exercido em condiτ⌡es de m·tua dependΩncia e colaboraτπo;
  49. II - em regime de economia familiar e sem empregado, explore ßrea nπo excedente do m≤dulo rural ou de outro limite que venha a ser fixado, para cada regiπo, pelo MinistΘrio do Trabalho.
  50. º 2║ - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social e respectiva Ficha de Declaraτπo obedecerπo aos modelos que o MinistΘrio do Trabalho adotar.
  51. º 3║ - Nas localidades onde nπo for emitida a Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social poderß ser admitido, atΘ 30 (trinta) dias, o exercφcio de emprego ou atividade remunerada por quem nπo a possua, ficando a empresa obrigada a permitir o comparecimento do empregado ao posto de emissπo mais pr≤ximo.
  52. º 4║ - Na hip≤tese do º 3║:
  53. I - o empregador fornecerß ao empregado, no ato da admissπo, documento do qual constem a data da admissπo, a natureza do trabalho, o salßrio e a forma de seu pagamento;
  54. II - se o empregado ainda nπo possuir a carteira na data em que for dispensado, o empregador Ihe fornecerß atestado de que conste o hist≤rico da relaτπo empregatφcia.
  55.  
  56. [2-1-2
  57. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  58.  
  59. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  60.  
  61. SE╟├O II DA EMISS├O DA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVID╩NCIA SOCIAL
  62.  
  63. Art. 14 - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social serß emitida pelas Delegacias Regionais do Trabalho ou, mediante convΩnio, pelos ≤rgπos federais, estaduais e municipais da administraτπo direta ou indireta.
  64. Parßgrafo ·nico - Inexistindo convΩnio com os ≤rgπos indicados ou na inexistΩncia destes, poderß ser admitido convΩnio com sindicatos para o mesmo fim.
  65. Art. 15 - Para obtenτπo da Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social o interessado comparecerß pessoalmente ao ≤rgπo emitente, onde serß identificado e prestarß as declaraτ⌡es necessßrias.
  66. Art. 16 - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social - CTPS, alΘm do n·mero, sΘrie, data de emissπo  e folhas destinadas αs anotaτ⌡es pertinentes ao contrato de trabalho e as de interesse da PrevidΩncia Social, conterß: 
  67. I - fotografia, de frente, modelo 3x4;
  68. II - nome, filiaτπo, data e lugar de nascimento e assinatura;
  69. III - nome, idade e estado civil dos dependentes;
  70. IV - n·mero do documento de naturalizaτπo ou data da chegada ao Brasil e demais elementos constantes da identidade de estrangeiro, quando for o caso.
  71. Parßgrafo ·nico - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social - CTPS serß fornecida mediante a apresentaτπo de:
  72. a) duas fotografias com as caracterφsticas mencionadas no inciso I;
  73. b) qualquer documento oficial de identificaτπo pessoal do interessado, no qual possam ser colhidos dados referentes ao nome completo, filiaτπo, data e lugar de nascimento.
  74. Art. 17 - Na impossibilidade de apresentaτπo, pelo interessado, de documento id⌠neo que o classifique, a Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social serß fornecida com base em declaraτ⌡es verbais confirmadas por 2 (duas) testemunhas, lavrando-se, na primeira folha de anotaτ⌡es gerais da carteira, termo assinado pelas mesmas testemunhas.
  75. º 1║ - Tratando-se de menor de 18 (dezoito) anos, as declaraτ⌡es previstas neste artigo serπo prestadas por seu responsßvel legal.
  76. º 2║ - Se o interessado nπo souber ou nπo puder assinar sua carteira, ela serß fornecida mediante impressπo digital ou assinatura a rogo.
  77. Art. 18 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  78. Art. 19 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  79. Art. 20 - As anotaτ⌡es relativas a alteraτπo do estado civil e aos dependentes do portador da Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social serπo feitas pelo Instituto Nacional de Seguro Social e somente em sua falta, por qualquer dos ≤rgπos emitentes.
  80. Art. 21 - Em caso de imprestabilidade ou esgotamento do espaτo destinado a registros e anotaτ⌡es, o interessado deverß obter outra carteira, conservando-se o n·mero e a sΘrie da anterior.
  81. º 1║ - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 926, de 10-10-1969.)
  82. º 2║ - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 926, de 10-10-1969.)
  83. Art. 22 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 926, de 10-10-1969.)
  84. Art. 23 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 926, de 10-10-1969.)
  85. Art. 24 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 926, de 10-10-1969.)
  86.  
  87. [2-1-3
  88. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  89.  
  90. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  91.  
  92. SE╟├O III DA ENTREGA DAS CARTEIRAS DE TRABALHO E PREVID╩NCIA SOCIAL
  93.  
  94. Art. 25 - As Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social serπo entregues aos interessados pessoalmente, mediante recibo.
  95. Art. 26 - Os sindicatos poderπo, mediante solicitaτπo das respectivas diretorias, incumbir-se da entrega das Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social pedidas por seus associados e pelos demais profissionais da mesma classe.
  96. Parßgrafo ·nico - Nπo poderπo os sindicatos, sob pena das sanτ⌡es previstas neste Capφtulo, cobrar remuneraτπo pela entrega das Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social, cujo serviτo nas respectivas sedes serß fiscalizado pelas Delegacias Regionais ou ≤rgπos autorizados.
  97. Art. 27 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  98. Art. 28 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  99.  
  100. [2-1-4
  101. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  102.  
  103. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  104.  
  105. SE╟├O IV DAS ANOTA╟╒ES
  106.  
  107. Art. 29 - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social serß obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terß o prazo de quarenta e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissπo, a remuneraτπo e as condiτ⌡es especiais, se houver, sendo facultada a adoτπo de sistema manual, mecΓnico ou eletr⌠nico, conforme instruτ⌡es a serem expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho.
  108. º 1║ - As anotaτ⌡es concernentes α remuneraτπo devem especificar o salßrio, qualquer que seja sua forma e pagamento, seja ele em dinheiro ou em utilidades, bem como a estimativa da gorjeta.
  109. º 2║ - As anotaτ⌡es na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social serπo feitas: 
  110. a) na data-base; 
  111. b) a qualquer tempo, por solicitaτπo do trabalhador; 
  112. c) no caso de rescisπo contratual; ou 
  113. d) necessidade de comprovaτπo perante a PrevidΩncia Social.
  114. º 3║ - A falta de cumprimento pelo empregador do disposto neste artigo acarretarß a lavratura do auto de infraτπo, pelo Fiscal do Trabalho, que deverß, de ofφcio, comunicar a falta de anotaτπo ao ≤rgπo competente, para o fim de instaurar o processo de anotaτπo.
  115. Art. 30 - Os acidentes do trabalho serπo obrigatoriamente anotados pelo Instituto Nacional de PrevidΩncia Social na carteira do acidentado.
  116. Art. 31 - Aos portadores de Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social fica assegurado o direito de as apresentar aos ≤rgπos autorizados, para o fim de ser anotado o que for cabφvel, nπo podendo ser recusada a solicitaτπo, nem cobrado emolumento nπo previsto em lei.
  117. Art. 32 - As anotaτ⌡es relativas a alteraτ⌡es no estado civil dos portadores de Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social serπo feitas mediante prova documental. As declaraτ⌡es referentes aos dependentes serπo registradas nas fichas respectivas, pelo funcionßrio encarregado da identificaτπo profissional, a pedido do pr≤prio declarante, que as assinarß.
  118. Parßgrafo ·nico - As Delegacias Regionais e os ≤rgπos autorizados deverπo comunicar ao Departamento Nacional de Mπo-de-Obra todas as alteraτ⌡es que anotarem nas Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social.
  119. Art. 33 - As anotaτ⌡es nas fichas de declaraτπo e nas Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social serπo feitas seguidamente sem abreviaturas, ressalvando-se no fim de cada assentamento as emendas, entrelinhas e quaisquer circunstΓncias que possam ocasionar d·vidas.
  120. Art. 34 - Tratando-se de serviτo de profissionais de qualquer atividade, exercido por empreitada individual ou coletiva, com ou sem fiscalizaτπo da outra parte contratante, a carteira serß anotada pelo respectivo sindicato profissional ou pelo representante legal de sua cooperativa.
  121. Art. 35 - (Revogado pela Lei n║ 6.533, de 24-5-1978.)
  122.  
  123. [2-1-5
  124. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  125.  
  126. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  127.  
  128. SE╟├O V DAS RECLAMA╟╒ES POR FALTA OU RECUSA DE ANOTA╟├O
  129.  
  130. Art. 36 - Recusando-se a empresa a fazer as anotaτ⌡es a que se refere o art. 29 ou a devolver a Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social recebida, poderß o empregado comparecer, pessoalmente ou por intermΘdio de seu sindicato, perante a Delegacia Regional ou ≤rgπo autorizado, para apresentar reclamaτπo.
  131. Art. 37 - No caso do art. 36, lavrado o termo de reclamaτπo, determinar-se-ß a realizaτπo de diligΩncia para instruτπo do feito, observado,  se  for o caso, o disposto no º 2║ do art. 29, notificando-se posteriormente o reclamado por carta registrada, caso persista a recusa, para que, em dia e hora previamente designados, venha prestar esclarecimentos ou efetuar as devidas anotaτ⌡es na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social ou sua entrega.
  132. Parßgrafo ·nico - Nπo comparecendo o reclamado, lavrar-se-ß termo de ausΩncia, sendo considerado revel e confesso sobre os termos da reclamaτπo feita, devendo as anotaτ⌡es ser efetuadas por despacho da autoridade que tenha processado a reclamaτπo.
  133. Art. 38 - Comparecendo o empregador e recusando-se a fazer as anotaτ⌡es reclamadas, serß lavrado um termo de comparecimento, que deverß conter, entre outras indicaτ⌡es, o lugar, o dia e hora de sua lavratura, o nome e a residΩncia do empregador, assegurando-se-lhe o prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a contar do termo, para apresentar defesa.
  134. Parßgrafo ·nico - Findo o prazo para a defesa, subirß o processo α autoridade administrativa de primeira instΓncia, para se ordenarem diligΩncias, que completem a instruτπo do feito, ou para julgamento, se o caso estiver suficientemente esclarecido.
  135. Art. 39 - Verificando-se que as alegaτ⌡es feitas pelo reclamado versam sobre a nπo-existΩncia de relaτπo de emprego, ou sendo impossφvel verificar essa condiτπo pelos meios administrativos, serß o processo encaminhado α Justiτa do Trabalho, ficando, nesse caso, sobrestado o julgamento do auto de infraτπo que houver sido lavrado.
  136. º 1║ - Se nπo houver acordo, a Junta de Conciliaτπo e Julgamento, em sua sentenτa, ordenarß que a Secretaria efetue as devidas anotaτ⌡es, uma vez transitada em julgado, e faτa a comunicaτπo α autoridade competente para o fim de aplicar a multa cabφvel.
  137. º 2║ - Igual procedimento observar-se-ß no caso de processo trabalhista de qualquer natureza, quando for verificada a falta de anotaτ⌡es na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social, devendo o juiz, nesta hip≤tese, mandar proceder, desde logo, αquelas sobre as quais nπo houver controvΘrsia.
  138.  
  139. [2-1-6
  140. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  141.  
  142. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  143.  
  144. SE╟├O VI DO VALOR DAS ANOTA╟╒ES
  145.  
  146. Art. 40 - As Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social regularmente emitidas e anotadas servirπo de prova nos atos em que sejam exigidas carteiras de identidade e especialmente:
  147. I - nos casos de dissφdio na Justiτa do Trabalho entre a empresa e o empregado por motivo de salßrio, fΘrias, ou tempo de serviτo;
  148. II - perante a PrevidΩncia Social, para o efeito de declaraτπo de dependentes;
  149. lIl - para cßlculo de indenizaτπo por acidente do trabalho ou molΘstia profissional.
  150.  
  151. [2-1-7
  152. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  153.  
  154. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  155.  
  156. SE╟├O VII DOS LIVROS DE REGISTRO DE EMPREGADOS
  157.  
  158. Art. 41 - Em todas as atividades serß obrigat≤rio para o empregador o registro dos respectivos trabalhadores, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletr⌠nico, conforme instruτ⌡es a serem expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho.
  159. Parßgrafo ·nico - AlΘm da qualificaτπo civil ou profissional de cada trabalhador, deverπo ser anotados todos os dados relativos α sua admissπo no emprego, duraτπo e efetividade do trabalho, a fΘrias, acidentes e demais circunstΓncias que interessem α proteτπo do trabalhador.
  160. Art. 42 - Os documentos de que trata o art. 41 serπo autenticados pelas Delegacias Regionais do Trabalho, por outros ≤rgπos autorizados ou pelo Fiscal do Trabalho, vedada a cobranτa de qualquer emolumento.
  161. Art. 43 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.) 
  162. Art. 44 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.) 
  163. Art. 45 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  164. Art. 46 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  165. Art. 47 - A   empresa   que   mantiver   empregado  nπo  registrado  nos  termos  do art. 41 e seu parßgrafo ·nico, incorrerß na multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referΩncia regional, por empregado nπo registrado, acrescido de igual valor em cada reincidΩncia.
  166. Parßgrafo ·nico - As demais infraτ⌡es referentes ao registro de empregados sujeitarπo a empresa α multa de valor igual a 15 (quinze) vezes o valor-de-referΩncia regional, dobrada na reincidΩncia.
  167. Art. 48 - As multas previstas nesta Seτπo serπo aplicadas pelas Delegacias Regionais do Trabalho.
  168.  
  169. [2-1-8
  170. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  171.  
  172. CAP═TULO I DA IDENTIFICA╟├O PROFISSIONAL
  173.  
  174. SE╟├O VIII DAS PENALIDADES
  175.  
  176. Art. 49 - Para os efeitos da emissπo, substituiτπo ou anotaτπo de Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social, considerar-se-ß crime de falsidade, com as penalidades previstas no art. 299 do C≤digo Penal:
  177. I - fazer, no todo ou em parte, qualquer documento falso ou alterar o verdadeiro;
  178. II - afirmar falsamente a sua pr≤pria identidade, filiaτπo, lugar de nascimento, residΩncia, profissπo ou estado civil e beneficißrios, ou atestar os de outra pessoa;
  179. lIl - servir-se de documentos, por qualquer forma falsificados;
  180. IV - falsificar, fabricando ou alterando, ou vender, usar ou possuir Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social assim alteradas;
  181. V - adotar dolosamente em Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social ou registro de empregado, ou confessar ou declarar, em juφzo ou fora dele, data de admissπo em emprego diversa da verdadeira.
  182. Art. 50 - Comprovando-se falsidade, quer nas declaraτ⌡es para emissπo de Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social, quer nas respectivas anotaτ⌡es, o fato serß levado ao conhecimento da autoridade que houver emitido a carteira, para fins de direito.
  183. Art. 51 - Incorrerß em multa de valor igual a 90 (noventa) vezes o valor-de-referΩncia regional aquele que, comerciante ou nπo, vender ou expuser a venda qualquer tipo de carteira igual ou semelhante ao tipo oficialmente adotado.
  184. Art. 52 - O extravio ou inutilizaτπo da Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social por culpa da empresa sujeitarß esta α multa de valor igual a 15 (quinze) vezes o valor-de-referΩncia regional.
  185. Art. 53 - A empresa que receber Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social para anotar e a retiver por mais de 48 (quarenta e oito) horas ficarß sujeita α multa de valor igual a 15 (quinze) vezes o valor-de-referΩncia regional.
  186. Art. 54 - A empresa que, tendo sido intimada, nπo comparecer para anotar a Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social de seu empregado, ou cujas alegaτ⌡es para recusa tenham sido julgadas improcedentes, ficarß sujeita α multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referΩncia regional.
  187. Art. 55 - Incorrerß na multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referΩncia regional a empresa que infringir o art. 13 e seus parßgrafos.
  188. Art. 56 - O sindicato que cobrar remuneraτπo pela entrega de Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social ficarß sujeito α multa de valor igual a 90 (noventa) vezes o valor-de-referΩncia regional.
  189.  
  190. [2-2-1
  191. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  192.  
  193. CAP═TULO II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  194.  
  195. SE╟├O I DISPOSI╟├O PRELIMINAR
  196.  
  197. Art. 57 - Os preceitos deste Capφtulo aplicam-se a todas as atividades, salvo as expressamente excluφdas, constituindo exceτ⌡es as disposiτ⌡es especiais, concernentes estritamente a peculiaridades profissionais constantes do Capφtulo I do Tφtulo III.
  198.  
  199. [2-2-2
  200. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  201.  
  202. CAP═TULO II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  203.  
  204. SE╟├O II DA JORNADA DE TRABALHO
  205.  
  206. Art. 58 - A duraτπo normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, nπo excederß de 8 (oito) horas dißrias, desde que nπo seja fixado expressamente outro limite.
  207. Art. 58-A - Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duraτπo nπo exceda a vinte e cinco horas semanais.
  208. º 1░ - O salßrio a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial serß proporcional α sua jornada, em relaτπo aos empregados que cumprem, nas mesmas funτ⌡es, tempo integral.
  209. º 2░ -  Para os atuais empregados, a adoτπo do regime de tempo parcial serß feita mediante opτπo manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociaτπo coletiva.
  210. Art. 59 - A duraτπo normal do trabalho poderß ser acrescida de horas suplementares, em n·mero nπo excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.
  211. º 1║ - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverß constar, obrigatoriamente, a importΓncia da remuneraτπo da hora suplementar, que serß, pelo menos, 50% (cinqⁿenta por cento) superior α da hora normal.
  212.  º 2║ - Poderß ser dispensado o acrΘscimo de salßrio se, por forτa de acordo ou convenτπo coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuiτπo em outro dia, de maneira que nπo exceda, no perφodo mßximo de um ano, α soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o Iimite mßximo de dez horas dißrias.
  213.  º 3║ - Na hip≤tese de rescisπo do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensaτπo integral da jornada extraordinßria, na forma do parßgrafo anterior, farß o trabalhador jus ao pagamento das horas extras nπo compensadas, calculadas sobre o valor da remuneraτπo na data da rescisπo.
  214.  º 4░ - Os empregados sob o regime de tempo parcial nπo poderπo prestar horas extras.
  215. Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capφtulo "Da Seguranτa e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluφdas por ato do Ministro do Trabalho, quaisquer prorrogaτ⌡es s≤ poderπo ser acordadas mediante licenτa prΘvia das autoridades competentes em matΘria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederπo aos necessßrios exames locais e α verificaτπo dos mΘtodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermΘdio de autoridades sanitßrias federais, estaduais e municipais, com quem entrarπo em entendimento para tal fim.
  216. Art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderß a duraτπo do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de forτa maior, seja para atender α realizaτπo ou conclusπo de serviτos inadißveis ou cuja inexecuτπo possa acarretar prejuφzo manifesto.
  217. º 1║ - O excesso, nos casos deste artigo, poderß ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverß ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, α autoridade competente em matΘria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalizaτπo sem prejuφzo dessa comunicaτπo.
  218. º 2║ - Nos casos de excesso de horßrio por motivo de forτa maior, a remuneraτπo da hora excedente nπo serß inferior α da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo, a remuneraτπo serß, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior α da hora normal, e o trabalho nπo poderß exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei nπo fixe expressamente outro limite.
  219. º 3║ - Sempre que ocorrer interrupτπo do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de forτa maior, que determinem a impossibilidade de sua realizaτπo, a duraτπo do trabalho poderß ser prorrogada pelo tempo necessßrio atΘ o mßximo de 2 (duas) horas, durante o n·mero de dias indispensßveis α recuperaτπo do tempo perdido, desde que nπo exceda de 10 (dez) horas dißrias, em perφodo nπo superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa recuperaτπo α prΘvia autorizaτπo da autoridade competente.
  220. Art. 62 - Nπo sπo abrangidos pelo regime previsto neste capφtulo:
  221. I - os empregados que exercem atividade externa incompatφvel com a fixaτπo de horßrio de trabalho, devendo tal condiτπo ser anotada na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social e no registro de empregados;
  222. II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestπo, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial.
  223. Parßgrafo ·nico - O regime previsto neste capφtulo serß aplicßvel aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salßrio do cargo de confianτa, compreendendo a gratificaτπo de funτπo, se houver, for inferior ao valor do respectivo salßrio efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento).
  224. Art. 63 - Nπo haverß distinτπo entre empregados e interessados, e a participaτπo em lucros e comiss⌡es, salvo em lucros de carßter social, nπo exclui o participante do regime deste Capφtulo.
  225. Art. 64 - O salßrio-hora normal, no caso de empregado mensalista, serß obtido dividindo-se o salßrio mensal correspondente α duraτπo do trabalho, a que se refere  o art. 58, por 30 (trinta) vezes o n·mero de horas dessa duraτπo.
  226. Parßgrafo ·nico - Sendo o n·mero de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-ß para o cßlculo, em lugar desse n·mero, o de dias de trabalho por mΩs.
  227. Art. 65 - No caso do empregado diarista, o salßrio-hora normal serß obtido dividindo-se o salßrio dißrio correspondente α duraτπo do trabalho, estabelecido no art. 58, pelo n·mero de horas de efetivo trabalho.
  228.  
  229. [2-2-3
  230. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  231.  
  232. CAP═TULO II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  233.  
  234. SE╟├O III DOS PER═ODOS DE DESCANSO
  235.  
  236. Art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverß um perφodo mφnimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso.
  237. Art. 67 - Serß assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniΩncia p·blica ou necessidade imperiosa do serviτo, deverß coincidir com o domingo, no todo ou em parte.
  238. Parßgrafo ·nico - Nos serviτos que exijam trabalho aos domingos, com exceτπo quanto aos elencos teatrais, serß estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada e constando de quadro sujeito α fiscalizaτπo.
  239. Art. 68 - O trabalho em domingo, seja total ou parcial, na forma do art. 67, serß sempre subordinado α permissπo prΘvia da autoridade competente em matΘria de trabalho.
  240. Parßgrafo ·nico - A permissπo serß concedida a tφtulo permanente nas atividades que, por sua natureza ou pela conveniΩncia p·blica, devem ser exercidas aos domingos, cabendo ao Ministro do Trabalho expedir instruτ⌡es em que sejam especificadas tais atividades. Nos demais casos, ela serß dada sob forma transit≤ria, com discriminaτπo do perφodo autorizado, o qual, de cada vez, nπo excederß de 60 (sessenta) dias.
  241. Art. 69 - Na regulamentaτπo do funcionamento de atividades sujeitas ao regime deste Capφtulo, os municφpios atenderπo aos preceitos nele estabelecidos, e as regras que venham a fixar nπo poderπo contrariar tais preceitos nem as instruτ⌡es que, para seu cumprimento, forem expedidas pelas autoridades competentes em matΘria de trabalho.
  242. Art. 70 - Salvo o disposto nos arts. 68 e 69, Θ vedado o trabalho em dias feriados nacionais e feriados religiosos, nos termos da legislaτπo pr≤pria.
  243. Art. 71 - Em qualquer trabalho contφnuo, cuja duraτπo exceda de 6 (seis) horas, Θ obrigat≤ria a concessπo de um intervalo para repouso ou alimentaτπo, o qual serß, no mφnimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrßrio, nπo poderß exceder de 2 (duas) horas.
  244. º 1║ - Nπo excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, serß, entretanto, obrigat≤rio um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duraτπo ultrapassar 4 (quatro) horas.
  245. º 2║ - Os intervalos de descanso nπo serπo computados na duraτπo do trabalho.
  246. º 3║ - O limite mφnimo de 1 (uma) hora para repouso ou refeiτπo poderß ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho quando, ouvida a Secretaria de Seguranτa e Higiene do Trabalho, se verificar que o estabelecimento atende integralmente αs exigΩncias concernentes α organizaτπo dos refeit≤rios e quando os respectivos empregados nπo estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares.
  247. º 4║ - Quando o intervalo para repouso e alimentaτπo, previsto neste artigo, nπo for concedido pelo empregador, este ficarß obrigado a remunerar o perφodo correspondente com um acrΘscimo de no mφnimo 50% (cinqⁿenta por cento) sobre o valor da remuneraτπo da hora normal de trabalho.
  248. Art. 72 - Nos serviτos permanentes de mecanografia (datilografia, escrituraτπo ou cßlculo), a cada perφodo de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderß um repouso de 10 (dez) minutos nπo deduzidos da duraτπo normal de trabalho.
  249.  
  250. [2-2-4
  251. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  252.  
  253. CAP═TULO II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  254.  
  255. SE╟├O IV DO TRABALHO NOTURNO
  256.  
  257. Art. 73 - Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terß remuneraτπo superior α do diurno e, para esse efeito, sua remuneraτπo terß um acrΘscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.
  258. º 1║ - A hora do trabalho noturno serß computada como de 52 (cinqⁿenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos.
  259. º 2║ - Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte.
  260. º 3║ - O acrΘscimo a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas que nπo mantΩm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, serß feito tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relaτπo αs empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o aumento serß calculado sobre o salßrio mφnimo geral vigente na regiπo, nπo sendo devido quando exceder desse limite, jß acrescido da percentagem.
  261. º 4║ - Nos horßrios mistos, assim entendidos os que abrangem perφodos diurnos e noturnos, aplica-se αs horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parßgrafos.
  262. º 5║ - └s prorrogaτ⌡es do trabalho noturno aplica-se o disposto neste Capφtulo.
  263.  
  264. [2-2-5
  265. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  266.  
  267. CAP═TULO II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  268.  
  269. SE╟├O V DO QUADRO DE HOR┴RIO
  270.  
  271. Art. 74 - O horßrio do trabalho constarß de quadro, organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho e afixado em lugar bem visφvel. Esse quadro serß discriminativo no caso de nπo ser o horßrio ·nico para todos os empregados de uma mesma seτπo ou turma.
  272. º 1║ - O horßrio de trabalho serß anotado em registro de empregados com a indicaτπo de acordos ou contratos coletivos porventura celebrados.
  273. º 2║ - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores serß obrigat≤ria a anotaτπo da hora de entrada e de saφda, em registro manual, mecΓnico ou eletr⌠nico, conforme instruτ⌡es a serem expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho, devendo haver prΘ-assinalaτπo do perφodo de repouso.
  274. º 3║ - Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horßrio dos empregados constarß, explicitamente, de ficha ou papeleta em seu poder, sem prejuφzo do que disp⌡e o º 1║ deste artigo.
  275.  
  276. [2-2-6
  277. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  278.  
  279. CAP═TULO II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  280.  
  281. SE╟├O VI DAS PENALIDADES
  282.  
  283. Art. 75 - Os infratores dos dispositivos do presente Capφtulo incorrerπo na multa de 3 (trΩs) a 300 (trezentos) valores-de-referΩncia regionais, segundo a natureza da infraτπo, sua extensπo e a intenτπo de quem a praticou, aplicada em dobro no caso de reincidΩncia e oposiτπo α fiscalizaτπo ou desacato α autoridade.
  284. Parßgrafo ·nico - Sπo competentes para impor penalidades as Delegacias Regionais do Trabalho.
  285.  
  286. [2-3-1
  287. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  288.  
  289. CAP═TULO III DO SAL┴RIO M═NIMO
  290.  
  291. SE╟├O I DO CONCEITO
  292.  
  293. Art. 76 - Salßrio mφnimo Θ a contraprestaτπo mφnima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador rural, sem distinτπo de sexo, por dia normal de serviτo, e capaz de satisfazer, em determinada Θpoca e regiπo do Paφs, as suas necessidades normais de alimentaτπo, habitaτπo, vestußrio, higiene e transporte.
  294. Art. 77 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  295. Art. 78 - Quando o salßrio for ajustado por empreitada, ou convencionado por tarefa ou peτa, serß garantida ao trabalhador uma remuneraτπo dißria nunca inferior α do salßrio mφnimo por dia normal.
  296. Parßgrafo ·nico - Quando o salßrio mφnimo mensal do empregado α comissπo ou que tenha direito α percentagem for integrado por parte fixa e parte varißvel, ser-lhe-ß sempre garantido o salßrio mφnimo, vedado qualquer desconto em mΩs subseqⁿente a tφtulo de compensaτπo.
  297. Art. 79 - Quando se tratar da fixaτπo do salßrio mφnimo dos trabalhadores ocupados em serviτos insalubres, poderπo as Comiss⌡es de Salßrio Mφnimo aumentß-lo atΘ de metade do salßrio mφnimo normal.
  298. Art. 80 - Ao menor aprendiz serß pago salßrio nunca inferior a 1/2 (meio) salßrio mφnimo regional durante a primeira metade da duraτπo mßxima prevista para o aprendizado do respectivo ofφcio. Na segunda metade passarß a perceber, pelo menos, 2/3 (dois terτos) do salßrio mφnimo.
  299. Parßgrafo ·nico - Considera-se aprendiz o menor de 12 (doze) a 18 (dezoito) anos, sujeito a formaτπo profissional met≤dica do ofφcio em que exerτa o seu trabalho.
  300. Art. 81 - O salßrio mφnimo serß determinado pela f≤rmula Sm = a + b + c + d + e, em que a, b, c, d e e representam, respectivamente, o valor das despesas dißrias com alimentaτπo, habitaτπo, vestußrio, higiene e transporte necessßrios α vida de um trabalhador adulto.
  301. º 1║ - A parcela correspondente α alimentaτπo terß um valor mφnimo igual aos valores da lista de provis⌡es, constantes dos quadros devidamente aprovados e necessßrios α alimentaτπo dißria do trabalhador adulto.
  302. º 2║ - Poderπo ser substituφdos pelos equivalentes de cada grupo, tambΘm mencionados nos quadros a que alude o parßgrafo anterior, os alimentos, quando as condiτ⌡es da regiπo o aconselharem, respeitados os valores nutritivos determinados nos mesmos quadros.
  303. º 3║ - O  MinistΘrio  do  Trabalho  farß,  periodicamente, a  revisπo  dos  quadros  a  que  se  refere  o º 1║ deste artigo.
  304. Art. 82 - Quando o empregador fornecer, in natura, uma ou mais das parcelas do salßrio mφnimo, o salßrio em dinheiro serß determinado pela f≤rmula Sd = Sm - P, em que Sd representa o salßrio em dinheiro, Sm o salßrio mφnimo e P a soma dos valores daquelas parcelas na regiπo.
  305. Parßgrafo ·nico - O salßrio mφnimo pago em dinheiro nπo serß inferior a 30% (trinta por cento) do salßrio mφnimo fixado para a regiπo.
  306. Art. 83 - ╔ devido o salßrio mφnimo ao trabalhador em domicφlio, considerado este como o executado na habitaτπo do empregado ou em oficina de famφlia, por conta de empregador que o remunere.
  307.  
  308. [2-3-2
  309. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  310.  
  311. CAP═TULO III DO SAL┴RIO M═NIMO
  312.  
  313. SE╟├O II DAS REGI╒ES E SUB-REGI╒ES
  314.  
  315. Art. 84 - (Prejudicado pelo art. 7║ da CF de 1988.) 
  316. Art. 85 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  317. Art. 86 - (Prejudicado pelo art. 7║ da CF de 1988.)
  318.  
  319. [2-3-3
  320. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  321.  
  322. CAP═TULO III DO SAL┴RIO M═NIMO
  323.  
  324. SE╟├O III DA CONSTITUI╟├O DAS COMISS╒ES
  325.  
  326. Art. 87 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  327. Art. 88 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  328. Art. 89 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  329. Art. 90 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  330. Art. 91 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  331. Art. 92 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  332. Art. 93 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  333. Art. 94 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  334. Art. 95 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  335. Art. 96 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  336. Art. 97 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  337. Art. 98 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  338. Art. 99 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  339. Art. 100 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  340.  
  341. [2-3-4
  342. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  343.  
  344. CAP═TULO III DO SAL┴RIO M═NIMO
  345.  
  346. SE╟├O IV DAS ATRIBUI╟╒ES DAS COMISS╒ES DE SAL┴RIO M═NIMO
  347.  
  348. Art. 101 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.) 
  349. Art. 102 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  350. Art. 103 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  351. Art. 104 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  352. Art. 105 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  353. Art. 106 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  354. Art. 107 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  355. Art. 108 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.) 
  356. Art. 109 - (Revogado pela Lei n║ 4,589, de 11-12-1964.) 
  357. Art. 110 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.) 
  358. Art. 111 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  359.  
  360. [2-3-5
  361. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  362.  
  363. CAP═TULO III DO SAL┴RIO M═NIMO
  364.  
  365. SE╟├O V DA FIXA╟├O DO SAL┴RIO M═NIMO
  366.  
  367. Art. 112 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  368. Art. 113 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  369. Art. 114 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  370. Art. 115 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  371. Art. 116 - O decreto fixando o salßrio mφnimo, decorridos 60 (sessenta) dias de sua publicaτπo no Dißrio Oficial, obrigarß a todos que utilizem o trabalho de outrem mediante remuneraτπo.
  372. º 1║ - O salßrio mφnimo, uma vez fixado, vigorarß pelo prazo de 3 (trΩs) anos, podendo ser modificado ou confirmado por novo perφodo de 3 (trΩs) anos, e assim seguidamente, por decisπo da respectiva Comissπo de Salßrio Mφnimo, aprovada pelo Ministro do Trabalho.
  373. º 2║ - Excepcionalmente, poderß o salßrio mφnimo ser modificado, antes de decorridos 3 (trΩs) anos de sua vigΩncia, sempre que a respectiva Comissπo de Salßrio Mφnimo, pelo voto de 3/4 (trΩs quartos) de seus componentes, reconhecer que fatores de ordem econ⌠mica tenham alterado de maneira profunda a situaτπo econ⌠mica e financeira da regiπo interessada.
  374.  
  375. [2-3-6
  376. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  377.  
  378. CAP═TULO III DO SAL┴RIO M═NIMO
  379.  
  380. SE╟├O VI DISPOSI╟╒ES GERAIS
  381.  
  382. Art. 117 - Serß nulo de pleno direito, sujeitando o empregador αs sanτ⌡es do art. 121, qualquer contrato ou convenτπo que estipule remuneraτπo inferior ao salßrio mφnimo estabelecido na regiπo em que tiver de ser cumprido.
  383. Art. 118 - O trabalhador a quem for pago salßrio inferior ao mφnimo terß direito, nπo obstante qualquer contrato ou convenτπo em contrßrio, a reclamar do empregador o complemento de seu salßrio mφnimo estabelecido na regiπo em que tiver de ser cumprido.
  384. Art. 119 - Prescreve em 2 (dois) anos a aτπo para reaver a diferenτa, contados, para cada pagamento, da data em que o mesmo tenha sido efetuado.
  385. Art. 120 - Aquele que infringir qualquer dispositivo concernente ao salßrio mφnimo serß passφvel da multa de 3 (trΩs) a 120 (cento e vinte) valores-de-referΩncia regionais, elevada ao dobro na reincidΩncia.
  386. Art. 121 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  387. Art. 122 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  388. Art. 123 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  389. Art. 124 - A aplicaτπo dos preceitos deste Capφtulo nπo poderß, em caso algum, ser causa determinante da reduτπo do salßrio.
  390. Art. 125 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  391. Art. 126 - O Ministro do Trabalho expedirß as instruτ⌡es necessßrias α fiscalizaτπo do salßrio mφnimo, podendo cometer essa fiscalizaτπo a qualquer dos ≤rgπos componentes do respectivo MinistΘrio, e, bem assim, aos fiscais do Instituto Nacional de Seguro Social, na forma da legislaτπo em vigor.
  392. Art. 127 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  393. Art. 128 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  394.  
  395. [2-4-1
  396. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  397.  
  398. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  399.  
  400. SE╟├O I DO DIREITO A F╔RIAS E DA SUA DURA╟├O
  401.  
  402. Art. 129 - Todo empregado terß direito anualmente ao gozo de um perφodo de fΘrias, sem prejuφzo da remuneraτπo.
  403. Art. 130 - Ap≤s cada perφodo de 12 (doze) meses de vigΩncia do contrato de trabalho, o empregado terß direito a fΘrias, na seguinte proporτπo:
  404. I - 30 (trinta) dias corridos, quando nπo houver faltado ao serviτo mais de 5 (cinco) vezes;
  405. II - 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas;
  406. lIl - 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e trΩs) faltas;
  407. IV - 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas.
  408. º 1║ - ╔ vedado descontar, do perφodo de fΘrias, as faltas do empregado ao serviτo.
  409. º 2║ - O perφodo das fΘrias serß computado, para todos os efeitos, como tempo de serviτo.
  410. Art. 130-A - Na modalidade do regime de tempo parcial, ap≤s cada perφodo de doze meses de vigΩncia do contrato de trabalho, o empregado terß direito a fΘrias, na seguinte proporτπo:
  411. I - dezoito dias, para a duraτπo do trabalho semanal superior a vinte duas horas, atΘ vinte e cinco horas;
  412. II - dezesseis dias, para a duraτπo do trabalho semanal superior a vinte horas, atΘ vinte e duas horas;
  413. III - quatorze dias, para a duraτπo do trabalho semanal superior a quinze horas, atΘ vinte horas;
  414. IV - doze dias, para a duraτπo do trabalho semanal superior a dez horas, atΘ quinze horas;
  415. V - dez dias, para a duraτπo do trabalho semanal superior a cinco horas, atΘ dez horas;
  416. VI - oito dias, para a duraτπo do trabalho semanal igual ou inferior a cinco horas.
  417. Parßgrafo ·nico - O empregado contratado sob o regime de tempo parcial que tiver mais de sete faltas injustificadas ao longo do perφodo aquisitivo terß o seu perφodo de fΘrias reduzido α metade.
  418. Art. 131 - Nπo serß considerada falta ao serviτo, para os efeitos do artigo anterior, a ausΩncia do empregado:
  419. I - nos casos referidos no art. 473;
  420. Il - durante o licenciamento compuls≤rio da empregada por motivo de maternidade ou aborto, observados os requisitos para percepτπo do salßrio-maternidade custeado pela PrevidΩncia Social;
  421. Ill - por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, excetuada a hip≤tese do inciso IV do art. 133;
  422. IV - justificada pela empresa, entendendo-se como tal a que nπo tiver determinado o desconto do correspondente salßrio;
  423. V - durante a suspensπo preventiva para responder a inquΘrito administrativo ou de prisπo preventiva, quando for impronunciado ou absolvido; e
  424. VI - nos   dias   em   que   nπo   tenha   havido   serviτo,   salvo   na  hip≤tese  do inciso lIl do art. 133.
  425. Art. 132 - O tempo de trabalho anterior α apresentaτπo do empregado para serviτo militar obrigat≤rio serß computado no perφodo aquisitivo, desde que ele compareτa ao estabelecimento dentro de 90 (noventa) dias da data em que se verificar a respectiva baixa.
  426. Art. 133 - Nπo terß direito a fΘrias o empregado que, no curso do perφodo aquisitivo:
  427. I - deixar o emprego e nπo for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqⁿentes α sua saφda;
  428. Il - permanecer em gozo de licenτa, com percepτπo de salßrios, por mais de 30 (trinta) dias;
  429. lIl - deixar de trabalhar, com percepτπo do salßrio, por mais de 30 (trinta) dias, em virtude de paralisaτπo parcial ou total dos serviτos da empresa; e
  430. IV - tiver percebido da PrevidΩncia Social prestaτ⌡es de acidente de trabalho ou de auxφlio-doenτa por mais de 6 (seis) meses, embora descontφnuos.
  431. º 1║ - A interrupτπo da prestaτπo de serviτos deverß ser anotada na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social.
  432. º 2║ - Iniciar-se-ß o decurso de novo perφodo aquisitivo quando o empregado, ap≤s o implemento de qualquer das condiτ⌡es previstas neste artigo, retornar ao serviτo.
  433. º 3║ - Para os fins previstos no inciso lIl deste artigo a empresa comunicarß ao ≤rgπo local do MinistΘrio do Trabalho, com antecedΩncia mφnima de 15 (quinze) dias, as datas de inφcio e fim da paralisaτπo total ou parcial dos serviτos da empresa, e, em igual prazo, comunicarß, nos mesmos termos, ao sindicato representativo da categoria profissional, bem como afixarß aviso nos respectivos locais de trabalho.
  434. º 4║ - (Vetado).
  435.  
  436. [2-4-2
  437. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  438.  
  439. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  440.  
  441. SE╟├O II DA CONCESS├O E DA ╔POCA DAS F╔RIAS
  442.  
  443. Art. 134 - As fΘrias serπo concedidas por ato do empregador, em um s≤ perφodo, nos 12 (doze) meses subseqⁿentes α data em que o empregado tiver adquirido o direito.
  444. º 1║ - Somente em casos excepcionais serπo as fΘrias concedidas em 2 (dois) perφodos, um dos quais nπo poderß ser inferior a 10 (dez) dias corridos.
  445. º 2║ - Aos menores de 18 (dezoito) anos e aos maiores de 50 (cinqⁿenta) anos de idade, as fΘrias serπo sempre concedidas de uma s≤ vez.
  446. Art. 135 - A concessπo das fΘrias serß participada, por escrito, ao empregado, com antecedΩncia de, no mφnimo, 30 (trinta) dias. Dessa participaτπo o interessado darß recibo.
  447. º 1║ - O empregado nπo poderß entrar no gozo das fΘrias sem que apresente ao empregador sua Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social, para que nela seja anotada a respectiva concessπo.
  448. º 2║ - A concessπo das fΘrias serß, igualmente, anotada no livro ou nas fichas de registro dos empregados.
  449. Art. 136 - A Θpoca da concessπo das fΘrias serß a que melhor consulte os interesses do empregador.
  450. º 1║ - Os membros de uma famφlia, que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa, terπo direito a gozar fΘrias no mesmo perφodo, se assim o desejarem e se disto nπo resultar prejuφzo para o serviτo.
  451. º 2║ - O empregado estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terß direito a fazer coincidir suas fΘrias com as fΘrias escolares.
  452. Art. 137 - Sempre  que  as  fΘrias  forem  concedidas  ap≤s  o  prazo de que trata o art. 134, o empregador pagarß em dobro a respectiva remuneraτπo.
  453. º 1║ - Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha concedido as fΘrias, o empregado poderß ajuizar reclamaτπo pedindo a fixaτπo, por sentenτa, da Θpoca de gozo das mesmas.
  454. º 2║ - A sentenτa dominarß pena dißria de 5% (cinco por cento) do salßrio mφnimo da regiπo, devida ao empregado atΘ que seja cumprida.
  455. º 3║ - C≤pia da decisπo judicial transitada em julgado serß remetida ao ≤rgπo local do MinistΘrio do Trabalho, para fins de aplicaτπo da multa de carßter administrativo.
  456. Art. 138 - Durante as fΘrias, o empregado nπo poderß prestar serviτos a outro empregador, salvo se estiver obrigado a fazΩ-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele.
  457.  
  458. [2-4-3
  459. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  460.  
  461. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  462.  
  463. SE╟├O III DAS F╔RIAS COLETIVAS
  464.  
  465. Art. 139 - Poderπo ser concedidas fΘrias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da empresa.
  466. º 1║ - As fΘrias poderπo ser gozadas em 2 (dois) perφodos anuais desde que nenhum deles seja inferior a 10 (dez) dias corridos.
  467. º 2║ - Para os fins previstos neste artigo, o empregador comunicarß ao ≤rgπo local do MinistΘrio do Trabalho, com a antecedΩncia mφnima de 15 (quinze) dias, as datas de inφcio e fim das fΘrias, precisando quais os estabelecimentos ou setores abrangidos pela medida.
  468. º 3║ - Em igual prazo, o empregador enviarß c≤pia da aludida comunicaτπo aos sindicatos representativos da respectiva categoria profissional, e providenciarß a afixaτπo de aviso nos locais de trabalho.
  469. Art. 140 - Os empregados contratados hß menos de 12 (doze) meses gozarπo, na oportunidade, fΘrias proporcionais, iniciando-se, entπo, novo perφodo aquisitivo.
  470. Art. 141 - Quando o n·mero de empregados contemplados com as fΘrias coletivas for superior a 300 (trezentos), a empresa poderß promover, mediante carimbo, anotaτ⌡es de que trata o art. 135, º 1║.
  471. º 1║ - O carimbo, cujo modelo serß aprovado pelo MinistΘrio do Trabalho, dispensarß a referΩncia ao perφodo aquisitivo a que correspondem, para cada empregado, as fΘrias concedidas.
  472. º 2║ - Adotado o procedimento indicado neste artigo, caberß α empresa fornecer ao empregado c≤pia visada do recibo correspondente α quitaτπo mencionada no parßgrafo ·nico do art. 145.
  473. º 3║ - Quando da cessaτπo do contrato de trabalho, o empregador anotarß na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social as datas dos perφodos aquisitivos correspondentes αs fΘrias coletivas gozadas pelo empregado.
  474.  
  475. [2-4-4
  476. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  477.  
  478. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  479.  
  480. SE╟├O IV DA REMUNERA╟├O E DO ABONO DE F╔RIAS
  481.  
  482. Art. 142 - O empregado perceberß, durante as fΘrias, a remuneraτπo que lhe for devida na data da sua concessπo.
  483. º 1║ - Quando o salßrio for pago por hora com jornadas varißveis, apurar-se-ß a mΘdia do perφodo aquisitivo, aplicando-se o valor do salßrio na data da concessπo das fΘrias.
  484. º 2║ - Quando o salßrio for pago por tarefa tomar-se-ß por base a media da produτπo no perφodo aquisitivo do direito a fΘrias, aplicando-se o valor da remuneraτπo da tarefa na data da concessπo das fΘrias.
  485. º 3║ - Quando o salßrio for pago por percentagem, comissπo ou viagem, apurar-se-ß a mΘdia percebida pelo empregado nos 12 (doze) meses que precederem α concessπo das fΘrias.
  486. º 4║ - A parte do salßrio paga em utilidades serß computada de acordo com a anotaτπo na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social.
  487. º 5║ - Os adicionais por trabalho extraordinßrio, noturno, insalubre ou perigoso serπo computados no salßrio que servirß de base ao cßlculo da remuneraτπo das fΘrias.
  488. º 6║ - Se, no momento das fΘrias, o empregado nπo estiver percebendo o mesmo adicional do perφodo aquisitivo, ou quando o valor deste nπo tiver sido uniforme serß computada a mΘdia duodecimal recebida naquele perφodo, ap≤s a atualizaτπo das importΓncias pagas, mediante incidΩncia dos percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes.
  489. Art. 143 - ╔ facultado ao empregado converter 1/3 (um terτo) do perφodo de fΘrias a que tiver direito em abono pecunißrio, no valor da remuneraτπo que lhe seria devida nos dias correspondentes.
  490. º 1║ - O abono de fΘrias deverß ser requerido atΘ 15 (quinze) dias antes do tΘrmino do perφodo aquisitivo.
  491. º 2║ - Tratando-se de fΘrias coletivas, a conversπo a que se refere este artigo deverß ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da respectiva categoria profissional, independendo de requerimento individual a concessπo do abono.
  492.  º 3░ - O disposto neste artigo nπo se aplica aos empregados sob o regime de tempo parcial.
  493. Art. 144 - O abono de fΘrias de que trata o artigo anterior, bem como o concedido em virtude de clßusula do contrato de trabalho, do regulamento da empresa, de convenτπo ou acordo coletivo, desde que nπo excedente de 20 (vinte) dias do salßrio, nπo integrarπo a remuneraτπo do empregado para os efeitos da legislaτπo do trabalho.
  494. Art. 145 - O pagamento da remuneraτπo das fΘrias e, se for o caso, o do abono referido no art. 143 serπo efetuados atΘ 2 (dois) dias antes do inφcio do respectivo perφodo.
  495. Parßgrafo ·nico - O empregado darß quitaτπo do pagamento, com indicaτπo do inφcio e do termo das fΘrias.
  496.  
  497. [2-4-5
  498. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  499.  
  500. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  501.  
  502. SE╟├O V DOS EFEITOS DA CESSA╟├O DO CONTRATO DE TRABALHO
  503.  
  504. Art. 146 - Na cessaτπo do contrato de trabalho, qualquer que seja a sua causa, serß devida ao empregado a remuneraτπo simples ou em dobro, conforme o caso, correspondente ao perφodo de fΘrias cujo direito tenha adquirido.
  505. Parßgrafo ·nico - Na cessaτπo do contrato de trabalho, ap≤s 12 (doze) meses de serviτo, o empregado, desde que nπo haja sido demitido por justa causa, terß direito α remuneraτπo relativa ao perφodo incompleto de fΘrias, de acordo com o art. 130, na proporτπo de 1/12 (um doze avos) por mΩs de serviτo ou fraτπo superior a 14 (quatorze) dias.
  506. Art. 147 - O empregado que for despedido sem justa causa, ou cujo contrato de trabalho se extinguir em prazo predeterminado, antes de completar 12 (doze) meses de serviτo, terß direito α remuneraτπo relativa ao perφodo incompleto de fΘrias, de conformidade com o disposto no artigo anterior.
  507. Art. 148 - A remuneraτπo das fΘrias, ainda quando devida ap≤s a cessaτπo do contrato de trabalho, terß natureza salarial, para os efeitos do art. 449.
  508.  
  509. [2-4-6
  510. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  511.  
  512. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  513.  
  514. SE╟├O VI DO IN═CIO DA PRESCRI╟├O
  515.  
  516. Art. 149 - A prescriτπo do direito de reclamar a concessπo das fΘrias ou o pagamento da respectiva remuneraτπo Θ contada do tΘrmino do prazo mencionado no art. 134 ou, se for o caso, da cessaτπo do contrato de trabalho.
  517.  
  518. [2-4-7
  519. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  520.  
  521. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  522.  
  523. SE╟├O VII DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS
  524.  
  525. Art. 150 - O tripulante que, por determinaτπo do armador, for transferido para o serviτo de outro, terß computado, para o efeito de gozo de fΘrias, o tempo de serviτo prestado ao primeiro, ficando obrigado a concedΩ-las o armador em cujo serviτo ele se encontra na Θpoca de gozß-las.
  526. º 1║ - As fΘrias poderπo ser concedidas, a pedido dos interessados e com aquiescΩncia do armador, parceladamente, nos portos de escala de grande estadia do navio, aos tripulantes ali residentes.
  527. º 2║ - Serß considerada grande estadia a permanΩncia no porto por prazo excedente de 6 (seis) dias.
  528. º 3║ - Os embarcadiτos, para gozarem fΘrias nas condiτ⌡es deste artigo, deverπo pedi-las, por escrito, ao armador, antes do inφcio da viagem, no porto de registro ou armaτπo.
  529. º 4║ - O tripulante, ao terminar as fΘrias, apresentar-se-ß ao armador, que deverß designß-lo para qualquer de suas embarcaτ⌡es ou o adir a algum dos seus serviτos terrestres, respeitadas a condiτπo pessoal e a remuneraτπo.
  530. º 5║ - Em caso de necessidade, determinada pelo interesse p·blico, e comprovada pela autoridade competente, poderß o armador ordenar a suspensπo das fΘrias jß iniciadas ou a iniciar-se, ressalvado ao tripulante o direito ao respectivo gozo posteriormente.
  531. º 6║ - O Delegado do Trabalho Marφtimo poderß autorizar a acumulaτπo de 2 (dois) perφodos de fΘrias do marφtimo, mediante requerimento justificado: 
  532. I - do sindicato, quando se tratar de sindicalizado; e
  533. Il - da empresa, quando o empregado nπo for sindicalizado.
  534. Art. 151 - Enquanto nπo se criar um tipo especial de caderneta profissional para os marφtimos, as fΘrias serπo anotadas pela Capitania do Porto na caderneta-matrφcula do tripulante, na pßgina das observaτ⌡es.
  535. Art. 152 - A remuneraτπo do tripulante, no gozo de fΘrias, serß acrescida da importΓncia correspondente α etapa que estiver vencendo.
  536.  
  537. [2-4-8
  538. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  539.  
  540. CAP═TULO IV DAS F╔RIAS ANUAIS
  541.  
  542. SE╟├O VIII DAS PENALIDADES
  543.  
  544. Art. 153 - As infraτ⌡es ao disposto neste Capφtulo serπo punidas com multas de valor igual a 160 BTN por empregado em situaτπo irregular.
  545. Parßgrafo ·nico - Em caso de reincidΩncia, embaraτo ou resistΩncia α fiscalizaτπo, emprego de artifφcio ou simulaτπo com o objetivo de fraudar a lei, a multa serß aplicada em dobro.
  546.  
  547. [2-5-1
  548. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  549.  
  550. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  551.  
  552. SE╟├O I DISPOSI╟╒ES GERAIS
  553.  
  554. Art. 154 - A observΓncia, em todos os locais de trabalho, do disposto neste Capφtulo, nπo desobriga as empresas do cumprimento de outras disposiτ⌡es que, com relaτπo α matΘria, sejam incluφdas em c≤digos de obras ou regulamentos sanitßrios dos Estados ou Municφpios em que se situem os respectivos estabelecimentos, bem como daquelas oriundas de convenτ⌡es coletivas de trabalho.
  555. Art. 155 - Incumbe ao ≤rgπo de Γmbito nacional competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho:
  556. I - estabelecer, nos limites de sua competΩncia, normas sobre a aplicaτπo dos preceitos deste Capφtulo, especialmente os referidos no art. 200;
  557. II - coordenar, orientar, controlar e supervisionar a fiscalizaτπo e as demais atividades relacionadas com a seguranτa e a medicina do trabalho em todo o territ≤rio nacional, inclusive a Campanha Nacional de Prevenτπo de Acidentes do Trabalho;
  558. III - conhecer, em ·ltima instΓncia, dos recursos, voluntßrios ou de ofφcio, das decis⌡es proferidas pelos Delegados Regionais do Trabalho, em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho.
  559. Art. 156 - Compete especialmente αs Delegacias Regionais do Trabalho, nos limites de sua jurisdiτπo:
  560. I - promover a fiscalizaτπo do cumprimento das normas de seguranτa e medicina do trabalho;
  561. II - adotar as medidas que se tornem exigφveis, em virtude das disposiτ⌡es deste Capφtulo, determinando as obras e reparos que, em qualquer local de trabalho, se faτam necessßrias;
  562. lII - impor as penalidades cabφveis por descumprimento das normas constantes deste Capφtulo, nos termos do art. 201.
  563. Art. 157 - Cabe αs empresas:
  564. I - cumprir e fazer cumprir as normas de seguranτa e medicina do trabalho;
  565. II - instruir os empregados, atravΘs de ordens de serviτo, quanto αs precauτ⌡es a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenτas ocupacionais;
  566. lIl - adotar as medidas que lhe sejam determinadas pelo ≤rgπo regional competente;
  567. IV - facilitar o exercφcio da fiscalizaτπo pela autoridade competente.
  568. Art. 158 - Cabe aos empregados:
  569. I - observar as normas de seguranτa e medicina do trabalho,  inclusive as instruτ⌡es de que trata o item II do artigo anterior;
  570. lI - colaborar com a empresa na aplicaτπo dos dispositivos deste Capφtulo.
  571. Parßgrafo ·nico - Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:
  572. a) α observΓncia das instruτ⌡es expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior;
  573. b) ao uso dos equipamentos de proteτπo individual fornecidos pela empresa.
  574. Art. 159 - Mediante convΩnio autorizado pelo MinistΘrio do Trabalho, poderπo ser delegadas a outros ≤rgπos federais, estaduais ou municipais atribuiτ⌡es de fiscalizaτπo ou orientaτπo αs empresas quanto ao cumprimento das disposiτ⌡es constantes deste Capφtulo.
  575.  
  576. [2-5-2
  577. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  578.  
  579. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  580.  
  581. SE╟├O II DA INSPE╟├O PR╔VIA E DO EMBARGO OU INTERDI╟├O
  582.  
  583. Art. 160 - Nenhum estabelecimento poderß iniciar suas atividades sem prΘvia inspeτπo e aprovaτπo das respectivas instalaτ⌡es pela autoridade regional competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho.
  584. º 1║ - Nova inspeτπo deverß ser feita quando ocorrer modificaτπo substancial nas instalaτ⌡es, inclusive equipamentos, que a empresa fica obrigada a comunicar, prontamente, α Delegacia Regional do Trabalho.
  585. º 2║ - ╔ facultado αs empresas solicitar prΘvia aprovaτπo, pela Delegacia Regional do Trabalho, dos projetos de construτπo e respectivas instalaτ⌡es.
  586. Art. 161 - O Delegado Regional do Trabalho, α vista do laudo tΘcnico do serviτo competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderß interditar estabelecimento, setor de serviτo, mßquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisπo, tomada com a brevidade que a ocorrΩncia exigir, as providΩncias que deverπo ser adotadas para prevenτπo de infort·nios de trabalho.
  587. º 1║ - As autoridades federais, estaduais e municipais darπo imediato apoio αs medidas determinadas pelo Delegado Regional do Trabalho.
  588. º 2║ - A interdiτπo ou embargo poderπo ser requeridos pelo serviτo competente da Delegacia Regional do Trabalho e, ainda, por agente da inspeτπo do trabalho ou por entidade sindical.
  589. º 3║ - Da decisπo do Delegado Regional do Trabalho poderπo os interessados recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, para o ≤rgπo de Γmbito nacional competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho, ao qual serß facultado dar efeito suspensivo ao recurso.
  590. º 4║ - Responderß por desobediΩncia, alΘm das medidas penais cabφveis, quem, ap≤s determinada a interdiτπo ou embargo, ordenar ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de um dos seus setores, a utilizaτπo de mßquina ou equipamento, ou o prosseguimento de obra, se, em conseqⁿΩncia, resultarem danos a terceiros.
  591. º 5║ - O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e ap≤s laudo tΘcnico do serviτo competente, poderß levantar a interdiτπo.
  592. º 6║ - Durante a paralisaτπo dos serviτos, em decorrΩncia da interdiτπo ou embargo, os empregados receberπo os salßrios como se estivessem em efetivo exercφcio.
  593.  
  594. [2-5-3
  595. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  596.  
  597. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  598.  
  599. SE╟├O III DOS ╙RG├OS DE SEGURAN╟A E DE MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS
  600.  
  601. Art. 162 - As empresas, de acordo com normas a serem expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho, estarπo obrigadas a manter serviτos especializados em seguranτa e em medicina do trabalho.
  602. Parßgrafo ·nico - As normas a que se refere este artigo estabelecerπo:
  603. a) classificaτπo das empresas segundo o n·mero mφnimo de empregados e a natureza do risco de suas atividades;
  604. b) o n·mero mφnimo de profissionais especializados exigido de cada empresa,   segundo  o  grupo  em  que  se  classifique,  na  forma  da alφnea anterior;
  605. c) a qualificaτπo exigida para os profissionais em questπo e o seu regime de trabalho;
  606. d) as demais caracterφsticas e atribuiτ⌡es dos serviτos especializados em seguranτa e em medicina do trabalho, nas empresas.
  607. Art. 163 - Serß obrigat≤ria a constituiτπo de Comissπo Interna de Prevenτπo de Acidentes - CIPA -, de conformidade com instruτ⌡es expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nelas especificadas.
  608. Parßgrafo ·nico - O MinistΘrio do Trabalho regulamentarß as atribuiτ⌡es, a composiτπo e o funcionamento das ClPAs.
  609. Art. 164 - Cada CIPA serß composta de representantes da empresa e dos empregados, de acordo com os critΘrios que vierem a ser adotados na regulamentaτπo de que trata o parßgrafo ·nico do artigo anterior.
  610. º 1║  - Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serπo por eles designados.
  611. º 2║ - Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serπo eleitos em escrutφnio secreto, do qual participem, independentemente de filiaτπo sindical, exclusivamente os empregados interessados.
  612. º 3║ - O mandato dos membros eleitos da CIPA terß a duraτπo de 1 (um) ano, permitida uma reeleiτπo.
  613. º 4║ - O disposto no parßgrafo anterior nπo se aplicarß ao membro suplente que, durante o seu mandato, tenha participado de menos da metade do n·mero da reuni⌡es da CIPA.
  614. º 5║ - O empregador designarß, anualmente, dentre os seus representantes, o Presidente da CIPA, e os empregados elegerπo, dentre eles, o Vice-Presidente.
  615. Art. 165 - Os titulares da representaτπo dos empregados nas ClPAs nπo poderπo sofrer despedida arbitrßria, entendendo-se como tal a que nπo se fundar em motivo disciplinar, tΘcnico, econ⌠mico ou financeiro.
  616. Parßgrafo ·nico - Ocorrendo a despedida, caberß ao empregador, em caso de reclamaτπo α Justiτa do Trabalho, comprovar a existΩncia de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado.
  617.  
  618. [2-5-4
  619. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  620.  
  621. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  622.  
  623. SE╟├O IV DO EQUIPAMENTO DE PROTE╟├O INDIVIDUAL
  624.  
  625. Art. 166 - A empresa Θ obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteτπo individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservaτπo e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral nπo ofereτam completa proteτπo contra os riscos de acidentes e danos α sa·de dos empregados.
  626. Art. 167 - O equipamento de proteτπo s≤ poderß ser posto α venda ou utilizado com a indicaτπo do Certificado de Aprovaτπo do MinistΘrio do Trabalho.
  627.  
  628. [2-5-5
  629. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  630.  
  631. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  632.  
  633. SE╟├O V DAS MEDIDAS PREVENTIVAS DE MEDICINA DO TRABALHO
  634.  
  635. Art. 168 - Serß obrigat≤rio exame mΘdico, por conta do empregador, nas condiτ⌡es estabelecidas neste artigo e nas instruτ⌡es complementares a serem expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho:
  636. I - a admissπo; 
  637. II - na demissπo; 
  638. lIl - periodicamente.
  639. º 1║ - O MinistΘrio do Trabalho baixarß instruτ⌡es relativas aos casos em que serπo exigφveis exames:
  640. a) por ocasiπo da demissπo; 
  641. b) complementares.
  642. º 2║ - Outros exames complementares poderπo ser exigidos, a critΘrio mΘdico, para apuraτπo da capacidade ou aptidπo fφsica e mental do empregado para a funτπo que deva exercer.
  643. º 3║ - O MinistΘrio do Trabalho estabelecerß, de acordo com o risco da atividade e o tempo de exposiτπo, a periodicidade dos exames mΘdicos.
  644. º 4║ - O empregador manterß, no estabelecimento, o material necessßrio α prestaτπo de primeiros socorros mΘdicos, de acordo com o risco da atividade.
  645. º 5║ - O resultado dos exames mΘdicos, inclusive o exame complementar, serß comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da Θtica mΘdica.
  646. Art. 169 - Serß obrigat≤ria a notificaτπo das doenτas profissionais e das produzidas em virtude de condiτ⌡es especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade com as instruτ⌡es expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho.
  647.  
  648. [2-5-6
  649. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  650.  
  651. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  652.  
  653. SE╟├O VI DAS EDIFICA╟╒ES
  654.  
  655. Art. 170 - As edificaτ⌡es deverπo obedecer aos requisitas tΘcnicos que garantam perfeita seguranτa aos que nelas trabalhem.
  656. Art. 171 - Os locais de trabalho deverπo ter, no mφnimo, 3 (trΩs) metros de pΘ-direito, assim considerada a altura livre do piso ao teto.
  657. Parßgrafo ·nico - Poderß ser reduzido esse mφnimo desde que atendidas as condiτ⌡es de iluminaτπo e conforto tΘrmico compatφveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se tal reduτπo ao controle do ≤rgπo competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho.
  658. Art. 172 - Os pisos dos locais de trabalho nπo deverπo apresentar saliΩncias nem depress⌡es que prejudiquem a circulaτπo de pessoas ou a movimentaτπo de materiais.
  659. Art. 173 - As aberturas nos pisos e paredes serπo protegidas de forma que impeτam a queda de pessoas ou de objetos.
  660. Art. 174 - As paredes, escadas, rampas de acesso, passarelas, pisos, corredores, coberturas e passagens dos locais de trabalho deverπo obedecer αs condiτ⌡es de seguranτa e de higiene do trabalho estabelecidas pelo MinistΘrio do Trabalho e manter-se em perfeito estado de conservaτπo e limpeza.
  661.  
  662. [2-5-7
  663. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  664.  
  665. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  666.  
  667. SE╟├O VII DA ILUMINA╟├O
  668.  
  669. Art. 175 - Em todos os locais de trabalho deverß haver iluminaτπo adequada, natural ou artificial, apropriada α natureza da atividade.
  670. º 1║ - A iluminaτπo deverß ser uniformemente distribuφda, geral e difusa, a fim de evitar ofuscamento, reflexos inc⌠modos, sombras e contrastes excessivos.
  671. º 2║ - O MinistΘrio do Trabalho estabelecerß os nφveis mφnimos de iluminamento a serem observados.
  672.  
  673. [2-5-8
  674. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  675.  
  676. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  677.  
  678. SE╟├O VIII DO CONFORTO T╔RMICO
  679.  
  680. Art. 176 - Os locais de trabalho deverπo ter ventilaτπo natural, compatφvel com o serviτo realizado.
  681. Parßgrafo ·nico - A ventilaτπo artificial serß obrigat≤ria sempre que a natural nπo preencha as condiτ⌡es de conforto tΘrmico.
  682. Art. 177 - Se as condiτ⌡es de ambiente se tornarem desconfortßveis, em virtude de instalaτ⌡es geradoras de frio ou de calor, serß obrigat≤rio o uso de vestimenta adequada para o trabalho em tais condiτ⌡es ou de capelas, anteparos, paredes duplas, isolamento tΘrmico e recursos similares, de forma que os empregados fiquem protegidos contra as radiaτ⌡es tΘrmicas.
  683. Art. 178 - As condiτ⌡es de conforto tΘrmico dos locais de trabalho devem ser mantidas dentro dos limites fixados pelo MinistΘrio do Trabalho.
  684.  
  685. [2-5-9
  686. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  687.  
  688. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  689.  
  690. SE╟├O IX DAS INSTALA╟╒ES EL╔TRICAS
  691.  
  692. Art. 179 - O MinistΘrio do Trabalho disporß sobre as condiτ⌡es de seguranτa e as medidas especiais a serem observadas relativamente a instalaτ⌡es elΘtricas, em qualquer das fases de produτπo, transmissπo, distribuiτπo ou consumo de energia.
  693. Art. 180 - Somente profissional qualificado poderß instalar, operar, inspecionar ou reparar instalaτ⌡es elΘtricas.
  694. Art. 181 - Os que trabalharem em serviτos de eletricidade ou instalaτ⌡es elΘtricas devem estar familiarizados com os mΘtodos de socorro a acidentados por choque elΘtrico.
  695.  
  696. [2-5-10
  697. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  698.  
  699. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  700.  
  701. SE╟├O X DA MOVIMENTA╟├O, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS
  702.  
  703. Art. 182 - O MinistΘrio do Trabalho estabelecerß normas sobre:
  704. I - as precauτ⌡es de seguranτa na movimentaτπo de materiais nos locais de trabalho, os equipamentos a serem obrigatoriamente utilizados e as condiτ⌡es especiais a que estπo sujeitas a operaτπo e a manutenτπo desses equipamentos, inclusive exigΩncias de pessoal habilitado;
  705. II - as exigΩncias similares relativas ao manuseio e α armazenagem de materiais, inclusive quanto αs condiτ⌡es de seguranτa e higiene relativas aos recipientes e locais de armazenagem e os equipamentos de proteτπo individual;
  706. lIl - a obrigatoriedade de indicaτπo de carga mßxima permitida nos equipamentos de transporte, dos avisos de proibiτπo de fumar e de advertΩncia quanto α natureza perigosa ou nociva α sa·de das substΓncias em movimentaτπo ou em dep≤sito, bem como das recomendaτ⌡es de primeiros socorros e de atendimento mΘdico e sφmbolo de perigo, segundo padronizaτπo internacional, nos r≤tulos dos materiais ou substΓncias armazenados ou transportados.
  707. Parßgrafo ·nico - As disposiτ⌡es relativas ao transporte de materiais aplicam-se, tambΘm, no que couber, ao transporte de pessoas nos locais de trabalho.
  708. Art. 183 - As pessoas que trabalharem na movimentaτπo de materiais deverπo estar familiarizadas com os mΘtodos racionais de levantamento de cargas.
  709.  
  710. [2-5-11
  711. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  712.  
  713. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  714.  
  715. SE╟├O XI DAS M┴QUINAS E EQUIPAMENTOS
  716.  
  717. Art. 184 - As mßquinas e os equipamentos deverπo ser dotados de dispositivos de partida e parada e outros que se fizerem necessßrios para a prevenτπo de acidentes do trabalho, especialmente quanto ao risco de acionamento acidental.
  718. Parßgrafo ·nico - ╔ proibida a fabricaτπo, a importaτπo, a venda, a locaτπo e o uso de mßquinas e equipamentos que nπo atendam ao disposto neste artigo.
  719. Art. 185 - Os reparos, limpeza e ajustes somente poderπo ser executados com as mßquinas paradas, salvo se o movimento for indispensßvel a realizaτπo do ajuste.
  720. Art. 186 - O MinistΘrio do Trabalho estabelecerß normas adicionais sobre proteτπo e medidas de seguranτa na operaτπo de mßquinas e equipamentos, especialmente quanto α proteτπo das partes m≤veis, distΓncia entre estas, vias de acesso αs mßquinas e equipamentos de grandes dimens⌡es, emprego de ferramentas, sua adequaτπo e medidas de proteτπo exigidas quando motorizadas ou elΘtricas.
  721.  
  722. [2-5-12
  723. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  724.  
  725. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  726.  
  727. SE╟├O XII DAS CALDEIRAS, FORNOS E RECIPIENTES SOB PRESS├O
  728.  
  729. Art. 187 - As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que operam sob pressπo deverπo dispor de vßlvulas e outros dispositivos de seguranτa, que evitem seja ultrapassada a pressπo interna de trabalho compatφvel com a sua resistΩncia.
  730. Parßgrafo ·nico - O MinistΘrio do Trabalho expedirß normas complementares quanto α seguranτa das caldeiras, fornos e recipientes sob pressπo, especialmente quanto ao revestimento interno, α localizaτπo, α ventilaτπo dos locais e outros meios de eliminaτπo de gases ou vapores prejudiciais α sa·de, e demais instalaτ⌡es ou equipamentos necessßrios α execuτπo segura das tarefas de cada empregado.
  731. Art. 188 - As caldeiras serπo periodicamente submetidas a inspeτ⌡es de seguranτa, por engenheiro ou empresa especializada, inscritos no MinistΘrio do Trabalho, de conformidade com as instruτ⌡es que, para esse fim, forem expedidas.
  732. º 1║ - Toda caldeira serß acompanhada de "Prontußrio", com documentaτπo original do fabricante, abrangendo, no mφnimo: especificaτπo tΘcnica, desenhos, detalhes, provas e testes realizados durante a fabricaτπo e a montagem, caracterφsticas funcionais e a pressπo mßxima de trabalho permitida (PMTP), esta ·ltima indicada, em local visφvel, na pr≤pria caldeira.
  733. º 2║ - O proprietßrio da caldeira deverß organizar, manter atualizado e apresentar, quando exigido pela autoridade competente, o Registro de Seguranτa, no qual serπo anotadas, sistematicamente, as indicaτ⌡es das provas efetuadas, inspeτ⌡es, reparos e quaisquer outras ocorrΩncias.
  734. º 3║ - Os projetos de instalaτπo de caldeiras, fornos e recipientes sob pressπo deverπo ser submetidos α aprovaτπo prΘvia do ≤rgπo regional competente em matΘria de seguranτa do trabalho.
  735.  
  736. [2-5-13
  737. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  738.  
  739. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  740.  
  741. SE╟├O XIII DAS ATIVIDADES INSALUBRES OU PERIGOSAS
  742.  
  743. Art. 189 - Serπo consideradas atividades ou operaτ⌡es insalubres aquelas que, por sua natureza, condiτ⌡es ou mΘtodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos α sa·de, acima dos limites de tolerΓncia fixados em razπo da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposiτπo aos seus efeitos.
  744. Art. 190 - O MinistΘrio do Trabalho aprovarß o quadro das atividades e operaτ⌡es insalubres e adotarß normas sobre os critΘrios de caracterizaτπo da insalubridade, os limites de tolerΓncia aos agentes agressivos, meios de proteτπo e o tempo mßximo de exposiτπo do empregado a esses agentes.
  745. Parßgrafo ·nico - As normas referidas neste artigo incluirπo medidas de proteτπo do organismo do trabalhador nas operaτ⌡es que produzem aerodispers≤ides t≤xicos, irritantes, alergΩnicos ou inc⌠modos.
  746. Art. 191 - A eliminaτπo ou a neutralizaτπo da insalubridade ocorrerß:
  747. I - com a adoτπo de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerΓncia;
  748. Il - com a utilizaτπo de equipamentos de proteτπo individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerΓncia.
  749. Parßgrafo ·nico - Caberß αs Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar as empresas, estipulando prazos para sua eliminaτπo ou neutralizaτπo, na forma deste artigo.
  750. Art. 192 - O exercφcio de trabalho em condiτ⌡es insalubres, acima dos limites de tolerΓncia estabelecidos pelo MinistΘrio do Trabalho, assegura a percepτπo de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salßrio mφnimo da regiπo, segundo se classifiquem nos graus mßximo, mΘdio e mφnimo.
  751. Art. 193 - Sπo consideradas atividades ou operaτ⌡es perigosas, na forma da regulamentaτπo aprovada pelo MinistΘrio do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou mΘtodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamßveis ou explosivos em condiτ⌡es de risco acentuado.
  752. º 1║ - O trabalho em condiτ⌡es de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salßrio sem os acrΘscimos resultantes de gratificaτ⌡es, prΩmios ou participaτ⌡es nos lucros da empresa.
  753. º 2║  - O empregado poderß optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.
  754. Art. 194 - O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessarß com a eliminaτπo do risco α sua sa·de ou integridade fφsica, nos termos desta Seτπo e das normas expedidas pelo MinistΘrio do Trabalho.
  755. Art. 195 - A caracterizaτπo e a classificaτπo da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do MinistΘrio do Trabalho, far-se-πo atravΘs de perφcia a cargo de MΘdico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no MinistΘrio do Trabalho.
  756. º 1║ - ╔ facultado αs empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao MinistΘrio do Trabalho a realizaτπo de perecia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas.
  757. º 2║ - Argⁿida em juφzo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por sindicato em favor de grupo de associados, o juiz designarß perito habilitado na forma deste artigo, e, onde nπo houver, requisitarß perφcia ao ≤rgπo competente do MinistΘrio do Trabalho.
  758. º 3║ - O disposto nos parßgrafos anteriores nπo prejudica a aτπo fiscalizadora do MinistΘrio do Trabalho, nem a realizaτπo ex officio da perφcia.
  759. Art. 196 - Os efeitos pecunißrios decorrentes do trabalho em condiτ⌡es de insalubridade ou periculosidade serπo devidos a contar da data da inclusπo da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo MinistΘrio do Trabalho, respeitadas as normas do art. 11.
  760. Art. 197 - Os materiais e substΓncias empregados, manipulados ou transportados nos locais de trabalho, quando perigosos ou nocivos α sa·de, devem conter, no r≤tulo, sua composiτπo, recomendaτ⌡es de socorro imediato e o sφmbolo de perigo correspondente, segundo a padronizaτπo internacional.
  761. Parßgrafo ·nico - Os estabelecimentos que mantenham as atividades previstas neste artigo afixarπo, nos setores de trabalho atingidos, avisos ou cartazes, com advertΩncia quanto aos materiais e substΓncias perigosos ou nocivos α sa·de.
  762.  
  763. [2-5-14
  764. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  765.  
  766. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  767.  
  768. SE╟├O XIV DA PREVEN╟├O DA FADIGA
  769.  
  770. Art. 198 - ╔ de 60 (sessenta) quilogramas o peso mßximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposiτ⌡es especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher.
  771. Parßgrafo ·nico - Nπo estß compreendida na proibiτπo deste artigo a remoτπo de material feita por impulsπo ou traτπo de vagonetes sobre trilhos, carros de mπo ou quaisquer outros aparelhos mecΓnicos, podendo o MinistΘrio do Trabalho, em tais casos, fixar limites diversos, que evitem sejam exigidos do empregado serviτos superiores αs suas forτas.
  772. Art. 199 - Serß obrigat≤ria a colocaτπo de assentos que assegurem postura correta ao trabalhador, capazes de evitar posiτ⌡es inc⌠modas ou forτadas, sempre que a execuτπo da tarefa exija que trabalhe sentado.
  773. Parßgrafo ·nico - Quando o trabalho deva ser executado de pΘ, os empregados terπo α sua disposiτπo assentos para serem utilizados nas pausas que o serviτo permitir.
  774.  
  775. [2-5-15
  776. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  777.  
  778. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  779.  
  780. SE╟├O XV DAS OUTRAS MEDIDAS ESPECIAIS DE PROTE╟├O
  781.  
  782. Art. 200 - Cabe ao MinistΘrio do Trabalho estabelecer disposiτ⌡es complementares αs normas de que trata este Capφtulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre:
  783. I - medidas de prevenτπo de acidentes e os equipamentos de proteτπo individual em obras de construτπo, demoliτπo ou reparos;
  784. lI - dep≤sitos, armazenagem e manuseio de combustφveis, inflamßveis e explosivos, bem como trΓnsito e permanΩncia nas ßreas respectivas;
  785. lIl - trabalho em escavaτ⌡es, t·neis, galerias, minas e pedreiras, sobretudo quanto α prevenτπo de explos⌡es, incΩndios, desmoronamentos e soterramentos, eliminaτπo de poeiras, gases etc., e facilidades de rßpida saφda dos empregados;
  786. IV - proteτπo contra incΩndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigΩncias ao especial revestimento de portas e paredes, construτπo de paredes contra fogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de fßcil circulaτπo, corredores de acesso e saφdas amplas e protegidas, com suficiente sinalizaτπo;
  787. V - proteτπo contra insolaτπo, calor, frio, umidade e ventos, sobretudo no trabalho a cΘu aberto, com provisπo, quanto a este, de ßgua potßvel, alojamento e profilaxia de endemias;
  788. VI - proteτπo do trabalhador exposto a substΓncias quφmicas nocivas, radiaτ⌡es ionizantes e nπo-ionizantes, ruφdos, vibraτ⌡es e trepidaτ⌡es ou press⌡es anormais ao ambiente de trabalho, com especificaτπo das medidas cabφveis para eliminaτπo ou atenuaτπo desses efeitos, limites mßximos quanto ao tempo de exposiτπo, α intensidade da aτπo ou de seus efeitos sobre o organismo do trabalhador, exames mΘdicos obrigat≤rios, limites de idade, controle permanente dos locais de trabalho e das demais exigΩncias que se faτam necessßrias;
  789. VII - higiene nos locais de trabalho, com discriminaτπo das exigΩncias, instalaτ⌡es sanitßrias, com separaτπo de sexos, chuveiros, lavat≤rios, vestißrios e armßrios individuais, refeit≤rios ou condiτ⌡es de conforto por ocasiπo das refeiτ⌡es, fornecimento de ßgua potßvel, condiτ⌡es de limpeza dos locais de trabalho e modo de sua execuτπo, tratamento de resφduos industriais;
  790. VlIl - emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas sinalizaτ⌡es de perigo.
  791. Parßgrafo ·nico - Tratando-se de radiaτ⌡es ionizantes e explosivos, as normas a que se refere este artigo serπo expedidas de acordo com as resoluτ⌡es a respeito adotadas pelo ≤rgπo tΘcnico.
  792.  
  793. [2-5-16
  794. T═TULO II DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  795.  
  796. CAP═TULO V DA SEGURAN╟A E DA MEDICINA DO TRABALHO
  797.  
  798. SE╟├O XVI DAS PENALIDADES
  799.  
  800. Art. 201 - As infraτ⌡es ao disposto neste Capφtulo relativas α medicina do trabalho serπo punidas com multa de 30 (trinta) a 300 (trezentas) vezes o valor-de-referΩncia previsto no art. 2║, parßgrafo ·nico, da Lei n║ 6.205, de 29 de abril de 1975, e as concernentes α seguranτa do trabalho com multa de 50 (cinqⁿenta) a 500 (quinhentas) vezes o mesmo valor.
  801. Parßgrafo ·nico - Em caso de reincidΩncia, embaraτo ou resistΩncia α fiscalizaτπo, emprego de artifφcio ou simulaτπo com o objetivo de fraudar a lei, a multa serß aplicada em seu valor mßximo.
  802. Art. 202 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  803. Art. 203 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  804. Art. 204 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  805. Art. 205 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  806. Art. 206 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  807. Art. 207 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  808. Art. 208 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  809. Art. 209 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  810. Art. 210 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  811. Art. 211 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  812. Art. 212 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  813. Art. 213 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  814. Art. 214 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  815. Art. 215 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  816. Art. 216 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  817. Art. 217 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  818. Art. 218 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  819. Art. 219 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  820. Art. 220 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  821. Art. 221 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  822. Art. 222 - (Revogado pela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  823. Art. 223 - (Revogado nela Lei n║ 6.514, de 22-12-1977.)
  824.  
  825. [3-1-1
  826. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  827.  
  828. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  829.  
  830. SE╟├O I DOS BANC┴RIOS
  831.  
  832. Art. 224 - A duraτπo normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancßrias e Caixa Econ⌠mica Federal serß de 6 (seis) horas contφnuas nos dias ·teis, com exceτπo dos sßbados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana.
  833. º 1║ - A duraτπo normal do trabalho estabelecida neste artigo ficarß compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horßrio dißrio, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentaτπo.
  834. º 2║  - As disposiτ⌡es deste artigo nπo se aplicam aos que exercem funτ⌡es de direτπo, gerΩncia, fiscalizaτπo, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confianτa, desde que o valor da gratificaτπo nπo seja inferior a 1/3 (um terτo) do salßrio do cargo efetivo.
  835. Art. 225 - A duraτπo normal de trabalho dos bancßrios poderß ser excepcionalmente prorrogada atΘ 8 (oito) horas dißrias, nπo excedendo de 40 (quarenta) horas semanais, observados os preceitos gerais sobre a duraτπo do trabalho.
  836. Art. 226 - O regime especial de 6 (seis) horas de trabalho tambΘm se aplica aos empregados de portaria e de limpeza, tais como porteiros, telefonistas de mesa, contφnuos e serventes, empregados em bancos e casas bancßrias.
  837. Parßgrafo ·nico - A direτπo de cada banco organizarß a escala de serviτo do estabelecimento de maneira a haver empregados do quadro da portaria em funτπo, meia hora antes e atΘ meia hora ap≤s o encerramento dos trabalhos, respeitado o limite de 6 (seis) horas dißrias.
  838.  
  839. [3-1-2
  840. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  841.  
  842. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  843.  
  844. SE╟├O II DOS EMPREGADOS NOS SERVI╟OS DE TELEFONIA, DE TELEGRAFIA SUBMARINA E
  845. SUBFLUVIAL, DE RADIOTELEGRAFIA E RADIOTELEFONIA
  846.  
  847. Art. 227 - Nas empresas que explorem o serviτo de telefonia, telegrafia submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos operadores a duraτπo mßxima de 6 (seis) horas contφnuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horas semanais.
  848. º 1║ - Quando, em caso de indeclinßvel necessidade, forem os operadores obrigados a permanecer em serviτo alΘm do perφodo normal fixado neste artigo, a empresa pagar-lhes-ß extraordinariamente o tempo excedente com acrΘscimo de 50% (cinqⁿenta por cento) sobre o seu salßrio-hora normal.
  849. º 2║ - O trabalho aos domingos, feriados e dias santos de guarda serß considerado extraordinßrio e obedecerß, quanto α sua execuτπo e remuneraτπo, ao que dispuserem empregadores e empregados em acordo, ou os respectivos sindicatos em contrato coletivo de trabalho.
  850. Art. 228 - Os operadores nπo poderπo trabalhar, de modo ininterrupto, na transmissπo manual, bem como na recepτπo visual, auditiva, com escrita manual ou datilogrßfica, quando a velocidade for superior a 25 (vinte e cinco) palavras por minuto.
  851. Art. 229 - Para os empregados sujeitos a horßrios varißveis, fica estabelecida a duraτπo mßxima de 7 (sete) horas dißrias de trabalho e 17 (dezessete) horas de folga, deduzindo-se deste tempo 20 (vinte) minutos para descanso, de cada um dos empregados, sempre que se verificar um esforτo contφnuo de mais de 3 (trΩs) horas.
  852. º 1║ - Sπo considerados empregados sujeitos a horßrios varißveis, alΘm dos operadores, cujas funτ⌡es exijam classificaτπo distinta, os que pertenτam a seτ⌡es de tΘcnica, telefones, revisπo, expediτπo, entrega e balcπo.
  853. º 2║ - Quanto α execuτπo e remuneraτπo aos domingos, feriados e dias santos de guarda e αs prorrogaτ⌡es de expediente, o trabalho dos empregados a que se refere o parßgrafo anterior serß regido pelo que se contΘm no º 1║ do art. 227 desta Seτπo.
  854. Art. 230 - A direτπo das empresas deverß organizar as turmas de empregados, para a execuτπo dos seus serviτos, de maneira que prevaleτa sempre o revezamento entre os que exercem a mesma funτπo, quer em escalas diurnas, quer em noturnas.
  855. º 1║ - Aos empregados que exerτam a mesma funτπo serß permitida, entre si, a troca de turmas, desde que isso nπo importe em prejuφzo dos serviτos, cujo chefe ou encarregado resolverß sobre a oportunidade ou possibilidade dessa medida, dentro das prescriτ⌡es desta Seτπo.
  856. º 2║ - As empresas nπo poderπo organizar horßrios que obriguem os empregados a fazer a refeiτπo do almoτo antes das 10 (dez) e depois das 13 (treze) horas e a de jantar antes das 16 (dezesseis) e depois das 19:30 (dezenove e trinta) horas.
  857. Art. 231 - As disposiτ⌡es desta Seτπo nπo abrangem o trabalho dos operadores de radiotelegrafia embarcados em navios ou aeronaves.
  858.  
  859. [3-1-3
  860. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  861.  
  862. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  863.  
  864. SE╟├O III DOS M┌SICOS PROFISSIONAIS
  865.  
  866. Art. 232 - (Revogado pela Lei n║ 3.857, de 22-12-1960.) 
  867. Art. 233 - (Revogado pela Lei n║ 3.857, de 22-12-1960.)
  868.  
  869. [3-1-4
  870. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  871.  
  872. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  873.  
  874. SE╟├O IV DOS OPERADORES CINEMATOGR┴FICOS
  875.  
  876. Art. 234 - A duraτπo normal do trabalho dos operadores cinematogrßficos e seus ajudantes nπo excederß de 6 (seis) horas dißrias, assim distribuφdas:
  877. a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematogrßfico;
  878. b) 1 (um) perφodo suplementar, atΘ o mßximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificaτπo dos aparelhos de projeτπo, ou revisπo de filmes.
  879. Parßgrafo ·nico - Mediante remuneraτπo adicional de 50% (cinqⁿenta por cento) sobre o salßrio da hora normal e observado um intervalo de 2 (duas) horas para folga, entre o perφodo a que se refere a alφnea b deste artigo e o trabalho em cabina de que trata a alφnea a, poderß o trabalho dos operadores cinematogrßficos e seus ajudantes ter a duraτπo prorrogada por 2 (duas) horas dißrias, para exibiτ⌡es extraordinßrias.
  880. Art. 235 - Nos estabelecimentos cujo funcionamento normal seja noturno, serß facultado aos operadores cinematogrßficos e seus ajudantes, mediante acordo ou contrato coletivo de trabalho e com um acrΘscimo de 50% (cinqⁿenta por cento) sobre o salßrio da hora normal, executar o trabalho em sess⌡es diurnas extraordinßrias e, cumulativamente, nas noturnas, desde que isso se verifique atΘ 3 (trΩs) vezes por semana e entre as sess⌡es diurnas e as noturnas haja o intervalo de 1 (uma) hora, no mφnimo, de descanso.
  881. º 1║ - A duraτπo de trabalho cumulativo a que alude o presente artigo nπo poderß exceder de 10 (dez) horas.
  882. º 2║ - Em seguida a cada perφodo de trabalho haverß um intervalo de repouso no mφnimo de 12 (doze) horas.
  883.  
  884. [3-1-5
  885. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  886.  
  887. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  888.  
  889. SE╟├O V DO SERVI╟O FERROVI┴RIO
  890.  
  891. Art. 236 - No serviτo ferrovißrio - considerado este o de transporte em estradas de ferro abertas ao trßfego p·blico, compreendendo a administraτπo, construτπo, conservaτπo e remoτπo das vias fΘrreas e seus edifφcios, obras-de-arte, material rodante, instalaτ⌡es complementares e acess≤rias, bem como o serviτo de trßfego, de telegrafia, telefonia e funcionamento de todas as instalaτ⌡es ferrovißrias - aplicam-se os preceitos especiais constantes desta Seτπo.
  892. Art. 237 - O pessoal a que se refere o artigo antecedente fica dividido nas seguintes categorias:
  893. a) funcionßrios de alta administraτπo, chefes e ajudantes de departamentos e seτ⌡es, engenheiros residentes, chefes de dep≤sitos, inspetores e demais empregados que exercem funτ⌡es administrativas ou fiscalizadoras;
  894. b) pessoal que trabalhe em lugares ou trechos determinados e cujas tarefas requeiram atenτπo constante; pessoal de escrit≤rio, turmas de conservaτπo e construτπo da via permanente, oficinas e estaτ⌡es principais, inclusive os respectivos telegrafistas; pessoal de traτπo, lastro e revistadores; 
  895. c) das equipagens de trens em geral;
  896. d) pessoal cujo serviτo Θ de natureza intermitente ou de pouca intensidade, embora com permanΩncia prolongada nos locais de trabalho; vigias e pessoal das estaτ⌡es do interior, inclusive os respectivos telegrafistas.
  897. Art. 238 - Serß computado como de trabalho efetivo todo o tempo em que o empregado estiver α disposiτπo da Estrada.
  898. º 1║ - Nos serviτos efetuados pelo pessoal da categoria c, nπo serß considerado como de trabalho efetivo o tempo gasto em viagens do local ou para o local de terminaτπo e inφcio dos mesmos serviτos.
  899. º 2║ - Ao pessoal removido ou comissionado fora da sede serß contado como de trabalho normal e efetivo o tempo gasto em viagens, sem direito α percepτπo de horas extraordinßrias.
  900. º 3║ - No caso das turmas de conservaτπo da via permanente, o tempo efetivo do trabalho serß contado desde a hora da saφda da casa da turma atΘ a hora em que cessar o serviτo em qualquer ponto compreendido dentro dos limites da respectiva turma. Quando o empregado trabalhar fora dos limites da sua turma, ser-lhe-ß tambΘm computado como de trabalho efetivo o tempo gasto no percurso da volta a esses limites.
  901. º 4║ - Para o pessoal da equipagem de trens, s≤ serß considerado esse trabalho efetivo, depois de chegado ao destino, o tempo em que o ferrovißrio estiver ocupado ou retido α disposiτπo da Estrada. Quando, entre dois perφodos de trabalho, nπo mediar intervalo superior a 1 (uma) hora, serß esse intervalo computado como de trabalho efetivo.
  902. º 5║ - O tempo concedido para refeiτπo nπo se computa como de trabalho efetivo, senπo para o pessoal da categoria c, quando as refeiτ⌡es forem tomadas em viagem ou nas estaτ⌡es durante as paradas. Esse tempo nπo serß inferior a 1 (uma) hora, exceto para o pessoal da referida categoria em serviτo de trens.
  903. º 6║ - No trabalho das turmas encarregadas da conservaτπo de obras-de-arte, linhas telegrßficas ou telef⌠nicas e edifφcios, nπo serß contado como de trabalho efetivo o tempo de viagem para o local do serviτo, sempre que nπo exceder de 1 (uma) hora, seja para ida ou para volta, e a Estrada fornecer os meios de locomoτπo, computando-se sempre o tempo excedente a esse limite.
  904. Art. 239 - Para o pessoal da categoria c, a prorrogaτπo do trabalho independe de acordo ou contrato coletivo, nπo podendo, entretanto, exceder de 12 (doze) horas, pelo que as empresas organizarπo, sempre que possφvel, os serviτos de equipagens de trens com destacamentos nos trechos das linhas de modo a ser observada a duraτπo normal de 8 (oito) horas de trabalho.
  905. º 1║ - Para o pessoal sujeito ao regime do presente artigo, depois de cada jornada de trabalho haverß um repouso de 10 (dez) horas contφnuas, no mφnimo, observando-se, outrossim, o descanso semanal.
  906. º 2║ - Para o pessoal da equipagem de trens, a que se refere o presente artigo, quando a empresa nπo fornecer alimentaτπo, em viagem, e hospedagem, no destino, concederß uma ajuda de custo para atender a tais despesas.
  907. º 3║ - As escalas do pessoal abrangido pelo presente artigo serπo organizadas de modo que nπo caiba a qualquer empregado, quinzenalmente, um total de horas de serviτo noturno superior αs de serviτo diurno.
  908. º 4║ - Os perφodos de trabalho do pessoal a que alude o presente artigo serπo registrados em cadernetas especiais, que ficarπo sempre em poder do empregado, de acordo com o modelo aprovado pelo Ministro do Trabalho e da Administraτπo.
  909. Art. 240 - Nos casos de urgΩncia ou de acidente, capazes de afetar a seguranτa ou regularidade do serviτo, poderß a duraτπo do trabalho ser excepcionalmente elevada a qualquer n·mero de horas, incumbindo α Estrada zelar pela incolumidade dos seus empregados e pela possibilidade de revezamento de turmas, assegurando ao pessoal um repouso correspondente e comunicando a ocorrΩncia ao MinistΘrio do Trabalho e da Administraτπo, dentro de 10 (dez) dias da sua verificaτπo.
  910. Parßgrafo ·nico - Nos casos previstos neste artigo, a recusa, sem causa justificada, por parte de qualquer empregado, α execuτπo de serviτo extraordinßrio serß considerada falta grave.
  911. Art. 241 - As horas excedentes das do horßrio normal de 8 (oito) horas serπo pagas como serviτo extraordinßrio na seguinte base: as 2 (duas) primeiras com o acrΘscimo de 50% (cinqⁿenta por cento) sobre o salßrio-hora normal; as 2 (duas) subseqⁿentes com um adicional de 50% (cinqⁿenta por cento) e as restantes com um adicional de 75% (setenta e cinco por cento).
  912. Parßgrafo ·nico - Para o pessoal da categoria c, a primeira hora serß majorada de 50% (cinqⁿenta por cento), a segunda hora serß paga com o acrΘscimo de 50% (cinqⁿenta por cento) e as 2 (duas) subseqⁿentes com o de 60% (sessenta por cento), salvo caso de negligΩncia comprovada.
  913. Art. 242 - As fraτ⌡es de meia hora superiores a 10 (dez) minutos serπo computadas como meia hora.
  914. Art. 243 - Para os empregados de estaτ⌡es do interior, cujo serviτo for de natureza intermitente ou de pouca intensidade, nπo se aplicam os preceitos gerais sobre duraτπo do trabalho, sendo-lhes, entretanto, assegurado o repouso contφnuo de 10 (dez) horas, no mφnimo, entre 2 (dois) perφodos de trabalho e descanso semanal.
  915. Art. 244 - As estradas de ferro poderπo ter empregados extranumerßrio de sobreaviso e de prontidπo, para executarem serviτos imprevistos ou para substituiτ⌡es de outros empregados que faltem α escala organizada.
  916. º 1║ - Considera-se "extranumerßrio" o empregado nπo efetivo, candidato α efetivaτπo, que se apresentar normalmente ao serviτo, embora s≤ trabalhe quando for necessßrio. O extranumerßrio s≤ receberß os dias de trabalho efetivo.
  917. º 2║ - Considera-se de "sobreaviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua pr≤pria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviτo. Cada escala de "sobreaviso" serß, no mßximo, de 24 (vinte e quatro) horas. As horas de "sobreaviso", para todos os efeitos, serπo contadas α razπo de 1/3 (um terτo) do salßrio normal.
  918. º 3║ - Considera-se de "prontidπo" o empregado que ficar nas dependΩncias da Estrada, aguardando ordens. A escala de prontidπo serß, no mßximo, de 12 (doze) horas. As horas de prontidπo serπo, para todos os efeitos, contadas α razπo de 2/3 (dois terτos) do salßrio-hora normal.
  919. º 4║ - Quando, no estabelecimento ou dependΩncia em que se achar o empregado, houver facilidade de alimentaτπo, as 12 (doze) horas de prontidπo, a que se refere o parßgrafo anterior, poderπo ser contφnuas. Quando nπo existir essa facilidade, depois de 6 (seis) horas de prontidπo, haverß sempre um intervalo de 1 (uma) hora para cada refeiτπo, que nπo serß, nesse caso, computada como de serviτo.
  920. Art. 245 - O horßrio normal de trabalho dos cabineiros nas estaτ⌡es de trßfego intenso nπo excederß de 8 (oito) horas e deverß ser dividido em 2 (dois) turnos com intervalo nπo inferior a 1 (uma) hora de repouso, nπo podendo nenhum turno ter duraτπo superior a 5 (cinco) horas, com um perφodo de descanso entre 2 (duas) jornadas de trabalho de 14 (quatorze) horas consecutivas.
  921. Art. 246 - O horßrio de trabalho dos operadores telegrafistas nas estaτ⌡es de trßfego intenso nπo excederß de 6 (seis) horas dißrias.
  922. Art. 247 - As estaτ⌡es principais, estaτ⌡es de trßfego intenso e estaτ⌡es do interior serπo classificadas para cada empresa pelo Departamento Nacional da Estradas de Ferro.
  923.  
  924. [3-1-6
  925. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  926.  
  927. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  928.  
  929. SE╟├O VI DAS EQUIPAGENS DAS EMBARCA╟╒ES DA MARINHA MERCANTE NACIONAL, DE NAVEGA╟├O FLUVIAL E LACUSTRE, DO TR┴FEGO NOS PORTOS E DA PESCA
  930.  
  931. Art. 248 - Entre as horas zero e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderß ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contφnuo, quer de modo intermitente.
  932. º 1║ - A exigΩncia do serviτo contφnuo ou intermitente ficarß a critΘrio do comandante e, neste ·ltimo caso, nunca por perφodo menor que 1 (uma) hora.
  933. º 2║ - Os serviτos de quarto nas mßquinas, passadiτo, vigilΓncia e outros que, consoante parecer mΘdico, possam prejudicar a sa·de do tripulante serπo executados por perφodos nπo maiores e com intervalos nπo menores de 4 (quatro) horas.
  934. Art. 249 - Todo o tempo de serviτo efetivo, excedente de 8 (oito) horas, ocupado na forma do artigo anterior, serß considerado de trabalho extraordinßrio, sujeito α compensaτπo a que se refere o art. 250, exceto se se tratar de trabalho executado:
  935. a) em virtude de responsabilidade pessoal do tripulante e no desempenho de funτ⌡es de direτπo, sendo consideradas como tais todas aquelas que a bordo se achem constituφdas em um ·nico indivφduo com responsabilidade exclusiva e pessoal;
  936. b) na iminΩncia de perigo, para salvaguarda ou defesa da embarcaτπo, dos passageiros, ou da carga, a juφzo exclusivo do comandante ou do responsßvel pela seguranτa a bordo; 
  937. c) por motivo de manobras ou fainas gerais que reclamem a presenτa, em seus postos, de todo o pessoal de bordo;
  938. d) na navegaτπo lacustre e fluvial, quando se destina ao abastecimento do navio ou embarcaτπo de combustφvel e rancho, ou por efeito das contingΩncias da natureza da navegaτπo, na transposiτπo de passos ou pontos difφceis, inclusive operaτ⌡es de alφvio ou transbordo de carga, para obtenτπo de calado menor para essa transposiτπo.
  939. º 1║ - O trabalho executado aos domingos e feriados serß considerado extraordinßrio, salvo se se destinar:
  940. a) ao serviτo de quartos e vigilΓncia, movimentaτπo das mßquinas e aparelhos de bordo, limpeza e higiene da embarcaτπo, preparo de alimentaτπo da equipagem e dos passageiros, serviτo pessoal destes e, bem assim, aos socorros de urgΩncia ao navio ou ao pessoal;
  941. b) ao fim da navegaτπo ou das manobras para a entrada ou saφda de portos, atracaτπo, desatracaτπo, embarque ou desembarque de carga e passageiros. 
  942. º 2║ - Nπo excederß de 30 (trinta) horas semanais o serviτo extraordinßrio prestado para o trßfego nos portos.
  943. Art. 250 - As horas de trabalho extraordinßrio serπo compensadas, segundo a conveniΩncia do serviτo, por descanso em perφodo equivalente no dia seguinte ou no subseqⁿente dentro das do trabalho normal, ou no fim da viagem, ou pelo pagamento do salßrio correspondente.
  944. Parßgrafo ·nico - As horas extraordinßrias de trabalho sπo indivisφveis, computando-se a fraτπo de hora como hora inteira.
  945. Art. 251 - Em cada embarcaτπo haverß um livro em que serπo anotadas as horas extraordinßrias de trabalho de cada tripulante, e outro, do qual constarπo, devidamente circunstanciadas, as transgress⌡es dos mesmos tripulantes.
  946. Parßgrafo ·nico - Os livros de que trata este artigo obedecerπo a modelos organizados pelo MinistΘrio do Trabalho, serπo escriturados em dia pelo comandante da embarcaτπo e ficam sujeitos αs formalidades instituφdas para os livros de registro de empregados em geral.
  947. Art. 252 - Qualquer tripulante que se julgue prejudicado por ordem emanada de superior hierßrquico poderß interpor recurso, em termos, perante a Delegacia do Trabalho Marφtimo, por intermΘdio do respectivo comandante, o qual deverß encaminhß-lo com a respectiva informaτπo dentro de 5 (cinco) dias, contados de sua chegada ao porto.
  948.  
  949. [3-1-7
  950. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  951.  
  952. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  953.  
  954. SE╟├O VII DOS SERVI╟OS FRIGOR═FICOS
  955.  
  956. Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das cΓmaras frigorφficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contφnuo, serß assegurado um perφodo de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo.
  957. Parßgrafo ·nico - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climßticas do mapa oficial do MinistΘrio do Trabalho, a 15║ (quinze graus), na quarta zona a 12║ (doze graus), e nas quinta, sexta e sΘtima zonas a 10║ (dez graus).
  958.  
  959. [3-1-8
  960. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  961.  
  962. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  963.  
  964. SE╟├O VIII DOS SERVI╟OS DE ESTIVA
  965.  
  966. Art. 254 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.)
  967. Art. 255 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  968. Art. 256 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  969. Art. 257 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  970. Art. 258 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  971. Art. 259 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  972. Art. 260 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  973. Art. 261 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  974. Art. 262 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  975. Art. 263 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  976. Art. 264 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  977. Art. 265 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  978. Art. 266 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  979. Art. 267 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  980. Art. 268 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  981. Art. 269 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  982. Art. 270 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  983. Art. 271 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  984. Art. 272 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  985. Art. 273 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  986. Art. 274 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  987. Art. 275 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  988. Art. 276 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  989. Art. 277 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  990. Art. 278 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  991. Art. 279 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  992. Art. 280 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  993. Art. 281 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  994. Art. 282 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  995. Art. 283 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  996. Art. 284 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.)
  997.  
  998. [3-1-9
  999. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1000.  
  1001. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  1002.  
  1003. SE╟├O IX DOS SERVI╟OS DE CAPATAZIAS NOS PORTOS
  1004.  
  1005. Art. 285 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  1006. Art. 286 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.)  
  1007. Art. 287 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  1008. Art. 288 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  1009. Art. 289 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  1010. Art. 290 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  1011. Art. 291 - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.) 
  1012. Art. 292 - (Revogado Dela Lei n║ 8.630. de 25-2-1993.)
  1013.  
  1014. [3-1-10
  1015. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1016.  
  1017. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  1018.  
  1019. SE╟├O X DO TRABALHO EM MINAS DE SUBSOLO
  1020.  
  1021. Art. 293 - A duraτπo normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo nπo excederß de 6 (seis) horas dißrias ou de 36 (trinta e seis) semanais.
  1022. Art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa serß computado para o efeito de pagamento do salßrio.
  1023. Art. 295 - A duraτπo normal do trabalho efetivo no subsolo poderß ser elevada atΘ 8 (oito) horas dißrias ou 48 (quarenta e oito) semanais, mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho, sujeita essa prorrogaτπo α prΘvia licenτa da autoridade competente em matΘria de higiene do trabalho.
  1024. Parßgrafo ·nico - A duraτπo normal do trabalho efetivo no subsolo poderß ser inferior a 6 (seis) horas dißrias, por determinaτπo da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condiτ⌡es locais de insalubridade e os mΘtodos e processos do trabalho adotado.
  1025. Art. 296 - A remuneraτπo da hora prorrogada serß no mφnimo de 50% (cinqⁿenta por cento) superior α da hora normal e deverß constar do acordo ou contrato coletivo de trabalho.
  1026. Art. 297 - Ao empregado no subsolo serß fornecida, pelas empresas exploradoras de minas, alimentaτπo adequada α natureza do trabalho, de acordo com as instruτ⌡es estabelecidas pela Secretaria da Seguranτa e Medicina do Trabalho e aprovadas pelo Ministro do Trabalho.
  1027. Art. 298 - Em cada perφodo de 3 (trΩs) horas consecutivas de trabalho, serß obrigat≤ria uma pausa de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual serß computada na duraτπo normal de trabalho efetivo.
  1028. Art. 299 - Quando nos trabalhos de subsolo ocorrerem acontecimentos que possam comprometer a vida ou sa·de do empregado, deverß a empresa comunicar o fato imediatamente α autoridade regional do trabalho, do MinistΘrio do Trabalho.
  1029. Art. 300 - Sempre que, por motivo de sa·de, for necessßria a transferΩncia do empregado, a juφzo da autoridade competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho, dos serviτos no subsolo para os de superfφcie, Θ a empresa obrigada a realizar essa transferΩncia, assegurando ao transferido a remuneraτπo atribuφda ao trabalhador de superfφcie em serviτo equivalente, respeitada a capacidade profissional do interessado.
  1030. Parßgrafo ·nico - No caso de recusa do empregado em atender a essa transferΩncia, serß ouvida a autoridade competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho, que decidirß a respeito.
  1031. Art. 301 - O trabalho no subsolo somente serß permitido a homens, com idade compreendida entre 21 (vinte e um) e 50 (cinqⁿenta) anos, assegurada a transferΩncia para a superfφcie nos termos previstos no artigo anterior.
  1032.  
  1033. [3-1-11
  1034. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1035.  
  1036. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  1037.  
  1038. SE╟├O XI DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS
  1039.  
  1040. Art. 302 - Os dispositivos da presente Seτπo se aplicam aos que nas empresas jornalφsticas prestem serviτos como jornalistas, revisores, fot≤grafos, ou na ilustraτπo, com as exceτ⌡es nela previstas.
  1041. º 1║ - Entende-se como jornalista o trabalhador intelectual cuja funτπo se estende desde a busca de informaτ⌡es atΘ a redaτπo de notφcias e artigos e a organizaτπo, orientaτπo e direτπo desse trabalho.
  1042. º 2║ - Consideram-se empresas jornalφsticas, para os fins desta Seτπo, aquelas que tΩm a seu cargo a ediτπo de jornais, revistas, boletins e peri≤dicos, ou a distribuiτπo de noticißrio, e, ainda, a radiodifusπo em suas seτ⌡es destinadas α transmissπo de notφcias e comentßrios.
  1043. Art. 303 - A duraτπo normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seτπo nπo deverß exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como α noite.
  1044. Art. 304 - Poderß a duraτπo normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeiτπo.
  1045. Parßgrafo ·nico - Para atender a motivos de forτa maior, poderß o empregado prestar serviτos por mais tempo do que aquele permitido nesta Seτπo. Em tais casos, porΘm o excesso deve ser comunicado αs Delegacias Regionais do MinistΘrio do Trabalho, dentro de 5 (cinco) dias, com a indicaτπo expressa dos seus motivos.
  1046. Art. 305 - As   horas   de   serviτo   extraordinßrio,    quer   as    prestadas    em   virtude de   acordo,   quer    as    que derivam das causas previstas no parßgrafo ·nico do artigo anterior, nπo poderπo ser    remuneradas    com quantia inferior α que resulta do quociente da divisπo da importΓncia do salßrio mensal por 150 (cento e cinqⁿenta) para os mensalistas, e do salßrio dißrio por 5 (cinco) para os diaristas, acrescido de, pelo menos, 50% (cinqⁿenta por cento).
  1047. Art. 306 - Os dispositivos dos arts. 303, 304 e 305 nπo se aplicam αqueles que exercem as funτ⌡es de redator-chefe, secretßrio, subsecretßrio, chefe e subchefe de revisπo, chefe de oficina, de ilustraτπo e chefe de portaria.
  1048. Parßgrafo ·nico - Nπo se aplicam, do mesmo modo, os artigos acima referidos aos que se ocuparem unicamente em serviτos externos.
  1049. Art. 307 - A cada 6 (seis) dias de trabalho efetivo corresponderß 1 (um) dia de descanso obrigat≤rio, que coincidirß com o domingo, salvo acordo escrito em contrßrio, no qual serß expressamente estipulado o dia em que se deve verificar o descanso.
  1050. Art. 308 - Em seguida a cada perφodo dißrio de trabalho haverß um intervalo mφnimo de 10 (dez) horas, destinado ao repouso.
  1051. Art. 309 - Serß computado como de trabalho efetivo o tempo em que o empregado estiver α disposiτπo do empregador .
  1052. Art. 310 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 972, de 17-10-1969.)
  1053. Art. 311 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 972, de 17-10-1969.)
  1054. Art. 312 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 972, de 17-10-1969.)
  1055. Art. 313 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 972, de 17-10-1969.)
  1056. Art. 314 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 972, de 17-10-1969.)
  1057. Art. 315 - O Governo Federal, de acordo com os governos estaduais, promoverß a criaτπo de escolas de preparaτπo ao jornalismo, destinadas α formaτπo dos profissionais da imprensa.
  1058. Art. 316 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 368, de 19-12-1968.)
  1059.  
  1060. [3-1-12
  1061. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1062.  
  1063. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  1064.  
  1065. SE╟├O XII DOS PROFESSORES
  1066.  
  1067. Art. 317 - O exercφcio remunerado do magistΘrio, em estabelecimentos particulares de ensino, exigirß apenas habilitaτπo legal e registro no MinistΘrio da Educaτπo.
  1068. º 1║ - Far-se-ß o registro de que trata este artigo uma vez que o interessado apresente os documentos seguintes:
  1069. a) certificado de habilitaτπo para o exercφcio do magistΘrio, expedido pelo MinistΘrio da Educaτπo, ou pela competente autoridade estadual ou municipal;
  1070. b) carteira de identidade;
  1071. c) folha-corrida;
  1072. d) atestado, firmado por pessoa id⌠nea, de que nπo responde a processo nem sofreu condenaτπo por crime de natureza infamante;
  1073. e) atestado de que nπo sofre de doenτa contagiosa, passado por autoridade sanitßria competente.
  1074. º 2║ - Dos estrangeiros serπo exigidos, alΘm dos documentos indicados nas alφneas a, c e e do parßgrafo anterior, estes outros:
  1075. a) carteira de identidade de estrangeiro;
  1076. b) atestado de bons antecedentes, passado por autoridade policial competente .
  1077. º 3║ - Tratando-se de membros de congregaτπo religiosa, serß dispensada a apresentaτπo de documentos indicados nas alφneas c e d do º 1║ e, quando estrangeiros, serß o documento referido na alφnea b do º 1║ substituφdo por atestado do bispo diocesano ou de autoridade equivalente.
  1078. Art. 318 - Num mesmo estabelecimento de ensino nπo poderß o professor dar, por dia, mais de 4 (quatro) aulas consecutivas, nem mais de 6 (seis), intercaladas .
  1079. Art. 319 - Aos professores Θ vedado, aos domingos, a regΩncia de aulas e o trabalho em exames.
  1080. Art. 320 - A remuneraτπo dos professores serß fixada pelo n·mero de aulas semanais, na conformidade dos horßrios.
  1081. º 1║ - O pagamento far-se-ß mensalmente, considerando-se para este efeito cada mΩs constituφdo de quatro semanas e meia.
  1082. º 2║ - Vencido cada mΩs, serß descontada, na remuneraτπo dos professores, a importΓncia correspondente ao n·mero de aulas a que tiverem faltado.
  1083. º 3║ -  Nπo serπo descontadas, no decurso de 9 (nove) dias, as faltas verificadas por motivo de gala ou de luto em conseqⁿΩncia de falecimento do c⌠njuge, do pai ou mπe, ou de filho.
  1084. Art. 321 - Sempre que o estabelecimento de ensino tiver necessidade de aumentar o n·mero de aulas marcado nos horßrios, remunerarß o professor, findo cada mΩs, com uma importΓncia correspondente ao n·mero de aulas excedentes.
  1085. Art. 322 - No perφodo de exames e no de fΘrias escolares, Θ assegurado aos professores o pagamento, na mesma periodicidade contratual, da remuneraτπo por eles percebida, na conformidade dos horßrios, durante o perφodo de aulas.
  1086. º 1║ - Nπo se exigirß dos professores, no perφodo de exames, a prestaτπo de mais de 8 (oito) horas de trabalho dißrio, salvo mediante o pagamento complementar de cada hora excedente pelo preτo correspondente ao de uma aula.
  1087. º 2║ - O perφodo de fΘrias, nπo se poderß exigir dos professores outro serviτo senπo o relacionado com a realizaτπo de exames.
  1088. º 3║ - Na hip≤tese de dispensa sem justa causa, ao tΘrmino do ano letivo ou no curso das  fΘrias escolares, Θ assegurado ao professor o pagamento a que se refere o caput deste artigo.
  1089. Art. 323 - Nπo serß permitido o funcionamento do estabelecimento particular de ensino que nπo remunere condignamente os seus professores, ou nπo lhes pague pontualmente a remuneraτπo de cada mΩs.
  1090. Parßgrafo ·nico - Compete ao MinistΘrio da Educaτπo fixar os critΘrios para a determinaτπo da condigna remuneraτπo devida aos professores bem como assegurar a execuτπo do preceito estabelecido no presente artigo.
  1091. Art. 324 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1092.  
  1093. [3-1-13
  1094. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1095.  
  1096. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  1097.  
  1098. SE╟├O XIII DOS QU═MICOS
  1099.  
  1100. Art. 325 - ╔ livre o exercφcio da profissπo de quφmico em todo o territ≤rio da Rep·blica, observadas as condiτ⌡es de capacidade tΘcnica e outras exigΩncias previstas na presente Seτπo:
  1101. a) aos possuidores de diploma de quφmico, quφmico industrial, quφmico industrial agrφcola ou engenheiro quφmico, concedido, no Brasil, por escola oficial ou oficialmente reconhecida;
  1102. b) aos diplomados em quφmica por instituto estrangeiro de ensino superior, que tenham, de acordo com a lei e a partir de 14 de julho de 1934, revalidado os seus diplomas;
  1103. c) aos que, ao tempo da publicaτπo do Decreto n║ 24.693 de 12 de julho de 1934, se achavam no exercφcio efetivo de funτπo p·blica ou particular, para a qual seja exigida a qualidade de quφmico, e que tenham requerido o respectivo registro atΘ a extinτπo do prazo fixado pelo Decreto-Lei n║ 2.298, de 10 de junho de 1940.
  1104. º 1║ - Aos profissionais incluφdos na alφnea c deste artigo, se darß, para os efeitos da presente Seτπo, a denominaτπo de "licenciados".
  1105. º 2║ - O livre exercφcio da profissπo de que trata o presente artigo s≤ Θ permitido a estrangeiros, quando compreendidos:
  1106. a) nas alφneas a e b, independentemente de revalidaτπo do diploma, se exerciam, legitimamente, na Rep·blica, a profissπo de quφmico em a data da promulgaτπo da Constituiτπo de 1934;
  1107. b) na alφnea b, se a seu favor militar a existΩncia de reciprocidade internacional, admitida em lei, para o reconhecimento dos respectivos diplomas;
  1108. c) na alφnea c, satisfeitas as condiτ⌡es nela estabelecidas.
  1109. º 3║ - O livre exercφcio da profissπo a brasileiros naturalizados estß subordinado α prΘvia prestaτπo do serviτo militar, no Brasil.
  1110. º 4║ - S≤ aos brasileiros natos Θ permitida a revalidaτπo dos diplomas de quφmicos, expedidos por institutos estrangeiros de ensino superior.
  1111. Art. 326 - Todo aquele que exercer ou pretender exercer as funτ⌡es de quφmico Θ obrigado ao uso de Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social, devendo os profissionais que se encontrarem nas condiτ⌡es das alφneas a e b do art. 325, registrar os seus diplomas de acordo com a legislaτπo vigente. 
  1112. º 1║ - A requisiτπo de Carteiras de Trabalho e PrevidΩncia Social para uso dos quφmicos, alΘm do disposto no capφtulo "Da Identificaτπo Profissional", somente serß processada mediante apresentaτπo dos seguintes documentos que provem: 
  1113. a) ser o requerente brasileiro, nato ou naturalizado, ou estrangeiro; 
  1114. b) estar, se for brasileiro, de posse dos direitos civis e polφticos;
  1115. c) ter diploma de quφmico, quφmico industrial, quφmico industrial agrφcola ou engenheiro quφmico, expedido por escola superior oficial ou oficializada;
  1116. d) ter, se diplomado no estrangeiro, o respectivo diploma revalidado nos termos da lei; 
  1117. e) haver, o que for brasileiro naturalizado, prestado serviτo militar no Brasil;
  1118. f) achar-se o estrangeiro, ao ser promulgada a Constituiτπo de 1934, exercendo legitimamente, na Rep·blica, a profissπo de quφmico, ou concorrer a seu favor a existΩncia de reciprocidade internacional, admitida em lei, para o reconhecimento dos diplomas dessa especialidade.
  1119. º 2║ - A requisiτπo de que trata o parßgrafo anterior deve ser acompanhada:
  1120. a) do diploma devidamente autenticado no caso da alφnea b do artigo precedente, e com as firmas reconhecidas no paφs de origem e na Secretaria de Estado das Relaτ⌡es Exteriores, ou da respectiva certidπo, bem como do tφtulo de revalidaτπo, ou certidπo respectiva, de acordo com a legislaτπo em vigor;
  1121. b) do certificado ou atestado comprobat≤rio de se achar o requerente na hip≤tese da alφnea c do referido artigo, ao tempo da publicaτπo do Decreto n║ 24.693 de 12 de julho de 1934, no exercφcio efetivo de funτπo p·blica, ou particular, para a qual seja exigida a qualidade de quφmico, devendo esses documentos ser autenticados pelo Delegado Regional do Trabalho, quando se referirem a requerentes moradores nas capitais dos Estados, ou coletor federal, no caso de residirem os interessados nos municφpios do interior;
  1122. c) de 3 (trΩs) exemplares de fotografia exigida pelo art. 329 e de 1 (uma) folha com as declaraτ⌡es que devem ser lanτadas na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social de conformidade com o disposto nas alφneas do mesmo artigo e seu parßgrafo ·nico.
  1123. º 3║ - Reconhecida a validade dos documentos apresentados, os Conselhos Regionais de Quφmica registrarπo, em livros pr≤prios, os documentos a que se refere a alφnea c do º 1║ e, juntamente com a Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social emitida, os devolverπo ao interessado.
  1124. Art. 327 - AlΘm dos emolumentos fixados no Capφtulo "Da Identificaτπo Profissional", o registro do diploma fica sujeito α taxa de Cr$ 30,00 (trinta cruzeiros).
  1125. Art. 328 - S≤ poderπo ser admitidos a registro os diplomas, certificados de diplomas, cartas e outros tφtulos, bem como atestados e certificados que estiverem na devida forma e cujas firmas hajam sido regularmente reconhecidas por tabeliπo p·blico e, sendo estrangeiros, pela Secretaria do Estado das Relaτ⌡es Exteriores, acompanhados estes ·ltimos da respectiva traduτπo, feita por intΘrprete comercial brasileiro.
  1126. Parßgrafo ·nico - Os Conselhos Federal e Regionais de Quφmica publicarπo, periodicamente, a lista dos quφmicos registrados na forma desta Seτπo.
  1127. Art. 329 - A cada inscrito, e como documento comprobat≤rio do registro, serß fornecida pelos Conselhos Regionais de Quφmica uma Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social numerada, que, alΘm da fotografia, medindo 3 (trΩs) por 4 (quatro) centφmetros, tirada de frente, com a cabeτa descoberta, e das impress⌡es do polegar, conterß as declaraτ⌡es seguintes: 
  1128. a) o nome por extenso; 
  1129. b) a nacionalidade e, se estrangeiro, a circunstΓncia de ser ou nπo naturalizado; 
  1130. c) a data e lugar do nascimento; 
  1131. d) a denominaτπo da escola em que houver feito o curso; 
  1132. e) a data da expediτπo do diploma e o n·mero do registro no respectivo Conselho Regional de Quφmica; 
  1133. f) a data da revalidaτπo do diploma, se de instituto estrangeiro; 
  1134. g) a especificaτπo, inclusive data, de outro tφtulo ou tφtulos de habilitaτπo; 
  1135. h) a assinatura do inscrito.
  1136. Parßgrafo ·nico - A carteira destinada aos profissionais a que se refere o º 1║ do art. 325   deverß,   em   vez  das   declaraτ⌡es   indicadas    nas alφneas d, e e f deste artigo, e alΘm do tφtulo - licenciado - posto em destaque, conter a menτπo do tφtulo de nomeaτπo ou admissπo e respectiva data, se funcionßrio p·blico, ou do atestado relativo ao exercφcio, na qualidade de quφmico, de um cargo em empresa particular, com designaτπo desta e da data inicial do exercφcio.
  1137. Art. 330 - A Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social, expedida nos termos desta Seτπo, Θ obrigat≤ria para o exercφcio da profissπo, substitui em todos os casos o diploma ou tφtulo e servirß de carteira de identidade.
  1138. Art. 331 - Nenhuma autoridade poderß receber impostos relativos ao exercφcio profissional de quφmico, senπo α vista da prova de que o interessado se acha registrado de acordo com a presente Seτπo, e essa prova serß tambΘm exigida para a realizaτπo de concursos periciais e todos os outros atos oficiais que exijam capacidade tΘcnica de quφmico.
  1139. Art. 332 - Quem, mediante an·ncio, placas, cart⌡es comerciais ou outros meios capazes de ser identificados, se propuser ao exercφcio da quφmica, em qualquer dos seus ramos, sem que esteja devidamente registrado, fica sujeito αs penalidades aplicßveis ao exercφcio ilegal da profissπo.
  1140. Art. 333 - Os profissionais a que se referem os dispositivos anteriores s≤ poderπo exercer legalmente as funτ⌡es de quφmicos depois de satisfazerem as obrigaτ⌡es constantes do art. 330 desta Seτπo.
  1141. Art. 334 - O exercφcio da profissπo de quφmico compreende:
  1142. a) a fabricaτπo de produtos e subprodutos quφmicos em seus diversos graus de pureza;
  1143. b) a anßlise quφmica, a elaboraτπo de pareceres, atestados e projetos de especialidade e sua execuτπo, perφcia civil ou judicißria sobre essa matΘria, a direτπo e a responsabilidade de laborat≤rios ou departamentos quφmicos, de ind·stria e empresas comerciais;
  1144. c) o magistΘrio nas cadeiras de quφmica dos cursos superiores especializados em quφmica;
  1145. d) a engenharia quφmica.
  1146. º 1║ - Aos quφmicos, quφmicos industriais e quφmicos industriais agrφcolas que estejam nas condiτ⌡es estabelecidas no art. 325, alφneas a e b, compete o exercφcio das atividades definidas nos itens a, b e c deste artigo, sendo privativa dos engenheiros quφmicos a do item d.
  1147. º 2║ - Aos que estiverem nas condiτ⌡es do art. 325, alφneas a e b, compete, como aos diplomados em medicina ou farmßcia, as atividades definidas no art. 2║, alφneas d, e e f do Decreto n║ 20.377, de 8 de setembro de 1931, cabendo aos agr⌠nomos e engenheiros agr⌠nomos as que se acham especificadas no art. 6║, alφnea h, do Decreto n║ 23.196, de 12 de outubro de 1933.
  1148. Art. 335 - ╔ obrigat≤ria a admissπo de quφmicos nos seguintes tipos de ind·stria:
  1149. a) de fabricaτπo de produtos quφmicos;
  1150. b) que mantenham laborat≤rio de controle quφmico;
  1151. c) de fabricaτπo de produtos industriais que sπo obtidos por meio de reaτ⌡es quφmicas dirigidas, tais como: cimento, aτ·car e ßlcool, vidro, curtume, massas plßsticas artificiais, explosivos, derivados de carvπo ou de petr≤leo, refinaτπo de ≤leos vegetais ou minerais, sabπo, celulose e derivados.
  1152. Art. 336 - No preenchimento de cargos p·blicos, para os quais se faz mister a qualidade de quφmico, ressalvadas as especializaτ⌡es referidas no º 2║ do art. 334, a  partir  da  data  da  publicaτπo  do  Decreto n║ 24.693, de 12 de julho de 1934, requer-se, como condiτπo essencial, que os candidatos previamente hajam satisfeito as exigΩncias do art. 333 desta Seτπo.
  1153. Art. 337 - Fazem fΘ p·blica os certificados de anßlises quφmicas, pareceres, atestados, laudos de perφcias e projetos relativos a essa especialidade, assinados por profissionais que satisfaτam as condiτ⌡es estabelecidas nas alφneas a e b do art. 325.
  1154. Art. 338 - ╔  facultado  aos  quφmicos que satisfizerem as condiτ⌡es constantes do art. 325, alφneas a e b, o ensino da especialidade a que se dedicarem, nas escolas superiores, oficiais ou oficializadas.
  1155. Parßgrafo ·nico - Na hip≤tese de concurso para o provimento de cargo ou emprego p·blico, os quφmicos a que este artigo se refere terπo preferΩncia, em igualdade de condiτ⌡es.
  1156. Art. 339 - O nome do quφmico responsßvel pela fabricaτπo dos produtos de uma fßbrica, usina ou laborat≤rio deverß figurar nos respectivos r≤tulos, faturas e an·ncios, compreendida entre estes ·ltimos a legenda impressa em cartas e sobrecartas.
  1157. Art. 340  -  Somente      os      quφmicos       habilitados,       nos       termos      do art. 325, alφneas a e b, poderπo ser nomeados ex officio para os exames periciais de fßbricas, laborat≤rios e usinas e de produtos aφ fabricados.
  1158. Parßgrafo ·nico - Nπo se acham compreendidos no artigo anterior os produtos farmacΩuticos e os laborat≤rios de produtos farmacΩuticos.
  1159. Art. 341 - Cabe aos quφmicos habilitados, conforme estabelece o art. 325, alφneas a e b, a execuτπo de todos os serviτos que, nπo especificados no presente regulamento, exijam por sua natureza o conhecimento de quφmica.
  1160. Art. 342 - A fiscalizaτπo do exercφcio da profissπo de quφmico incumbe aos Conselhos Regionais de Quφmica.
  1161. Art. 343 - Sπo atribuiτ⌡es dos ≤rgπos de fiscalizaτπo:
  1162. a) examinar os documentos exigidos para o registro profissional de que trata o art. 326 e seus ºº 1║ e 2║ e o art. 327, proceder α respectiva inscriτπo e indeferir o pedido dos interessados que nπo satisfizerem as exigΩncias desta Seτπo;
  1163. b) registrar as comunicaτ⌡es e contratos, a que aludem o art. 350 e seus parßgrafos, e dar as respectivas baixas;
  1164. c) verificar o exato cumprimento das disposiτ⌡es desta Seτπo, realizando as investigaτ⌡es que forem necessßrias, bem como o exame dos arquivos, livros de escrituraτπo, folhas de pagamento, contratos e outros documentos de uso de firmas ou empresas industriais ou comerciais, em cujos serviτos tome parte 1 (um) ou mais profissionais que desempenhem funτπo para a qual se deva exigir a qualidade de quφmico.
  1165. Art. 344 - Aos sindicatos de quφmicos devidamente reconhecidos Θ facultado auxiliar a fiscalizaτπo, no tocante α observaτπo da alφnea c do artigo anterior.
  1166. Art. 345 - Verificando-se, pelos Conselhos Regionais de Quφmica, serem falsos os diplomas ou outros tφtulos dessa natureza, atestados, certificados e quaisquer documentos exibidos para os fins de que trata esta Seτπo, incorrerπo os seus autores e c·mplices nas penalidades estabelecidas em lei.
  1167. Parßgrafo ·nico - A falsificaτπo de diploma ou outros quaisquer tφtulos, uma vez verificada, implicarß a instauraτπo, pelo respectivo Conselho Regional de Quφmica, do processo que no caso couber.
  1168. Art. 346 - Serß suspenso do exercφcio de suas funτ⌡es, independentemente de outras penas em que possa incorrer, o quφmico, inclusive o licenciado, que incidir em alguma das seguintes faltas:
  1169. a) revelar improbidade profissional, dar falso testemunho, quebrar o sigilo profissional e promover falsificaτ⌡es, referentes α prßtica de atos de que trata esta Seτπo;
  1170. b) concorrer com seus conhecimentos cientφficos para a prßtica de crime ou atentado contra a pßtria, a ordem social ou a sa·de p·blica;
  1171. c) deixar, no prazo marcado nesta Seτπo, de requerer a revalidaτπo e registro do diploma estrangeiro, ou o seu registro profissional no respectivo Conselho Regional de Quφmica.
  1172. Parßgrafo ·nico - O tempo de suspensπo a que alude este artigo variarß entre 1 (um) mΩs e 1 (um) ano, a critΘrio do Conselho Regional de Quφmica, ap≤s processo regular, ressalvada a aτπo da justiτa p·blica.
  1173. Art. 347 - Aqueles que exercerem a profissπo de quφmico sem ter preenchido as condiτ⌡es do art. 325 e suas alφneas, nem promovido o seu registro, nos termos do art. 326, incorrerπo na multa de 12 (doze) valores-de-referΩncia a 300 (trezentos) valores-de-referΩncia regionais, que serß elevada ao dobro, no caso de reincidΩncia.
  1174. Art. 348 - Aos licenciados a que alude o º 1║ do art. 325 poderπo, por ato do Conselho Regional de Quφmica, sujeito α aprovaτπo do Conselho Federal de Quφmica, ser cassadas as garantias asseguradas por esta Seτπo, desde que interrompam, por motivo de falta prevista no art. 346, a funτπo p·blica ou particular em que se encontravam por ocasiπo da publicaτπo do Decreto n║ 24.693, de 12 de julho de 1934.
  1175. Art. 349 - O n·mero de quφmicos estrangeiros a serviτo de particulares, empresas ou companhias nπo poderß exceder de 1/3 (um terτo) aos dos profissionais brasileiros compreendidos nos respectivos quadros.
  1176. Art. 350 - O quφmico que assumir a direτπo tΘcnica ou cargo de quφmico de qualquer usina, fßbrica, ou laborat≤rio ind·strial ou de anßlise deverß, dentro de 24 (vinte e quatro) horas e por escrito, comunicar essa ocorrΩncia ao ≤rgπo fiscalizador, contraindo, desde essa data, a responsabilidade da parte tΘcnica referente α sua profissπo, assim como a responsabilidade tΘcnica dos produtos manufaturados.
  1177. º 1║ - Firmando-se contrato entre o quφmico e o proprietßrio da usina fßbrica, ou laborat≤rio, serß esse documento apresentado, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, para registro, ao ≤rgπo fiscalizador.
  1178. º 2║ - Comunicaτπo idΩntica α de que trata a primeira parte deste artigo farß o quφmico quando deixar a direτπo tΘcnica ou o cargo de quφmico, em cujo exercφcio se encontrava, a fim de ressalvar a sua responsabilidade e fazer-se o cancelamento do contrato. Em caso de falΩncia do estabelecimento, a comunicaτπo serß feita pela firma proprietßria.
  1179.  
  1180. [3-1-14
  1181. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1182.  
  1183. CAP═TULO I DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE DURA╟├O E CONDI╟╒ES DE TRABALHO
  1184.  
  1185. SE╟├O XIV DAS PENALIDADES
  1186.  
  1187. Art. 351 - Os infratores dos dispositivos do presente Capφtulo incorrerπo na multa de 3 (trΩs) a 300 (trezentos) valores-de-referΩncia regionais segundo a natureza da infraτπo, sua extensπo e a intenτπo de quem a praticou, aplicada em dobro no caso de reincidΩncia, oposiτπo α fiscalizaτπo ou desacato α autoridade.
  1188. Parßgrafo ·nico - Sπo competentes para impor penalidades as autoridades de primeira instΓncia incumbidas da fiscalizaτπo dos preceitos constantes do presente Capφtulo.
  1189.  
  1190. [3-2-1
  1191. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1192.  
  1193. CAP═TULO II DA NACIONALIZA╟├O DO TRABALHO
  1194.  
  1195. SE╟├O I DA PROPORCIONALIDADE DE EMPREGADOS BRASILEIROS
  1196.  
  1197. Art. 352 - As empresas, individuais ou coletivas, que explorem serviτos p·blicos dados em concessπo, ou que exerτam atividades industriais ou comerciais, sπo obrigadas a manter, no quadro do seu pessoal, quando composto de 3 (trΩs) ou mais empregados, uma proporτπo de brasileiros nπo inferior α estabelecida no presente Capφtulo.
  1198. º 1║ - Sob a denominaτπo geral de atividades industriais e comerciais compreendem-se, alΘm de outras que venham a ser determinadas em portaria do Ministro do Trabalho, as exercidas:
  1199. a) nos estabelecimentos industriais em geral;
  1200. b) nos serviτos de comunicaτ⌡es, de transportes terrestres, marφtimos, fluviais, lacustres e aΘreos;
  1201. c) nas garagens, oficinas de reparos e postos de abastecimento de autom≤veis e nas cocheiras;
  1202. d) na ind·stria da pesca; 
  1203. e) nos estabelecimentos comerciais em geral; 
  1204. f) nos escrit≤rios comerciais em geral; 
  1205. g) nos estabelecimentos bancßrios, ou de economia coletiva, nas empresas de seguros e nas de capitalizaτπo; 
  1206. h) nos estabelecimentos jornalφsticos, de publicidade e de radiodifusπo; 
  1207. i) nos estabelecimentos de ensino remunerado, excluφdos os que neles trabalhem por forτa de voto religioso; 
  1208. j) nas drogarias e farmßcias; 
  1209. k) nos sal⌡es de barbeiro ou cabeleireiro e de beleza; 
  1210. l) nos estabelecimentos de divers⌡es p·blicas, excluφdos os elencos teatrais, e nos clubes esportivos; 
  1211. m) nos hotΘis, restaurantes, bares e estabelecimentos congΩneres; 
  1212. n) nos estabelecimentos hospitalares e fisioterßpicos cujos serviτos sejam remunerados, excluφdos os que neles trabalhem por forτa de voto religioso; 
  1213. o) nas empresas de mineraτπo; 
  1214. p) nas autarquias, empresas p·blicas, sociedades de economia mista e demais ≤rgπos da Administraτπo P·blica, direta ou indireta, por empregados sujeitos ao regime da CLT.
  1215. º 2║ - Nπo se acham sujeitas αs obrigaτ⌡es da proporcionalidade as ind·strias rurais, as que, em zona agrφcola, se destinem ao beneficiamento ou transformaτπo de produtos da regiπo e as atividades industriais de natureza extrativa, salvo a mineraτπo.
  1216. Art. 353 - Equiparam-se aos brasileiros, para os fins deste Capφtulo, ressalvado o exercφcio de profiss⌡es reservadas aos brasileiros natos ou aos brasileiros em geral, os estrangeiros que, residindo no Paφs hß mais de 10 (dez) anos, tenham c⌠njuge ou filho brasileiro, e os portugueses.
  1217. Art. 354 - A proporcionalidade serß de 2/3 (dois terτos) de empregados brasileiros, podendo, entretanto, ser fixada proporcionalidade inferior, em atenτπo αs circunstΓncias especiais de cada atividade, mediante ato do Poder Executivo, e depois de devidamente apurada pelo Departamento Nacional do Trabalho a insuficiΩncia do n·mero de brasileiros na atividade de que se tratar.
  1218. Parßgrafo ·nico - A proporcionalidade Θ obrigat≤ria nπo s≤ em relaτπo α totalidade do quadro de empregados, com as exceτ⌡es desta Lei, como ainda em relaτπo α correspondente folha de salßrios.
  1219. Art. 355 - Consideram-se como estabelecimentos aut⌠nomos, para os efeitos da proporcionalidade a ser observada, as sucursais, filiais e agΩncias em que trabalhem 3 (trΩs) ou mais empregados.
  1220. Art. 356 - Sempre que uma empresa ou indivφduo explore atividades sujeitas a proporcionalidades diferentes, observar-se-ß, em relaτπo a cada uma delas, a que lhe corresponder.
  1221. Art. 357 - Nπo se compreendem na proporcionalidade os empregados que exerτam funτ⌡es tΘcnicas especializadas, desde que, a juφzo do MinistΘrio do Trabalho, haja falta de trabalhadores nacionais.
  1222. Art. 358 - Nenhuma empresa, ainda que nπo sujeita α proporcionalidade, poderß pagar a brasileiro que exerτa funτπo anßloga, a juφzo do MinistΘrio do Trabalho, α que Θ exercida por estrangeiro a seu serviτo, salßrio inferior ao deste, excetuando-se os casos seguintes:
  1223. a) quando, nos estabelecimentos que nπo tenham quadros de empregados organizados em carreira, o brasileiro contar menos de 2 (dois) anos de serviτo, e o estrangeiro mais de 2 (dois) anos;
  1224. b) quando, mediante aprovaτπo do MinistΘrio do Trabalho, houver quadro organizado em carreira em que seja garantido o acesso por antigⁿidade;
  1225. c) quando o brasileiro for aprendiz, ajudante ou servente, e nπo o for o estrangeiro;
  1226. d) quando a remuneraτπo resultar de maior produτπo, para os que trabalham α comissπo ou por tarefa.
  1227. Parßgrafo ·nico - Nos casos de falta ou cessaτπo de serviτo, a dispensa do empregado estrangeiro deve preceder α de brasileiro que exerτa funτπo anßloga.
  1228.  
  1229. [3-2-2
  1230. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1231.  
  1232. CAP═TULO II DA NACIONALIZA╟├O DO TRABALHO
  1233.  
  1234. SE╟├O II DAS RELA╟╒ES ANUAIS DE EMPREGADOS
  1235.  
  1236. Art. 359 - Nenhuma empresa poderß admitir a seu serviτo empregado estrangeiro sem que este exiba a carteira de identidade de estrangeiro devidamente anotada .
  1237. Parßgrafo ·nico - A empresa Θ obrigada a assentar no registro de empregados os dados referentes α nacionalidade de qualquer empregado estrangeiro e o n·mero da respectiva carteira de identidade.
  1238. Art. 360 - Toda empresa compreendida na enumeraτπo do art. 352, º 1║, deste Capφtulo, qualquer que seja o n·mero de seus empregados, deve apresentar anualmente αs repartiτ⌡es competentes do MinistΘrio do Trabalho, de 2 de maio a 30 de junho, uma relaτπo, em 3 (trΩs) vias, de todos os seus empregados, segundo o modelo que for expedido.
  1239. º 1║ - As relaτ⌡es terπo, na primeira via, o selo de trΩs cruzeiros pela folha inicial e dois cruzeiros por folha excedente, alΘm do selo do Fundo de Educaτπo, e nelas serß assinalada, em tinta vermelha, a modificaτπo havida com referΩncia α ·ltima relaτπo apresentada. Se se tratar de nova empresa, a relaτπo, encimada pelos dizeres - Primeira Relaτπo - deverß ser feita dentro de 30 (trinta) dias de seu registro no Departamento Nacional da Ind·stria e ComΘrcio ou repartiτ⌡es competentes.
  1240. º 2║ - A entrega das relaτ⌡es far-se-ß diretamente αs repartiτ⌡es competentes do MinistΘrio do Trabalho, ou, onde nπo as houver, αs do Departamento da Receita Federal do MinistΘrio da Economia, Fazenda e Planejamento, que as remeterπo desde logo αquelas repartiτ⌡es. A entrega operar-se-ß contra recibo especial, cuja exibiτπo Θ obrigat≤ria, em caso de fiscalizaτπo, enquanto nπo for devolvida ao empregador a via autenticada da declaraτπo.
  1241. º 3║ - Quando nπo houver empregado far-se-ß declaraτπo negativa.
  1242. Art. 361 - Apurando-se, das relaτ⌡es apresentadas, qualquer infraτπo, serß concedido ao infrator o prazo de 10 (dez) dias para defesa, seguindo-se o despacho pela autoridade competente.
  1243. Art. 362 - As repartiτ⌡es αs quais competir a fiscalizaτπo do disposto no presente Capφtulo manterπo fichßrio especial de empresa, do qual constem as anotaτ⌡es referentes ao respectivo cumprimento, e fornecerπo aos interessados as certid⌡es de quitaτπo que se tornarem necessßrias, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do pedido.
  1244. º 1║ - As certid⌡es de quitaτπo farπo prova atΘ 30 de setembro do ano seguinte αquele a que se referirem e estarπo sujeitas α taxa correspondente a 1/10 (um dΘcimo) do valor-de-referΩncia regional. Sem elas nenhum fornecimento ou contrato poderß ser feito com o Governo da Uniπo, dos Estados ou Municφpios, ou com as instituiτ⌡es paraestatais a eles subordinadas, nem serß renovada autorizaτπo a empresa estrangeira para funcionar no Paφs.
  1245. º 2║ - A primeira via da relaτπo, depois de considerada pela repartiτπo fiscalizadora, serß remetida anualmente α Secretaria de Emprego e Salßrio, como subsφdio ao estudo das condiτ⌡es de mercado de trabalho, de um modo geral, e, em particular, no que se refere α mπo-de-obra qualificada.
  1246. º 3║ - A segunda via da relaτπo serß remetida pela repartiτπo competente ao Centro de Documentaτπo e Informßtica do MinistΘrio do Trabalho e a terceira via devolvida α empresa, devidamente autenticada.
  1247.  
  1248. [3-2-3
  1249. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1250.  
  1251. CAP═TULO II DA NACIONALIZA╟├O DO TRABALHO
  1252.  
  1253. SE╟├O III DAS PENALIDADES
  1254.  
  1255. Art. 363 - O processo das infraτ⌡es do presente Capφtulo obedecerß ao disposto no Tφtulo "Do Processo de Multas Administrativas", no que lhe for aplicßvel, com observΓncia dos modelos de auto a serem expedidos.
  1256. Art. 364 - As infraτ⌡es do presente Capφtulo serπo punidas com a multa de 6 (seis) a 600 (seiscentos) valores-de-referΩncia regionais.
  1257. Parßgrafo ·nico - Em se tratando de empresa concessionßria de serviτo p·blico, ou de sociedade estrangeira autorizada a funcionar no Paφs, se a infratora, depois de multada, nπo atender afinal ao cumprimento do texto infringido poderß ser-lhe cassada a concessπo ou autorizaτπo.
  1258.  
  1259. [3-2-4
  1260. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1261.  
  1262. CAP═TULO II DA NACIONALIZA╟├O DO TRABALHO
  1263.  
  1264. SE╟├O IV DISPOSI╟╒ES GERAIS
  1265.  
  1266. Art. 365 - O presente Capφtulo nπo derroga as restriτ⌡es vigentes quanto αs exigΩncias de nacionalidade brasileira para o exercφcio de determinadas profiss⌡es nem as que vigoram para as faixas de fronteiras, na conformidade da respectiva legislaτπo.
  1267. Art. 366 - Enquanto nπo for expedida a carteira a que se refere o art. 359 deste Capφtulo, valerß, a titulo precßrio, como documento hßbil, uma certidπo, passada pelo serviτo competente do Registro de Estrangeiros, provando que o empregado requereu sua permanΩncia no Paφs.
  1268. Art. 367 - A reduτπo a que se refere o art. 354, enquanto o Serviτo de Estatφstica da PrevidΩncia e Trabalho nπo dispuser dos dados estatφsticos necessßrios α fixaτπo da proporcionalidade conveniente para cada atividade, poderß ser feita por ato do Ministro do Trabalho e da Administraτπo mediante representaτπo fundamentada da associaτπo sindical.
  1269. Parßgrafo ·nico - O Serviτo de Estatφstica da PrevidΩncia e Trabalho deverß promover, e manter em dia, estudos necessßrios aos fins do presente Capφtulo.
  1270.  
  1271. [3-2-5
  1272. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1273.  
  1274. CAP═TULO II DA NACIONALIZA╟├O DO TRABALHO
  1275.  
  1276. SE╟├O V DAS DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS SOBRE A NACIONALIZA╟├O DA MARINHA MERCANTE
  1277.  
  1278. Art. 368 - O comando de navio mercante nacional s≤ poderß ser exercido por brasileiro nato.
  1279. Art. 369 - A tripulaτπo de navio ou embarcaτπo nacional serß constituφda, pelo menos, de 2/3 (dois terτos) de brasileiros natos.
  1280. Parßgrafo ·nico - O disposto neste artigo nπo se aplica aos navios nacionais de pesca, sujeitos a legislaτπo especφfica.
  1281. Art. 370 - As empresas de navegaτπo organizarπo as relaτ⌡es dos tripulantes das respectivas embarcaτ⌡es, enviando-as no prazo a que se refere a Seτπo Il deste Capφtulo α Delegacia do Trabalho Marφtimo onde as mesmas tiverem sede.
  1282. Parßgrafo ·nico - As relaτ⌡es a que alude o presente artigo obedecerπo, na discriminaτπo hierßrquica e funcional do pessoal embarcadiτo, ao quadro aprovado pelo regulamento das Capitanias dos Portos.
  1283. Art. 371 - A presente Seτπo Θ tambΘm aplicßvel aos serviτos de navegaτπo fluvial e lacustre e α praticagem nas barras, portos, rios, lagos e canais.
  1284.  
  1285. [3-3-1
  1286. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1287.  
  1288. CAP═TULO III DA PROTE╟├O DO TRABALHO DA MULHER
  1289.  
  1290. SE╟├O I DA DURA╟├O E CONDI╟╒ES DO TRABALHO
  1291.  
  1292. Art. 372 - Os preceitos que regulam o trabalho masculino sπo aplicßveis ao trabalho feminino, naquilo em que nπo colidirem com a proteτπo especial instituφda por este Capφtulo.
  1293. Parßgrafo ·nico - Nπo Θ regido pelos dispositivos a que se refere este artigo o trabalho nas oficinas em que sirvam exclusivamente pessoas da famφlia da mulher e esteja esta sob a direτπo do esposo, do pai, da mπe, do tutor ou do filho.
  1294. Art. 373 - A duraτπo normal de trabalho da mulher serß de 8 (oito) horas dißrias, exceto nos casos para os quais for fixada duraτπo inferior.
  1295. Art. 373A - Ressalvadas as disposiτ⌡es legais destinadas a corrigir as distorτ⌡es que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos acordos trabalhistas, Θ vedado:
  1296. I - publicar ou fazer publicar an·ncio de emprego no qual haja referΩncia ao sexo, α idade, α cor ou situaτπo familiar, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida, p·blica e notoriamente, assim o exigir;
  1297. II - recusar emprego, promoτπo ou motivar a dispensa do trabalho em razπo de sexo, idade, cor, situaτπo familiar ou estado de gravidez, salvo quando a natureza da atividade seja not≤ria e publicamente incompatφvel;
  1298. III - considerar o sexo, a idade, a cor ou situaτπo familiar como varißvel determinante para fins de remuneraτπo, formaτπo profissional e oportunidades de ascensπo profissional;
  1299. IV - exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovaτπo de esterilidade ou gravidez, na admissπo ou permanΩncia no emprego;
  1300. V - impedir o acesso ou adotar critΘrios subjetivos para deferimento de inscriτπo ou aprovaτπo em concursos, em empresas privadas, em razπo de sexo, idade, cor, situaτπo familiar ou estado de gravidez;
  1301. VI - proceder o empregador ou preposto a revistas φntimas nas empregadas ou funcionßrias.
  1302. Parßgrafo ·nico. O disposto neste artigo nπo obsta a adoτπo de medidas temporßrias que visem ao estabelecimento das polφticas de igualdade entre homens e mulheres, em particular as que se destinam a corrigir as distorτ⌡es que afetam a formaτπo profissional, o acesso ao emprego e as condiτ⌡es gerais de trabalho da mulher."
  1303. Art. 374 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1304. Art. 375 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1305. Art. 376 - Somente em casos excepcionais, por motivo de forτa maior, poderß a duraτπo do trabalho diurno elevar-se alΘm do limite legal ou convencionado, atΘ o mßximo de 12 (doze) horas, e o salßrio-hora serß, pelo menos, 50% (cinqⁿenta por cento) superior ao da hora normal.
  1306. Parßgrafo ·nico - A prorrogaτπo extraordinßria de que trata este artigo deverß ser comunicada por escrito α autoridade competente, dentro do prazo de 48 (quarenta e oito) horas.
  1307. Art. 377 - A adoτπo de medidas de proteτπo ao trabalho das mulheres Θ considerada de ordem p·blica, nπo justificando, em hip≤tese alguma, a reduτπo de salßrio.
  1308. Art. 378 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1309.  
  1310. [3-3-2
  1311. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1312.  
  1313. CAP═TULO III DA PROTE╟├O DO TRABALHO DA MULHER
  1314.  
  1315. SE╟├O II DO TRABALHO NOTURNO
  1316.  
  1317. Art. 379 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.) 
  1318. Art. 380 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.) 
  1319. Art. 381 - O trabalho noturno das mulheres terß salßrio superior ao diurno.
  1320. º 1║ - Para os fins desse artigo, os salßrios serπo acrescidos duma percentagem adicional de 20% (vinte por cento) no mφnimo.
  1321. º 2║ - Cada hora do perφodo noturno de trabalho das mulheres terß 52 (cinqⁿenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos.
  1322.  
  1323. [3-3-3
  1324. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1325.  
  1326. CAP═TULO III DA PROTE╟├O DO TRABALHO DA MULHER
  1327.  
  1328. SE╟├O III DOS PER═ODOS DE DESCANSO
  1329.  
  1330. Art. 382 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho, haverß um intervalo de 11(onze) horas consecutivas, no mφnimo, destinado ao repouso.
  1331. Art. 383 - Durante a jornada de trabalho, serß concedido α empregada um perφodo para refeiτπo e repouso nπo inferior a 1 (uma) hora nem superior a 2 (duas) horas salvo a hip≤tese prevista no art. 71, º 3║.
  1332. Art. 384 - Em caso de prorrogaτπo do horßrio normal, serß obrigat≤rio um descanso de 15 (quinze) minutos no mφnimo, antes do inφcio do perφodo extraordinßrio do trabalho.
  1333. Art. 385 - O descanso semanal serß de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas e coincidirß no todo ou em parte com o domingo, salvo motivo de conveniΩncia p·blica ou necessidade imperiosa de serviτo, a juφzo da autoridade competente, na forma das disposiτ⌡es gerais, caso em que recairß em outro dia.
  1334. Parßgrafo ·nico - Observar-se-πo, igualmente, os preceitos da legislaτπo geral sobre a proibiτπo de trabalho nos feriados civis e religiosos.
  1335. Art. 386 - Havendo trabalho aos domingos, serß organizada uma escala de revezamento quinzenal, que favoreτa o repouso dominical.
  1336.  
  1337. [3-3-4
  1338. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1339.  
  1340. CAP═TULO III DA PROTE╟├O DO TRABALHO DA MULHER
  1341.  
  1342. SE╟├O IV DOS M╔TODOS E LOCAIS DE TRABALHO
  1343.  
  1344. Art. 387 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1345. Art. 388 - Em virtude de exame e parecer da autoridade competente, o Ministro do Trabalho e da Administraτπo poderß estabelecer derrogaτ⌡es totais ou parciais αs proibiτ⌡es a que alude o artigo anterior, quando tiver desaparecido, nos serviτos considerados perigosos ou insalubres, todo e qualquer carßter perigoso ou prejudicial mediante a aplicaτπo de novos mΘtodos de trabalho ou pelo emprego de medidas de ordem preventiva.
  1346. Art. 389 - Toda empresa Θ obrigada:
  1347. I - a prover os estabelecimentos de medidas concernentes α higienizaτπo dos mΘtodos e locais de trabalho, tais como ventilaτπo e iluminaτπo e outros que se fizerem necessßrios α seguranτa e ao conforto das mulheres, a critΘrio da autoridade competente;
  1348. lI - a instalar bebedouros, lavat≤rios, aparelhos sanitßrios; dispor de cadeiras ou bancos, em n·mero suficiente, que permitam αs mulheres trabalhar sem grande esgotamento fφsico;
  1349. lIl - a instalar vestißrios com armßrios individuais privativos das mulheres, exceto os estabelecimentos comerciais, escrit≤rios, bancos e atividades afins, em que nπo seja exigida a troca de roupa e outros, a critΘrio da autoridade competente em matΘria de seguranτa e higiene do trabalho, admitindo-se como suficientes as gavetas ou escaninhos, onde possam as empregadas guardar seus pertences;
  1350. IV - a fornecer, gratuitamente, a juφzo da autoridade competente, os recursos de proteτπo individual, tais como ≤culos, mßscaras, luvas e roupas especiais, para a defesa dos olhos, do aparelho respirat≤rio e da pele, de acordo com a natureza do trabalho.
  1351. º 1║ - Os estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 (trinta) mulheres com mais de 16 (dezesseis) anos de idade terπo local apropriado onde seja permitido αs empregadas guardar sob vigilΓncia e assistΩncia os seus filhos no perφodo da amamentaτπo.
  1352. º 2║ - A exigΩncia do º 1║ poderß ser suprida por meio de creches distritais mantidas, diretamente ou mediante convΩnios, com outras entidades p·blicas ou privadas, pelas pr≤prias emrpesas, em regime comunitßrio, ou a cargo do SESI, do SESC, da LBA ou de entidades sindicais.
  1353. Art. 390 - Ao empregador Θ vedado empregar a mulher em serviτo que demande o emprego de forτa muscular superior a 20 (vinte) quilos para o trabalho continuo, ou 25 (vinte e cinco) quilos para o trabalho ocasional.
  1354. Parßgrafo ·nico - Nπo estß compreendida na determinaτπo deste artigo a remoτπo de material feita por impulsπo ou traτπo de vagonetes sobre trilhos, de carros de mπo ou quaisquer aparelhos mecΓnicos.
  1355. Art. 390A - (Vetado)
  1356. Art. 390B - As vagas dos cursos de formaτπo de mπo-de-obra, ministrados por instituiτ⌡es governamentais, pelos pr≤prios empregadores ou por qualquer ≤rgπo de ensino profissionalizante, serπo oferecidas aos empregados de ambos os sexos.
  1357. Art. 390C - As empresas com mais de cem empregados, de ambos os sexos, deverπo manter programas especiais de incentivos e aperfeiτoamento profissional da mπo-de-obra.
  1358. Art. 390D - (Vetado)
  1359. Art. 390E - A pessoa jurφdica poderß associar-se a entidade de formaτπo profissional, sociedades civis, sociedades cooperativas, ≤rgπos e entidades p·blicas ou entidades sindicais, bem como firmar convΩnios para o desenvolvimento de aτ⌡es conjuntas, visando α execuτπo de projetos relativos ao incentivo ao trabalho da mulher.
  1360.  
  1361. [3-3-5
  1362. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1363.  
  1364. CAP═TULO III DA PROTE╟├O DO TRABALHO DA MULHER
  1365.  
  1366. SE╟├O V DA PROTE╟├O └ MATERNIDADE
  1367.  
  1368. Art. 391 - Nπo constitui justo motivo para a rescisπo do contrato de trabalho da mulher o fato de haver contraφdo matrim⌠nio ou de encontrar-se em estado de gravidez.
  1369. Parßgrafo ·nico - Nπo serπo permitidos em regulamentos de qualquer natureza contratos coletivos ou individuais de trabalho, restriτ⌡es ao direito da mulher ao seu emprego, por motivo de casamento ou de gravidez.
  1370. Art. 392 - ╔ proibido o trabalho da mulher grßvida no perφodo de 4 (quatro) semanas antes e 8 (oito) semanas depois do parto.
  1371. º 1║ - Para os fins previstos neste artigo, o inφcio do afastamento da empregada de seu trabalho serß determinado por atestado mΘdico nos termos do art. 375, o qual deverß ser visado pela empresa.
  1372. º 2║ - Em casos excepcionais, os perφodos de repouso antes e depois do parto poderπo ser aumentados de mais 2 (duas) semanas cada um, mediante atestado mΘdico, na forma do º 1║.
  1373. º 3║ - Em caso de parto antecipado, a mulher terß sempre direito αs 12 (doze) semanas previstas neste artigo.
  1374.  º 4o - ╔ garantido α empregada, durante a gravidez, sem prejuφzo do salßrio e demais direitos:
  1375. I - transferΩncia de funτπo, quando as condiτ⌡es de sa·de o exigirem, assegurada a retomada da funτπo anteriormente exercida, logo ap≤s o retorno ao trabalho;
  1376. II - dispensa do horßrio de trabalho pelo tempo necessßrio para a realizaτπo de, no mφnimo, seis consultas mΘdicas e demais exames complementares.
  1377. Art. 393 - Durante o perφodo a que se refere o art. 392, a mulher terß direito ao salßrio integral e, quando varißvel, calculado de acordo com a mΘdia dos 6 (seis) ·ltimos meses de trabalho, bem como aos direitos e vantagens adquiridos, sendo-lhe ainda facultado reverter α funτπo que anteriormente ocupava.
  1378. Art. 394 - Mediante atestado mΘdico, α mulher grßvida Θ facultado romper o compromisso resultante de qualquer contrato de trabalho, desde que este seja prejudicial α gestaτπo.
  1379. Art. 395 - Em caso de aborto nπo criminoso, comprovado por atestado mΘdico oficial, a mulher terß um repouso remunerado de 2 (duas) semanas, ficando-lhe assegurado o direito de retornar α funτπo que ocupava antes de seu afastamento.
  1380. Art. 396 - Para amamentar o pr≤prio filho, atΘ que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terß direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais, de meia hora cada um.
  1381. Parßgrafo ·nico - Quando o exigir a sa·de do filho, o perφodo de 6 (seis) meses poderß ser dilatado, a critΘrio da autoridade competente.
  1382. Art. 397 - O SESI, o SESC, a LBA e outras entidades p·blicas destinadas α assistΩncia α infΓncia manterπo ou subvencionarπo, de acordo com suas possibilidades financeiras, escolas maternais e jardins de infΓncia, distribuφdos nas zonas de maior densidade de trabalhadores, destinados especialmente aos filhos das mulheres empregadas.
  1383. Art. 398 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  1384. Art. 399 - O Ministro do Trabalho e da Administraτπo conferirß diploma de benemerΩncia aos empregadores que se distinguirem pela organizaτπo e manutenτπo de creches e de instituiτ⌡es de proteτπo aos menores em idade prΘ-escolar, desde que tais serviτos se recomendem por sua generosidade e pela eficiΩncia das respectivas instalaτ⌡es.
  1385. Art. 400 - Os locais destinados α guarda dos filhos das operßrias durante o perφodo da amamentaτπo deverπo possuir, no mφnimo, um berτßrio, uma saleta de amamentaτπo, uma cozinha dietΘtica e uma instalaτπo sanitßria.
  1386.  
  1387. [3-3-6
  1388. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1389.  
  1390. CAP═TULO III DA PROTE╟├O DO TRABALHO DA MULHER
  1391.  
  1392. SE╟├O VI DAS PENALIDADES
  1393.  
  1394. Art. 401 - Pela infraτπo de qualquer dispositivo deste Capφtulo, serß imposta ao empregador a multa de 2 (dois) valores-de-referΩncia a 20 (vinte) valores-de-referΩncia regionais, aplicada pelas Delegacias Regionais do Trabalho ou por autoridades que exerτam funτ⌡es delegadas.
  1395. º 1║ - A penalidade serß sempre aplicada no grau mßximo:
  1396. a) se ficar apurado o emprego de artifφcio ou simulaτπo para fraudar a aplicaτπo dos dispositivos deste Capφtulo; 
  1397. b) nos casos de reincidΩncia.
  1398. º 2║ - O processo na verificaτπo das infraτ⌡es, bem como na aplicaτπo e cobranτa das multas, serß o previsto no tφtulo "Do Processo de Multas Administrativas", observadas as disposiτ⌡es deste artigo.
  1399. Art. 401A. - (VETADO)
  1400. Art. 401B. - (VETADO)
  1401.  
  1402. [3-4-1
  1403. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1404.  
  1405. CAP═TULO IV DA PROTE╟├O DO TRABALHO DO MENOR
  1406.  
  1407. SE╟├O I DISPOSI╟╒ES GERAIS
  1408.  
  1409. Art. 402 - Considera-se menor para os efeitos desta Consolidaτπo o trabalhador de 12 (doze) a 18 (dezoito) anos.
  1410. Parßgrafo ·nico - O trabalho do menor reger-se-ß pelas disposiτ⌡es do presente Capφtulo, exceto no serviτo em oficinas em que trabalhem exclusivamente pessoas da famφlia do menor e esteja este sob a direτπo do pai, mπe ou tutor, observado, entretanto, o disposto nos arts. 404, 405 e na Seτπo II.
  1411. Art. 403 - Ao menor de 12 (doze) anos Θ proibido o trabalho.
  1412. Parßgrafo ·nico - O trabalho dos menores de 12 (doze) anos a 14 (quatorze) anos fica sujeito αs seguintes condiτ⌡es, alΘm das estabelecidas neste Capφtulo:
  1413. a) garantia de freqⁿΩncia α escola que assegure sua formaτπo ao menos em nφvel primßrio;
  1414. b) serviτos de natureza leve, que nπo sejam nocivos α sua sa·de e ao seu desenvolvimento normal.
  1415. Art. 404 - Ao menor de 18 (dezoito) anos Θ vedado o trabalho noturno, considerado este o que for executado no perφodo compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas.
  1416. Art. 405 - Ao menor nπo serß permitido o trabalho:
  1417. I - nos locais e serviτos perigosos ou insalubres, constantes de quadro para esse fim aprovado pela Secretaria de Seguranτa e Medicina do Trabalho;
  1418. Il - em locais ou serviτos prejudiciais α sua moralidade.
  1419. º 1║ - Excetuam-se da proibiτπo do item I os menores aprendizes maiores de 16 (dezesseis) anos, estagißrios de cursos de aprendizagem, na forma da lei, desde que os locais de trabalho tenham sido previamente vistoriados e aprovados pela autoridade competente em matΘria de seguranτa e medicina do trabalho, com homologaτπo pela Secretaria de Seguranτa e Medicina do Trabalho, devendo os menores ser submetidos a exame mΘdico semestralmente.
  1420. º 2║  - O trabalho exercido nas ruas, praτas e outros logradouros dependerß de prΘvia autorizaτπo do Juiz da InfΓncia e da Juventude, ao qual cabe verificar se a ocupaτπo Θ indispensßvel α sua pr≤pria subsistΩncia ou α de seus pais, av≤s ou irmπos e se dessa ocupaτπo nπo poderß advir prejuφzo α sua formaτπo moral.
  1421. º 3║ - Considera-se prejudicial α moralidade do menor o trabalho:
  1422. a) prestado de qualquer modo em teatros de revista, cinemas, boates, cassinos, cabarΘs, dancings e estabelecimentos anßlogos;
  1423. b) em empresas circenses, em funτ⌡es de acrobata, saltimbanco, ginasta e outras semelhantes;
  1424. c) de produτπo, composiτπo, entrega ou venda de escritos, impressos, cartazes, desenhos, gravuras, pinturas, emblemas, imagens e quaisquer outros objetos que possam, a juφzo da autoridade competente, prejudicar sua formaτπo moral; 
  1425. d) consistente na venda, a varejo, de bebidas alco≤licas.
  1426. º 4║ - Nas localidades em que existirem, oficialmente reconhecidas, instituiτ⌡es destinadas ao amparo dos menores jornaleiros, s≤ aos que se encontrem sob o patrocφnio  dessas  entidades serß outorgada a autorizaτπo do trabalho a que alude o º 2║.
  1427. º 5║ - Aplica-se ao menor o disposto no art. 390 e seu parßgrafo ·nico. 
  1428. Art. 406 - O Juiz da InfΓncia e da Juventude poderß autorizar ao menor o trabalho a que se referem as letras a e b do º 3║ do art. 405:
  1429. I - desde que a representaτπo tenha fim educativo ou a peτa de que participe nπo possa ser prejudicial α sua formaτπo moral;
  1430. Il - desde que se certifique ser a ocupaτπo do menor indispensßvel α pr≤pria subsistΩncia ou α de seus pais, av≤s ou irmπos e nπo advir nenhum prejuφzo α sua formaτπo moral.
  1431. Art. 407 - Verificado pela autoridade competente que o trabalho executado pelo menor Θ prejudicial α sua sa·de, ao seu desenvolvimento fφsico ou a sua moralidade, poderß ela obrigß-lo a abandonar o serviτo, devendo a respectiva empresa, quando for o caso, proporcionar ao menor todas as facilidades para mudar de funτ⌡es.
  1432. Parßgrafo ·nico - Quando a empresa nπo tomar as medidas possφveis e recomendadas pela autoridade competente para que o menor mude de funτπo, configurar-se-ß a rescisπo do contrato de trabalho, na forma do art. 483.
  1433. Art. 408 - Ao responsßvel legal do menor Θ facultado pleitear a extinτπo do contrato de trabalho, desde que o serviτo possa acarretar para ele prejuφzos de ordem fφsica ou moral.
  1434. Art. 409 - Para maior seguranτa do trabalho e garantia da sa·de dos menores, a autoridade fiscalizadora poderß proibir-lhes o gozo dos perφodos de repouso nos locais de trabalho.
  1435. Art. 410 - O Ministro do Trabalho poderß derrogar qualquer proibiτπo decorrente do quadro a que se refere o inciso I do art. 405 quando se certificar haver desaparecido, parcial ou totalmente, o carßter perigoso ou insalubre, que determinou a proibiτπo.
  1436.  
  1437. [3-4-2
  1438. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1439.  
  1440. CAP═TULO IV DA PROTE╟├O DO TRABALHO DO MENOR
  1441.  
  1442. SE╟├O II DA DURA╟├O DO TRABALHO
  1443.  
  1444. Art. 411 - A duraτπo do trabalho do menor regular-se-ß pelas disposiτ⌡es legais relativas α duraτπo do trabalho em geral, com as restriτ⌡es estabelecidas neste Capφtulo.
  1445. Art. 412 - Ap≤s cada perφodo de trabalho efetivo, quer contφnuo, quer dividido em 2 (dois) turnos, haverß um intervalo de repouso, nπo inferior a 11(onze) horas.
  1446. Art. 413 - ╔ vedado prorrogar a duraτπo normal dißria do trabalho do menor, salvo:
  1447. I - atΘ mais 2 (duas) horas, independentemente de acrΘscimo salarial, mediante convenτπo ou acordo coletivo nos termos do Tφtulo VI desta Consolidaτπo, desde que o excesso de horas em um dia seja compensado pela diminuiτπo em outro, de modo a ser observado o limite mßximo de 48 (quarenta e oito) horas semanais ou outro inferior legalmente fixado;
  1448. Il - excepcionalmente, por motivo de forτa maior, atΘ o mßximo de 12 (doze) horas, com acrΘscimo salarial de pelo menos 50% (cinqⁿenta por cento) sobre a hora normal e desde que o trabalho do menor seja imprescindφvel ao funcionamento do estabelecimento.
  1449. Parßgrafo ·nico - Aplica-se α prorrogaτπo do trabalho do menor o disposto no art. 375, no parßgrafo ·nico do art. 376, no art. 378 e no art. 384 desta Consolidaτπo.
  1450. Art. 414 - Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serπo totalizadas.
  1451.  
  1452. [3-4-3
  1453. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1454.  
  1455. CAP═TULO IV DA PROTE╟├O DO TRABALHO DO MENOR
  1456.  
  1457. SE╟├O III DA ADMISS├O EM EMPREGO E DA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVID╩NCIA SOCIAL
  1458.  
  1459. Art. 415 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 926, de 10-10-1979.)
  1460. Art. 416 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1461. Art. 417 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1462. Art. 418 - (Prejudicado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1463. Art. 419 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1464. Art. 420 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1465. Art. 421 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1466. Art. 422 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1467. Art. 423 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.686, de 3-8-1971.)
  1468.  
  1469. [3-4-4
  1470. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1471.  
  1472. CAP═TULO IV DA PROTE╟├O DO TRABALHO DO MENOR
  1473.  
  1474. SE╟├O IV DOS DEVERES DOS RESPONS┴VEIS LEGAIS DE MENORES E DOS EMPREGADORES. DA APRENDIZAGEM
  1475.  
  1476. Art. 424 - ╔ dever dos responsßveis legais de menores, pais, mπes, ou tutores, afastß-los de empregos que diminuam consideravelmente o seu tempo de estudo, reduzam o tempo de repouso necessßrio α sua sa·de e constituiτπo fφsica, ou prejudiquem a sua educaτπo moral.
  1477. Art. 425 - Os empregadores de menores de 18 (dezoito) anos sπo obrigados a velar pela observΓncia, nos seus estabelecimentos ou empresas, dos bons costumes e da decΩncia p·blica, bem como das regras de higiene e medicina do trabalho.
  1478. Art. 426 - ╔ dever do empregador, na hip≤tese do art. 407, proporcionar ao menor todas as facilidades para mudar de serviτo.
  1479. Art. 427 - O empregador, cuja empresa ou estabelecimento ocupar menores, serß obrigado a conceder-lhes o tempo que for necessßrio para a freqⁿΩncia αs aulas.
  1480. Parßgrafo ·nico - Os estabelecimentos situados em lugar onde a escola estiver a maior distancia que 2 (dois) quil⌠metros, e que ocuparem, permanentemente, mais de 30 (trinta) menores analfabetos, de 14 (quatorze) a 18 (dezoito) anos, serπo obrigados a manter local apropriado em que lhes seja ministrada a instruτπo primßria.
  1481. Art. 428 - O Instituto Nacional de Seguro Social, diretamente, ou com a colaboraτπo dos empregadores, considerando condiτ⌡es e recursos locais, promoverß a criaτπo de col⌠nias climßticas, situadas α beira-mar e na montanha, financiando a permanΩncia dos menores trabalhadores em grupos conforme a idade e condiτ⌡es individuais, durante o perφodo de fΘrias ou quando se torne necessßrio, oferecendo todas as garantias para o aperfeiτoamento de sua sa·de. Da mesma forma serß incentivada, nas horas de lazer, a freqⁿΩncia regular aos campos de recreio, estabelecimentos congΩneres e obras sociais id⌠neas, onde possa o menor desenvolver os hßbitos de vida coletiva em ambiente saudßvel para o corpo e para o espφrito.
  1482. Art. 429 - Os estabelecimentos industriais de qualquer natureza, inclusive de transportes, comunicaτ⌡es e pesca, sπo obrigados a empregar, e matricular nos cursos mantidos pelo Serviτo Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI):
  1483. a) um n·mero de aprendizes equivalente a 5% (cinco por cento) no mφnimo e 15% (quinze por cento) no mßximo dos operßrios existentes em cada estabelecimento, e cujos ofφcios demandem formaτπo profissional;
  1484. b) (Revogada pelo Decreto-Lei n║ 9.576, de 12-8-1946.)
  1485. Parßgrafo ·nico - As fraτ⌡es de unidade no cßlculo da percentagem de que trata o primeiro item do presente artigo darπo lugar α admissπo de um aprendiz.
  1486. Art. 430 - Terπo preferΩncia, em igualdade de condiτ⌡es, para admissπo aos lugares de aprendizes de um estabelecimento industrial, em primeiro lugar, os filhos, inclusive os ≤rfπos, e, em segundo lugar, os irmπos dos seus empregados.
  1487. Art. 431 - Os candidatos α admissπo como aprendizes, alΘm de terem a idade mφnima de 14 (quatorze) anos, deverπo satisfazer as seguintes condiτ⌡es:
  1488. a) ter concluφdo o curso primßrio ou possuir os conhecimentos mφnimos essenciais α preparaτπo profissional;
  1489. b) ter aptidπo fφsica e mental, verificada por processo de seleτπo profissional, para a atividade que pretende exercer; 
  1490. c) nπo sofrer de molΘstia contagiosa e ser vacinado contra a varφola.
  1491. Parßgrafo ·nico - Aos candidatos rejeitados pela seleτπo profissional deverß ser dada, tanto quanto possφvel, orientaτπo profissional para ingresso em atividade mais adequada αs qualidades e aptid⌡es que tiverem demonstrado.
  1492. Art. 432 - Os aprendizes sπo obrigados α freqⁿΩncia do curso de aprendizagem em que estejam matriculados.
  1493. º 1║ - O aprendiz que faltar aos trabalhos escolares do curso de aprendizagem em que estiver matriculado, sem justificaτπo aceitßvel, perderß o salßrio dos dias em que se der a falta.
  1494. º 2║ - A falta reiterada no cumprimento do dever de que trata este artigo, ou a falta de razoßvel aproveitamento, serß considerada justa causa para dispensa do aprendiz.
  1495. Art. 433 - Os empregadores serπo obrigados:
  1496. a) a enviar anualmente, αs repartiτ⌡es competentes do MinistΘrio do Trabalho e da Administraτπo, de 1║ de novembro a 31 de dezembro, uma relaτπo, em 2 (duas) vias, de todos os empregados menores, de acordo com o modelo que vier a ser expedido pelo mesmo MinistΘrio;
  1497. b) a afixar em lugar visφvel, e com caracteres facilmente legφveis, o quadro do horßrio e as disposiτ⌡es deste Capφtulo.
  1498. Parßgrafo ·nico - (Revogado pela Lei n║ 3.519, de 30-12-1958.)
  1499.  
  1500. [3-4-5
  1501. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1502.  
  1503. CAP═TULO IV DA PROTE╟├O DO TRABALHO DO MENOR
  1504.  
  1505. SE╟├O V DAS PENALIDADES
  1506.  
  1507. Art. 434 - Os infratores das disposiτ⌡es deste Capφtulo ficam sujeitos α multa de valor igual a 30 (trinta) valores-de-referΩncia regionais, aplicada tantas vezes quantos forem os menores empregados em desacordo com a lei nπo podendo todavia, a soma das multas exceder a 50 (cinqⁿenta) vezes o valor-de-referΩncia, salvo no caso de reincidΩncia, em que esse total poderß ser elevado ao dobro.
  1508. Art. 435 - Fica sujeita α multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referΩncia regional e ao pagamento da emissπo de nova via a empresa que fizer na Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social anotaτπo nπo prevista em lei.
  1509. Art. 436 - O mΘdico que, sem motivo justificado, se recusar a passar os atestados de que trata o art. 418 incorrerß na multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referΩncia regional, dobrada na reincidΩncia.
  1510. Art. 437 - O responsßvel legal do menor empregado que infringir dispositivos deste Capφtulo, ou deixar de cumprir os deveres que nele lhe sπo impostos, ou concorrer, na hip≤tese do º 2║ do art. 419, para que o menor nπo complete a sua alfabetizaτπo, poderß, alΘm da multa em que incorrer, ser destituφdo do pßtrio poder ou da tutela.
  1511. Parßgrafo ·nico - Perderß o pßtrio poder ou serß destituφdo da tutela, alΘm da multa em que incorrer, o pai, mπe ou tutor que concorrer, por aτπo ou omissπo, para que o menor trabalhe nas atividades previstas no º 1║ do art. 405.
  1512. Art. 438 - Sπo competentes para impor as penalidades previstas neste Capφtulo os Delegados Regionais do Trabalho ou os funcionßrios por eles designados para tal fim.
  1513. Parßgrafo ·nico - O processo, na verificaτπo das infraτ⌡es, bem como na aplicaτπo e cobranτa das multas, serß o previsto no tφtulo "Do Processo de Multas Administrativas", observadas as disposiτ⌡es deste artigo.
  1514.  
  1515. [3-4-6
  1516. T═TULO III DAS NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DO TRABALHO
  1517.  
  1518. CAP═TULO IV DA PROTE╟├O DO TRABALHO DO MENOR
  1519.  
  1520. SE╟├O VI DISPOSI╟╒ES FINAIS
  1521.  
  1522. Art. 439 - ╔ lφcito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salßrios. Tratando-se, porΘm, de rescisπo do contrato de trabalho, Θ vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistΩncia dos seus responsßveis legais, quitaτπo ao empregador pelo recebimento da indenizaτπo que lhe for devida.
  1523. Art. 440 - Contra os menores de 18 (dezoito) anos nπo corre nenhum prazo de prescriτπo.
  1524. Art. 441 - O quadro a que se refere o item I do art. 405 serß revisto bienalmente.
  1525.  
  1526. [4-1-1
  1527. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1528.  
  1529. CAP═TULO I DISPOSI╟╒ES GERAIS
  1530.  
  1531. Art. 442 - Contrato individual de trabalho Θ o acordo tßcito ou expresso, correspondente α relaτπo de emprego.
  1532. Parßgrafo ·nico - Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, nπo existe vφnculo empregatφcio entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviτos daquela.
  1533. Art. 443 - O contrato individual de trabalho poderß ser acordado tßcita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.
  1534. º 1║ - Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigΩncia dependa de termo prefixado ou da execuτπo de serviτos especificados ou ainda da realizaτπo de certo acontecimento suscetφvel de previsπo aproximada.
  1535. º 2║ - O contrato por prazo determinado s≤ serß vßlido em se tratando: 
  1536. a) de serviτo cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminaτπo do prazo;
  1537. b) de atividades empresariais de carßter transit≤rio;. 
  1538. c) de contrato de experiΩncia.
  1539. Art. 444 - As relaτ⌡es contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulaτπo das partes interessadas em tudo quanto nπo contravenha αs disposiτ⌡es de proteτπo ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicßveis e αs decis⌡es das autoridades competentes.
  1540. Art. 445 - O contrato de trabalho por prazo determinado nπo poderß ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
  1541. Parßgrafo ·nico - O contrato de experiΩncia nπo poderß exceder de 90 (noventa) dias.
  1542. Art. 446 - (Revogado pela Lei n║ 7.855, de 24-10-1989.)
  1543. Art. 447 - Na falta de acordo ou prova sobre condiτπo essencial ao contrato verbal, esta se presume existente, como se a tivessem estatuφdo os interessados na conformidade dos preceitos jurφdicos adequados α sua legitimidade.
  1544. Art. 448 - A mudanτa na propriedade ou na estrutura jurφdica da empresa nπo afetarß os contratos de trabalho dos respectivos empregados.
  1545. Art. 449 - Os direitos oriundos da existΩncia do contrato de trabalho subsistirπo em caso de falΩncia, concordata ou dissoluτπo da empresa.
  1546. º 1║ - Na falΩncia, constituirπo crΘditos privilegiados a totalidade dos salßrios devidos ao empregado e a totalidade das indenizaτ⌡es a que tiver direito.
  1547. º 2║ - Havendo concordata na falΩncia, serß facultado aos contratantes tornar sem efeito a rescisπo do contrato de trabalho e conseqⁿente indenizaτπo, desde que o empregador pague, no mφnimo, a metade dos salßrios que seriam devidos ao empregado durante o interregno.
  1548. Art. 450 - Ao empregado chamado a ocupar, em comissπo, interinamente, ou em substituiτπo eventual ou temporßria, cargo diverso do que exercer na empresa, serπo garantidas a contagem do tempo naquele serviτo, bem como volta ao caso anterior.
  1549. Art. 451 - O contrato de trabalho por prazo determinado que, tßcita ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez passarß a vigorar sem determinaτπo de prazo.
  1550. Art. 452 - Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiraτπo deste dependeu da execuτπo de serviτos especializados ou da realizaτπo de certos acontecimentos.
  1551.  Art. 453 - No tempo de serviτo do empregado, quando readmitido, serπo computados os perφodos, ainda que nπo contφnuos, em que tiver trabalhado anteriormente na empresa, salvo se houver sido despedido por falta grave, recebido indenizaτπo legal ou se aposentado espontaneamente.
  1552. º 1║ - Na aposentadoria espontΓnea de empregados das empresas p·blicas e sociedades de economia mista Θ permitida sua readmissπo desde que atendidos aos requisitos constantes do art. 37, inciso XVI, da Constituiτπo, e condicionada α prestaτπo de concurso p·blico.
  1553. º 2║ - O ato de concessπo de benefφcio de aposentadoria a empregado que nπo tiver completado 35 anos de serviτo, se homem, ou trinta, se mulher, importa em extinτπo do vφnculo empregatφcio.
  1554. Art. 454 - (Revogado pela Lei n║ 5.772, de 21-12-1971.)
  1555. Art. 455 - Nos contratos de subempreitada responderß o subempreiteiro pelas obrigaτ⌡es derivadas do contrato de trabalho que celebrar, cabendo, todavia, aos empregados, o direito de reclamaτπo contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigaτ⌡es por parte do primeiro.
  1556. Parßgrafo ·nico - Ao empreiteiro principal fica ressalvada, nos termos da lei civil, aτπo regressiva contra o subempreiteiro e a retenτπo de importΓncias a este devidas, para a garantia das obrigaτ⌡es previstas neste artigo.
  1557. Art. 456 - A prova do contrato individual do trabalho serß feita pelas anotaτ⌡es constantes da Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social ou por instrumento escrito e suprida por todos os meios permitidos em direito.
  1558. Parßgrafo ·nico - └ falta de prova ou inexistindo clßusula expressa a tal respeito, entender-se-ß que o empregado se obrigou a todo e qualquer serviτo compatφvel com a sua condiτπo pessoal.
  1559.  
  1560. [4-2-1
  1561. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1562.  
  1563. CAP═TULO II DA REMUNERA╟├O
  1564.  
  1565. Art. 457 - Compreendem-se na remuneraτπo do empregado, para todos os efeitos legais, alΘm do salßrio devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestaτπo do serviτo, as gorjetas que receber.
  1566. º 1║ - Integram o salßrio nπo s≤ a importΓncia fixa estipulada, como tambΘm as comiss⌡es, percentagens, gratificaτ⌡es ajustadas, dißrias para viagens e abonos pagos pelo empregador.
  1567. º 2║ - Nπo se incluem nos salßrios as ajudas de custo, assim como as dißrias para viagem que nπo excedam de 50% (cinqⁿenta por cento) do salßrio percebido pelo empregado.
  1568. º 3║ - Considera-se gorjeta nπo s≤ a importΓncia espontaneamente daa pelo cliente ao empregado, como tambΘm aquela que for cobrada pela empresa ao clienal nas contas, a qualquer tφtulo, e destinada α distribuiτπo aos empregados.
  1569. Art. 458 - AlΘm do pagamento em dinheiro, compreende-se no salßrio, para todos os efeitos legais, a alimentaτπo, habitaτπo, vestußrio ou outras prestaτ⌡es in natura que a empresa, por forτa do contrato ou do costume, fornecer habitualmente am empregado.  Em caso algum serß permitido o pagamento com bebidas alco≤licas ou drogas nocivas.
  1570. º 1║ - Os valores atribuφdos αs prestaτ⌡es in natura deverπo ser justos e razoßveis, nπo podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salßrio mφnimo (arts. 81 e 82).
  1571. º 2║ - Nπo serπo considerados como salßrio, para os efeitos previstos neste artigo, os vestußrios, equipamentos e outros acess≤rios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho, para a prestaτπo dos respectivos serviτos.
  1572. º 3║ - A habitaτπo e a alimentaτπo fornecidas como salßrio-utilidade deverπo atender aos fins a que se destinam e nπo poderπo exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salßrio-contratual.
  1573. º 4║ - Tratando-se de habitaτπo coletiva, o valor do salßrio-utilidade a ela correspondente serß obtido mediante a divisπo do justo valor da habitaτπo pelo n·mero de co-habitantes, vedada, em qualquer hip≤tese, a utilizaτπo da mesma unidade residencial por mais de uma famφlia.
  1574. Art. 459 - O pagamento do salßrio, qualquer que seja a modalidade do trabalho, nπo deve ser estipulado por perφodo superior a 1 (um) mΩs, salvo no que concerne a comiss⌡es, percentagens e gratificaτ⌡es.
  1575. º 1║ - Quando o pagamento houver sido estipulado por mΩs, deverß ser efetuado, o mais tardar, atΘ o quinto dia ·til do mΩs subsequente ao vencido.
  1576. Art. 460 - Na falta de estipulaτπo do salßrio ou nπo havendo prova sobre a importΓncia ajustada, o empregado terß direito a perceber salßrio igual ao daquela que, na mesma empresa, fizer serviτo equivalente ou do que for habitualmente pago para serviτo semelhante.
  1577. Art. 461 - Sendo idΩntica a funτπo, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderß igual salßrio, sem distinτπo de sexo, nacionalidade ou idade.
  1578. º 1║ - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capφtulo, serß o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeiτπo tΘcnica, entre pessoas cuja diferenτa de tempo de serviτo nπo for superior a 2 (dois) anos.
  1579. º 2║ - Os dispositivos deste artigo nπo prevalecerπo quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hip≤tese em que as promoτ⌡es deverπo obedecer aos critΘrios de antigⁿidade e merecimento.
  1580. º 3║ - No caso do parßgrafo anterior, as promoτ⌡es deverπo ser feitas alternadamente por merecimento e por antingⁿidade, dentro de cada categoria profissional.
  1581. º 4║ - O trabalhador readaptado em nova funτπo por motivo de deficiΩncia fφsica ou mental atestada pelo ≤rgπo competente da PrevidΩncia Social nπo servirß de paradigma para fins de equiparaτπo salarial.
  1582. Art. 462 - Ao empregador Θ vedado efetuar qualquer desconto nos salßrios do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositvos de lei ou de contrato coletivo.
  1583. º 1║ - Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto serß lφcito, desde de que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrΩncia de dolo do empregado. 
  1584. º 2║ - ╔ vedado α empresa que mantiver armazΘm para venda de mercadorias aos empregados ou serviτos destinados a proporcionar-lhes prestaτ⌡es in natura exercer qualquer coaτπo ou induzimento no sentido de que os empregados se utilizem do armazΘm ou dos serviτos.
  1585. º 3║ - Sempre que nπo for possφvel o acesso dos empregados a armazΘns ou serviτos nπo mantidos pela empresa, Θ lφcito α autoridade competente determinar a adoτπo de medidas adequadas, visando a que as mercadorias sejam vendidas e os serviτos prestados a preτos razoßveis, sem intuito de lucro e sempre em benefφcios dos empregados.
  1586. º 4║ - Observado o disposto neste Capφtulo, Θ vedado αs empresas limitar, por qualquer forma, a liberdade dos empregados de dispor do seu salßrio.
  1587. Art. 463 - A prestaτπo, em espΘcie, do salßrio serß paga em moeda corrente do Paφs.
  1588. Parßgrafo ·nico - O pagamento do salßrio realizado com inobservΓncia deste artigo considera-se como nπo feito.
  1589. Art. 464 - O pagamento do salßrio deverß ser efetuado contra recibo, assinado pelo empregado; em se tratando de analfabeto, mediante sua impressπo digital, ou, nπo sendo esta possφvel, a seu rogo.
  1590. Parßgrafo ·nico - Terß forτa de recibo o comprovante de dep≤sito em conta bancßria, aberta para esse fim em nome de cada empregado, com o consentimento deste, em estabelecimento de crΘdito pr≤ximo ao local de trabalho.
  1591. Art. 465 - O pagamento dos salßrios serß efetuado em dia ·til e no local do trabalho, dentro do horßrio do serviτo ou imediatamente ap≤s o encerramento deste, salvo quando efetuado por dep≤sito em conta bancßria, observado o disposto no artigo anterior.
  1592. Art. 466 - O pagamento de comiss⌡es e percentagens s≤ Θ exigφvel depois de ultimada a transaτπo a que se referem.
  1593. º 1║ - Nas transaτ⌡es realizadas por prestaτ⌡es sucessivas, Θ exigφvel o pagamento das percentagens e comiss⌡es que lhes disserem respeito proporcionalmente α respectiva liquidaτπo.
  1594. º 2║ - A cessaτπo das relaτ⌡es de trabalho nπo prejudica a percepτπo das comiss⌡es e percentagens devidas na forma estabelecida por este artigo.
  1595. Art. 467 - Em caso de rescisπo do contrato de trabalho, motivada pelo empregador ou pelo empregado, e havendo controvΘrsia sobre parte da importΓncia dos salßrios, o primeiro Θ obrigado a pagar a este, α data do seu comparecimento ao tribunal de trabalho, a parte incontroversa dos mesmos salßrios, sob pena de ser, quanto a essa parte, condenado a pagß-la em dobro.
  1596.  
  1597. [4-3-1
  1598. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1599.  
  1600. CAP═TULO III DA ALTERA╟├O
  1601.  
  1602. Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho s≤ Θ lφcita a alteraτπo das respectivas condiτ⌡es por m·tuo consentimento, e ainda assim desde que nπo resultem, direta ou indiretamente, prejuφzos ao empregado, sob pena de nulidade da clßusula infringente desta garantia.
  1603. Parßgrafo ·nico - Nπo se considera alteraτπo unilateral a determinaτπo do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercφcio de funτπo de confianτa.
  1604. Art. 469 - Ao empregador Θ vedado transferir o empregado, sem a sua anuΩncia, para localidade diversa da que resultar do contrato, nπo se considerando transferΩncia a que nπo acarretar necessariamente a mudanτa do seu domicφlio .
  1605. º 1║ - Nπo estπo compreendidos na proibiτπo deste artigo os empregados que exerτam cargos de confianτa e aqueles cujos contratos tenham como condiτπo, implφcita ou explφcita, a transferΩncia, quando esta decorra de real necessidade de serviτo.
  1606. º 2║ - ╔ licita a transferΩncia quando ocorrer extinτπo do estabelecimento em que trabalhar o empregado.
  1607. º 3║ - Em caso de necessidade de serviτo o empregador poderß transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato, nπo obstante as restriτ⌡es do artigo anterior, mas, nesse caso, ficarß obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) dos salßrios que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situaτπo.
  1608. Art. 470 - As despesas resultantes da transferΩncia correrπo por conta do empregador.
  1609.  
  1610. [4-4-1
  1611. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1612.  
  1613. CAP═TULO IV DA SUSPENS├O E DA INTERRUP╟├O
  1614.  
  1615. Art. 471 - Ao empregado afastado do emprego, sπo asseguradas, por ocasiπo de sua volta, todas as vantagens que, em sua ausΩncia, tenham sido atribuφdas α categoria a que pertencia na empresa.
  1616. Art. 472 - O afastamento do empregado em virtude das exigΩncias do serviτo militar, ou de outro encargo p·blico, nπo constituirß motivo para alteraτπo ou rescisπo do contrato de trabalho por parte do empregador.
  1617. º 1║ - Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigΩncias do serviτo militar ou de encargo p·blico, Θ indispensßvel que notifique o empregador dessa intenτπo, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo mßximo de 30 (trinta) dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminaτπo do encargo a que estava obrigado.
  1618. º 2║ - Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem as partes interessadas, nπo serß computado na contagem do prazo para a respectiva terminaτπo.
  1619. º 3║ - Ocorrendo motivo relevante de interesse para a seguranτa nacional, poderß a autoridade competente solicitar o afastamento do empregado do serviτo ou do local de trabalho, sem que se configure a suspensπo do contrato de trabalho.
  1620. º 4║ - O afastamento a que se refere o parßgrafo anterior serß solicitado pela autoridade competente diretamente ao empregador, em representaτπo fundamentada com audiΩncia da Procuradoria Regional do Trabalho, que providenciarß desde logo a instauraτπo do competente inquΘrito administrativo.
  1621. º 5║ - Durante os primeiros 90 (noventa) dias desse afastamento, o empregado continuarß percebendo sua remuneraτπo.
  1622. Art. 473 - O empregado poderß deixar de comparecer ao serviτo sem prejuφzo do salßrio:
  1623. I - atΘ 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do c⌠njuge, ascendente, descendente, irmπo ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social, viva sob sua dependΩncia econ⌠mica;
  1624. Il - atΘ 3 (trΩs) dias consecutivos, em virtude de casamento;
  1625. lIl - por 1 (um) dia, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana;
  1626. IV - por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doaτπo voluntßria de sangue devidamente comprovada;
  1627. V - atΘ 2 (dois) dias consecutivos ou nπo, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei respectiva;
  1628. VI - no perφodo de tempo em que tiver de cumprir as exigΩncias do Serviτo Militar referidas na letra c do art. 65 da Lei n║ 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviτo Militar);
  1629.  VII - nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior.
  1630.  VIII - pelo tempo que se fizer necessßrio, quando tiver que comparecer a juφzo. 
  1631. Art. 474 - A suspensπo do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisπo injusta do contrato de trabalho.
  1632. Art. 475 - O empregado que for aposentado por invalidez terß suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis de previdΩncia social para a efetivaτπo do benefφcio.
  1633. º 1║ - Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria cancelada, ser-lhe-ß assegurado o direito α funτπo que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, porΘm, ao empregador,  o  direito  de  indenizß-lo  por   rescisπo  do  contrato  de   trabalho,  nos  termos  dos arts. 477 e 478, salvo na hip≤tese de ser ele portador de estabilidade, quando a indenizaτπo deverß ser paga na forma do art. 497.
  1634. º 2║ - Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderß rescindir, com este, o respectivo contrato de trabalho sem indenizaτπo, desde que tenha havido ciΩncia inequφvoca da interinidade ao ser celebrado o contrato.
  1635. Art. 476 - Em caso de seguro-doenτa ou auxφlio-enfermidade, o empregado Θ considerado em licenτa nπo remunerada, durante o prazo desse benefφcio.
  1636. Art. 476-A - O contrato de trabalho poderß ser suspenso, por um perφodo de dois a cinco meses, para participaτπo do empregado em curso ou programa de qualificaτπo profissional oferecido pelo empregador, com duraτπo equivalente α suspensπo contratual, mediante previsπo em convenτπo ou acordo coletivo de trabalho e aquiescΩncia formal do empregado, observado o disposto no art. 471 desta Consolidaτπo.
  1637. º 1║ - Ap≤s a autorizaτπo concedida por intermΘdio de convenτπo ou acordo coletivo, o empregador deverß notificar o respectivo sindicato, com antecedΩncia mφnima de quinze dias da suspensπo contratual.
  1638. º 2║ - O contrato de trabalho nπo poderß ser suspenso em conformidade com o disposto no caput deste artigo mais de uma vez no perφodo de dezesseis meses.
  1639. º 3║  - O empregador poderß conceder ao empregado ajuda compensat≤ria mensal, sem natureza salarial, durante o perφodo de suspensπo contratual nos termos do caput  deste artigo, com valor a ser definido em convenτπo ou acordo coletivo.
  1640. º 4║ - Durante o perφodo de suspensπo contratual para participaτπo em curso ou programa de qualificaτπo profissional, o empregado farß jus aos benefφcios voluntariamente concedidos pelo empregador.
  1641. º 5║ - Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do perφodo de suspensπo contratual ou nos trΩs meses subseqⁿentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagarß ao empregado, alΘm das parcelas indenizat≤rias previstas na legislaτπo em vigor, multa a ser estabelecida em convenτπo ou acordo coletivo, sendo de, no mφnimo, cem por cento sobre o valor da ·ltima remuneraτπo mensal anterior α suspensπo do contrato.
  1642. º 6║ - Se durante a suspensπo do contrato nπo for ministrado o curso ou programa de qualificaτπo profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficarß descaracterizada a suspensπo, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salßrios e dos encargos sociais referentes ao perφodo, αs penalidades cabφveis previstas na legislaτπo em vigor, bem como αs sanτ⌡es previstas em convenτπo ou acordo coletivo.
  1643. º 7║ - O prazo limite fixado no caput poderß ser prorrogado mediante convenτπo ou acordo coletivo de trabalho e aquiescΩncia formal do empregado, desde que o empregador arque com o ⌠nus correspondente ao valor da bolsa de qualificaτπo profissional, no respectivo perφodo.
  1644.  
  1645. [4-5-1
  1646. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1647.  
  1648. CAP═TULO V DA RESCIS├O
  1649.  
  1650. Art. 477 - ╔ assegurado a todo empregado, nπo existindo prazo estipulado para a terminaτπo do respectivo contrato, e quando nπo haja ele dado motivo para cessaτπo das relaτ⌡es de trabalho, o direito de haver do empregador uma indenizaτπo, paga na base da maior remuneraτπo que tenha percebido na mesma empresa.
  1651. º 1║ - O pedido de demissπo ou recibo de quitaτπo de rescisπo do contrato de trabalho, firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviτo, s≤ serß vßlido quando feito com a assistΩncia do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do MinistΘrio do Trabalho.
  1652. º 2║ - O instrumento de rescisπo ou recibo de quitaτπo, qualquer que seja a causa ou forma de dissoluτπo do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo vßlida a quitaτπo, apenas, relativamente αs mesmas parcelas.
  1653. º 3║ - Quando nπo existir na localidade nenhum dos ≤rgπos previstos neste artigo, a assistΩncia serß prestada pelo representante do MinistΘrio P·blico ou, onde houver, pelo Defensor P·blico e, na falta ou impedimento destes, pelo Juiz de Paz.
  1654. º 4║ - O pagamento a que fizer jus o empregado serß efetuado no ato da homologaτπo da rescisπo do contrato de trabalho, em dinheiro ou em cheque visado, conforme acordem as partes, salvo se o empregado for analfabeto, quando o pagamento somente poderß ser feito em dinheiro.
  1655. º 5║ - Qualquer compensaτπo no pagamento de que trata o parßgrafo anterior nπo poderß exceder o equivalente a 1 (um) mΩs de remuneraτπo do empregado.
  1656. º 6║ - O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisπo ou recibo de quitaτπo deverß ser efetuado nos seguintes prazos:
  1657. a) atΘ o primeiro dia ·til imediato ao tΘrmino do contrato; ou
  1658. b) atΘ o dΘcimo dia, contado da data da notificaτπo da demissπo, quando da ausΩncia do aviso prΘvio, indenizaτπo do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.
  1659. º 7║ - O ato da assistΩncia na rescisπo contratual (ºº 1║ e 2║) serß sem ⌠nus para o trabalhador e empregador.
  1660. º 8║ - A inobservΓncia do disposto no º 6║ deste artigo sujeitarß o infrator α multa de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salßrio, devidamente corrigido pelo φndice de variaτπo do BTN, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa α mora.
  1661. º 9║ - (Vetado.)
  1662. Art. 478 - A indenizaτπo devida pela rescisπo de contrato por prazo indeterminado serß de 1 (um) mΩs de remuneraτπo por ano de serviτo efetivo, ou por ano e fraτπo igual ou superior a 6 (seis) meses.
  1663. º 1║ - O primeiro ano de duraτπo do contrato por prazo indeterminado Θ considerado como perφodo de experiΩncia, e, antes que se complete, nenhuma indenizaτπo serß devida.
  1664. º 2║ - Se o salßrio for pago por dia, o cßlculo da indenizaτπo terß por base 30 (trinta) dias.
  1665. º 3║ - Se pago por hora, a indenizaτπo apurar-se-ß na base de 220 (duzentas e vinte) horas por mΩs.
  1666. º 4║ - Para os empregados que trabalhem α comissπo ou que tenham direito a percentagens, a indenizaτπo serß calculada pela mΘdia das comiss⌡es ou percentagens percebidas nos ·ltimos 12 (doze) meses de serviτo.
  1667. º 5║ - Para os empregados que trabalhem por tarefa ou serviτo feito, a indenizaτπo serß calculada na base mΘdia do tempo costumeiramente gasto pelo interessado para realizaτπo de seu serviτo, calculando-se o valor do que seria feito durante 30 (trinta) dias.
  1668. Art. 479 - Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado serß obrigado a pagar-lhe, a titulo de indenizaτπo, e por metade, a remuneraτπo a que teria direito atΘ o termo do contrato.
  1669. Parßgrafo ·nico - Para a execuτπo do que disp⌡e o presente artigo, o cßlculo da parte varißvel ou incerta dos salßrios serß feito de acordo com o prescrito para o cßlculo da indenizaτπo referente α rescisπo dos contratos por prazo indeterminado.
  1670. Art. 480 - Havendo termo estipulado, o empregado nπo se poderß desligar do contrato, sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuφzos que desse fato lhe resultarem.
  1671. º 1║ - A indenizaτπo, porΘm, nπo poderß exceder αquela a que teria direito o empregado em idΩnticas condiτ⌡es.
  1672. º 2║ - (Revogado pela Lei n║ 6.533, de 24-5-1978.)
  1673. Art. 481 - Aos contratos por prazo determinado, que contiverem clßusula assecurat≤ria do direito recφproco de rescisπo antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por qualquer das partes, os princφpios que regem a rescisπo dos contratos por prazo indeterminado.
  1674. Art. 482 - Constituem justa causa para rescisπo do contrato de trabalho pelo empregador: 
  1675. a) ato de improbidade;
  1676. b) incontinΩncia de conduta ou mau procedimento; 
  1677. c) negociaτπo habitual por conta pr≤pria ou alheia sem permissπo do empregador, e quando constituir ato de concorrΩncia α empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviτo; 
  1678. d) condenaτπo criminal do empregado, passada em julgado, caso nπo tenha havido suspensπo da execuτπo da pena; 
  1679. e) desφdia no desempenho das respectivas funτ⌡es; 
  1680. f) embriaguez habitual ou em serviτo; 
  1681. g) violaτπo de segredo da empresa;
  1682. h) ato de indisciplina ou de insubordinaτπo;
  1683. i) abandono de emprego;
  1684. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviτo contra qualquer pessoa, ou ofensas fφsicas, nas mesmas condiτ⌡es, salvo em caso de legφtima defesa, pr≤pria ou de outrem; 
  1685. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas fφsicas praticadas contra o empregador e superiores hierßrquicos, salvo em caso de legφtima defesa, pr≤pria ou de outrem; 
  1686. l) prßtica constante de jogos de azar.
  1687. Parßgrafo ·nico - Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prßtica, devidamente comprovada em inquΘrito administrativo, de atos atentat≤rios contra a seguranτa nacional.
  1688. Art. 483 - O empregado poderß considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenizaτπo quando:
  1689. a) forem exigidos serviτos superiores αs suas forτas, defesos por lei, contrßrios aos bons costumes, ou alheios ao contrato; 
  1690. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierßrquicos com rigor excessivo; 
  1691. c) correr perigo manifesto de mal considerßvel; 
  1692. d) nπo cumprir o empregador as obrigaτ⌡es do contrato; 
  1693. e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua famφlia, ato lesivo da honra e boa fama; 
  1694. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legφtima defesa, pr≤pria ou de outrem;
  1695. g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peτa ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importΓncia dos salßrios.
  1696. º 1║ - O empregado poderß suspender a prestaτπo dos serviτos ou rescindir o contrato, quando tiver de desempenhar obrigaτ⌡es legais, incompatφveis com a continuaτπo do serviτo.
  1697. º 2║ - No caso de morte do empregador constituφdo em empresa individual, Θ facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho.
  1698. º 3║ - Nas hip≤teses das letras d e g, poderß o empregado pleitear a rescisπo de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizaτ⌡es, permanecendo ou nπo no serviτo atΘ final decisπo do processo.
  1699. Art. 484 - Havendo culpa recφproca no ato que determinou a rescisπo do contrato de trabalho, o tribunal de trabalho reduzirß a indenizaτπo α que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador, por metade.
  1700. Art. 485 - Quando cessar a atividade da empresa, por morte do empregador, os empregados terπo direito, conforme o caso, α indenizaτπo a que se referem os art. 477 e 497.
  1701. Art. 486 - No caso de paralisaτπo temporßria ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgaτπo de lei ou resoluτπo que impossibilite a continuaτπo da atividade, prevalecerß o pagamento da indenizaτπo, que ficarß a cargo do governo responsßvel.
  1702. º 1║ - Sempre que o empregador invocar em sua defesa o preceito do presente artigo, o tribunal do trabalho competente notificarß a pessoa de direito p·blico apontada como responsßvel pela paralisaτπo do trabalho, para que, no prazo de 30 (trinta) dias, alegue o que entender devido, passando a figurar no processo como chamada α autoria.
  1703. º 2║ - Sempre que a parte interessada, firmada em documento hßbil, invocar defesa baseada na disposiτπo deste artigo e indicar qual o juiz competente, serß ouvida a parte contrßria, para, dentro de 3 (trΩs) dias, falar sobre essa alegaτπo.
  1704. º 3║ - Verificada qual a autoridade responsßvel, a Junta de Conciliaτπo ou Juiz dar-se-ß por incompetente, remetendo os autos ao Juiz Privativo da Fazenda, perante o qual correrß o feito nos termos previstos no processo comum.
  1705.  
  1706. [4-6-1
  1707. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1708.  
  1709. CAP═TULO VI DO AVISO PR╔VIO
  1710.  
  1711. Art. 487 - Nπo havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato deverß avisar a outra da sua resoluτπo com a antecedΩncia mφnima de:
  1712. I -  8 (oito) dias, se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior;
  1713. Il - 30 (trinta) dias aos que perceberem por quinzena ou mΩs, ou que tenham mais de 12 (doze) meses de serviτo na empresa.
  1714. º 1║ - A falta do aviso prΘvio por parte do empregador dß ao empregado o direito aos salßrios correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integraτπo desse perφodo no seu tempo de serviτo.
  1715. º 2║ - A falta de aviso prΘvio por parte do empregado dß ao empregador o direito de descontar os salßrios correspondentes ao prazo respectivo.
  1716. º 3║ - Em se tratando de salßrio pago na base de tarefa, o cßlculo, para os efeitos dos parßgrafos anteriores, serß feito de acordo com a mΘdia dos ·ltimos 12 (doze) meses de serviτo.
  1717. º 4║ - ╔ devido o aviso prΘvio na despedida indireta.
  1718. Art. 488 - O horßrio normal de trabalho do empregado, durante o prazo do aviso, e se a rescisπo tiver sido promovida pelo empregador, serß reduzido de 2 (duas) horas dißrias, sem prejuφzo do salßrio integral.
  1719. Parßgrafo ·nico - ╔ facultado ao empregado trabalhar sem a reduτπo das 2 (duas) horas dißrias previstas neste artigo, caso em que poderß faltar ao serviτo, sem prejuφzo do salßrio integral, por 1 (um) dia, na hip≤tese do inciso l, e por 7 (sete) dias corridos, na hip≤tese do inciso lI do art. 487 desta Consolidaτπo.
  1720. Art. 489 - Dado o aviso prΘvio, a rescisπo torna-se efetiva depois de expirado o respectivo prazo, mas, se a parte notificante reconsiderar o ato, antes de seu termo, α outra parte Θ facultado aceitar ou nπo a reconsideraτπo.
  1721. Parßgrafo ·nico - Caso seja aceita a reconsideraτπo ou continuando a prestaτπo depois de expirado o prazo, o contrato continuarß a vigorar, como se o aviso nπo tivesse sido dado.
  1722. Art. 490 - O empregador que, durante o prazo do aviso prΘvio dado ao empregado, praticar ato que justifique a rescisπo imediata do contrato, sujeita-se ao pagamento da remuneraτπo correspondente ao prazo do referido aviso, sem prejuφzo da indenizaτπo que for devida.
  1723. Art. 491 - O empregado que, durante o prazo do aviso prΘvio, cometer qualquer das faltas consideradas pela lei como justas para a rescisπo, perde o direito ao restante do respectivo prazo.
  1724.  
  1725. [4-7-1
  1726. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1727.  
  1728. CAP═TULO VII DA ESTABILIDADE
  1729.  
  1730. Art. 492 - O empregado que contar mais de 10 (dez) anos de serviτo na mesma empresa nπo poderß ser despedido senπo por motivo de falta grave ou circunstΓncia de forτa maior, devidamente comprovadas.
  1731. Parßgrafo ·nico - Considera-se como de serviτo todo o tempo em que o empregado esteja α disposiτπo do empregador.
  1732. Art. 493 - Constitui  falta  grave  a  prßtica  de  qualquer  dos fatos a que se refere o art. 482, quando por sua repetiτπo ou natureza representem sΘria violaτπo dos deveres e obrigaτ⌡es do empregado.
  1733. Art. 494 - O empregado acusado de falta grave poderß ser suspenso de suas funτ⌡es, mas a sua despedida s≤ se tornarß efetiva ap≤s o inquΘrito e que se verifique a procedΩncia da acusaτπo.
  1734. Parßgrafo ·nico - A suspensπo, no caso deste artigo, perdurarß atΘ a decisπo final do processo.
  1735. Art. 495 - Reconhecida a inexistΩncia de falta grave praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a readmiti-lo no serviτo e a pagar-lhe os salßrios a que teria direito no perφodo da suspensπo.
  1736. Art. 496 - Quando a reintegraτπo do empregado estßvel for desaconselhßvel, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissφdio, especialmente quando for o empregador pessoa fφsica, o tribunal do trabalho poderß converter aquela obrigaτπo em indenizaτπo devida nos termos do artigo seguinte.
  1737. Art. 497 - Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrΩncia de motivo de forτa maior, ao empregado estßvel despedido Θ garantida a indenizaτπo por rescisπo do contrato por prazo indeterminado, paga em dobro.
  1738. Art. 498 - Em caso de fechamento do estabelecimento, filial ou agΩncia, ou supressπo necessßria de atividade, sem ocorrΩncia de motivo de forτa maior, Θ assegurado aos empregados estßveis, que ali exerτam suas funτ⌡es, direito α indenizaτπo, na forma do artigo anterior.
  1739. Art. 499 - Nπo haverß estabilidade no exercφcio dos cargos de diretoria, gerΩncia ou outros de confianτa imediata do empregador, ressalvado o c⌠mputo do tempo de serviτo para todos os efeitos legais.
  1740. º 1║ - Ao empregado garantido pela estabilidade que deixar de exercer cargo de confianτa, Θ assegurada, salvo no caso de falta grave, a reversπo ao cargo efetivo que haja anteriormente ocupado.
  1741. º 2║ - Ao empregado despedido sem justa causa, que s≤ tenha exercido cargo de confianτa e que contar mais de 10 (dez) anos de serviτo na mesma empresa, Θ garantida a indenizaτπo proporcional ao tempo de serviτo nos termos dos arts. 477 e 478.
  1742. º 3║ - A despedida que se verificar com o fim de obstar ao empregado a aquisiτπo de estabilidade sujeitarß o empregador a pagamento em dobro da indenizaτπo prescrita nos arts. 477 e 478.
  1743. Art. 500 - O pedido de demissπo do empregado estßvel s≤ serß vßlido quando feito com a assistΩncia do respectivo Sindicato e, se nπo o houver, perante autoridade local competente do MinistΘrio do Trabalho ou da Justiτa do Trabalho.
  1744.  
  1745. [4-8-1
  1746. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1747.  
  1748. CAP═TULO VIII DA FOR╟A MAIOR
  1749.  
  1750. Art. 501 - Entende-se como forτa maior todo acontecimento inevitßvel, em relaτπo α vontade do empregador, e para a realizaτπo do qual este nπo concorreu, direta ou indiretamente.
  1751. º 1║ - A imprevidΩncia do empregador exclui a razπo de forτa maior.
  1752. º 2║ - └ ocorrΩncia do motivo de forτa maior que nπo afetar substΓncialmente, nem for suscetφvel de afetar, em tais condiτ⌡es, a situaτπo econ⌠mica e financeira da empresa nπo se aplicam as restriτ⌡es desta Lei referentes ao disposto neste Capφtulo.
  1753. Art. 502 - Ocorrendo motivo de forτa maior que determine a extinτπo da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, Θ assegurada a este, quando despedido, uma indenizaτπo na forma seguinte:
  1754. I -  sendo estßvel, nos termos dos arts. 477 e 478;
  1755. lI - nπo tendo direito α estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisπo sem justa causa;
  1756. lIl - havendo contrato por prazo determinado, aquela a que se refere o art. 479 desta Lei, reduzida igualmente α metade.
  1757. Art. 503 - ╔ lφcita, em caso de forτa maior ou prejuφzos devidamente comprovados, a reduτπo geral dos salßrios dos empregados da empresa, proporcionalmente aos salßrios de cada um, nπo podendo, entretanto, ser superior a 25% (vinte e cinco por cento), respeitado, em qualquer caso, o salßrio mφnimo da regiπo.
  1758. Parßgrafo ·nico - Cessados os efeitos decorrentes do motivo de forτa maior, Θ garantido o restabelecimento dos salßrios reduzidos.
  1759. Art. 504 - Comprovada a falsa alegaτπo do motivo de forτa maior, Θ garantida a reintegraτπo aos empregados estßveis, e aos nπo-estßveis o complemento da indenizaτπo jß percebida, assegurado a ambos o pagamento da remuneraτπo atrasada.
  1760.  
  1761. [4-9-1
  1762. T═TULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO
  1763.  
  1764. CAP═TULO IX DISPOSI╟╒ES ESPECIAIS
  1765.  
  1766. Art. 505 - Sπo aplicßveis aos trabalhadores rurais os dispositivos constantes dos Capφtulos l, lI e VI do presente Tφtulo.
  1767. Art. 506 - No contrato de trabalho agrφcola Θ lφcito o acordo que estabelecer a remuneraτπo in natura, contanto que seja de produtos obtidos pela exploraτπo do neg≤cio e nπo exceda de 1/3 (um terτo) do salßrio total do empregado.
  1768. Art. 507 - As disposiτ⌡es do Capφtulo VII do presente Tφtulo nπo serπo aplicßveis aos empregados em consult≤rios ou escrit≤rios de profissionais liberais.
  1769. Parßgrafo ·nico - (Revogado pela Lei n║ 6.533, de 24-5-1978.)
  1770. Art. 508 - Considera-se justa causa, para efeito de rescisπo de contrato de trabalho do empregado bancßrio, a falta contumaz de pagamento de d·vidas legalmente exigφveis.
  1771. Art. 509 - (Revogado pela Lei n║ 6.533, de 24-5-1978.)
  1772. Art. 510 - Pela infraτπo das proibiτ⌡es constantes deste Tφtulo, serß imposta α empresa a multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referΩncia regional, elevada ao dobro, no caso de reincidΩncia, sem prejuφzo das demais cominaτ⌡es legais.
  1773.  
  1774. [5-1-1
  1775. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1776.  
  1777. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1778.  
  1779. SE╟├O I DA ASSOCIA╟├O EM SINDICATO
  1780.  
  1781. Art. 511 - ╔ licita a associaτπo para fins de estudo, defesa e coordenaτπo dos seus interesses econ⌠micos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores aut⌠nomos, ou profissionais liberais, exerτam, respectivamente, a mesma atividade ou profissπo ou atividades ou profiss⌡es similares ou conexas.
  1782. º 1║ - A solidariedade de interesses econ⌠micos dos que empreendem atividades idΩnticas, similares ou conexas constitui o vinculo social bßsico que se denomina categoria econ⌠mica.
  1783. º 2║ - A similitude de condiτ⌡es de vida oriunda da profissπo ou trabalho em comum, em situaτπo de emprego na mesma atividade econ⌠mica ou em atividades econ⌠micas similares ou conexas, comp⌡e a expressπo social elementar compreendida como categoria profissional.
  1784. º 3║ - Categoria profissional diferenciada Θ a que se forma dos empregados que exerτam profiss⌡es ou funτ⌡es diferenciadas por forτa de estatuto profissional especial ou em conseqⁿΩncia de condiτ⌡es de vida singulares.
  1785. º 4║ - Os limites de identidade, similaridade ou conexidade fixam as dimens⌡es dentro das quais a categoria econ⌠mica ou profissional Θ homogΩnea e a associaτπo Θ natural.
  1786. Art. 512 - Somente as associaτ⌡es profissionais constituφdas para os fins e na forma do artigo anterior e registradas de acordo com o art. 558 poderπo ser reconhecidas como Sindicatos e investidas nas prerrogativas definidas nesta Lei.
  1787. Art. 513 - Sπo prerrogativas dos Sindicatos:
  1788. a) representar, perante as autoridades administrativas e judicißrias, os interesses gerais da respectiva categoria ou profissπo liberal ou os interesses individuais dos associados relativos α atividade ou profissπo exercida;
  1789. b) celebrar convenτ⌡es coletivas de trabalho;
  1790. c) eleger ou designar os representantes da respectiva categoria ou profissπo liberal;
  1791. d) colaborar com o Estado, como ≤rgπos tΘcnicos e consultivos, no estudo e soluτπo dos problemas que se relacionam com a respectiva categoria ou profissπo liberal; 
  1792. e) impor contribuiτ⌡es a todos aqueles que participam das categorias econ⌠micas ou profissionais ou das profiss⌡es liberais representadas.
  1793. Parßgrafo ·nico - Os Sindicatos de empregados terπo, outrossim, a prerrogativa de fundar e manter agΩncias de colocaτπo.
  1794. Art. 514 - Sπo deveres dos Sindicatos:
  1795. a) colaborar com os poderes p·blicos no desenvolvimento da solidariedade social; 
  1796. b) manter serviτos de assistΩncia judicißria para os associados; 
  1797. c) promover a conciliaτπo nos dissφdios de trabalho;
  1798. d) sempre que possφvel, e de acordo com as suas possibilidades, manter no seu Quadro de Pessoal, em convΩnio com entidades assistenciais ou por conta pr≤pria, um assistente social com as atribuiτ⌡es especφficas de promover a cooperaτπo operacional na empresa e a integraτπo profissional na Classe.
  1799. Parßgrafo ·nico - Os Sindicatos de empregados terπo, outrossim, o dever de:
  1800. a) promover a fundaτπo de cooperativas de consumo e de crΘdito; 
  1801. b) fundar e manter escolas de alfabetizaτπo e prΘ-vocacionais.
  1802.  
  1803. [5-1-2
  1804. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1805.  
  1806. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1807.  
  1808. SE╟├O II DO RECONHECIMENTO E INVESTIDURA SINDICAL
  1809.  
  1810. Art. 515 - As associaτ⌡es profissionais deverπo satisfazer os seguintes requisitos para serem reconhecidas como Sindicatos:
  1811. a) reuniπo de 1/3 (um terτo), no mφnimo, de empresas legalmente constituφdas, sob a forma individual ou de sociedade, se se tratar de associaτπo de empregadores; ou de 1/3 (um terτo) dos que integrem a mesma categoria ou exerτam a mesma profissπo liberal, se se tratar de associaτπo de empregados ou de trabalhadores ou agentes aut⌠nomos ou de profissπo liberal; 
  1812. b) duraτπo de 3 (trΩs) anos para o mandato da diretoria;
  1813. c) exercφcio do cargo de Presidente e dos demais cargos de administraτπo e representaτπo por brasileiros.
  1814. Parßgrafo ·nico - O Ministro do Trabalho poderß, excepcionalmente, reconhecer como Sindicato a associaτπo cujo n·mero de associados seja inferior ao terτo a que se refere a alφnea a.
  1815. Art. 516 - Nπo serß reconhecido mais de um Sindicato representativo da mesma categoria econ⌠mica ou profissional, ou profissπo liberal, em uma dada base territorial.
  1816. Art. 517 - Os Sindicatos poderπo ser distritais, municipais, intermunicipais, estaduais e interestaduais. Excepcionalmente, e atendendo αs peculiaridades de determinadas categorias ou profiss⌡es, o Ministro do Trabalho poderß autorizar o reconhecimento de Sindicatos nacionais.
  1817. º 1║ - O Ministro do Trabalho outorgarß e delimitarß a base territorial do Sindicato.
  1818. º 2║ - Dentro da base territorial que Ihe for determinada Θ facultado ao Sindicato instituir delegacias ou seτ⌡es para melhor proteτπo dos associados e da categoria econ⌠mica ou profissional ou profissπo liberal representada.
  1819. Art. 518 - O pedido de reconhecimento serß dirigido ao Ministro do Trabalho instruφdo com exemplar ou c≤pia autenticada dos estatutos da associaτπo.
  1820. º 1║ - Os estatutos deverπo conter:
  1821. a) a denominaτπo e a sede da associaτπo; 
  1822. b) a categoria econ⌠mica ou profissional ou a profissπo liberal cuja representaτπo Θ requerida;
  1823. c) a afirmaτπo de que a associaτπo agirß como ≤rgπo de colaboraτπo com os poderes p·blicos e as demais associaτ⌡es no sentido da solidariedade social e da subordinaτπo dos interesses econ⌠micos ou profissionais ao interesse nacional; 
  1824. d) as atribuiτ⌡es, o processo eleitoral e das votaτ⌡es, os casos de perda de mandato e de substituiτπo dos administradores;
  1825. e) o modo de constituiτπo e administraτπo do patrim⌠nio social e o destino que lhe serß dado no caso de dissoluτπo;
  1826. f) as condiτ⌡es em que se dissolverß a associaτπo.
  1827. º 2║ - O processo de reconhecimento serß regulado em instruτ⌡es baixadas pelo Ministro do Trabalho.
  1828. Art. 519 - A investidura sindical serß conferida sempre α associaτπo profissional mais representativa, a juφzo do Ministro do Trabalho, constituindo elementos para essa apreciaτπo, entre outros:
  1829. a) o n·mero de associados;
  1830. b) os serviτos sociais fundados e mantidos; 
  1831. c) o valor do patrim⌠nio.
  1832. Art. 520 - Reconhecida como sindicato a associaτπo profissional, ser-lhe-ß expedida carta de reconhecimento, assinada pelo Ministro do Trabalho, na qual serß especificada a representaτπo econ⌠mica ou profissional, conferida e mencionada a base territorial outorgada.
  1833. Parßgrafo ·nico - O reconhecimento investe a associaτπo nas prerrogativas do art. 513 e a obriga aos deveres do art. 514, cujo inadimplemento a sujeitarß αs sanτ⌡es desta Lei.
  1834. Art. 521 - Sπo condiτ⌡es para o funcionamento do Sindicato:
  1835. a) proibiτπo de qualquer propaganda de doutrinas incompatφveis com as instituiτ⌡es e os interesses da Naτπo, bem como de candidaturas a cargos eletivos estranhos ao Sindicato;
  1836. b) proibiτπo de exercφcio de cargo eletivo cumulativamente com o de emprego remunerado pelo Sindicato ou por entidade sindical de grau superior;
  1837. c) gratuidade do exercφcio dos cargos eletivos;
  1838. d) proibiτπo de quaisquer  atividades nπo compreendidas nas finalidades mencionadas no art. 511, inclusive as de carßter polφtico-partidßrio;
  1839. e) proibiτπo de cessπo gratuita ou remunerada da respectiva sede a entidade de φndole polφtico-partidßria.
  1840.  
  1841. [5-1-3
  1842. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1843.  
  1844. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1845.  
  1846. SE╟├O III DA ADMINISTRA╟├O DO SINDICATO
  1847.  
  1848. Art. 522 - A administraτπo do Sindicato serß exercida por uma diretoria constituφda, no mßximo, de 7 (sete) e, no mφnimo, de 3 (trΩs) membros e de um Conselho Fiscal composto de 3 (trΩs) membros, eleitos esses ≤rgπos pela AssemblΘia Geral.
  1849. º 1║ - A diretoria elegerß, dentre os seus membros, o Presidente do Sindicato.
  1850. º 2║ - A competΩncia do Conselho Fiscal Θ limitada α fiscalizaτπo da gestπo financeira do Sindicato.
  1851. º 3║ - Constituirπo atribuiτπo exclusiva da Diretoria do Sindicato e dos Delegados Sindicais, a que se refere o art. 523, a representaτπo e a defesa dos interesses da entidade perante os poderes p·blicos e as empresas, salvo mandatßrio com poderes outorgados por procuraτπo da Diretoria, ou associado investido em representaτπo prevista em lei.
  1852. Art. 523 - Os Delegados Sindicais destinados α direτπo das delegacias ou seτ⌡es instituφdas na forma estabelecida no º 2║ do art. 517 serπo designados pela diretoria dentre os associados radicados no territ≤rio da correspondente delegacia.
  1853. Art. 524 - Serπo sempre tomadas por escrutφnio secreto, na forma estatutßria, as deliberaτ⌡es da AssemblΘia Geral concernentes aos seguintes assuntos:
  1854. a) eleiτπo de associado para representaτπo da respectiva categoria prevista em lei;
  1855. b) tomada e aprovaτπo de contas da diretoria; 
  1856. c) aplicaτπo do patrim⌠nio;
  1857. d) julgamento dos atos da Diretoria, relativos a penalidades impostas a associados;
  1858. e) pronunciamento sobre relaτ⌡es ou dissφdio de trabalho. Neste caso, as deliberaτ⌡es da AssemblΘia Geral s≤ serπo consideradas vßlidas quando ela tiver sido especialmente convocada para esse fim, de acordo com as disposiτ⌡es dos estatutos da entidade sindical. O quorum para validade da AssemblΘia serß de metade mais um dos associados quites; nπo obtido esse quorum em primeira convocaτπo, reunir-se-ß a AssemblΘia em segunda convocaτπo com os presentes, considerando-se aprovadas as deliberaτ⌡es que obtiverem 2/3 (dois terτos) dos votos.
  1859. º 1║ - A eleiτπo para cargos de diretoria e conselho fiscal serß realizada por escrutφnio secreto, durante 6 (seis) horas contφnuas, pelo menos, na sede do Sindicato, na de suas delegacias e seτ⌡es e nos principais locais de trabalho, onde funcionarπo as mesas coletoras designadas pelos Delegados Regionais do Trabalho.
  1860. º 2║ - Concomitantemente ao tΘrmino do prazo estipulado para a votaτπo, instalar-se-ß, em AssemblΘia Eleitoral p·blica e permanente, na sede do Sindicato, a mesa apuradora, para a qual serπo enviadas, imediatamente, pelos presidentes das mesas coletoras, as urnas receptoras e as atas respectivas. Serß facultada designaτπo de mesa apuradora supletiva sempre que as peculiaridades ou conveniΩncias do pleito a exigirem.
  1861. º 3║ - A mesa apuradora serß presidida por membro do MinistΘrio P·blico do Trabalho ou pessoa de not≤ria idoneidade, designada pelo Procurador-Geral da Justiτa do Trabalho ou Procuradores Regionais.
  1862. º 4║ - O pleito s≤ serß vßlido na hip≤tese de participarem da votaτπo mais de 2/3 (dois terτos) dos associados com capacidade para votar. Nπo obtido esse coeficiente, serß realizada nova eleiτπo dentro de 15 (quinze) dias, a qual terß validade se nela tomarem parte mais de 50% (cinqⁿenta por cento) dos referidos associados. Na hip≤tese de nπo ter sido alcanτado, na segunda votaτπo, o coeficiente exigido, serß realizado o terceiro e ·ltimo pleito, cuja validade dependerß do voto de mais de 40% (quarenta por cento) dos aludidos associados, proclamando o Presidente da mesa apuradora em qualquer dessas hip≤teses os eleitos, os quais serπo empossados automaticamente na data do tΘrmino do mandato expirante, nπo tendo efeito suspensivo os protestos ou recursos oferecidos na conformidade da lei.
  1863. º 5║ - Nπo sendo atingido o coeficiente legal para eleiτπo, o MinistΘrio do Trabalho declararß a vacΓncia da administraτπo, a partir do tΘrmino do mandato dos membros em exercφcio, e designarß administrador para o Sindicato, realizando-se novas eleiτ⌡es dentro de 6 (seis) meses.
  1864. Art. 525 - ╔ vedada a pessoas fφsicas ou jurφdicas, estranhas ao Sindicato, qualquer interferΩncia na sua administraτπo ou nos seus serviτos.
  1865. Parßgrafo ·nico - Estπo excluφdos dessa proibiτπo:
  1866. a) os Delegados do MinistΘrio do Trabalho especialmente designados pelo Ministro ou por quem o represente;
  1867. b) os que, como empregados, exerτam cargos no Sindicato mediante autorizaτπo da AssemblΘia Geral.
  1868. Art. 526 - Os  empregados  do  Sindicato  serπo  nomeados  pela  diretoria respectiva ad referendum, da AssemblΘia Geral, nπo podendo recair tal nomeaτπo nos que estiverem nas condiτ⌡es previstas nos itens II, IV, V, Vl, VII e VlIl do art. 530 e, na hip≤tese de o nomeador haver sido dirigente sindical, tambΘm nas do item I do mesmo artigo.
  1869. Art. 527 - Na sede de cada Sindicato haverß um livro de registro, autenticado pelo funcionßrio competente do MinistΘrio do Trabalho, e do qual deverπo constar:
  1870. a) tratando-se de Sindicato de empregadores, a firma, individual ou coletiva, ou a denominaτπo das empresas e sua sede, o nome, idade, estado civil, nacionalidade e residΩncia dos respectivos s≤cios, ou, em se tratando de sociedade por aτ⌡es, dos diretores, bem como a indicaτπo desses dados quanto ao s≤cio ou diretor que representar a empresa no Sindicato;
  1871. b) tratando-se de Sindicato de empregados, ou de agentes ou trabalhadores aut⌠nomos ou de profissionais liberais, alΘm do nome, idade, estado civil, nacionalidade, profissπo ou funτπo e residΩncia de cada associado, o estabelecimento ou lugar onde exerce a sua profissπo ou funτπo, o n·mero e a sΘrie da respectiva Carteira de Trabalho e PrevidΩncia Social e o n·mero da inscriτπo no Instituto Nacional de PrevidΩncia Social.
  1872. Art. 528 - Ocorrendo dissφdio ou circunstΓncias que perturbem o funcionamento de entidade sindical ou motivos relevantes de seguranτa nacional, o Ministro do Trabalho poderß nela intervir, por intermΘdio de Delegado ou de Junta Interventora, com atribuiτ⌡es para administrß-la e executar ou propor as medidas necessßrias para normalizar-lhe o funcionamento.
  1873.  
  1874. [5-1-4
  1875. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1876.  
  1877. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1878.  
  1879. SE╟├O IV DAS ELEI╟╒ES SINDICAIS
  1880.  
  1881. Art. 529 - Sπo condiτ⌡es para o exercφcio do direito do voto como para a investidura em cargo de administraτπo ou representaτπo econ⌠mica ou profissional:
  1882. a) ter o associado mais de 6 (seis) meses de inscriτπo no Quadro Social e mais de 2 (dois) anos de exercφcio da atividade ou da profissπo;
  1883. b) ser maior de 18 (dezoito) anos; 
  1884. c) estar no gozo dos direitos sindicais.
  1885. Parßgrafo ·nico - ╔ obrigat≤rio aos associados o voto nas eleiτ⌡es sindicais.
  1886. Art. 530 - Nπo podem ser eleitos para cargos administrativos ou de representaτπo econ⌠mica ou profissional, nem permanecer no exercφcio desses cargos:
  1887. I - os que nπo tiverem definitivamente aprovadas as suas contas de exercφcio em cargos de administraτπo;
  1888. Il - os que houverem lesado o patrim⌠nio de qualquer entidade sindical;
  1889. lIl - os que nπo estiverem, desde 2 (dois) anos antes, pelo menos, no exercφcio efetivo da atividade ou da profissπo dentro da base territorial do Sindicato, ou no desempenho de representaτπo econ⌠mica ou profissional;
  1890. IV - os que tiverem sido condenados por crime doloso enquanto persistirem os efeitos da pena;
  1891. V - os que nπo estiverem no gozo de seus direitos polφticos;
  1892. VI - (Revogado pela Lei n║ 8.865, de 29-3-1994.)
  1893. VII - mß conduta, devidamente comprovada;
  1894. VIII - (Revogado pela Lei n║ 8.865, de 29-3-1994.)
  1895. Art. 531 - Nas eleiτ⌡es para cargos de Diretoria e do Conselho Fiscal serπo considerados eleitos os candidatos que obtiverem maioria absoluta de votos em relaτπo ao total dos associados eleitores.
  1896. º 1║ - Nπo concorrendo α primeira convocaτπo maioria absoluta de eleitores, ou nπo obtendo nenhum dos candidatos essa maioria, proceder-se-ß a nova convocaτπo para dia posterior, sendo entπo considerados eleitos os candidatos que obtiverem maioria dos eleitores presentes.
  1897. º 2║ - Havendo somente uma chapa registrada para as eleiτ⌡es, poderß a AssemblΘia, em ·ltima convocaτπo, ser realizada 2 (duas) horas ap≤s a primeira convocaτπo, desde que do edital respectivo conste essa advertΩncia.
  1898. º 3║ - Concorrendo mais de uma chapa, poderß o Ministro do Trabalho designar o Presidente da sessπo eleitoral, desde que o requeiram os associados que encabeτarem as respectivas chapas.
  1899. º 4║ - O Ministro do Trabalho expedirß instruτ⌡es regulando o processo das eleiτ⌡es.
  1900. Art. 532 - As eleiτ⌡es para a renovaτπo da Diretoria e do Conselho Fiscal deverπo ser procedidas dentro do prazo mßximo de 60 (sessenta) dias e mφnimo de 30 (trinta) dias, antes do tΘrmino do mandato dos dirigentes em exercφcio.
  1901. º 1║ - Nπo havendo protesto na ata da AssemblΘia Eleitoral ou recurso interposto por algum dos candidatos, dentro de 15 (quinze) dias, a contar da data das eleiτ⌡es, a posse da Diretoria eleita independerß da aprovaτπo das eleiτ⌡es pelo MinistΘrio do Trabalho.
  1902. º 2║ - Competirß α Diretoria em exercφcio, dentro de 30 (trinta) dias da realizaτπo das eleiτ⌡es e nπo tendo havido recurso, dar publicidade ao resultado do pleito, fazendo comunicaτπo ao ≤rgπo local do MinistΘrio do Trabalho da relaτπo dos eleitos, com os dados pessoais de cada um e a designaτπo da funτπo que vai exercer.
  1903. º 3║ - Havendo protesto na ata da AssemblΘia Eleitoral ou recurso interposto dentro de 15 (quinze) dias da realizaτπo das eleiτ⌡es, competirß α Diretoria em exercφcio encaminhar, devidamente instruφdo, o processo eleitoral ao ≤rgπo local do MinistΘrio do Trabalho, que o encaminharß para decisπo do Ministro de Estado. Nesta hip≤tese, permanecerπo na administraτπo, atΘ despacho final do processo, a Diretoria e o Conselho Fiscal que se encontrarem em exercφcio.
  1904. º 4║ - Nπo se verificando as hip≤teses previstas no parßgrafo anterior, a posse da nova Diretoria deverß se verificar dentro de 30 (trinta) dias subseqⁿentes ao tΘrmino do mandato da anterior.
  1905. º 5║ - Ao assumir o cargo, o eleito prestarß, por escrito e solenemente, o compromisso de respeitar, no exercφcio do mandato, a Constituiτπo, as leis vigentes e os estatutos da entidade.
  1906.  
  1907. [5-1-5
  1908. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1909.  
  1910. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1911.  
  1912. SE╟├O V DAS ASSOCIA╟╒ES SINDICAIS DE GRAU SUPERIOR
  1913.  
  1914. Art. 533 - Constituem associaτ⌡es sindicais de grau superior as federaτ⌡es e confederaτ⌡es organizadas nos termos desta Lei.
  1915. Art. 534 - ╔ facultado aos Sindicatos, quando em n·mero nπo inferior a 5 (cinco), desde que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profiss⌡es idΩnticas, similares ou conexas, organizarem-se em federaτπo.
  1916. º 1║ - Se jß existir federaτπo no grupo de atividades ou profiss⌡es em que deva ser constituφda a nova entidade, a criaτπo desta nπo poderß reduzir a menos de 5 (cinco) o n·mero de Sindicatos que αquela devam continuar filiados.
  1917. º 2║ - As federaτ⌡es serπo constituφdas por Estados, podendo o Ministro do Trabalho autorizar a constituiτπo de Federaτ⌡es interestaduais ou nacionais.
  1918. º 3║ - ╔ permitido a qualquer federaτπo, para o fim de lhes coordenar os interesses, agrupar os Sindicatos de determinado municφpio ou regiπo a ela filiados, mas a uniπo nπo terß direito de representaτπo das atividades ou profiss⌡es agrupadas.
  1919. Art. 535 - As Confederaτ⌡es organizar-se-πo com o mφnimo de 3 (trΩs) federaτ⌡es e terπo sede na Capital da Rep·blica.
  1920. º 1║ - As confederaτ⌡es formadas por federaτ⌡es de Sindicatos de empregadores denominar-se-πo: Confederaτπo Nacional da Ind·stria, Confederaτπo Nacional do ComΘrcio, Confederaτπo Nacional de Transportes Marφtimos, Fluviais e AΘreos, Confederaτπo Nacional de Transportes Terrestres, Confederaτπo Nacional de Comunicaτ⌡es e Publicidade, Confederaτπo Nacional das Empresas de CrΘdito e Confederaτπo Nacional de Educaτπo e Cultura.
  1921. º 2║ - As confederaτ⌡es formadas por federaτ⌡es de Sindicatos de empregados terπo a denominaτπo de: Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores na Ind·stria, Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores no ComΘrcio, Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores em Transportes Marφtimos, Fluviais e AΘreos, Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres, Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores em Comunicaτ⌡es e Publicidade, Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de CrΘdito e Confederaτπo Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educaτπo e Cultura.
  1922. º 3║ - Denominar-se-ß Confederaτπo Nacional das Profiss⌡es Liberais a reuniπo das respectivas federaτ⌡es.
  1923. º 4║ - As associaτ⌡es sindicais de grau superior da Agricultura e Pecußria serπo organizadas na conformidade do que dispuser a lei que regular a sindicalizaτπo dessas atividades ou profiss⌡es.
  1924. Art. 536 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  1925. Parßgrafo ·nico - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  1926. Art. 537 - O pedido de reconhecimento de uma federaτπo serß dirigido ao Ministro do Trabalho acompanhado de um exemplar dos respectivos estatutos e das c≤pias autenticadas das atas da AssemblΘia de cada Sindicato ou federaτπo que autorizar a filiaτπo.
  1927. º 1║  - A organizaτπo das federaτ⌡es e confederaτ⌡es obedecerß αs exigΩncias contidas nas alφneas b e c do art. 515.
  1928. º 2║ - A carta de reconhecimento das federaτ⌡es serß expedida pelo Ministro do Trabalho, na qual serß especificada a coordenaτπo econ⌠mica ou profissional conferida e mencionada a base territorial outorgada.
  1929. º 3║ - O reconhecimento das confederaτ⌡es serß feito por decreto do Presidente da Rep·blica.
  1930. Art. 538 - A administraτπo das federaτ⌡es e confederaτ⌡es serß exercida pelos seguintes ≤rgπos:
  1931. a) Diretoria;
  1932. b) Conselho de Representantes;
  1933. c) Conselho Fiscal.
  1934. º 1║ - A Diretoria serß constituφda no mφnimo de 3 (trΩs) membros e de 3 (trΩs) membros se comporß o Conselho Fiscal, os quais serπo eleitos pelo Conselho de Representantes com mandato por 3 (trΩs) anos.
  1935. º 2║ - S≤ poderπo ser eleitos os integrantes dos grupos das federaτ⌡es ou dos planos das confederaτ⌡es, respectivamente.
  1936. º 3║ - O Presidente da federaτπo ou confederaτπo serß escolhido dentre os seus membros, pela Diretoria.
  1937. º 4║ - O Conselho de Representantes serß formado pelas delegaτ⌡es dos Sindicatos ou das Federaτ⌡es filiadas, constituφda cada delegaτπo de 2 (dois) membros, com mandato por 3 (trΩs) anos, cabendo 1 (um) voto a cada delegaτπo.
  1938. º 5║ - A competΩncia do Conselho Fiscal Θ limitada α fiscalizaτπo da gestπo financeira.
  1939. Art. 539 - Para a constituiτπo e administraτπo das Federaτ⌡es serπo observadas, no que for aplicßvel, as disposiτ⌡es das Seτ⌡es II e III do presente Capφtulo.
  1940.  
  1941. [5-1-6
  1942. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1943.  
  1944. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1945.  
  1946. SE╟├O VI DOS DIREITOS DOS EXERCENTES DE ATIVIDADES OU PROFISS╒ES E DOS SINDICALIZADOS
  1947.  
  1948. Art. 540 - A toda empresa ou indivφduo que exerτam respectivamente atividade ou profissπo, desde que satisfaτam as exigΩncias desta Lei, assiste o direito de ser admitido no Sindicato da respectiva categoria, salvo o caso de falta de idoneidade, devidamente comprovada, com recurso para o MinistΘrio do Trabalho.
  1949. º 1║ - Perderß os direitos de associado o sindicalizado que, por qualquer motivo, deixar o exercφcio de atividade ou de profissπo.
  1950. º 2║ - Os associados de Sindicatos de empregados, de agentes ou trabalhadores aut⌠nomos e de profiss⌡es liberais que forem aposentados, estiverem em desemprego ou falta de trabalho ou tiverem sido convocados para prestaτπo de serviτo militar nπo perderπo os respectivos direitos sindicais e ficarπo isentos de qualquer contribuiτπo, nπo podendo, entretanto, exercer cargo de administraτπo sindical ou de representaτπo econ⌠mica ou profissional.
  1951. Art. 541 - Os que exercerem determinada atividade ou profissπo onde nπo haja Sindicato da respectiva categoria, ou de atividade ou profissπo similar ou conexa, poderπo filiar-se a Sindicato de profissπo idΩntica, similar ou conexa, existente na localidade mais pr≤xima.
  1952. Parßgrafo ·nico - O disposto neste artigo se aplica aos Sindicatos em relaτπo αs respectivas federaτ⌡es, na conformidade do Quadro de Atividades e Profiss⌡es a que se refere o art. 577.
  1953. Art. 542 - De todo ato lesivo de direitos ou contrßrio a esta Lei, emanado da Diretoria, do Conselho ou da AssemblΘia Geral da entidade sindical, poderß qualquer exercente de atividade ou profissπo recorrer, dentro de 30 (trinta) dias, para a autoridade competente do MinistΘrio do Trabalho.
  1954. Art. 543 - O empregado eleito para cargo de administraτπo sindical ou representaτπo profissional, inclusive junto a ≤rgπo de deliberaτπo coletiva, nπo poderß ser impedido do exercφcio de suas funτ⌡es, nem transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne impossφvel o desempenho das suas atribuiτ⌡es sindicais.
  1955. º 1║ - O empregado perderß o mandato se a transferΩncia for por ele solicitada ou voluntariamente aceita.
  1956. º 2║ - Considera-se de licenτa nπo remunerada, salvo assentimento da empresa ou clßusula contratual, o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funτ⌡es a que refere este artigo.
  1957. º 3║ - Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direτπo ou representaτπo de entidade sindical ou de associaτπo profissional, atΘ 1 (um) ano ap≤s o final do seu mandato, caso seja eleito, inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidaτπo.
  1958. º 4║ - Considera-se cargo de direτπo ou de representaτπo sindical aquele cujo exercφcio ou indicaτπo decorre de eleiτπo prevista em lei.
  1959. º 5║ - Para os fins deste artigo, a entidade sindical comunicarß por escrito α empresa, dentro de 24 (vinte e quatro) horas, o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e, em igual prazo, sua eleiτπo e posse, fornecendo, outrossim, a este, comprovante no mesmo sentido. O MinistΘrio do Trabalho farß no mesmo prazo a comunicaτπo no caso da designaτπo referida no final do º 4║.
  1960. º 6║ - A empresa que, por qualquer modo, procurar impedir que o empregado se associe a Sindicato, organize associaτπo profissional ou sindical ou exerτa os direitos inerentes α condiτπo de sindicalizado fica sujeita α penalidade prevista na letra a do art. 553, sem prejuφzo da reparaτπo a que tiver direito o empregado.
  1961. Art. 544 - ╔ livre a associaτπo profissional ou sindical, mas ao empregado sindicalizado Θ assegurada, em igualdade de condiτ⌡es, preferΩncia:
  1962. I - para a admissπo nos trabalhos de empresa que explore serviτos p·blicos ou mantenha contrato com os poderes p·blicos;
  1963. Il - para ingresso em funτ⌡es p·blicas ou assemelhadas, em caso de cessaτπo coletiva de trabalho, por motivo de fechamento de estabelecimento;
  1964. III - nas concorrΩncias para aquisiτπo de casa pr≤pria, pelo Plano Nacional de Habitaτπo ou por intermΘdio de quaisquer instituiτ⌡es p·blicas;
  1965. IV - nos loteamentos urbanos ou rurais, promovidos pela Uniπo, por seus ≤rgπos de administraτπo direta ou indireta ou sociedades de economia mista;
  1966. V - na locaτπo ou compra de im≤veis, de propriedade de pessoa de direito p·blico ou sociedade de economia mista, quando sob aτπo de despejo em tramitaτπo judicial;
  1967. VI - na concessπo de emprΘstimos simples concedidos pelas agΩncias financeiras do Governo ou a ele vinculadas;
  1968. VII - na aquisiτπo de autom≤veis, outros veφculos e instrumentos relativos ao exercφcio da profissπo, quando financiados pelas autarquias, sociedades de economia mista ou agΩncias financeiras do Governo;
  1969. VIII - (Revogado pela Lei n║ 8.630, de 25-2-1993.)
  1970. IX - na concessπo de bolsas de estudo para si ou para seus filhos, obedecida a legislaτπo que regule a matΘria.
  1971. Art. 545 - Os empregadores ficam obrigados a descontar na folha de pagamento dos seus empregados, desde que por eles devidamente autorizados, as contribuiτ⌡es devidas ao Sindicato, quando por este notificados, salvo quanto α contribuiτπo sindical, cujo desconto independe dessas formalidades.
  1972. Parßgrafo ·nico - O recolhimento α entidade sindical beneficißria do importe descontado deverß ser feito atΘ o dΘcimo dia subseqⁿente ao do desconto, sob pena de juros de mora no valor de 10% (dez por cento) sobre o montante retido, sem prejuφzo da multa prevista no art. 553 e das cominaτ⌡es penais relativas α apropriaτπo indΘbita.
  1973. Art. 546 - └s empresas sindicalizadas Θ assegurada preferΩncia, em igualdade de condiτ⌡es, nas concorrΩncias para exploraτπo de serviτos p·blicos, bem como nas concorrΩncias para fornecimento αs repartiτ⌡es federais, estaduais e municipais e αs entidades paraestatais.
  1974. Art. 547 - ╔ exigida a qualidade de sindicalizado para o exercφcio de qualquer funτπo representativa de categoria econ⌠mica ou profissional, em ≤rgπo oficial de deliberaτπo coletiva, bem como para o gozo de favores ou isenτ⌡es tributßrias, salvo em se tratando de atividades nπo econ⌠micas.
  1975. Parßgrafo ·nico - Antes da posse ou exercφcio das funτ⌡es a que alude o artigo anterior ou de concessπo dos favores, serß indispensßvel comprovar a sindicalizaτπo, ou oferecer prova, mediante certidπo negativa da autoridade regional do MinistΘrio do Trabalho, de que nπo existe Sindicato no local onde o interessado exerce a respectiva atividade ou profissπo.
  1976.  
  1977. [5-1-7
  1978. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  1979.  
  1980. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  1981.  
  1982. SE╟├O VII DA GEST├O FINANCEIRA DO SINDICATO E SUA FISCALIZA╟├O
  1983.  
  1984. Art. 548 - Constituem o patrim⌠nio das associaτ⌡es sindicais: 
  1985. a) as contribuiτ⌡es devidas aos Sindicatos pelos que participem das categorias econ⌠micas ou profissionais ou das profiss⌡es liberais representadas pelas referidas entidades, sob a denominaτπo de contribuiτπo sindical, pagas e arrecadadas na forma do Capφtulo lIl deste Tφtulo; 
  1986. b) as contribuiτ⌡es dos associados, na forma estabelecida nos estatutos ou pelas AssemblΘias Gerais; 
  1987. c) os bens e valores adquiridos e as rendas produzidas pelos mesmos; 
  1988. d) as doaτ⌡es e legados;
  1989. e) as multas e outras rendas eventuais.
  1990. Art. 549 - A receita dos Sindicatos, Federaτ⌡es e Confederaτ⌡es s≤ poderß ter aplicaτπo na forma prevista nos respectivos orτamentos anuais, obedecidas as disposiτ⌡es estabelecidas na lei e nos seus estatutos.
  1991. º 1║  - Para alienaτπo, locaτπo ou aquisiτπo de bens im≤veis, ficam as entidades sindicais obrigadas a realizar avaliaτπo prΘvia pela Caixa Econ⌠mica Federal ou, ainda, por qualquer outra organizaτπo legalmente habilitada a tal fim.
  1992. º 2║ - Os bens im≤veis das entidades sindicais nπo serπo alienados sem a prΘvia autorizaτπo das respectivas AssemblΘias Gerais, reunidas com a presenτa da maioria absoluta dos associados com direito a voto ou dos Conselhos de Representantes com a maioria absoluta dos seus membros.
  1993. º 3║ - Caso nπo seja obtido o quorum estabelecido no parßgrafo anterior, a matΘria poderß ser decidida em nova AssemblΘia Geral, reunida com qualquer n·mero de associados com direito a voto, ap≤s o transcurso de 10 (dez) dias da primeira convocaτπo.
  1994. º 4║ - Nas hip≤teses previstas nos ºº 2║ e 3║ a decisπo somente terß validade se adotada pelo mφnimo de 2/3 (dois terτos) dos presentes, em escrutφnio secreto.
  1995. º 5║ - Da deliberaτπo da AssemblΘia Geral, concernente α alienaτπo de bens im≤veis, caberß recurso voluntßrio, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, ao Ministro do Trabalho, com efeito suspensivo.
  1996. º 6║ - A venda do im≤vel serß efetuada pela Diretoria da entidade, ap≤s a decisπo da AssemblΘia Geral ou do Conselho de Representantes, mediante concorrΩncia p·blica, com edital publicado no Dißrio Oficial da Uniπo e na imprensa dißria, com antecedΩncia mφnima de 30 (trinta) dias da data de sua realizaτπo.
  1997. º 7║ - Os recursos destinados ao pagamento total ou parcelado dos bens im≤veis adquiridos serπo consignados, obrigatoriamente, nos orτamentos anuais das entidades sindicais.
  1998. Art. 550 - Os orτamentos das entidades sindicais serπo aprovados, em escrutφnio secreto, pelas respectivas AssemblΘias Gerais ou Conselho de Representantes, atΘ 30 (trinta) dias antes do inφcio do exercφcio financeiro a que se referem, e conterπo a discriminaτπo da receita e da despesa, na forma das instruτ⌡es e modelos expedidos pelo MinistΘrio do Trabalho.
  1999. º 1║ - Os orτamentos, ap≤s a aprovaτπo prevista no presente artigo, serπo publicados, em resumo, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da realizaτπo da respectiva AssemblΘia Geral ou da reuniπo do Conselho de Representantes, que os aprovou, observada a seguinte sistemßtica:
  2000. a) no Dißrio Oficial da Uniπo - Seτπo I - Parte II, os orτamentos das Confederaτ⌡es, Federaτ⌡es e Sindicatos de base interestadual ou nacional;
  2001. b) no ≤rgπo de Imprensa Oficial do Estado ou Territ≤rio ou jornal de grande circulaτπo local, os orτamentos das Federaτ⌡es estaduais e Sindicatos distritais municipais, intermunicipais e estaduais.
  2002. º 2║ - As dotaτ⌡es orτamentßrias que se apresentarem insuficientes para o atendimento das despesas, ou nπo incluφdas nos orτamentos correntes, poderπo ser ajustadas ao fluxo dos gastos, mediante a abertura de crΘditos adicionais solicitados pela Diretoria da entidade αs respectivas AssemblΘias Gerais ou Conselhos de Representantes, cujos atos concess≤rios serπo publicados atΘ o ·ltimo dia do exercφcio   correspondente,   obedecida   a mesma sistemßtica prevista no parßgrafo anterior.
  2003. º 3║ - Os crΘditos adicionais classificam-se em: 
  2004. a) suplementares, os destinados a reforτar dotaτ⌡es alocadas no orτamento; e 
  2005. b) especiais, os destinados a incluir dotaτ⌡es no orτamento, a fim de fazer face αs despesas para as quais nπo se tenha consignado crΘdito especφfico.
  2006. º 4║ - A abertura dos crΘditos adicionais depende da existΩncia de receita para sua compensaτπo, considerando-se, para esse efeito, desde que nπo comprometidos: 
  2007. a) o superavit financeiro apurado em balanτo do exercφcio anterior;
  2008. b) o excesso de arrecadaτπo, assim entendido o saldo positivo da diferenτa entre a renda prevista e a realizada, tendo-se em conta, ainda, a tendΩncia do exercφcio; e
  2009. c) a resultante da anulaτπo parcial ou total de dotaτ⌡es alocadas no orτamento ou de crΘditos adicionais abertos no exercφcio.
  2010. º 5║ - Para efeito orτamentßrio e contßbil sindical, o exercφcio financeiro coincidirß com o ano civil, a ele pertencendo todas as receitas arrecadadas e as despesas compromissadas.
  2011. Art. 551 - Todas as operaτ⌡es de ordem financeira e patrimonial serπo evidenciadas pelos registros contßbeis das entidades sindicais, executadas sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, em conformidade com o plano de contas e as instruτ⌡es baixadas pelo MinistΘrio do Trabalho.
  2012. º 1║ - A escrituraτπo contßbil a que se refere este artigo serß baseada em documentos de receita e despesa, que ficarπo arquivados nos serviτos de contabilidade, α disposiτπo dos ≤rgπos responsßveis pelo acompanhamento administrativo e da fiscalizaτπo financeira da pr≤pria entidade, ou do controle que poderß ser exercido pelos ≤rgπos da Uniπo, em face da legislaτπo especφfica.
  2013. º 2║ - Os documentos comprobat≤rios dos atos de receita e despesa, a que se refere o parßgrafo anterior, poderπo ser incinerados, ap≤s decorridos 5 (cinco) anos da data de quitaτπo das contas pelo ≤rgπo competente.
  2014. º 3║ - ╔ obrigat≤rio o uso do livro Dißrio, encadernado, com folhas seguida e tipograficamente numeradas, para a escrituraτπo, pelo mΘtodo das partidas dobradas, diretamente ou por reproduτπo, dos atos ou operaτ⌡es que modifiquem ou venham a modificar a situaτπo patrimonial da entidade, o qual conterß, respectivamente, na primeira e na ·ltima pßginas, os termos de abertura e de encerramento.
  2015. º 4║ - A entidade sindical que se utilizar de sistema mecΓnico ou eletr⌠nico para sua escrituraτπo contßbil poderß substituir o Dißrio e os livros facultativos ou auxiliares por fichas ou formulßrios contφnuos, cujos lanτamentos deverπo satisfazer a todos os requisitos e normas de escrituraτπo exigidos com relaτπo aos livros mercantis, inclusive no que respeita a termos de abertura e de encerramento e numeraτπo seqⁿencial e tipogrßfica.
  2016. º 5║ - Na escrituraτπo por processos de fichas ou formulßrios contφnuos, a entidade adotarß livro pr≤prio para inscriτπo do balanτo patrimonial e da demonstraτπo do resultado do exercφcio, o qual conterß os mesmos requisitos exigidos para os livros de escrituraτπo.
  2017. º 6║ - Os livros e fichas ou formulßrios contφnuos serπo obrigatoriamente submetidos a registro e autenticaτπo das Delegacias Regionais do Trabalho localizadas na base territorial da entidade.
  2018. º 7║ - As entidades sindicais manterπo registro especifico dos bens de qualquer natureza, de sua propriedade, em livros ou fichas pr≤prias, que atenderπo αs mesmas formalidades exigidas para o livro Dißrio, inclusive no que se refere ao registro e autenticaτπo da Delegacia Regional do Trabalho local.
  2019. º 8║ - As contas dos administradores das entidades sindicais serπo aprovadas, em escrutφnio secreto, pelas respectivas AssemblΘias Gerais ou Conselhos de Representantes, com prΘvio parecer do Conselho Fiscal, cabendo ao Ministro do Trabalho estabelecer prazos e procedimentos para a sua elaboraτπo e destinaτπo.
  2020. Art. 552 - Os atos que importem em malversaτπo ou dilapidaτπo do patrim⌠nio das associaτ⌡es ou entidades sindicais ficam equiparados ao crime de peculato julgado e punido na conformidade da legislaτπo penal.
  2021.  
  2022. [5-1-8
  2023. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2024.  
  2025. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  2026.  
  2027. SE╟├O VIII DAS PENALIDADES
  2028.  
  2029. Art. 553 - As infraτ⌡es ao disposto neste Capφtulo serπo punidas, segundo o seu carßter e a sua gravidade, com as seguintes penalidades: 
  2030. a) multa de 2 (dois) valores-de-referΩncia a 100 (cem) valores-de-referΩncia regionais, dobrada na reincidΩncia;
  2031. b) suspensπo de diretores por prazo nπo superior a 30 (trinta) dias; 
  2032. c) destituiτπo de diretores ou de membros de conselho; 
  2033. d) fechamento de Sindicato, Federaτπo ou Confederaτπo por prazo nunca superior a 6 (seis) meses; 
  2034. e) cassaτπo da carta de reconhecimento; 
  2035. f) multa de 1/3 (um terτo) do salßrio mφnimo regional, aplicßvel ao associado que   deixar   de   cumprir,   sem causa justificada, o disposto no parßgrafo ·nico do art. 529.
  2036. º 1║ - A imposiτπo de penalidades aos administradores nπo exclui a aplicaτπo das que este artigo prevΩ para a associaτπo.
  2037. º 2║ - Poderß o Ministro do Trabalho determinar o afastamento preventivo de cargo ou representaτπo sindicais de seus exercentes, com fundamento em elementos constantes de den·ncia formalizada que constituam indφcio veemente ou inφcio de prova bastante do fato e da autoria denunciados.
  2038. Art. 554 - Destituφda a administraτπo, na hip≤tese da alφnea c do artigo anterior, o Ministro do Trabalho nomearß um Delegado para dirigir a associaτπo e proceder, dentro do prazo de 90 (noventa) dias, em AssemblΘia Geral por ele convocada e presidida, α eleiτπo dos novos diretores e membros do Conselho Fiscal.
  2039. Art. 555 - A pena de cassaτπo da carta de reconhecimento serß imposta α entidade sindical: 
  2040. a) que deixar de satisfazer as condiτ⌡es de constituiτπo e funcionamento estabelecidas nesta Lei; 
  2041. b) que se recusar ao cumprimento de ato do Presidente da Rep·blica, no uso da faculdade conferida pelo art. 536;
  2042. c) que criar obstßculos α execuτπo da polφtica econ⌠mica adotada pelo Governo.
  2043. Art. 556 - A cassaτπo da carta de reconhecimento da entidade sindical nπo importarß o cancelamento de seu registro, nem, conseqⁿentemente, a sua dissoluτπo, que se processarß de acordo com as disposiτ⌡es da lei que regulam a dissoluτπo das associaτ⌡es civis.
  2044. Parßgrafo ·nico - No caso de dissoluτπo, por se achar a associaτπo incursa nas leis que definem crimes contra a personalidade internacional, a estrutura e a seguranτa do Estado e a ordem polφtica e social, os seus bens, pagas as dφvidas decorrentes das suas responsabilidades, serπo incorporados ao patrim⌠nio da Uniπo e aplicados em obras de assistΩncia social.
  2045. Art. 557 - As penalidades de que trata o art. 553 serπo impostas:
  2046. a) as das alφneas a e b, pelo Delegado Regional do Trabalho, com recurso para o Ministro de Estado; 
  2047. b) as demais, pelo Ministro de Estado.
  2048. º 1║ - Quando se tratar de associaτ⌡es de grau superior, as penalidades serπo impostas pelo Ministro de Estado, salvo se a pena for de cassaτπo da carta de reconhecimento de confederaτπo, caso em que a pena serß imposta pelo Presidente da Rep·blica. 
  2049. º 2║ - Nenhuma pena serß imposta sem que seja assegurada defesa ao acusado.
  2050.  
  2051. [5-1-9
  2052. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2053.  
  2054. CAP═TULO I DA INSTITUI╟├O SINDICAL
  2055.  
  2056. SE╟├O IX DISPOSI╟╒ES GERAIS
  2057.  
  2058. Art. 558 - Sπo obrigadas ao registro todas as associaτ⌡es profissionais constituφdas por atividades ou profiss⌡es idΩnticas, similares ou conexas, de acordo com o art. 511 e na conformidade do Quadro de Atividades e Profiss⌡es a que alude o Capφtulo II deste Tφtulo. As associaτ⌡es profissionais registradas nos termos deste artigo poderπo representar, perante as autoridades administrativas e judicißrias, os interesses individuais dos associados relativos α sua atividade ou profissπo, sendo-lhes tambΘm extensivas as prerrogativas contidas na alφnea d e no parßgrafo ·nico do art. 513.
  2059. º 1║ - O registro a que se refere o presente artigo competirß αs Delegacias Regionais do MinistΘrio do Trabalho ou αs repartiτ⌡es autorizadas em virtude da lei.
  2060. º 2║ - O registro das associaτ⌡es far-se-ß mediante requerimento, acompanhado da c≤pia autΩntica dos estatutos e da declaraτπo do n·mero de associados, do patrim⌠nio e dos serviτos sociais organizados.
  2061. º 3║ - As alteraτ⌡es dos estatutos das associaτ⌡es profissionais nπo entrarπo em vigor sem aprovaτπo da autoridade que houver concedido o respectivo registro.
  2062. Art. 559 - O Presidente da Rep·blica, excepcionalmente e mediante proposta do Ministro do Trabalho, fundada em raz⌡es de utilidade p·blica, poderß conceder, por decreto, αs associaτ⌡es civis constituφdas para a defesa e coordenaτπo de interesses econ⌠micos e profissionais e nπo obrigadas ao registro previsto no artigo anterior, a prerrogativa da alφnea d do art. 513 deste Capφtulo.
  2063. Art. 560 - Nπo se reputarß transmissπo de bens, para efeitos fiscais, a incorporaτπo do patrim⌠nio de uma associaτπo profissional ao da entidade sindical, ou das entidades aludidas entre si.
  2064. Art. 561 - A denominaτπo "sindicato" Θ privativa das associaτ⌡es profissionais de primeiro grau, reconhecidas na forma desta Lei.
  2065. Art. 562 - As express⌡es "federaτπo" e "confederaτπo", seguidas da designaτπo de uma atividade econ⌠mica ou profissional, constituem denominaτ⌡es privativas das entidades sindicais de grau superior.
  2066. Art. 563 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 925, de 10-10-1969.)
  2067. Art. 564 - └s entidades sindicais, sendo-lhes peculiar e essencial a atribuiτπo representativa e coordenadora das correspondentes categorias ou profiss⌡es, Θ vedado, direta ou indiretamente, o exercφcio de atividade econ⌠mica.
  2068. Art. 565 - As entidades sindicais reconhecidas nos termos desta Lei nπo poderπo filiar-se a organizaτ⌡es internacionais, nem com elas manter relaτ⌡es, sem prΘvia licenτa concedida por decreto do Presidente da Rep·blica.
  2069. Art. 566 - Nπo podem sindicalizar-se os servidores do Estado e os das instituiτ⌡es paraestatais.
  2070. Parßgrafo ·nico - Excluem-se da proibiτπo constante deste artigo os empregados das sociedades de economia mista, da Caixa Econ⌠mica Federal e das fundaτ⌡es criadas ou mantidas pelo Poder P·blico da Uniπo, dos Estados e Municφpios.
  2071. Art. 567 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  2072. Parßgrafo ·nico - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  2073. Art. 568 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  2074. Art. 569 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  2075. Parßgrafo ·nico - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  2076.  
  2077. [5-2-1
  2078. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2079.  
  2080. CAP═TULO II DO ENQUADRAMENTO SINDICAL
  2081.  
  2082. Art. 570 - Os Sindicatos constituir-se-πo, normalmente, por categorias econ⌠micas ou profissionais especφficas,  na  conformidade da discriminaτπo do Quadro de Atividades e Profiss⌡es a que se refere o art. 577, ou segundo as subdivis⌡es que, sob proposta da Comissπo do Enquadramento Sindical, de que trata o art. 576, forem criadas pelo Ministro do Trabalho.
  2083. Parßgrafo ·nico - Quando os exercentes de quaisquer atividades ou profiss⌡es se constituφrem, seja pelo n·mero reduzido, seja pela natureza mesma dessas atividades ou profiss⌡es, seja pelas afinidades existentes entre elas, em condiτ⌡es tais que nπo se possam sindicalizar eficientemente pelo critΘrio de especificidade de categoria, Θ-lhes permitido sindicalizar-se pelo critΘrio de categorias similares ou conexas, entendendo-se como tais as que se acham compreendidas nos limites de cada grupo constante do Quadro de Atividades e Profiss⌡es.
  2084. Art. 571 - Qualquer  das  atividades ou profiss⌡es concentradas na forma do parßgrafo ·nico do artigo anterior poderß dissociar-se do Sindicato principal, formando um Sindicato especifico, desde que o novo Sindicato, a juφzo da Comissπo do Enquadramento Sindical, ofereτa possibilidade de vida associativa regular e de aτπo sindical eficiente.
  2085. Art. 572 - Os Sindicatos que se constituφrem por categorias similares ou conexas, nos termos do parßgrafo ·nico do art. 570, adotarπo denominaτπo em que fiquem, tanto quanto possφvel, explicitamente mencionadas as atividades ou profiss⌡es concentradas, de conformidade com o Quadro de Atividades e Profiss⌡es, ou se se tratar de subdivis⌡es, de acordo com o que determinar a Comissπo do Enquadramento Sindical.
  2086. Parßgrafo ·nico - Ocorrendo a hip≤tese do artigo anterior, o Sindicato principal terß a denominaτπo alterada, eliminando-se-lhe a designaτπo relativa α atividade ou profissπo dissociada.
  2087. Art. 573 - O agrupamento dos Sindicatos em Federaτ⌡es obedecerß αs mesmas regras que as estabelecidas neste Capφtulo para o agrupamento das atividades e profiss⌡es em Sindicatos.
  2088. Parßgrafo ·nico - As Federaτ⌡es de Sindicatos de profiss⌡es liberais poderπo ser organizadas independentemente do grupo bßsico da Confederaτπo, sempre que as respectivas profiss⌡es se acharem submetidas, por disposiτ⌡es de lei, a um ·nico regulamento.
  2089. Art. 574 - Dentro da mesma base territorial, as empresas industriais do tipo artesanal poderπo constituir entidades sindicais, de primeiro e segundo graus, distintas das associaτ⌡es sindicais das empresas congΩneres, de tipo diferente.
  2090. Parßgrafo ·nico - Compete α Comissπo do Enquadramento Sindical definir, de modo genΘrico, com a aprovaτπo do Ministro do Trabalho, a dimensπo e os demais caracterφsticos das empresas industriais de tipo artesanal.
  2091. Art. 575 - O Quadro de Atividades e Profiss⌡es serß revisto de dois em dois anos, por proposta da Comissπo do Enquadramento Sindical, para o fim de ajustß-lo αs condiτ⌡es da estrutura econ⌠mica e profissional do Paφs.
  2092. º 1║ - Antes de proceder α revisπo do Quadro, a Comissπo deverß solicitar sugest⌡es αs entidades sindicais e αs associaτ⌡es profissionais.
  2093. º 2║ - A proposta de revisπo serß submetida α aprovaτπo do Ministro do Trabalho.
  2094. Art. 576 - A Comissπo do Enquadramento Sindical serß constituφda pelo Diretor-Geral do Departamento Nacional do Trabalho, que a presidirß, e pelos seguintes membros:
  2095. I - 2 (dois) representantes do Departamento Nacional do Trabalho;
  2096. II - 1 (um) representante da Secretaria de Emprego e Salßrio;
  2097. III - 1 (um) representante do Instituto Nacional de Tecnologia, do MinistΘrio da Ind·stria e do ComΘrcio;
  2098. IV - 1 (um) representante do Instituto Nacional de Colonizaτπo e Reforma Agrßria, do MinistΘrio da Agricultura;
  2099. V - 1 (um) representante do MinistΘrio dos Transportes;
  2100. VI - 2 (dois) representantes das categorias econ⌠micas; e
  2101. VII - 2 (dois) representantes das categorias profissionais.
  2102. º 1║ - Os membros da CES serπo designados pelo Ministro do Trabalho, mediante:
  2103. a) indicaτπo dos titulares das Pastas, quanto aos representantes dos outros MinistΘrios;
  2104. b) indicaτπo do respectivo Diretor-Geral, quanto ao do DNMO;
  2105. c) eleiτπo pelas respectivas Confederaτ⌡es, em conjunto, quanto aos representantes das categorias econ⌠micas e profissionais, de acordo com as instruτ⌡es que forem expedidas pelo Ministro do Trabalho.
  2106. º 2║ - Cada membro terß um suplente designado juntamente com o titular.
  2107. º 3║ - Serß de 3 (trΩs) anos o mandato dos representantes das categorias econ⌠mica e profissional.
  2108. º 4║ - Os integrantes da Comissπo perceberπo a gratificaτπo de presenτa que for estabelecida por decreto executivo.
  2109. º 5║ - Em suas faltas ou impedimentos o Diretor-Geral do DNT serß substituφdo na presidΩncia pelo Diretor substituto do Departamento ou pelo representante desse na Comissπo, nesta ordem.
  2110. º 6║ - AlΘm das atribuiτ⌡es fixadas no presente Capφtulo e concernentes ao enquadramento sindical, individual ou coletivo, e α classificaτπo das atividades e profiss⌡es, competirß tambΘm α CES resolver, com recurso para o Ministro do Trabalho, todas as d·vidas e controvΘrsias concernentes α organizaτπo sindical.
  2111. Art. 577 - O Quadro de Atividades e Profiss⌡es em vigor fixarß o plano bßsico do enquadramento sindical.
  2112.  
  2113. [5-3-1
  2114. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2115.  
  2116. CAP═TULO III DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2117.  
  2118. SE╟├O I DA FIXA╟├O E DO RECOLHIMENTO DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2119.  
  2120. Art. 578 - As contribuiτ⌡es devidas aos Sindicatos pelos que participem das categorias econ⌠micas ou profissionais ou das profiss⌡es liberais representadas pelas referidas entidades serπo, sob a denominaτπo de "contribuiτπo sindical", pagas, recolhidas e aplicadas na forma estabelecida neste Capφtulo.
  2121. Art. 579 - A contribuiτπo sindical Θ devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econ⌠mica ou profissional, ou de uma profissπo liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissπo, ou, inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591.
  2122. Art. 580 - A contribuiτπo sindical serß recolhida, de uma s≤ vez, anualmente, e consistirß:
  2123. I -  na importΓncia correspondente α remuneraτπo de 1 (um) dia de trabalho, para os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneraτπo;
  2124. Il - para os agentes ou trabalhadores aut⌠nomos e para os profissionais liberais, numa importΓncia correspondente a 30% (trinta por cento) do maior valor-de-referΩncia fixado pelo Poder Executivo, vigente α Θpoca em que Θ devida a contribuiτπo sindical, arredondada para Cr$ 1,00 (um cruzeiro) a fraτπo porventura existente;
  2125. III -  para os empregadores, numa importΓncia proporcional ao capital social da firma ou empresa, registrado nas respectivas Juntas Comerciais ou ≤rgπos equivalentes, mediante a aplicaτπo de alφquotas, conforme a seguinte Tabela progressiva:
  2126.  
  2127. Classes de Capital                                                  Alφquota %
  2128. 1 - AtΘ 150 vezes o maior valor-de-referΩncia...............................................0,8
  2129. 2 - Acima de 150 atΘ 1.500 vezes o maior valor-de-referΩncia........................0,2
  2130. 3 - Acima de 1.500, atΘ 150.000 vezes o maior valor-de-referΩncia.................0,1
  2131. 4 - Acima de 150.000. atΘ 800.000 vezes o maior valor-de-referΩncia.............0,02
  2132.  
  2133. º 1║ - A contribuiτπo sindical prevista na Tabela constante do item III deste artigo corresponderß α soma da aplicaτπo das alφquotas sobre a porτπo do capital distribuφdo em cada classe, observados os respectivos limites.
  2134. º 2║ - Para efeito do cßlculo de que trata a Tabela progressiva inserta no item III deste artigo, considerar-se-ß o valor-de-referΩncia fixado pelo Poder Executivo, vigente α data de competΩncia da contribuiτπo, arredondando-se para Cr$ 1,00 (um cruzeiro) a fraτπo porventura existente.
  2135. º 3║ - ╔ fixada em 60% (sessenta por cento) do maior valor-de-referΩncia, a que alude o parßgrafo anterior, a contribuiτπo mφnima devida pelos empregadores, independentemente do capital social da firma ou empresa, ficando, do mesmo modo, estabelecido o capital equivalente a 800.000 (oitocentas mil) vezes o maior valor-de-referΩncia, para efeito do cßlculo da contribuiτπo mßxima, respeitada a Tabela progressiva constante do item III.
  2136. º 4║ - Os agentes ou trabalhadores aut⌠nomos e os profissionais liberais, organizados em firma ou empresa, com capital social registrado, recolherπo a contribuiτπo sindical de acordo com a Tabela progressiva a que se refere o item III.
  2137. º 5║ - As entidades ou instituiτ⌡es que nπo estejam obrigadas ao registro de capital social considerarπo como   capital,   para   efeito   do   cßlculo  de   que   trata   a   Tabela    progressiva  constante  do  item lIl deste artigo, o valor resultante da aplicaτπo do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o movimento econ⌠mico registrado no exercφcio imediatamente anterior, do que darπo conhecimento α respectiva entidade sindical ou α Delegacia Regional do Trabalho, observados os limites estabelecidos no º 3║ deste artigo.
  2138. º 6║ - Excluem-se da regra do º 5║ as entidades ou instituiτ⌡es que comprovarem, atravΘs de requerimento dirigido ao MinistΘrio do Trabalho, que nπo exercem atividade econ⌠mica com fins lucrativos.
  2139. Art. 581 - Para os fins do item III do artigo anterior, as empresas atribuirπo parte do respectivo capital αs suas sucursais, filiais ou agΩncias, desde que localizadas fora da base territorial da entidade sindical representativa da atividade econ⌠mica do estabelecimento principal, na proporτπo das correspondentes operaτ⌡es econ⌠micas, fazendo a devida comunicaτπo αs Delegacias Regionais do Trabalho, conforme a localidade da sede da empresa, sucursais, filiais ou agΩncias.
  2140. º 1║ - Quando a empresa realizar diversas atividades econ⌠micas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades serß incorporada α respectiva categoria econ⌠mica, sendo a contribuiτπo sindical devida α entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se, em relaτπo αs correspondentes sucursais, agΩncias ou filiais, na forma do presente artigo.
  2141. º 2║ - Entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operaτπo ou objetivo final, para cuja obtenτπo todas as demais atividades convirjam, exclusivamente, em regime de conexπo funcional.
  2142. Art. 582 - Os empregadores sπo obrigados a descontar, da folha de pagamento de seus empregados relativa ao mΩs de marτo de cada ano, a contribuiτπo sindical por estes devida aos respectivos Sindicatos.
  2143. º 1║ - Considera-se 1 (um) dia de trabalho para efeito de determinaτπo da importΓncia a que alude o item I do art. 580 o equivalente:
  2144. a) a 1 (uma) jornada normal de trabalho, se o pagamento ao empregado for feito por unidade de tempo;
  2145. b) a 1/30 (um trinta avos) da quantia percebida no mΩs anterior, se a remuneraτπo for paga por tarefa, empreitada ou comissπo.
  2146. º 2║ - Quando o salßrio for pago em utilidades, ou nos casos em que o empregado receba, habitualmente, gorjetas, a contribuiτπo sindical corresponderß a 1/30 (um trinta avos) da importΓncia que tiver servido de base, no mΩs de janeiro, para a contribuiτπo do empregado α PrevidΩncia Social.
  2147. Art. 583 - O recolhimento da contribuiτπo sindical referente aos empregados e trabalhadores avulsos serß efetuado no mΩs de abril de cada ano, e o relativo aos agentes ou trabalhadores aut⌠nomos e profissionais liberais realizar-se-ß no mΩs de fevereiro.
  2148. º 1║ - O recolhimento obedecerß ao sistema de guias, de acordo com as instruτ⌡es expedidas pelo Ministro do Trabalho.
  2149. º 2║ - O comprovante de dep≤sito da contribuiτπo  sindical serß remetido ao respectivo Sindicato; na falta deste, α correspondente entidade sindical de grau superior, e, se for o caso, ao MinistΘrio do Trabalho.
  2150. Art. 584 - Servirß de base para o pagamento da contribuiτπo sindical, pelos agentes ou trabalhadores aut⌠nomos e profissionais liberais, a lista de contribuintes organizada pelos respectivos Sindicatos e, na falta destes, pelas federaτ⌡es ou confederaτ⌡es coordenadoras da categoria.
  2151. Art. 585 - Os profissionais liberais poderπo optar pelo pagamento da contribuiτπo sindical unicamente α entidade sindical representativa da respectiva profissπo, desde que a exerτa, efetivamente, na firma ou empresa e como tal sejam nelas registrados.
  2152. Parßgrafo ·nico - Na hip≤tese referida neste artigo, α vista da manifestaτπo do contribuinte e da exibiτπo da prova de quitaτπo da contribuiτπo, dada por Sindicato de profissionais liberais, o empregador deixarß de efetuar, no salßrio do contribuinte, o desconto a que se refere o art. 582.
  2153. Art. 586 - A contribuiτπo sindical serß recolhida, nos meses fixados no presente Capφtulo, α Caixa Econ⌠mica Federal, ao Banco do Brasil S/A, ou aos estabelecimentos bancßrios nacionais integrantes do Sistema de Arrecadaτπo dos Tributos Federais, os quais, de acordo com instruτ⌡es expedidas pelo Conselho Monetßrio Nacional, repassarπo α Caixa Econ⌠mica Federal as importΓncias arrecadadas.
  2154. º 1║ - Integrarπo a rede arrecadadora as Caixas Econ⌠micas Estaduais, nas    localidades onde inexistam os estabelecimentos previstos no caput deste artigo.
  2155. º 2║ - Tratando-se de empregador, agentes ou trabalhadores aut⌠nomos ou profissionais liberais, o recolhimento serß efetuado pelos pr≤prios, diretamente ao estabelecimento arrecadador.
  2156. º 3║ - A contribuiτπo sindical devida pelos empregados e trabalhadores avulsos serß recolhida pelo empregador e pelo Sindicato, respectivamente.
  2157. Art. 587 - O recolhimento da contribuiτπo sindical dos empregadores efetuar-se-ß no mΩs de janeiro de cada ano, ou, para os que venham a estabelecer-se ap≤s aquele mΩs, na ocasiπo em que requeiram αs repartiτ⌡es o registro ou a licenτa para o exercφcio da respectiva atividade.
  2158. Art. 588 - A Caixa Econ⌠mica Federal manterß conta corrente intitulada "Dep≤sitos da Arrecadaτπo da Contribuiτπo Sindical", em nome de cada uma das entidades sindicais beneficiadas, cabendo ao MinistΘrio do Trabalho cientificß-la das ocorrΩncias pertinentes α vida administrativa dessas entidades.
  2159. º 1║ - Os saques na conta corrente referida no caput deste artigo far-se-πo mediante ordem bancßria ou cheque com as assinaturas conjuntas do Presidente e do Tesoureiro da entidade sindical.
  2160. º 2║ - A Caixa Econ⌠mica Federal remeterß, mensalmente, a cada entidade sindical, um extrato da respectiva conta corrente, e, quando solicitado, aos ≤rgπos do MinistΘrio do Trabalho.
  2161. Art. 589 - Da importΓncia da arrecadaτπo da contribuiτπo sindical serπo feitos os seguintes crΘditos pela Caixa Econ⌠mica Federal, na forma das instruτ⌡es que forem expedidas pelo Ministro do Trabalho:
  2162. I - 5% (cinco por cento) para a Confederaτπo correspondente; 
  2163. II - 15% (quinze por cento) para a Federaτπo;
  2164. III - 60% (sessenta por cento) para o Sindicato respectivo;
  2165. IV - 20% (vinte por cento) para a "Conta Especial Emprego e Salßrio".
  2166. Art. 590 - Inexistindo Confederaτπo, o percentual previsto no item I do artigo anterior caberß α Federaτπo representativa do grupo.
  2167. º 1║ - Na falta de Federaτπo, o percentual a ela destinado caberß α Confederaτπo correspondente α mesma categoria econ⌠mica ou profissional.
  2168. º 2║ - Na falta de entidades sindicais de grau superior, o percentual que αquelas caberia serß destinado α "Conta Especial Emprego e Salßrio".
  2169. º 3║ - Nπo havendo Sindicato, nem entidade sindical de grau superior, a contribuiτπo sindical serß creditada, integralmente, α "Conta Especial Emprego e Salßrio".
  2170. Art. 591 - Inexistindo Sindicato, o percentual previsto no item III do art. 589 serß creditado α Federaτπo correspondente α mesma categoria econ⌠mica ou profissional.
  2171. Parßgrafo ·nico - Na hip≤tese prevista neste artigo, caberπo α Confederaτπo os percentuais previstos nos itens I e II do art. 589.
  2172.  
  2173. [5-3-2
  2174. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2175.  
  2176. CAP═TULO III DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2177.  
  2178. SE╟├O II DA APLICA╟├O DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2179.  
  2180. Art. 592 - A contribuiτπo sindical, alΘm das despesas vinculadas α sua arrecadaτπo, recolhimento e controle, serß aplicada pelos Sindicatos, na conformidade dos respectivos estatutos, visando aos seguintes objetivos: 
  2181.  
  2182. I -  Sindicatos de Empregadores e de Agentes Aut⌠nomos: 
  2183. a) assistΩncia tΘcnica e jurφdica;
  2184. b) assistΩncia mΘdica, dentßria, hospitalar e farmacΩutica; 
  2185. c) realizaτπo de estudos econ⌠micos e financeiros; 
  2186. d) agΩncias de colocaτπo; 
  2187. e) cooperativas; 
  2188. f) bibliotecas; 
  2189. g) creches; 
  2190. h) congressos e conferΩncias;
  2191. i) medidas de divulgaτπo comercial e industrial no Paφs, e no estrangeiro, bem como em outras tendentes a incentivar e aperfeiτoar a produτπo nacional; 
  2192. j) feiras e exposiτ⌡es;
  2193. l) prevenτπo de acidentes do trabalho; 
  2194. m) finalidades desportivas. 
  2195.  
  2196. II -  Sindicatos de Empregados: 
  2197. a) assistΩncia jurφdica; 
  2198. b) assistΩncia mΘdica, dentßria, hospitalar e farmacΩutica; 
  2199. c) assistΩncia α maternidade; 
  2200. d) agΩncias de colocaτπo; 
  2201. e) cooperativas; 
  2202. f) bibliotecas; 
  2203. g) creches;
  2204. h) congressos e conferΩncias; 
  2205. i) auxφlio-funeral; 
  2206. j) col⌠nias de fΘrias e centros de recreaτπo; 
  2207. l) prevenτπo de acidentes do trabalho; 
  2208. m) finalidades desportivas e sociais; 
  2209. n) educaτπo e formaτπo profissional; 
  2210. o) bolsas de estudo.
  2211.  
  2212. Ill - Sindicatos de Profissionais Liberais:
  2213. a) assistΩncia jurφdica; 
  2214. b) assistΩncia mΘdica, dentßria, hospitalar e farmacΩutica; 
  2215. c) assistΩncia α maternidade; 
  2216. d) bolsas de estudo; 
  2217. e) cooperativas; 
  2218. f) bibliotecas; 
  2219. g) creches; 
  2220. h) congressos e conferΩncias; 
  2221. i) auxφlio-funeral; 
  2222. j) col⌠nias de fΘrias e centros de recreaτπo; 
  2223. l) estudos tΘcnicos e cientφficos; 
  2224. m) finalidades desportivas e sociais; 
  2225. n) educaτπo e formaτπo profissional; 
  2226. o) prΩmios por trabalhos tΘcnicos e cientφficos. 
  2227.  
  2228. IV -  Sindicatos de Trabalhadores Aut⌠nomos: 
  2229. a) assistΩncia tΘcnica e jurφdica; 
  2230. b) assistΩncia mΘdica, dentßria, hospitalar e farmacΩutica; 
  2231. c) assistΩncia α maternidade; 
  2232. d) bolsas de estudo; 
  2233. e) cooperativas; 
  2234. f) bibliotecas; 
  2235. g) creches; 
  2236. h) congressos e conferΩncias; 
  2237. i) auxφlio-funeral; 
  2238. j) col⌠nias de fΘrias e centros de recreaτπo; 
  2239. l) educaτπo e formaτπo profissional; 
  2240. m) finalidades desportivas e sociais.
  2241.  
  2242. º 1║ - A aplicaτπo prevista neste artigo ficarß a critΘrio de cada entidade, que, para tal fim, obedecerß, sempre, αs peculiaridades do respectivo grupo ou categoria, facultado ao Ministro do Trabalho permitir a inclusπo de novos programas, desde que assegurados os serviτos assistenciais fundamentais da entidade.
  2243. º 2║ - Os Sindicatos poderπo destacar, em seus orτamentos anuais, atΘ 20% (vinte por cento) dos recursos da contribuiτπo sindical para o custeio das suas atividades administrativas, independentemente de autorizaτπo ministerial.
  2244. º 3║ - O uso da contribuiτπo sindical prevista no º 2║ nπo poderß exceder do valor total das mensalidades sociais consignadas nos orτamentos dos Sindicatos, salvo autorizaτπo expressa do Ministro do Trabalho.
  2245. Art. 593 - As percentagens atribuφdas αs entidades sindicais de grau superior serπo aplicadas de conformidade com o que dispuserem os respectivos conselhos de representantes.
  2246. Art. 594 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  2247.  
  2248. [5-3-3
  2249. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2250.  
  2251. CAP═TULO III DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2252.  
  2253. SE╟├O III DA COMISS├O DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2254.  
  2255. Art. 595 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.) 
  2256. Art. 596 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.) 
  2257. Art. 597 - (Revogado pela Lei n║ 4.589, de 11-12-1964.)
  2258.  
  2259. [5-3-4
  2260. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2261.  
  2262. CAP═TULO III DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2263.  
  2264. SE╟├O IV DAS PENALIDADES
  2265.  
  2266. Art. 598 - Sem prejuφzo da aτπo criminal e das penalidades previstas no art. 553, serπo aplicadas multas de 3/5 (trΩs quintos) a 600 (seiscentos) valores-de-referΩncia regionais, pelas infraτ⌡es deste Capφtulo, impostas pelas Delegacias Regionais do Trabalho.
  2267. Parßgrafo ·nico - A gradaτπo da multa atenderß α natureza da infraτπo e αs condiτ⌡es sociais e econ⌠micas do infrator.
  2268. Art. 599 - Para os profissionais liberais, a penalidade consistirß na suspensπo do exercφcio profissional, atΘ a necessßria quitaτπo, e serß aplicada pelos ≤rgπos p·blicos ou autßrquicos disciplinadores das respectivas profiss⌡es mediante comunicaτπo das autoridades fiscalizadoras.
  2269. Art. 600 - O recolhimento da contribuiτπo sindical efetuado fora do prazo referido neste Capφtulo, quando espontΓneo, serß acrescido da multa de 10% (dez por cento), nos 30 (trinta) primeiros dias, com o adicional de 2% (dois por cento) por mΩs subseqⁿente de atraso, alΘm de juros de mora de 1 % (um por cento) ao mΩs e correτπo monetßria, ficando, nesse caso, o infrator, isento de outra penalidade.
  2270. º 1║ - O montante das Dominaτ⌡es previstas neste artigo reverterß sucessivamente:
  2271. a) ao Sindicato respectivo; 
  2272. b) α Federaτπo respectiva, na ausΩncia de Sindicato; 
  2273. c) α Confederaτπo respectiva, inexistindo Federaτπo.
  2274. º 2║ - Na falta de Sindicato ou entidade de grau superior, o montante a que alude o parßgrafo precedente reverterß α conta "Emprego e Salßrio".
  2275.  
  2276. [5-3-5
  2277. T═TULO V DA ORGANIZA╟├O SINDICAL
  2278.  
  2279. CAP═TULO III DA CONTRIBUI╟├O SINDICAL
  2280.  
  2281. SE╟├O V DISPOSI╟╒ES GERAIS
  2282.  
  2283. Art. 601 - No ato da admissπo de qualquer empregado, dele exigirß o empregador a apresentaτπo da prova de quitaτπo da contribuiτπo sindical.
  2284. Art. 602 - Os empregados que nπo estiverem trabalhando no mΩs destinado ao desconto da contribuiτπo sindical serπo descontados no primeiro mΩs subseqⁿente ao do reinφcio do trabalho.
  2285. Parßgrafo ·nico - De igual forma se procederß com os empregados que forem admitidos depois daquela data e que nπo tenham trabalhado anteriormente nem apresentado a respectiva quitaτπo.
  2286. Art. 603 - Os empregadores sπo obrigados a prestar aos encarregados da fiscalizaτπo os esclarecimentos necessßrios ao desempenho de sua missπo e a exibir-lhes, quando exigidos, na parte relativa ao pagamento de empregados, os seus livros, folhas de pagamento e outros documentos comprobat≤rios desses pagamentos, sob pena da multa cabφvel.
  2287. Art. 604 - Os agentes ou trabalhadores aut⌠nomos ou profissionais liberais sπo obrigados a prestar aos encarregados da fiscalizaτπo os esclarecimentos que lhes forem solicitados, inclusive exibiτπo de quitaτπo da contribuiτπo sindical.
  2288. Art. 605 - As entidades sindicais sπo obrigadas a promover a publicaτπo de editais concernentes ao recolhimento da contribuiτπo sindical, durante 3 (trΩs) dias, nos jornais de maior circulaτπo local e atΘ 10 (dez) dias da data fixada para dep≤sito bancßrio.
  2289. Art. 606 - As entidades sindicais cabe, em caso de falta de pagamento da contribuiτπo sindical, promover a respectiva cobranτa judicial, mediante aτπo executiva, valendo como tφtulo de dφvida a certidπo expedida pelas autoridades regionais do MinistΘrio do Trabalho.
  2290. º 1║ - O MinistΘrio do Trabalho baixarß as instruτ⌡es regulando a expediτπo das certid⌡es a que se refere o presente artigo, das quais deverß constar a individualizaτπo do contribuinte, a indicaτπo do dΘbito e a designaτπo da entidade a favor da qual Θ recolhida a importΓncia da contribuiτπo sindical, de acordo com o respectivo enquadramento sindical.
  2291. º 2║ - Para os fins da cobranτa judicial da contribuiτπo sindical, sπo extensivos αs entidades sindicais, com exceτπo do foro especial, os privilΘgios da Fazenda P·blica, para cobranτa da dφvida ativa.
  2292. Art. 607 - Sπo consideradas como documento essencial ao comparecimento αs concorrΩncias p·blicas ou administrativas e para o fornecimento αs repartiτ⌡es paraestatais ou autßrquicas a prova da quitaτπo da respectiva contribuiτπo sindical e a de recolhimento da contribuiτπo sindical, descontada dos respectivos empregados.
  2293. Art. 608 - As repartiτ⌡es federais, estaduais ou municipais nπo concederπo registro ou licenτas para funcionamento ou renovaτπo de atividades aos estabelecimentos de empregadores e aos escrit≤rios ou congΩneres dos agentes ou trabalhadores aut⌠nomos e profissionais liberais, nem concederπo alvarßs de licenτa ou localizaτπo, sem que sejam exibidas as provas de quitaτπo da contribuiτπo sindical, na forma do artigo anterior.
  2294. Parßgrafo ·nico - A nπo-observΓncia do disposto neste artigo acarretarß, de pleno direito, a nulidade dos atos nele referidos, bem como dos mencionados no art. 607.
  2295. Art. 609 - O recolhimento da contribuiτπo sindical e todos os lanτamentos e movimentos nas contas respectivas sπo isentos de selos e taxas federais, estaduais ou municipais.
  2296. Art. 610 - As d·vidas no cumprimento deste Capφtulo serπo resolvidas pelo Diretor-Geral do Departamento Nacional do Trabalho, que expedirß as instruτ⌡es que se tornarem necessßrias α sua execuτπo.
  2297.  
  2298. [6-1-1
  2299. T═TULO VI DAS CONVEN╟╒ES COLETIVAS DE TRABALHO
  2300.  
  2301. Art. 611 - Convenτπo Coletiva de Trabalho Θ o acordo de carßter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econ⌠micas e profissionais estipulam condiτ⌡es de trabalho aplicßveis, no Γmbito das respectivas representaτ⌡es, αs relaτ⌡es individuais do trabalho.
  2302. º 1║ - ╔ facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econ⌠mica, que estipulem condiτ⌡es de trabalho, aplicßveis no Γmbito da empresa ou das empresas acordantes αs respectivas relaτ⌡es de trabalho.
  2303. º  2║ - As Federaτ⌡es e, na falta destas, as Confederaτ⌡es representativas de categorias econ⌠micas ou profissionais poderπo celebrar convenτ⌡es coletivas de trabalho para reger as relaτ⌡es das categorias a elas vinculadas, inorganizadas em Sindicatos, no Γmbito de suas representaτ⌡es.
  2304. Art. 612 - Os Sindicatos s≤ poderπo celebrar Convenτ⌡es ou Acordos Coletivos de Trabalho, por deliberaτπo de AssemblΘia Geral especialmente convocada para esse fim, consoante o disposto nos respectivos Estatutos, dependendo a validade da mesma do comparecimento e votaτπo, em primeira convocaτπo, de 2/3 (dois terτos) dos associados da entidade, se se tratar de Convenτπo, e dos interessados, no caso de Acordo e, em segunda, de 1/3 (um terτo) dos membros.
  2305. Parßgrafo ·nico - O quorum de comparecimento e votaτπo serß de 1/8 (um oitavo) dos associados em segunda convocaτπo, nas entidades sindicais que tenham mais de 5.000 (cinco mil) associados.
  2306. Art. 613 - As Convenτ⌡es e os Acordos deverπo conter obrigatoriamente:
  2307. I - designaτπo dos Sindicatos convenentes ou dos Sindicatos e empresas acordantes;
  2308. II - prazo de vigΩncia;
  2309. III - categorias ou classes de trabalhadores abrangidas pelos respectivos dispositivos;
  2310. IV - condiτ⌡es ajustadas para reger as relaτ⌡es individuais de trabalho durante sua vigΩncia;
  2311. V - normas para a conciliaτπo das divergΩncias surgidas entre os convenentes por motivos da aplicaτπo de seus dispositivos;
  2312. VI - disposiτ⌡es sobre o processo de sua prorrogaτπo e de revisπo total ou parcial de seus dispositivos;
  2313. VII - direitos e deveres dos empregados e empresas;
  2314. VIII - penalidades para os Sindicatos convenentes, os empregados e as empresas em caso de violaτπo de seus dispositivos.
  2315. Parßgrafo ·nico - As Convenτ⌡es e os Acordos serπo celebrados por escrito, sem emendas nem rasuras, em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes, alΘm de uma destinada a registro.
  2316. Art. 614 - Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverπo, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenτπo ou Acordo, o dep≤sito de uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de instrumento de carßter nacional ou interestadual, ou nos ≤rgπos regionais do MinistΘrio do Trabalho nos demais casos.
  2317. º 1║ - As Convenτ⌡es e os Acordos entrarπo em vigor 3 (trΩs) dias ap≤s a data da entrega dos mesmos no ≤rgπo referido neste artigo.
  2318. º 2║ - C≤pias autΩnticas das Convenτ⌡es e dos Acordos deverπo ser afixadas de modo visφvel, pelos Sindicatos convenentes, nas respectivas sedes e nos estabelecimentos das empresas compreendidas no seu campo de aplicaτπo, dentro de 5 (cinco) dias da data do dep≤sito previsto neste artigo.
  2319. º 3║ - Nπo serß permitido estipular duraτπo de Convenτπo ou Acordo superior a 2 (dois) anos.
  2320. Art. 615 - O processo de prorrogaτπo, revisπo, den·ncia ou revogaτπo total ou parcial de Convenτπo ou Acordo ficarß subordinado, em qualquer caso, α aprovaτπo de AssemblΘia Geral dos Sindicatos convenentes ou partes acordantes, com observΓncia do disposto no art. 612.
  2321. º 1║ - O instrumento de prorrogaτπo, revisπo, den·ncia ou revogaτπo de Convenτπo ou Acordo serß depositado, para fins de registro e arquivamento, na repartiτπo em que o mesmo originariamente foi depositado, observado o disposto no art. 614.
  2322. º 2║ - As modificaτ⌡es introduzidas em Convenτπo ou Acordo, por forτa de revisπo ou de revogaτπo parcial  de  suas  clßusulas,  passarπo  a vigorar 3 (trΩs) dias ap≤s a realizaτπo do dep≤sito previsto no º 1║.
  2323. Art. 616 - Os Sindicatos representativos de categorias econ⌠micas ou profissionais e as empresas, inclusive as que nπo tenham representaτπo sindical, quando provocados, nπo podem recusar-se α negociaτπo coletiva.
  2324. º 1║ - Verificando-se recusa α negociaτπo coletiva, cabe aos Sindicatos ou empresas interessadas dar ciΩncia do fato, conforme o caso, ao Departamento Nacional do Trabalho ou aos ≤rgπos regionais do MinistΘrio do Trabalho para convocaτπo compuls≤ria dos Sindicatos ou empresas recalcitrantes.
  2325. º 2║ - No caso de persistir a recusa α negociaτπo coletiva, pelo desatendimento αs convocaτ⌡es feitas pelo Departamento Nacional do Trabalho ou ≤rgπos regionais do MinistΘrio do Trabalho ou se malograr a negociaτπo entabulada Θ facultada aos Sindicatos ou empresas interessadas a instauraτπo de dissφdio coletivo.
  2326. º 3║ - Havendo convenτπo, acordo ou sentenτa normativa em vigor, o dissφdio coletivo deverß ser instaurado dentro dos 60 (sessenta) dias anteriores ao respectivo termo final, para que o novo instrumento possa ter vigΩncia no dia imediato a esse termo.
  2327. º 4║ - Nenhum processo de dissφdio coletivo de natureza econ⌠mica serß admitido sem antes se esgotarem as medidas relativas α formalizaτπo da Convenτπo ou Acordo correspondente.
  2328. Art. 617 - Os empregados de uma ou mais empresas que decidirem celebrar Acordo Coletivo de Trabalho com as respectivas empresas darπo ciΩncia de sua resoluτπo, por escrito, ao Sindicato representativo da categoria profissional, que terß o prazo de 8 (oito) dias para assumir a direτπo dos entendimentos entre os interessados, devendo igual procedimento ser observado pelas empresas interessadas com relaτπo ao Sindicato da respectiva categoria econ⌠mica.
  2329. º 1║ - Expirado o prazo de 8 (oito) dias sem que o Sindicato tenha-se desincumbido do encargo recebido, poderπo os interessados dar conhecimento do fato α Federaτπo a que estiver vinculado o Sindicato e, em falta dessa, α correspondente Confederaτπo, para que, no mesmo prazo, assuma a direτπo dos entendimentos. Esgotado esse prazo, poderπo os interessados prosseguir diretamente na negociaτπo coletiva atΘ final.
  2330. º 2║ - Para o fim de deliberar sobre o Acordo, a entidade sindical convocarß AssemblΘia Geral dos diretamente interessados, sindicalizados ou nπo, nos termos do art. 612.
  2331. Art. 618 - As empresas e instituiτ⌡es que nπo estiverem incluφdas no enquadramento sindical a que se refere o art. 577 desta Consolidaτπo poderπo celebrar Acordos Coletivos de Trabalho com os Sindicatos representativos dos respectivos empregados, nos termos deste Tφtulo.
  2332. Art. 619 - Nenhuma disposiτπo de contrato individual de trabalho que contrarie normas de Convenτπo ou Acordo Coletivo de Trabalho poderß prevalecer na execuτπo do mesmo, sendo considerada nula de pleno direito.
  2333. Art. 620 - As condiτ⌡es estabelecidas em Convenτπo, quando mais favorßveis, prevalecerπo sobre as estipuladas em Acordo.
  2334. Art. 621 - As Convenτ⌡es e os Acordos poderπo incluir, entre suas clßusulas, disposiτπo sobre a constituiτπo e funcionamento de comiss⌡es mistas de consulta e colaboraτπo, no plano da empresa e sobre participaτπo nos lucros. Estas disposiτ⌡es mencionarπo a forma de constituiτπo, o modo de funcionamento e as atribuiτ⌡es das comiss⌡es, assim como o plano de participaτπo, quando for o caso.
  2335. Art. 622 - Os empregados e as empresas que celebrarem contratos individuais de trabalho, estabelecendo condiτ⌡es contrßrias ao que tiver sido ajustado em Convenτπo ou Acordo que lhes for aplicßvel, serπo passφveis da multa neles fixada.
  2336. Parßgrafo ·nico - A multa a ser imposta ao empregado nπo poderß exceder da metade daquela que, nas mesmas condiτ⌡es, seja estipulada para a empresa.
  2337. Art. 623 - Serß nula de pleno direito disposiτπo de Convenτπo ou Acordo que, direta ou indiretamente, contrarie proibiτπo ou norma disciplinadora da polφtica econ⌠mico-financeira do Governo ou concernente a polφtica salarial vigente, nπo produzindo quaisquer efeitos perante autoridades e repartiτ⌡es p·blicas, inclusive para fins de revisπo de preτos e tarifas de mercadorias e serviτos.
  2338. Parßgrafo ·nico - Na hip≤tese deste artigo, a nulidade serß declarada, de ofφcio ou mediante representaτπo, pelo Ministro do Trabalho ou pela Justiτa do Trabalho, em processo submetido ao seu julgamento.
  2339. Art. 624 - A vigΩncia de clßusula de aumento ou reajuste salarial, que implique elevaτπo de tarifas ou de preτos sujeitos α fixaτπo por autoridade p·blica ou repartiτπo governamental, dependerß de prΘvia audiΩncia dessa autoridade ou repartiτπo e sua expressa declaraτπo no tocante α possibilidade de elevaτπo da tarifa ou do preτo e quanto ao valor dessa elevaτπo.
  2340. Art. 625 - As controvΘrsias resultantes da aplicaτπo de Convenτπo ou de Acordo celebrado nos termos deste Tφtulo serπo dirimidas pela Justiτa do Trabalho.
  2341.  
  2342. [7-1-1
  2343. T═TULO VII DO PROCESSO DE MULTAS ADMINISTRATIVAS
  2344.  
  2345. CAP═TULO I DA FISCALIZA╟├O, DA AUTUA╟├O E DA IMPOSI╟├O DE MULTAS
  2346.  
  2347. Art. 626 - Incumbe αs autoridades competentes do MinistΘrio do Trabalho, ou αquelas que exerτam funτ⌡es delegadas, a fiscalizaτπo do fiel cumprimento das normas de proteτπo ao trabalho.
  2348. Parßgrafo ·nico - Os fiscais do Instituto Nacional de Seguridade Social e das entidades paraestatais em geral, dependentes do MinistΘrio do Trabalho, serπo competentes para a fiscalizaτπo a que se refere o presente artigo, na forma das instruτ⌡es que forem expedidas pelo Ministro do Trabalho.
  2349. Art. 627 - A fim de promover a instruτπo dos responsßveis no cumprimento das leis de proteτπo do trabalho, a fiscalizaτπo deverß observar o critΘrio de dupla visita nos seguintes casos:
  2350. a) quando ocorrer promulgaτπo ou expediτπo de novas leis, regulamentos ou instruτ⌡es ministeriais, sendo que, com relaτπo exclusivamente a esses atos, serß feita apenas a instruτπo dos responsßveis;
  2351. b) em se realizando a primeira inspeτπo dos estabelecimentos ou dos locais de trabalho, recentemente inaugurados ou empreendidos.
  2352. Art. 627-A - Poderß ser instaurado procedimento especial para a aτπo fiscal, objetivando a orientaτπo sobre o cumprimento das leis de proteτπo ao trabalho, bem como a prevenτπo e o saneamento de infraτ⌡es α legislaτπo mediante Termo de Compromisso, na forma a ser diciplinada no Regulamento da Inspeτπo do Trabalho.
  2353. Art. 628 - Salvo o disposto no art. 627, a toda verificaτπo em que o agente da inspeτπo concluir pela existΩncia de violaτπo de preceito legal deve corresponder, sob pena de responsabilidade administrativa, a lavratura de auto de infraτπo.
  2354. º 1║ - Ficam as empresas obrigadas a possuir o livro intitulado "Inspeτπo do Trabalho", cujo modelo serß aprovado por portaria ministerial.
  2355. º 2║ - Nesse livro, registrarß o agente da inspeτπo sua visita ao estabelecimento, declarando a data e a hora do inφcio e tΘrmino da mesma, bem como o resultado da inspeτπo, nele consignando, se for o caso, todas as irregularidades verificadas e as exigΩncias feitas, com os respectivos prazos para seu atendimento, e, ainda, de modo legφvel, os elementos de sua identificaτπo funcional.
  2356. º 3║ - Comprovada a mß-fΘ do agente da inspeτπo, quanto α omissπo ou lanτamento de qualquer elemento no livro, responderß ele por falta grave no cumprimento do dever, ficando passφvel, desde logo, da pena de suspensπo atΘ 30 (trinta) dias, instaurando-se, obrigatoriamente, em caso de reincidΩncia, inquΘrito administrativo.
  2357. º 4║ - A lavratura de autos contra empresas fictφcias e de endereτos inexistentes, assim como a apresentaτπo de falsos relat≤rios, constitui falta grave, punφvel na forma do º 3║.
  2358. Art. 629 - O auto de infraτπo serß lavrado em duplicata, nos termos dos modelos e instruτ⌡es expedidos, sendo uma via entregue ao infrator, contra recibo, ou ao mesmo enviada, dentro de 10 (dez) dias da lavratura, sob pena de responsabilidade, em registro postal, com franquia e recibo de volta.
  2359. º 1║ - O auto nπo terß o seu valor probante condicionado α assinatura do infrator ou de testemunhas, e serß lavrado no local da inspeτπo, salvo havendo motivo justificado que serß declarado no pr≤prio auto, quando entπo deverß ser lavrado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena de responsabilidade.
  2360. º 2║ - Lavrado o auto de infraτπo, nπo poderß ele ser inutilizado, nem sustado o curso do respectivo processo, devendo o agente da inspeτπo apresentß-lo α autoridade competente, mesmo se incidir em erro.
  2361. º 3║  - O infrator terß, para apresentar defesa, o prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento do auto.
  2362. º 4║ - O auto de infraτπo serß registrado com a indicaτπo sumßria de seus elementos caracterφsticos, em livro pr≤prio que deverß existir em cada ≤rgπo fiscalizador, de modo a assegurar o controle do seu processamento.
  2363. Art. 630 - Nenhum agente da inspeτπo poderß exercer as atribuiτ⌡es do seu cargo sem exibir a carteira de identidade fiscal, devidamente autenticada, fornecida pela autoridade competente.
  2364. º 1║ - ╔ proibida a outorga de identidade fiscal a quem nπo esteja autorizado, em razπo do cargo ou funτπo, a exercer ou praticar, no Γmbito da legislaτπo trabalhista, atos de fiscalizaτπo.
  2365. º 2║ - A credencial a que se refere este artigo deverß ser devolvida para inutilizaτπo, sob as penas da lei, em casos de provimento em outro cargo p·blico, exoneraτπo ou demissπo, bem como nos de licenciamento por prazo superior a 60 (sessenta) dias e de suspensπo do exercφcio do cargo.
  2366. º 3║ - O agente da inspeτπo terß livre acesso a todas as dependΩncias dos estabelecimentos sujeitos ao regime da legislaτπo trabalhista, sendo as empresas, por seus dirigentes, ou prepostos, obrigadas a prestar-lhe os esclarecimentos necessßrios ao desempenho de suas atribuiτ⌡es legais e a exibir-lhe, quando exigidos, quaisquer documentos que digam respeito ao fiel cumprimento das normas de proteτπo ao trabalho.
  2367. º 4║ - Os documentos sujeitos α inspeτπo deverπo permanecer, sob as penas da lei, nos locais de trabalho, somente se admitindo, por exceτπo, a critΘrio da autoridade competente, sejam os mesmos apresentados em dia e hora previamente fixados pelo agente da inspeτπo.
  2368. º 5║ - No territ≤rio do exercφcio de sua funτπo, o agente da inspeτπo gozarß de passe livre nas empresas de transportes, p·blicas ou privadas, mediante a apresentaτπo da carteira de identidade fiscal.
  2369. º 6║ - A inobservΓncia do disposto nos ºº 3║, 4║ e 5║ configurarß resistΩncia ou embaraτo α fiscalizaτπo e justificarß a lavratura do respectivo auto de infraτπo, cominada a multa de valor igual a 15 (quinze) vezes o valor de referΩncia regional atΘ 150 (cento e cinqⁿenta) vezes esse valor, levando-se em conta, alΘm das circunstΓncias atenuantes ou agravantes, a situaτπo econ⌠mico-financeira do infrator e os meios a seu alcance para cumprir a lei.
  2370. º 7║ - Para o efeito do disposto no º 5║, a autoridade competente divulgarß, em janeiro e julho de cada ano, a relaτπo dos agentes da inspeτπo titulares da carteira de identidade fiscal.
  2371. º 8║ - As autoridades policiais, quando solicitadas, deverπo prestar aos agentes da inspeτπo a assistΩncia de que necessitarem para o fiel cumprimento de suas atribuiτ⌡es legais.
  2372. Art. 631 - Qualquer funcionßrio p·blico federal, estadual ou municipal, ou representante legal de associaτπo sindical, poderß comunicar α autoridade competente do MinistΘrio do Trabalho as infraτ⌡es que verificar.
  2373. Parßgrafo ·nico - De posse dessa comunicaτπo, a autoridade competente procederß desde logo αs necessßrias diligΩncias, lavrando os autos de que haja mister.
  2374. Art. 632 - Poderß o autuado requerer a audiΩncia de testemunhas e as diligΩncias que lhe parecerem necessßrias α elucidaτπo do processo, cabendo, porΘm, α autoridade, julgar da necessidade de tais provas.
  2375. Art. 633 - Os prazos para defesa ou recurso poderπo ser prorrogados de acordo com despacho expresso da autoridade competente, quando o autuado residir em localidade diversa daquela onde se achar essa autoridade.
  2376. Art. 634 - Na falta de disposiτπo especial, a imposiτπo das multas incumbe αs autoridades regionais competentes em matΘria de trabalho, na forma estabelecida por este Tφtulo.
  2377. Parßgrafo ·nico - A aplicaτπo da multa nπo eximirß o infrator da responsabilidade em que incorrer por infraτπo das leis penais.
  2378.  
  2379. [7-2-1
  2380. T═TULO VII DO PROCESSO DE MULTAS ADMINISTRATIVAS
  2381.  
  2382. CAP═TULO II DOS RECURSOS
  2383.  
  2384. Art. 635 - De toda decisπo que impuser multa por infraτπo das leis e disposiτ⌡es reguladoras do trabalho, e nπo havendo forma especial de processo, caberß recurso para o Diretor-Geral do Departamento ou Serviτo do MinistΘrio do Trabalho que for competente na matΘria.
  2385. Parßgrafo ·nico - As decis⌡es serπo sempre fundamentadas.
  2386. Art. 636 - Os recursos devem ser interpostos no prazo de 10 (dez) dias, contados do recebimento da notificaτπo, perante a autoridade que houver imposto a muita, a qual, depois de os informar, encaminhß-los-ß α autoridade de instΓncia superior.
  2387. º 1║ - O recurso s≤ terß seguimento se o interessado o instruir com a prova do dep≤sito da multa.
  2388. º 2║ - A notificaτπo somente serß realizada por meio de edital, publicada no ≤rgπo oficial, quando o infrator estiver em lugar incerto e nπo sabido.
  2389. º 3║ - A notificaτπo de que trata este artigo fixarß igualmente o prazo de 10 (dez) dias para que o infrator recolha o valor da multa, sob pena de cobranτa executiva.
  2390. º 4║ - As guias de dep≤sito ou recolhimento serπo emitidas em 3 (trΩs) vias e o recolhimento da multa deverß proceder-se dentro de 5 (cinco) dias αs repartiτ⌡es federais competentes, que escriturarπo a receita a crΘdito do MinistΘrio do Trabalho.
  2391. º 5║ - A segunda via da guia de recolhimento serß devolvida pelo infrator α repartiτπo que a emitiu, atΘ o sexto dia depois de sua expediτπo, para a averbaτπo no processo.
  2392. º 6║ - A multa serß reduzida de 50% (cinqⁿenta por cento) se o infrator, renunciando ao recurso, a recolher ao Tesouro Nacional dentro do prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento da notificaτπo ou da publicaτπo do edital.
  2393. º 7║ - Para a expediτπo da guia, no caso do º 6║, deverß o infrator juntar a notificaτπo com a prova da data do seu recebimento, ou a folha do ≤rgπo oficial que publicou o edital.
  2394. Art. 637 - De todas as decis⌡es que preferirem em processos de infraτπo das leis de proteτπo ao trabalho e que impliquem arquivamento destes, observado o disposto no parßgrafo ·nico do art. 635, deverπo as autoridades prolatoras recorrer de ofφcio para a autoridade competente de instΓncia superior.
  2395. Art. 638 - Ao Ministro do Trabalho Θ facultado avocar ao seu exame e decisπo, dentro de 90 (noventa) dias do despacho final do assunto, ou no curso do processo, as quest⌡es referentes α fiscalizaτπo dos preceitos estabelecidos nesta Consolidaτπo.
  2396.  
  2397. [7-3-1
  2398. T═TULO VII DO PROCESSO DE MULTAS ADMINISTRATIVAS
  2399.  
  2400. CAP═TULO III DO DEP╙SITO, DA INSCRI╟├O E DA COBRAN╟A
  2401.  
  2402. Art. 639 - Nπo sendo provido o recurso, o dep≤sito se converterß em pagamento.
  2403. Art. 640 - ╔ facultado αs Delegacias Regionais do Trabalho, na conformidade de instruτ⌡es expedidas pelo Ministro de Estado, promover a cobranτa amigßvel das multas antes do encaminhamento dos processos α cobranτa executiva.
  2404. Art. 641 - Nπo comparecendo o infrator, ou nπo depositando a importΓncia da multa ou penalidade, far-se-ß a competente inscriτπo em livro especial, existente nas repartiτ⌡es das quais se tiver originado a multa ou penalidade, ou de onde tenha provindo a reclamaτπo que a determinou, sendo extraφda c≤pia autentica dessa inscriτπo e enviada αs autoridades competentes para a respectiva cobranτa judicial, valendo tal instrumento como tφtulo de dφvida lφquida e certa.
  2405. Art. 642 - A cobranτa judicial das multas impostas pelas autoridades administrativas do trabalho obedecerß ao disposto na legislaτπo aplicßvel α cobranτa da dφvida ativa da Uniπo, sendo promovida, no Distrito Federal e nas capitais dos Estados em que funcionarem Tribunais Regionais do Trabalho, pela Procuradoria da Justiτa do Trabalho, e nas demais localidades, pelo MinistΘrio P·blico Estadual, nos termos do Decreto-Lei n║ 960, de 17 de dezembro de 1938.
  2406. Parßgrafo ·nico - (Revogado pelo Dec.-Lei n║ 9.509, de 24-07-1946.)
  2407.  
  2408. [8-1-1
  2409. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2410.  
  2411. CAP═TULO I INTRODU╟├O
  2412.  
  2413. Art. 643 - Os dissφdios, oriundos das relaτ⌡es entre empregados e empregadores bem como de trabalhadores avulsos e seus tomadores de serviτos, em atividades reguladas na legislaτπo social, serπo dirimidos pela Justiτa do Trabalho, de acordo com o presente Tφtulo e na forma estabelecida pelo processo judicißrio do trabalho.
  2414. º 1║ - As quest⌡es concernentes α PrevidΩncia Social serπo decididas pelos ≤rgπos e autoridades previstos no Capφtulo V deste Tφtulo e na legislaτπo sobre seguro social.
  2415. º 2║ - As quest⌡es referentes a acidentes do trabalho continuam sujeitas a justiτa ordinßria, na forma do Decreto n. 24.637, de 10 de julho de 1934, e legislaτπo subseqⁿente.
  2416.  º 3║ - A Justiτa do Trabalho Θ competente, ainda, para processar e julgar as aτ⌡es entre trabalhadores portußrios e os operadores portußrios ou o ╙rgπo Gestor de Mπo-de-Obra - OGMO decorrentes da relaτπo de trabalho.
  2417. Art. 644 - Sπo ≤rgπos da Justiτa do Trabalho: 
  2418. a) o Tribunal Superior do Trabalho;
  2419. b) os Tribunais Regionais do Trabalho; 
  2420. c) as Juntas de Conciliaτπo e Julgamento ou os Juφzos de Direito.
  2421. Art. 645 - O serviτo da Justiτa do Trabalho Θ relevante e obrigat≤rio, ninguΘm dele podendo eximir-se, salvo motivo justificado.
  2422. Art. 646 - Os ≤rgπos da Justiτa do Trabalho funcionarπo perfeitamente coordenados, em regime de m·tua colaboraτπo, sob a orientaτπo do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
  2423.  
  2424. [8-2-1
  2425. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2426.  
  2427. CAP═TULO II DAS JUNTAS DE CONCILIA╟├O E JULGAMENTO
  2428.  
  2429. SE╟├O I DA COMPOSI╟├O E FUNCIONAMENTO
  2430.  
  2431. Art. 647 - Cada Junta de Conciliaτπo e Julgamento terß a seguinte composiτπo:
  2432. a) 1 (um) juiz do trabalho, que serß seu Presidente;
  2433. b) 2 (dois) Juφzes classistas, sendo um representante dos empregadores e outro dos empregados.
  2434. Parßgrafo ·nico - Haverß um suplente para cada Juiz classista.
  2435. Art. 648 - Sπo incompatφveis entre si, para os trabalhos da mesma Junta, os parentes consangⁿφneos e afins atΘ o terceiro grau civil.
  2436. Parßgrafo ·nico - A incompatibilidade resolve-se a favor do primeiro Juiz classista designado ou empossado, ou por sorteio, se a designaτπo ou posse for da mesma data.
  2437. Art. 649 - As Juntas poderπo conciliar, instruir ou julgar com qualquer n·mero, sendo, porΘm, indispensßvel a presenτa do Presidente, cujo voto prevalecerß em caso de empate.
  2438. º 1║ - No julgamento de embargos deverπo estar presentes todos os membros da Junta.
  2439. º 2║ - Na execuτπo e na liquidaτπo das decis⌡es funciona apenas o Presidente.
  2440.  
  2441. [8-2-2
  2442. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2443.  
  2444. CAP═TULO II DAS JUNTAS DE CONCILIA╟├O E JULGAMENTO
  2445.  
  2446. SE╟├O II DA JURISDI╟├O E COMPET╩NCIA DAS JUNTAS
  2447.  
  2448. Art. 650 - A jurisdiτπo de cada Junta de Conciliaτπo e Julgamento abrange todo o territ≤rio da Comarca em que tem sede, s≤ podendo ser estendida ou restringida por lei federal.
  2449. Parßgrafo ·nico - As leis locais de Organizaτπo Judicißria nπo influirπo sobre a competΩncia de Juntas de Conciliaτπo e Julgamento jß criadas, atΘ que lei federal assim determine.
  2450. Art. 651 - A competΩncia das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento Θ determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviτos ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.
  2451.  º 1║ - Quando for parte no dissφdio agente ou viajante comercial, a competΩncia serß da junta da localidade em que a empresa tenha agΩncia ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, serß competente a junta da localizaτπo em que o empregado tenha domicφlio ou a localidade mais pr≤xima.
  2452. º 2║ - A competΩncia das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissφdios ocorridos em agΩncia ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e nπo haja convenτπo internacional dispondo em contrßrio.
  2453. º 3║ - Em se tratando de empregador que promova realizaτπo de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, Θ assegurado ao empregado apresentar reclamaτπo no foro da celebraτπo do contrato ou no da prestaτπo dos respectivos serviτos.
  2454. Art. 652 - Compete αs Juntas de Conciliaτπo e Julgamento:
  2455. a) conciliar e julgar:
  2456. I - os dissφdios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado;
  2457. II - os dissφdios concernentes a remuneraτπo, fΘrias e indenizaτ⌡es por motivo de rescisπo do contrato individual de trabalho;
  2458. III - os dissφdios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operßrio ou artφfice;
  2459. IV - os demais dissφdios concernentes ao contrato individual de trabalho;
  2460.  V - as aτ⌡es entre trabalhadores portußrios e os operadores portußrios ou o ╙rgπo Gestor de Mπo-de-Obra - OGMO decorrentes da relaτπo de trabalho
  2461. b) processar e julgar os inquΘritos para apuraτπo de falta grave; 
  2462. c) julgar os embargos opostos αs suas pr≤prias decis⌡es;
  2463. d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competΩncia;
  2464. e) (Suprimida pelo Dec.Lei n║ 6.353, de 20-03-1944.)
  2465. Parßgrafo ·nico - Terπo preferΩncia para julgamento os dissφdios sobre pagamento de salßrio e aqueles que derivarem da falΩncia do empregador, podendo o Presidente da Junta, a pedido do interessado, constituir processo em separado, sempre que a reclamaτπo tambΘm versar sobre outros assuntos.
  2466. Art. 653 - Compete, ainda, αs Juntas de Conciliaτπo e Julgamento:
  2467. a) requisitar αs autoridades competentes a realizaτπo das diligΩncias necessßrias ao esclarecimento dos feitos sob sua apreciaτπo, representando contra aquelas que nπo atenderem a tais requisiτ⌡es;
  2468. b) realizar as diligΩncias e praticar os atos processuais ordenados pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou pelo Tribunal Superior do Trabalho;
  2469. c) julgar as suspeiτ⌡es argⁿidas contra os seus membros; 
  2470. d) julgar as exceτ⌡es de incompetΩncia que lhes forem opostas; 
  2471. e) expedir precat≤rias e cumprir as que lhes forem deprecadas; 
  2472. f) exercer, em geral, no interesse da Justiτa do Trabalho, quaisquer outras atribuiτ⌡es que decorram da sua jurisdiτπo.
  2473.  
  2474. [8-2-3
  2475. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2476.  
  2477. CAP═TULO II DAS JUNTAS DE CONCILIA╟├O E JULGAMENTO
  2478.  
  2479. SE╟├O III DOS PRESIDENTES DAS JUNTAS
  2480.  
  2481. Art. 654 - O ingresso na magistratura do trabalho far-se-ß para o cargo de Juiz do Trabalho Substituto. As nomeaτ⌡es subseqⁿentes por promoτπo, alternadamente, por antigⁿidade e merecimento.
  2482. º 1║ - (Prejudicado pela Lei n║ 7.221, de 2-10-1984.)
  2483. º 2║ - (Prejudicado pela Lei n║ 7.221, de 2-10-1984.)
  2484. º 3║ - Os Juφzes Substitutos serπo nomeados ap≤s aprovaτπo em concurso p·blico de provas e tφtulos realizado perante o Tribunal Regional do Trabalho da Regiπo, vßlido por 2 (dois) anos e prorrogßvel, a critΘrio do mesmo ≤rgπo, por igual perφodo, uma s≤ vez, e organizado de acordo com as instruτ⌡es expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.
  2485. º 4║ - Os candidatos inscritos s≤ serπo admitidos ao concurso ap≤s apreciaτπo prΘvia, pelo Tribunal Regional do Trabalho da respectiva Regiπo, dos seguintes requisitos:
  2486. a) idade maior de 25 (vinte e cinco) anos e menor de 45 (quarenta e cinco) anos; 
  2487. b) idoneidade para o exercφcio das funτ⌡es.
  2488. º 5║ - O preenchimento dos cargos de Presidente de Junta, vagos ou criados por lei, serß feito dentro de cada Regiπo:
  2489. a) pela remoτπo de outro Presidente, prevalecendo a antigⁿidade no cargo, caso haja mais de um pedido, desde que a remoτπo tenha sido requerida, dentro de 15 (quinze) dias, contados da abertura da vaga, ao Presidente do Tribunal Regional, a quem caberß expedir o respectivo ato;
  2490. b) pela promoτπo do substituto, cuja aceitaτπo serß facultativa, obedecido o critΘrio alternado de antigⁿidade e merecimento.
  2491. º 6║ - Os Juφzes do Trabalho, Presidentes de Junta, Juφzes Substitutos e suplentes de Juiz tomarπo posse perante o Presidente do Tribunal da respectiva Regiπo. Nos Estados que nπo forem sede de Tribunal Regional do Trabalho, a posse dar-se-ß perante o Presidente do Tribunal de Justiτa, que remeterß o termo ao Presidente do Tribunal Regional da jurisdiτπo do empossado. Nos Territ≤rios, a posse dar-se-ß perante o Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da respectiva Regiπo.
  2492. Art. 655 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 229, de 28-2-1967.)
  2493. Art. 656 - O Juiz do Trabalho Substituto, sempre que nπo estiver substituindo o Juiz-Presidente de Junta, poderß ser designado para atuar nas Juntas de Conciliaτπo e Julgamento.
  2494. º 1║ - Para o fim mencionado no caput deste artigo, o territ≤rio da Regiπo poderß ser dividido em zonas, compreendendo a jurisdiτπo de uma ou mais Juntas, a juφzo do Tribunal Regional do Trabalho respectivo.
  2495. º 2║ - A designaτπo referida no caput deste artigo serß de atribuiτπo do Juiz-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho ou, nπo havendo disposiτπo regimental especφfica, de quem este indicar.
  2496. º 3║ - Os Juφzes do Trabalho Substitutos, quando designados ou estiverem substituindo os Juφzes Presidentes de Juntas, perceberπo os vencimentos destes.
  2497. º 4║ - O Juiz-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho ou, nπo havendo disposiτπo regimental especφfica, que este indicar, farß a lotaτπo e a movimentaτπo dos Juφzes Substitutos entre as diferentes zonas da Regiπo na hip≤tese de terem sido criadas na forma do º 1║ deste artigo.
  2498. Art. 657 - Os Presidentes de Juntas e os Presidentes Substitutos perceberπo a remuneraτπo ou os vencimentos fixados em lei.
  2499. Art. 658 - Sπo deveres precφpuos dos Presidentes das Juntas, alΘm dos que decorram do exercφcio de sua funτπo: 
  2500. a) manter perfeita conduta p·blica e privada;
  2501. b) abster-se de atender a solicitaτ⌡es ou recomendaτ⌡es relativamente aos feitos que hajam sido ou tenham de ser submetidos α sua apreciaτπo;
  2502. c) residir dentro dos limites de sua jurisdiτπo, nπo podendo ausentar-se sem licenτa do Presidente do Tribunal Regional;
  2503. d) despachar e praticar todos os atos decorrentes de suas funτ⌡es, dentro dos prazos estabelecidos, sujeitando-se ao desconto correspondente a 1 (um) dia de vencimento para cada dia de retardamento.
  2504. Art. 659 - Competem privativamente aos Presidentes das Juntas, alΘm das que lhes forem conferidas neste Tφtulo e das decorrentes de seu cargo, as seguintes atribuiτ⌡es:
  2505. I - presidir αs audiΩncias das Juntas;
  2506. II - executar as suas pr≤prias decis⌡es, as proferidas pela Junta e aquelas cuja execuτπo lhes for deprecada;
  2507. III - dar posse aos Juφzes classistas nomeados para a Junta, ao chefe de Secretaria e aos demais funcionßrios da Secretaria;
  2508. IV - convocar os suplentes dos Juφzes classistas, no impedimento destes;
  2509. V - representar ao Presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdiτπo, no caso de falta de qualquer  Juiz classista a 3 (trΩs) reuni⌡es consecutivas,  sem  motivo  justificado,  para  os  fins  do art. 727;
  2510. VI -  despachar os recursos interpostos pelas partes, fundamentando a decisπo recorrida antes da remessa ao Tribunal Regional, ou submetendo-os α decisπo da Junta, no caso do art. 894;
  2511. VII -  assinar as folhas de pagamento dos membros e funcionßrios da Junta;
  2512. VlIl - apresentar ao Presidente do Tribunal Regional, atΘ 15 de fevereiro de cada ano, o relat≤rio dos trabalhos do ano anterior;
  2513. IX - conceder medida liminar, atΘ decisπo final do processo em reclamaτ⌡es trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferΩncia disciplinada pelos parßgrafos do art. 469 desta Consolidaτπo.
  2514. X - conceder medida liminar, atΘ decisπo final do processo em reclamaτ⌡es trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado, suspenso ou dispensado pelo empregador.
  2515.  
  2516. [8-2-4
  2517. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2518.  
  2519. CAP═TULO II DAS JUNTAS DE CONCILIA╟├O E JULGAMENTO
  2520.  
  2521. SE╟├O IV DOS JU═ZES CLASSISTAS DAS JUNTAS
  2522.  
  2523. Art. 660 - Os Juφzes classistas das Juntas sπo designados pelo Presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdiτπo.
  2524. Art. 661 - Para o exercφcio da funτπo de Juiz classista da Junta ou suplente deste sπo exigidos os seguintes requisitos:
  2525. a) ser brasileiro;
  2526. b) ter reconhecida idoneidade moral; 
  2527. c) ser maior de 25 (vinte e cinco) anos e ter menos de 70 (setenta) anos;
  2528. d) estar no gozo dos direitos civis e polφticos; 
  2529. e) estar quite com o serviτo militar;
  2530. f) contar mais de 2 (dois) anos de efetivo exercφcio na profissπo e ser sindicalizado.
  2531. Parßgrafo ·nico - A prova da qualidade profissional a que se refere a alφnea f  deste artigo Θ feita mediante declaraτπo do respectivo Sindicato.
  2532. Art. 662 - A escolha dos Juφzes classistas das Juntas e seus suplentes far-se-ß dentre os nomes constantes das listas que, para esse efeito, forem encaminhadas pelas associaτ⌡es sindicais de primeiro grau ao Presidente do Tribunal Regional.
  2533. º 1║ - Para esse fim, cada Sindicato de empregadores e de empregados, com base territorial extensiva α ßrea de jurisdiτπo da Junta, no todo ou em parte, procederß, na ocasiπo   determinada   pelo   Presidente do Tribunal Regional,    α   escolha   de 3 (trΩs)    nomes   que    comporπo   a    lista,    aplicando-se   α eleiτπo o disposto no art. 524 e seus ºº 1║ a 3║.
  2534. º 2║ - Recebidas as listas pelo Presidente do Tribunal Regional, designarß este, dentro de 5 (cinco) dias, os nomes dos Juφzes classistas e dos respectivos suplentes, expedindo para cada um deles um tφtulo, mediante a apresentaτπo do qual serß empossado.
  2535. º 3║ - Dentro de 15 (quinze) dias, contados da data da posse, pode ser contestada a investidura do Juiz classista ou do suplente, por qualquer interessado, sem efeito suspensivo, por meio de representaτπo escrita, dirigida ao Presidente do Tribunal Regional.
  2536. º 4║ - Recebida a contestaτπo, o Presidente do Tribunal designarß imediatamente relator, o qual, se houver necessidade de ouvir testemunhas ou de proceder a quaisquer diligΩncias, providenciarß para que tudo se realize com a maior brevidade, submetendo, por fim, a contestaτπo ao parecer do Tribunal, na primeira sessπo.
  2537. º 5║ - Se o Tribunal julgar procedente a contestaτπo, o Presidente providenciarß a designaτπo de novo Juiz classista ou suplente.
  2538. º 6║ - Em falta de indicaτπo pelos Sindicatos, de nomes para representantes das respectivas categorias profissionais e econ⌠micas nas Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, ou nas localidades onde nπo existirem Sindicatos, serπo esses representantes livremente designados pelo Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, observados os requisitos exigidos para o exercφcio da funτπo.
  2539. Art. 663 - A investidura dos Juφzes classistas das Juntas e seus suplentes Θ de 3 (trΩs) anos, podendo, entretanto, ser dispensado, a pedido, aquele que tiver servido, sem interrupτπo, durante metade desse perφodo.
  2540. º 1║ - Na hip≤tese da dispensa do Juiz classista a que alude este artigo, assim como nos casos de impedimento, morte ou ren·ncia, sua substituiτπo far-se-ß pelo suplente, mediante convocaτπo do Presidente da Junta.
  2541. º 2║ - Na falta do suplente, por impedimento, morte ou ren·ncia serπo designados novo Juiz classista e o respectivo suplente, dentre os nomes constantes das listas a que se refere o art. 662, servindo os designados atΘ o fim do perφodo.
  2542. Art. 664 - Os Juφzes classistas das Juntas e seus suplentes tomam posse perante o Presidente da Junta em que tΩm de funcionar.
  2543. Art. 665 - Enquanto durar sua investidura, gozam os Juφzes classistas das Juntas e seus suplentes das prerrogativas asseguradas aos jurados.
  2544. Art. 666 - Por audiΩncia a que comparecerem, atΘ o mßximo de 20 (vinte) por mΩs, os Juφzes classistas das Juntas e seus suplentes perceberπo a gratificaτπo fixada em lei.
  2545. Art. 667 - Sπo prerrogativas dos Juφzes classistas das Juntas, alΘm das referidas no art. 665:
  2546. a) tomar parte nas reuni⌡es do Tribunal a que pertenτam;
  2547. b) aconselhar αs partes a conciliaτπo;
  2548. c) votar no julgamento dos feitos e nas matΘrias de ordem interna do Tribunal, submetidas αs suas deliberaτ⌡es;
  2549. d) pedir vista dos processos pelo prazo de 24 (vinte e quatro) horas;
  2550. e) formular, por intermΘdio do Presidente, aos litigantes, testemunhas e peritos, as perguntas que quiserem fazer, para esclarecimento do caso.
  2551.  
  2552. [8-3-1
  2553. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2554.  
  2555. CAP═TULO III DOS JU═ZOS DE DIREITO
  2556.  
  2557. Art. 668 - Nas localidades nπo compreendidas na jurisdiτπo das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, os Juφzos de Direito sπo os ≤rgπos de administraτπo da Justiτa do Trabalho, com a jurisdiτπo que lhes for determinada pela lei de organizaτπo judicißria local.
  2558. Art. 669 - A competΩncia dos Juφzos de Direito, quando investidos na administraτπo da Justiτa do Trabalho, Θ a mesma das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, na forma da Seτπo II do Capφtulo II.
  2559. º 1║ - Nas localidades onde houver mais de um Juφzo de Direito a competΩncia Θ determinada, entre os Juφzes do Cφvel, por distribuiτπo ou pela divisπo judicißria local, na conformidade da lei de organizaτπo respectiva.
  2560. º 2║ - Quando o critΘrio de competΩncia da lei de organizaτπo judicißria for diverso do previsto no parßgrafo anterior, serß competente o Juiz do Cφvel mais antigo.
  2561.  
  2562. [8-4-1
  2563. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2564.  
  2565. CAP═TULO IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO
  2566.  
  2567. SE╟├O I DA COMPOSI╟├O E DO FUNCIONAMENTO
  2568.  
  2569. Art. 670 - O Tribunal Regional do Trabalho da 1¬ Regiπo compor-se-ß de 54 (cinqⁿenta e quatro) Juφzes, sendo 36 (trinta e seis) togados, vitalφcios, e 18 (dezoito) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 2¬ Regiπo compor-se-ß de 64 (sessenta e quatro) Juφzes, sendo 42 (quarenta e dois) togados, vitalφcios, e 22 (vinte e dois) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 3¬ Regiπo compor-se-ß de 36 (trinta e seis) Juφzes, sendo 24 (vinte e quatro) togados, vitalφcios, e 12 (doze) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 4¬ Regiπo compor-se-ß de 36 (trinta e seis) Juφzes, sendo 24 (vinte e quatro) togados, vitalφcios, e 12 (doze) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 5¬ Regiπo compor-se-ß de 29 (vinte e nove) Juφzes, sendo 19 (dezenove) togados, vitalφcios, e 10 (dez) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 6¬ Regiπo compor-se-ß de 18 (dezoito) Juφzes, sendo 12 (doze) togados, vitalφcios, e 6 (seis) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 7¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, vitalφcios, e 2 (dois) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 8¬ Regiπo compor-se-ß de 23 (vinte e trΩs) Juφzes, sendo 15 (quinze) togados, vitalφcios, e 8 (oito) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 9¬ Regiπo compor-se-ß de 28 (vinte e oito) Juφzes, sendo 18 (dezoito) togados, vitalφcios, e 10 (dez) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 10¬ Regiπo compor-se-ß de 17 (dezessete) Juφzes, sendo 11 (onze) togados vitalφcios, e 6 (seis) classistas temporßrios; o Tribunal Regional da 11¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, vitalφcios, e 2 (dois) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 12¬ Regiπo compor-se-ß de 18 (dezoito) Juφzes, sendo 12 (doze) togados, vitalφcios, e 6 (seis) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 13¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, vitalφcios, e 2 (dois) classistas, temporßrios; o Tribunal Regional da 14¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 15¬ Regiπo compor-se-ß de 36 (trinta e seis) Juφzes, sendo 24 (vinte e quatro) togados vitalφcios e 12 (doze) classistas temporßrios; o Tribunal Regional da 16¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria: o Tribunal Regional da 17¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 18¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 19¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 20¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 21¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 22¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; o Tribunal Regional da 23¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria; e o Tribunal Regional da 24¬ Regiπo compor-se-ß de 8 (oito) Juφzes, sendo 6 (seis) togados, de investidura vitalφcia, e 2 (dois) classistas, de investidura temporßria, todos nomeados pelo Presidente da Rep·blica.
  2570. º 1║ - (Vetado.)
  2571. º 2║ - Nos Tribunais Regionais constituφdos de 6 (seis) ou mais Juφzes togados, e menos de 11 (onze), 1 (um) deles serß escolhido dentre advogados, 1 (um) dentre membros do MinistΘrio P·blico da Uniπo junto α Justiτa do Trabalho e os demais dentre Juφzes do Trabalho, Presidentes de Junta da respectiva Regiπo, na forma prevista no parßgrafo anterior.
  2572. º 3║ - (Vetado.)
  2573. º 4║ - Os Juφzes classistas referidos neste artigo representarπo, paritariamente, empregadores e empregados.
  2574. º 5║ - Haverß 1 (um) suplente para cada Juiz classista.
  2575. º 6║ - Os Tribunais Regionais, no respectivo regimento interno, disporπo sobre a substituiτπo de seus Juφzes, observados, na convocaτπo de Juφzes inferiores, os critΘrios de livre escolha e antigⁿidade, alternadamente.
  2576. º 7║ - Dentre os seus Juφzes togados, os Tribunais Regionais elegerπo os respectivos Presidente e Vice-Presidente, assim como os Presidentes de Turmas, onde as houver.
  2577. º 8║ - Os Tribunais Regionais da 1¬ e 2¬ Regi⌡es dividir-se-πo em Turmas, facultada essa divisπo aos constituφdos de, pelo menos, 12 (doze) Juφzes. Cada Turma se comporß de 3 (trΩs) Juφzes togados e 2 (dois) classistas, um representante dos empregados e outro dos empregadores.
  2578. Art. 671 - Para  os  trabalhos  dos Tribunais  Regionais  existe  a  mesma  incompatibilidade prevista no art. 648, sendo idΩntica a forma de sua resoluτπo.
  2579. Art. 672 - Os Tribunais Regionais, em sua composiτπo plena, deliberarπo com a presenτa, alΘm do Presidente, da metade e mais um do n·mero de seus Juφzes, dos quais, no mφnimo, 1 (um) representante dos empregados e outro dos empregadores.
  2580. º 1║ - As Turmas somente poderπo deliberar presentes, pelo menos, 3 (trΩs) dos seus Juφzes, entre eles os 2 (dois) classistas. Para a integraτπo desse quorum, poderß o Presidente de uma Turma convocar Juφzes de outra, da classe a que pertencer o ausente ou impedido.
  2581. º 2║ - Nos Tribunais Regionais, as decis⌡es tomar-se-πo pelo voto da maioria dos Juφzes presentes, ressalvada, no Tribunal Pleno, a hip≤tese de declaraτπo de inconstitucionalidade de lei ou ato do poder p·blico (art. 116 da Constituiτπo).
  2582. º 3║ - O Presidente do Tribunal Regional, excetuada a hip≤tese de declaraτπo de inconstitucionalidade de lei ou ato do poder p·blico, somente terß voto de desempate. Nas sess⌡es administrativas, o Presidente votarß como os demais Juφzes, cabendo-lhe, ainda, o voto de qualidade.
  2583. º 4║ - No julgamento de recursos contra decisπo ou despacho do Presidente, do Vice-Presidente ou do Relator, ocorrendo empate, prevalecerß a decisπo ou despacho recorrido.
  2584. Art. 673 - A ordem das sess⌡es dos Tribunais Regionais serß estabelecida no respectivo Regimento Interno.
  2585.  
  2586. [8-4-2
  2587. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2588.  
  2589. CAP═TULO IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO
  2590.  
  2591. SE╟├O II DA JURISDI╟├O E COMPET╩NCIA
  2592.  
  2593. Art. 674 - Para efeito da jurisdiτπo dos Tribunais Regionais, o territ≤rio nacional Θ dividido nas 24 (vinte e quatro) Regi⌡es seguintes:
  2594.  1¬ Regiπo - Estado do Rio de Janeiro;
  2595.  2¬ Regiπo - Estado de Sπo Paulo;
  2596.  3¬ Regiπo - Estado de Minas Gerais; 
  2597.  4¬ Regiπo - Estado do Rio Grande do Sul;
  2598.  5¬ Regiπo - Estado da Bahia;
  2599.  6¬ Regiπo - Estado de Pernambuco;
  2600.  7¬ Regiπo - Estado do Cearß;
  2601.  8¬ Regiπo - Estados do Parß e do Amapß;
  2602.  9¬ Regiπo - Estado do Paranß;
  2603. 10¬ Regiπo - Distrito Federal;
  2604. 11¬ Regiπo - Estados do Amazonas e de Roraima;
  2605. 12¬ Regiπo - Estado de Santa Catarina;
  2606. 13¬ Regiπo - Estado da Paraφba;
  2607. 14¬ Regiπo - Estados de Rond⌠nia e Acre;
  2608. 15¬ Regiπo - Estado de Sπo Paulo (ßrea nπo abrangida pela jurisdiτπo estabelecida na 2¬ Regiπo);
  2609. 16¬ Regiπo - Estado do Maranhπo;
  2610. 17¬ Regiπo - Estado do Espφrito Santo;
  2611. 18¬ Regiπo - Estado de Goißs;
  2612. 19¬ Regiπo - Estado de Alagoas;
  2613. 20¬ Regiπo - Estado de Sergipe;
  2614. 21¬ Regiπo - Estado do Rio Grande do Norte;
  2615. 22¬ Regiπo - Estado do Piauφ;
  2616. 23¬ Regiπo - Estado do Mato Grosso;
  2617. 24¬ Regiπo - Estado do Mato Grosso do Sul.
  2618.  
  2619. Parßgrafo ·nico - Os Tribunais tΩm sede nas cidades: Rio de Janeiro (1¬ Regiπo), Sπo Paulo (2¬ Regiπo), Belo Horizonte (3¬ Regiπo), Porto Alegre (4¬ Regiπo), Salvador (5¬ Regiπo), Recife (6¬ Regiπo), Fortaleza (7¬ Regiπo), BelΘm (8¬ Regiπo), Curitiba (9¬ Regiπo), Brasφlia (10¬ Regiπo), Manaus (11¬ Regiπo), Florian≤polis (12¬ Regiπo), Joπo Pessoa (13¬ Regiπo), Porto Velho (14¬ Regiπo), Campinas (15¬ Regiπo), Sπo Luφs (16¬ Regiπo), Vit≤ria (17¬ Regiπo), GoiΓnia (18¬ Regiπo), Macei≤ (19¬ Regiπo), Aracaju (20¬ Regiπo), Natal (21¬ Regiπo), Teresina (22¬ Regiπo), Cuiabß (23¬ Regiπo) e Campo Grande (24¬ Regiπo).
  2620. Art. 675 - (Revogado pela Lei n║ 5.442, de 24-5-1968.)
  2621. Art. 676 - (Prejudicado pelo art. 96, II, da CF de 1988.)
  2622. Art. 677 - A competΩncia dos Tribunais Regionais determina-se pela forma indicada no art. 651 e seus parßgrafos e, nos casos de dissφdio coletivo, pelo local onde este ocorrer.
  2623. Art. 678 - Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, compete:
  2624. I - ao Tribunal Pleno, especialmente:
  2625. a) processar, conciliar e julgar originariamente os dissφdios coletivos;
  2626. b) processar e julgar originariamente:
  2627. 1) as revis⌡es de sentenτas normativas;
  2628. 2) a extensπo das decis⌡es proferidas em dissφdios coletivos;
  2629. 3) os mandados de seguranτa;
  2630. 4) as impugnaτ⌡es α investidura de Juφzes classistas e seus suplentes nas Juntas de Conciliaτπo e Julgamento;
  2631. c) processar e julgar em ·ltima instΓncia:
  2632. 1) os recursos das multas impostas pelas Turmas;
  2633. 2) as aτ⌡es rescis≤rias das decis⌡es das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, dos Juφzes de Direito investidos na jurisdiτπo trabalhista, das Turmas e de seus pr≤prios ac≤rdπos;
  2634. 3) os conflitos de jurisdiτπo entre as suas Turmas, os Juφzes de Direito investidos na jurisdiτπo trabalhista, as Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, ou entre aqueles e estas;
  2635. d) julgar em ·nica ou ·ltima instΓncia:
  2636. 1) os processos e os recursos de natureza administrativa atinentes aos seus serviτos auxiliares e respectivos servidores;
  2637. 2) as reclamaτ⌡es contra atos administrativos de seu Presidente ou de qualquer de seus membros, assim como dos Juφzes de primeira instancia e de seus funcionßrios;
  2638. II - αs Turmas:
  2639. a) julgar os recursos ordinßrios previstos no art. 895, a;
  2640. b) julgar os agravos de petiτπo e de instrumento, estes de decis⌡es denegat≤rias de recursos de sua alτada;
  2641. c) impor multas e demais penalidades relativas a atos de sua competΩncia jurisdicional, e julgar os recursos interpostos das decis⌡es das Juntas e dos Juφzes de Direito que as impuserem.
  2642. Parßgrafo ·nico - Das decis⌡es das Turmas nπo caberß recurso para o Tribunal Pleno, exceto no caso do inciso l da alφnea c do item 1, deste artigo.
  2643. Art. 679 - Aos Tribunais Regionais nπo divididos em Turmas, compete o julgamento das matΘrias a que se refere o artigo anterior, exceto a de que trata o inciso l da alφnea c do item 1, como os conflitos de jurisdiτπo entre Turmas.
  2644. Art. 680 - Compete, ainda, aos Tribunais Regionais, ou suas Turmas:
  2645. a) determinar αs Juntas e aos Juφzes de Direito a realizaτπo dos atos processuais e diligΩncias necessßrias ao julgamento dos feitos sob sua apreciaτπo;
  2646. b) fiscalizar o cumprimento de suas pr≤prias decis⌡es;
  2647. c) declarar a nulidade dos atos praticados com infraτπo de suas decis⌡es;
  2648. d) julgar as suspeiτ⌡es argⁿidas contra seus membros;
  2649. e) julgar as exceτ⌡es de incompetΩncia que lhes forem opostas;
  2650. f) requisitar αs autoridades competentes as diligΩncias necessßrias ao esclarecimento dos feitos sob apreciaτπo, representando contra aquelas que nπo atenderem a tais requisiτ⌡es;
  2651. g) exercer, em geral, no interesse da Justiτa do Trabalho, as demais atribuiτ⌡es que decorram de sua jurisdiτπo.
  2652.  
  2653. [8-4-3
  2654. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2655.  
  2656. CAP═TULO IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO
  2657.  
  2658. SE╟├O III DOS PRESIDENTES DOS TRIBUNAIS REGIONAIS
  2659.  
  2660. Art. 681 - Os Presidentes e Vice-Presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho tomarπo posse perante os respectivos Tribunais.
  2661. Parßgrafo ·nico - (Revogado pela Lei n║ 6.320, de 5-4-1976.)
  2662. Art. 682 - Competem privativamente aos Presidentes dos Tribunais Regionais, alΘm das que forem conferidas neste e no tφtulo e das decorrentes do seu cargo, as seguintes atribuiτ⌡es:
  2663. I - (Revogado pela Lei n║ 5.442, de 24-5-1968);
  2664. II - designar os Juφzes classistas das Juntas e seus suplentes;
  2665. III - dar posse aos Presidentes de Juntas e Presidentes Substitutos, aos vogais e suplentes e funcionßrios do pr≤prio Tribunal e conceder fΘrias e licenτas aos mesmos e aos Juφzes classistas e suplentes das Juntas;
  2666. IV - presidir αs sess⌡es do Tribunal;
  2667. V - presidir αs audiΩncias de conciliaτπo nos dissφdios coletivos;
  2668. VI - executar suas pr≤prias decis⌡es e as proferidas pelo Tribunal;
  2669. VII - convocar suplentes dos Juφzes do Tribunal, nos impedimentos destes;
  2670. VIII - representar ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho contra os Presidentes, Juφzes classistas e Juφzes representantes classistas nos casos previstos no art. 727 e seu parßgrafo ·nico;
  2671. IX - despachar os recursos interpostos pelas partes;
  2672. X - requisitar αs autoridades competentes, nos casos de dissφdio coletivo, a forτa necessßria, sempre que houver ameaτa de perturbaτπo da ordem;
  2673. Xl - exercer correiτπo, pelo menos uma vez por ano, sobre as Juntas, ou parcialmente sempre que se fizer necessßrio, e solicitß-la, quando julgar conveniente, ao Presidente do Tribunal de Justiτa, relativamente aos Juφzes de Direito investidos na administraτπo da Justiτa do Trabalho;
  2674. Xll - distribuir os feitos, designando os Juφzes que os devem relatar;
  2675. XIII - designar, dentre os funcionßrios do Tribunal e das Juntas existentes em uma mesma localidade, o que deve exercer a funτπo de distribuidor;
  2676. XIV - assinar as folhas de pagamento dos Juφzes e servidores do Tribunal.
  2677. º 1║ - Na falta ou impedimento do Presidente da Junta e do substituto da mesma localidade, Θ facultado ao Presidente do Tribunal Regional designar substituto de outra localidade, observada a ordem de antigⁿidade entre os substitutos desimpedidos.
  2678. º 2║ - Na falta ou impedimento do Juiz classista da Junta e do respectivo suplente, Θ facultado ao Presidente do Tribunal Regional designar suplente de outra Junta, respeitada a categoria profissional ou econ⌠mica do representante e a ordem de antigⁿidade dos suplentes desimpedidos.
  2679. º 3║ - Na falta ou impedimento de qualquer Juiz representante classista e seu respectivo suplente, Θ facultado ao Presidente do Tribunal Regional designar um dos Juφzes classistas de Junta de Conciliaτπo e Julgamento para funcionar nas sess⌡es do Tribunal, respeitada a categoria profissional ou econ⌠mica do representante.
  2680. Art. 683 - Na falta ou impedimento dos Presidentes dos Tribunais Regionais, e como auxiliares destes, sempre que necessßrio, funcionarπo seus substitutos.
  2681. º 1║ - Nos casos de fΘrias, por 30 (trinta) dias, licenτa, morte ou ren·ncia, a convocaτπo competirß diretamente ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
  2682. º 2║ - Nos demais casos, mediante convocaτπo do pr≤prio Presidente do Tribunal ou comunicaτπo do secretßrio deste, o Presidente Substituto assumirß imediatamente o exercφcio, ciente o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
  2683.  
  2684. [8-4-4
  2685. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2686.  
  2687. CAP═TULO IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO
  2688.  
  2689. SE╟├O IV DOS JU═ZES REPRESENTANTES CLASSISTAS DOS TRIBUNAIS REGIONAIS
  2690.  
  2691. Art. 684 - Os Juφzes representantes classistas dos Tribunais Regionais sπo designados selo Presidente da Rep·blica.
  2692. Parßgrafo ·nico - Aos Juφzes representantes classistas dos empregados e  dos empregadores,  nos Tribunais  Regionais,  aplicam-se  as  disposiτ⌡es do art. 661.
  2693. Art. 685 - A escolha dos Juφzes e suplentes dos Tribunais Regionais, representantes dos empregadores e empregados, Θ feita dentre os nomes constantes das listas para esse fim encaminhadas ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho pelas associaτ⌡es sindicais de grau superior com sede nas respectivas Regi⌡es.
  2694. º 1║ - Para o efeito deste artigo, o Conselho de Representantes de cada associaτπo sindical de grau superior, na ocasiπo determinada pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, organizarß, por maioria de votos, uma lista de 3 (trΩs) nomes.
  2695. º 2║ - O Presidente do Tribunal Superior do Trabalho submeterß os nomes constantes das listas ao Presidente da Rep·blica, por intermΘdio do Ministro da Justiτa.
  2696. Art. 686 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 9.797, de 9-9-1946.)
  2697. Art. 687 - Os Juφzes representantes classistas dos Tribunais Regionais tomam posse perante o respectivo Presidente.
  2698. Art. 688 - Aos  Juφzes representantes  classistas  dos  Tribunais Regionais aplicam-se as disposiτ⌡es do art. 663, sendo a nova escolha feita dentre os nomes constantes das listas a que se refere o art. 685, ou na forma indicada no art. 686 e, bem assim, as dos arts. 665 e 667.
  2699. Art. 689 - Por sessπo a que comparecerem, atΘ o mßximo de 15 (quinze) por mΩs, perceberπo os Juφzes representantes classistas e suplentes dos Tribunais Regionais a gratificaτπo fixada em lei.
  2700. Parßgrafo ·nico - Os Juφzes representantes classistas que retiverem processos alΘm dos prazos estabelecidos no Regimento Interno dos Tribunais Regionais sofrerπo automaticamente, na gratificaτπo mensal a que teriam direito, desconto equivalente a 1/30 (um trinta avos) por processo retido.
  2701.  
  2702. [8-5-1
  2703. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2704.  
  2705. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2706.  
  2707. SE╟├O I DISPOSI╟╒ES PRELIMINARES
  2708.  
  2709. Art. 690 - O Tribunal Superior do Trabalho, com sede na Capital da Rep·blica e jurisdiτπo em todo o territ≤rio nacional, Θ a instΓncia superior da Justiτa do Trabalho.
  2710. Parßgrafo ·nico - O Tribunal funciona na plenitude de sua composiτπo ou dividido em Turmas, com observΓncia da paridade de representaτπo de empregados e empregadores.
  2711. Art. 691 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2712. Art. 692 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2713.  
  2714. [8-5-2
  2715. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2716.  
  2717. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2718.  
  2719. SE╟├O II DA COMPOSI╟├O E FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2720.  
  2721. Art. 693 - (Prejudicado pelo art. 111, ºº 1║ e 2║ da CF de 1988.)
  2722. º 1║ - Dentre os Juφzes togados do Tribunal Superior do Trabalho, alheios aos interesses profissionais, serπo eleitos o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor, alΘm dos Presidentes das Turmas, na forma estabelecida em seu regimento interno.
  2723. º 2║ - (Prejudicado pelo art. 111, º 2║, da CF de 1988.)
  2724. º 3║ - (Prejudicado pelo art. 111, º 1║, da CF de 1988.)
  2725. º 4║ - (Vetado.)
  2726. Art. 694 - (Prejudicado pelo art. 111, º 1║, da CF de 1988.)
  2727. Art. 695 - (Suprimido pelo Decreto-lei n║ 9.797, de 9-9-1946.)
  2728. Art. 696 - Importarß em ren·ncia o nπo-comparecimento do membro do Tribunal, sem motivo justificado, a mais de 3 (trΩs) sess⌡es ordinßrias consecutivas.
  2729. º 1║ - (Prejudicado pela Lei Complementar n║ 35, de 14-3-1979.)
  2730. º 2║ - Para os efeitos do parßgrafo anterior, a designaτπo do substituto serß feita dentre os nomes constantes das listas de que trata o º 2║ do art. 693.
  2731. Art. 697 - Em caso de licenτa superior a 30 (trinta) dias, ou de vacΓncia, enquanto nπo for preenchido o cargo, os Ministros do Tribunal poderπo ser substituφdos mediante convocaτπo de Juφzes, de igual categoria, de qualquer dos Tribunais Regionais do Trabalho, na forma que dispuser o Regimento do Tribunal Superior do Trabalho.
  2732. Art. 698 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2733. Art. 699 - (Prejudicado pela Lei n║ 7.701, de 21-12-1988.)
  2734. Art. 700 - O Tribunal reunir-se-ß em dias previamente fixados pelo Presidente, o qual poderß, sempre que for necessßrio, convocar sess⌡es extraordinßrias.
  2735. Art. 701 - As sess⌡es do Tribunal serπo p·blicas e comeτarπo αs 14 (quatorze) horas, terminando αs 17 (dezessete) horas, mas poderπo ser prorrogadas pelo Presidente em caso de manifesta necessidade.
  2736. º 1║ - As sess⌡es extraordinßrias do Tribunal s≤ se realizarπo quando forem comunicadas aos seus membros com 24 (vinte e quatro) horas, no mφnimo, de antecedΩncia.
  2737. º 2║ - Nas sess⌡es do Tribunal, os debates poderπo tornar-se secretos, desde que, por motivo de interesse p·blico, assim resolver a maioria de seus membros.
  2738.  
  2739. [8-5-3
  2740. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2741.  
  2742. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2743.  
  2744. SE╟├O III DA COMPET╩NCIA DO TRIBUNAL PLENO
  2745.  
  2746. Art. 702 - (Prejudicado pela Lei n║ 7.701, de 21-12-1988.)
  2747.  
  2748. [8-5-4
  2749. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2750.  
  2751. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2752.  
  2753. SE╟├O IV DA COMPET╩NCIA DA C┬MARA DE JUSTI╟A DO TRABALHO
  2754.  
  2755. Art. 703 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2756. Art. 704 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2757. Art. 705 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2758.  
  2759. [8-5-5
  2760. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2761.  
  2762. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2763.  
  2764. SE╟├O V DA COMPET╩NCIA DA C┬MARA DE PREVID╩NCIA SOCIAL
  2765.  
  2766. Art. 706 - (Suprimido pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  2767.  
  2768. [8-5-6
  2769. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2770.  
  2771. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2772.  
  2773. SE╟├O VI DAS ATRIBUI╟╒ES DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2774.  
  2775. Art. 707 - Compete ao Presidente do Tribunal:
  2776. a) presidir αs sess⌡es do Tribunal, fixando os dias para a realizaτπo das sess⌡es ordinßrias e convocando as extraordinßrias;
  2777. b) superintender todos os serviτos do Tribunal;
  2778. c) expedir instruτ⌡es e adotar as providΩncias necessßrias para o bom funcionamento do Tribunal e dos demais ≤rgπos da Justiτa do Trabalho;
  2779. d) fazer cumprir as decis⌡es originßrias do Tribunal, determinando aos Tribunais Regionais e aos demais ≤rgπos da Justiτa do Trabalho a realizaτπo dos atos processuais e das diligΩncias necessßrias;
  2780. e) submeter ao Tribunal os processos em que tenha de deliberar e designar, na forma do Regimento Interno, os respectivos relatores;
  2781. f) despachar os recursos interpostos pelas partes e os demais papΘis em que deva deliberar;
  2782. g) determinar as alteraτ⌡es que se fizerem necessßrias na lotaτπo do pessoal da Justiτa do Trabalho, fazendo remoτ⌡es ex officio de servidores entre os Tribunais Regionais, Juntas de Conciliaτπo e Julgamento e outros ≤rgπos, bem como conceder as requeridas que julgar convenientes ao serviτo, respeitada a lotaτπo de cada ≤rgπo;
  2783. h) conceder licenτas e fΘrias aos servidores do Tribunal, bem como impor-Ihes as penas disciplinares que excederem da alτada das demais autoridades;
  2784. i) dar posse e conceder licenτa aos membros do Tribunal, bem como conceder licenτas e fΘrias aos Presidentes dos Tribunais Regionais;
  2785. j) apresentar ao Ministro da Justiτa, atΘ 31 de marτo de cada ano, o relat≤rio das atividades do Tribunal e dos demais ≤rgπos da Justiτa do Trabalho.
  2786. Parßgrafo ·nico - O Presidente terß 1 (um) secretßrio por ele designado dentre os funcionßrios lotados no Tribunal, e serß auxiliado por servidores designados nas mesmas condiτ⌡es.
  2787.  
  2788. [8-5-7
  2789. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2790.  
  2791. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2792.  
  2793. SE╟├O VII DAS ATRIBUI╟╒ES DO VICE-PRESIDENTE
  2794.  
  2795. Art. 708 - Compete ao Vice-Presidente do Tribunal:
  2796. a) substituir o Presidente e o Corregedor em suas faltas e impedimentos;
  2797. b) (Suprimida pela Lei n║ 2.244, de 23-6-1954.)
  2798. Parßgrafo ·nico - Na ausΩncia do Presidente e do Vice-Presidente, serß o Tribunal presidido pelo Juiz togado mais antigo, ou pelo mais idoso quando igual a antigⁿidade.
  2799.  
  2800. [8-5-8
  2801. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2802.  
  2803. CAP═TULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
  2804.  
  2805. SE╟├O VIII DAS ATRIBUI╟╒ES DO CORREGEDOR
  2806.  
  2807. Art. 709 - Compete ao Corregedor, eleito dentre os Ministros togados do Tribunal Superior do Trabalho:
  2808. I - exercer funτ⌡es de inspeτπo e correiτπo permanente com relaτπo aos Tribunais Regionais e seus Presidentes;
  2809. II - decidir reclamaτ⌡es contra os atos atentat≤rios da boa ordem processual praticados pelos Tribunais Regionais e seus Presidentes, quando inexistir recurso especφfico;
  2810. III - (Revogado pela Lei n║ 5.442, de 24-5-1968.)
  2811. º 1║ - Das decis⌡es proferidas pelo Corregedor, nos casos do artigo, caberß o agravo regimental, para o Tribunal Pleno.
  2812. º 2║ - O Corregedor nπo integrarß as Turmas do Tribunal, mas participarß, com voto, das sess⌡es do Tribunal Pleno, quando nπo se encontrar em correiτπo ou em fΘrias, embora nπo relate nem revise processos, cabendo-lhe, outrossim, votar em incidente de inconstitucionalidade, nos processos administrativos e nos feitos em que estiver vinculado por visto anterior α sua posse na Corregedoria.
  2813.  
  2814. [8-6-1
  2815. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2816.  
  2817. CAP═TULO VI DOS SERVI╟OS AUXILIARES DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2818.  
  2819. SE╟├O I DA SECRETARIA DAS JUNTAS DE CONCILIA╟├O E JULGAMENTO
  2820.  
  2821. Art. 710 - Cada Junta terß 1 (uma) secretaria, sob a direτπo de funcionßrio que o Presidente designar, para exercer a funτπo de chefe de secretaria, e que receberß, alΘm dos vencimentos correspondentes ao seu padrπo, a gratificaτπo de funτπo fixada em lei.
  2822. Art. 711 - Compete α secretaria das Juntas:
  2823. a) o recebimento, a autuaτπo, o andamento, a guarda e a conservaτπo dos processos e outros papΘis que lhe forem encaminhados;
  2824. b) a manutenτπo do protocolo de entrada e saφda dos processos e demais papΘis;
  2825. c) o registro das decis⌡es;
  2826. d) a informaτπo, αs partes interessadas e seus procuradores, do andamento dos respectivos processos, cuja consulta lhes facilitarß;
  2827. e) a abertura de vista dos processos αs partes, na pr≤pria secretaria;
  2828. f) a contagem das custas devidas pelas partes, nos respectivos processos;
  2829. g) o fornecimento de certid⌡es sobre o que constar dos livros ou do arquivamento da secretaria;
  2830. h) a realizaτπo das penhoras e demais diligΩncias processuais;
  2831. i) o desempenho dos demais trabalhos que lhe forem cometidos pelo Presidente da Junta, para melhor execuτπo dos serviτos que lhe estπo afetos.
  2832. Art. 712 - Compete especialmente aos chefes de secretaria das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento:
  2833. a) superintender os trabalhos da secretaria, velando pela boa ordem do serviτo;
  2834. b) cumprir e fazer cumprir as ordens emanadas do Presidente e das autoridades superiores;
  2835. c) submeter a despacho e assinatura do Presidente o expediente e os papΘis que devam ser por ele despachados e assinados;
  2836. d) abrir a correspondΩncia oficial dirigida α Junta e ao seu Presidente, a cuja deliberaτπo serß submetida;
  2837. e) tomar por termo as reclamaτ⌡es verbais nos casos de dissφdios individuais;
  2838. f) promover o rßpido andamento dos processos, especialmente na fase de execuτπo, e a pronta realizaτπo dos atos e diligΩncias deprecadas pelas autoridades superiores;
  2839. g) secretariar as audiΩncias da Junta, lavrando as respectivas atas;
  2840. h) subscrever as certid⌡es e os termos processuais;
  2841. i) dar aos litigantes ciΩncia das reclamaτ⌡es e demais atos processuais de que devam ter conhecimento, assinando as respectivas notificaτ⌡es;
  2842. j) executar os demais trabalhos que lhe forem atribuφdos pelo Presidente da Junta.
  2843. Parßgrafo ·nico - Os serventußrios que, sem motivo justificado, nπo realizarem os atos, dentro dos prazos fixados, serπo descontados em seus vencimentos, em tantos dias quantos os do excesso.
  2844.  
  2845. [8-6-2
  2846. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2847.  
  2848. CAP═TULO VI DOS SERVI╟OS AUXILIARES DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2849.  
  2850. SE╟├O II DOS DISTRIBUIDORES
  2851.  
  2852. Art. 713 - Nas localidades em que existir mais de uma Junta de Conciliaτπo e Julgamento haverß um distribuidor.
  2853. Art. 714 - Compete ao distribuidor:
  2854. a) a distribuiτπo, pela ordem rigorosa de entrada, e sucessivamente a cada Junta, dos feitos que, para esse fim, lhe forem apresentados pelos interessados;
  2855. b) o fornecimento, aos interessados, do recibo correspondente a cada feito distribuφdo;
  2856. c) a manutenτπo de 2 (dois) fichßrios dos feitos distribuφdos, sendo um organizado pelos nomes dos reclamantes e o outro dos reclamados, ambos por ordem alfabΘtica;
  2857. d) o fornecimento a qualquer pessoa que o solicite, verbalmente ou por certidπo, de informaτ⌡es sobre os feitos distribuφdos;
  2858. e) a baixa na distribuiτπo dos feitos, quando isto lhe for determinado pelos Presidentes das Juntas, formando, com as fichas correspondentes, fichßrios α parte, cujos dados poderπo ser consultados pelos interessados, mas nπo serπo mencionados em certid⌡es.
  2859. Art. 715 - Os distribuidores sπo designados pelo Presidente do Tribunal Regional, dentre os funcionßrios das Juntas e do Tribunal Regional, existentes na mesma localidade, e ao mesmo Presidente diretamente subordinados.
  2860.  
  2861. [8-6-3
  2862. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2863.  
  2864. CAP═TULO VI DOS SERVI╟OS AUXILIARES DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2865.  
  2866. SE╟├O III DO CART╙RIO DOS JU═ZOS DE DIREITO
  2867.  
  2868. Art. 716 - Os cart≤rios dos Juφzos de Direito, investidos na administraτπo da Justiτa do Trabalho,  tΩm,  para esse fim, as mesmas atribuiτ⌡es e obrigaτ⌡es conferidas na Seτπo I αs secretarias das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento.
  2869. Parßgrafo ·nico - Nos Juφzos em que houver mais de um cart≤rio, far-se-ß entre eles a distribuiτπo alternada e sucessiva das reclamaτ⌡es.
  2870. Art. 717 - Aos escrivπes dos Juφzos de Direito, investidos na administraτπo da Justiτa do Trabalho, competem especialmente as atribuiτ⌡es e obrigaτ⌡es dos chefes de secretaria das Juntas; e aos demais funcionßrios dos cart≤rios, as que couberem nas respectivas funτ⌡es, dentre as que competem αs secretarias das Juntas, enumeradas no art. 711.
  2871.  
  2872. [8-6-4
  2873. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2874.  
  2875. CAP═TULO VI DOS SERVI╟OS AUXILIARES DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2876.  
  2877. SE╟├O IV DAS SECRETARIAS DOS TRIBUNAIS REGIONAIS
  2878.  
  2879. Art. 718 - Cada Tribunal Regional tem 1 (uma) secretaria, sob a direτπo do funcionßrio designado para exercer a funτπo de secretßrio, com a gratificaτπo de funτπo fixada em lei.
  2880. Art. 719 - Competem α secretaria dos Tribunais, alΘm das atribuiτ⌡es estabelecidas no art. 711, para a secretaria das Juntas, mais as seguintes:
  2881. a) a conclusπo dos processos ao Presidente e sua remessa, depois de despachados, aos respectivos relatores;
  2882. b) a organizaτπo e a manutenτπo de um fichßrio de jurisprudΩncia do Tribunal, para consulta dos interessados.
  2883. Parßgrafo ·nico - No regimento interno dos Tribunais Regionais serπo estabelecidas as demais atribuiτ⌡es, o funcionamento e a ordem dos trabalhos de suas secretarias.
  2884. Art. 720 - Competem  aos secretßrios  dos  Tribunais  Regionais  as  mesmas  atribuiτ⌡es conferidas no art. 712 aos chefes de secretaria das Juntas, alΘm das que lhes forem fixadas no regimento interno dos Tribunais.
  2885.  
  2886. [8-6-5
  2887. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2888.  
  2889. CAP═TULO VI DOS SERVI╟OS AUXILIARES DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2890.  
  2891. SE╟├O V DOS OFICIAIS DE JUSTI╟A
  2892.  
  2893. Art. 721 - Incumbe aos Oficiais de Justiτa e Oficiais de Justiτa Avaliadores da Justiτa do Trabalho a realizaτπo dos atos decorrentes da execuτπo dos julgados das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento e dos Tribunais Regionais do Trabalho, que lhes forem cometidos pelos respectivos Presidentes.
  2894. º 1║ - Para efeito de distribuiτπo dos referidos atos, cada Oficial de Justiτa ou Oficial de Justiτa Avaliador funcionarß perante uma Junta de Conciliaτπo e Julgamento, salvo quando da existΩncia, nos Tribunais Regionais do Trabalho, de ≤rgπo especφfico, destinado α distribuiτπo de mandados judiciais.
  2895. º 2║ - Nas localidades onde houver mais de uma Junta, respeitado o disposto no parßgrafo anterior, a atribuiτπo para o cumprimento do ato deprecado ao Oficial de Justiτa ou Oficial de Justiτa Avaliador serß transferida a outro Oficial, sempre que, ap≤s o decurso de 9 (nove) dias, sem raz⌡es que o justifiquem, nπo tiver sido cumprido o ato, sujeitando-se o serventußrio αs penalidades da lei.
  2896. º 3║ - No caso de avaliaτπo, terß o Oficial de Justiτa Avaliador, para cumprimento do ato, o prazo previsto no art. 888.
  2897. º 4║ - ╔ facultado aos Presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho cometer a qualquer Oficial de Justiτa ou Oficial de Justiτa Avaliador a realizaτπo dos atos de execuτπo das decis⌡es desses Tribunais.
  2898. º 5║ - Na falta ou impedimento do Oficial de Justiτa ou Oficial de Justiτa Avaliador, o Presidente da Junta poderß atribuir a realizaτπo do ato a qualquer serventußrio.
  2899.  
  2900. [8-7-1
  2901. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2902.  
  2903. CAPITULO VII DAS PENALIDADES
  2904.  
  2905. SE╟├O I DO "LOCK-OUT" E DA GREVE
  2906.  
  2907. Art. 722 - Os empregadores que, individual ou coletivamente, suspenderem os trabalhos dos seus estabelecimentos, sem prΘvia autorizaτπo do Tribunal competente, ou que violarem, ou se recusarem a cumprir decisπo proferida em dissφdio coletivo, incorrerπo nas seguintes penalidades:
  2908. a) multa de 300 (trezentos) a 3.000 (trΩs mil) valores-de-referΩncia regionais;
  2909. b) perda do cargo de representaτπo profissional em cujo desempenho estiverem;
  2910. c) suspensπo, pelo prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, do direito de serem eleitos para cargos de representaτπo profissional.
  2911. º 1║ - Se o empregador for pessoa jurφdica, as penas previstas nas alφneas b e c incidirπo sobre os administradores responsßveis.
  2912. º 2║ - Se o empregador for concessionßrio de serviτo p·blico, as penas serπo aplicadas em dobro. Nesse caso, se o concessionßrio for pessoa jurφdica o Presidente do Tribunal que houver proferido a decisπo poderß, sem prejuφzo do cumprimento desta e da aplicaτπo das penalidades cabφveis, ordenar o afastamento dos administradores responsßveis, sob pena de ser cassada a concessπo.
  2913. º 3║ - Sem prejuφzo das sanτ⌡es cominadas neste artigo, os empregadores ficarπo obrigados a pagar os salßrios devidos aos seus empregados, durante o tempo de suspensπo do trabalho.
  2914.  Art. 723 - Revogado pela Lei 9.842, de 07 de outubro de 1999.
  2915.  Art. 724 - Revogado pela Lei 9.842, de 07 de outubro de 1999.
  2916.  Art. 725 - Revogado pela Lei 9.842, de 07 de outubro de 1999.
  2917.  
  2918. [8-7-2
  2919. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2920.  
  2921. CAPITULO VII DAS PENALIDADES
  2922.  
  2923. SE╟├O II DAS PENALIDADES CONTRA OS MEMBROS DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2924.  
  2925. Art. 726 - Aquele que recusar o exercφcio da funτπo de Juiz classista de Junta de Conciliaτπo e Julgamento ou de Juiz representante classista de Tribunal Regional, sem motivo justificado, incorrerß nas seguintes penas:
  2926. a) sendo representante de empregadores, multa de 6 (seis) a 60 (sessenta) valores-de-referΩncia regionais e suspensπo do direito de representaτπo profissional por 2 (dois) a 5 (cinco) anos;
  2927. b) sendo representante de empregados, multa de 6 (seis) valores-de-referΩncia regionais e suspensπo do direito de representaτπo profissional por 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
  2928. Art. 727 - Os Juφzes classistas das Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, ou Juφzes representantes classistas dos Tribunais Regionais, que faltarem a 3 (trΩs) reuni⌡es ou sess⌡es consecutivas, sem motivo justificado, perderπo o cargo, alΘm de incorrerem nas penas do artigo anterior.
  2929. Parßgrafo ·nico - Se a falta for de presidente, incorrerß ele na pena de perda do cargo, alΘm da perda dos vencimentos correspondentes aos dias em que tiver faltado αs audiΩncias ou sess⌡es consecutivas.
  2930. Art. 728 - Aos presidentes, membros, juφzes, Juφzes classistas, e funcionßrios auxiliares da Justiτa do Trabalho, aplica-se o disposto no Tφtulo XI do C≤digo Penal.
  2931.  
  2932. [8-7-3
  2933. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2934.  
  2935. CAPITULO VII DAS PENALIDADES
  2936.  
  2937. SE╟├O III DE OUTRAS PENALIDADES
  2938.  
  2939. Art. 729 - O empregador que deixar de cumprir decisπo passada em julgado sobre a readmissπo ou reintegraτπo de empregado, alΘm do pagamento dos salßrios deste, incorrerß na multa de 3/5 (trΩs quintos) a 3 (trΩs) valores-de-referΩncia por dia, atΘ que seja cumprida a decisπo.
  2940. º 1║ - O empregador que impedir ou tentar impedir que empregado seu sirva como vogal em Tribunal de Trabalho, ou que perante este preste depoimento, incorrerß na multa de 30 (trinta) a 300 (trezentos) valores-de-referΩncia regionais.
  2941. º 2║ - Na mesma pena do parßgrafo anterior incorrerß o empregador que dispensar seu empregado pelo fato de haver servido como vogal ou prestado depoimento como testemunha, sem prejuφzo da indenizaτπo que a lei estabeleτa.
  2942. Art. 730 - Aqueles que se recusarem a depor como testemunhas, sem motivo justificado, incorrerπo na multa de 3 (trΩs) a 30 (trinta) valores-de-referΩncia regionais.
  2943. Art. 731 - Aquele que, tendo apresentado ao distribuidor reclamaτπo verbal, nπo se apresentar, no prazo estabelecido no parßgrafo ·nico do art. 786, α Junta ou Juφzo para fazΩ-lo tomar por termo, incorrerß na pena de perda, pelo prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante a Justiτa do Trabalho.
  2944. Art. 732 - Na mesma pena do artigo anterior incorrerß o reclamante que, por 2 (duas) vezes seguidas, der causa ao arquivamento de que trata o art. 844.
  2945. Art. 733 - As infraτ⌡es de disposiτ⌡es deste Tφtulo, para as quais nπo haja penalidades cominadas, serπo punidas com a multa de 3 (trΩs) a 300 (trezentos) valores-de-referΩncia regionais, elevada ao dobro na reincidΩncia.
  2946.  
  2947. [8-8-1
  2948. T═TULO VIII DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2949.  
  2950. CAP═TULO VIII DISPOSI╟╒ES GERAIS
  2951.  
  2952. Art. 734 - (Prejudicado pelo disposto no Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  2953. Parßgrafo ·nico - (Prejudicado pelo disposto no Decreto-lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  2954. Art. 735 - As repartiτ⌡es p·blicas e as associaτ⌡es sindicais sπo obrigadas a fornecer aos Juφzes e Tribunais do Trabalho e α Procuradoria da Justiτa do Trabalho as informaτ⌡es e os dados necessßrios α instruτπo e ao julgamento dos feitos submetidos α sua apreciaτπo.
  2955. Parßgrafo ·nico - A recusa de informaτ⌡es ou dados a que se refere este artigo, por parte de funcionßrios p·blicos, importa na aplicaτπo das penalidades previstas pelo Estatuto dos Funcionßrios P·blicos por desobediΩncia.
  2956.  
  2957. [9-1-1
  2958. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  2959.  
  2960. CAP═TULO I DISPOSI╟╒ES GERAIS
  2961.  
  2962. Art. 736 - O MinistΘrio P·blico do Trabalho Θ constituφdo por agentes diretos do Poder Executivo, tendo por funτπo zelar pela exata observΓncia da Constituiτπo Federal, das leis e demais atos emanados dos poderes p·blicos, na esfera de suas atribuiτ⌡es.
  2963. Parßgrafo ·nico - Para o exercφcio de suas funτ⌡es, o MinistΘrio P·blico do Trabalho reger-se-ß pelo que estatui esta Consolidaτπo e, na falta de disposiτπo expressa, pelas normas que regem o MinistΘrio P·blico Federal.
  2964. Art. 737 - O MinistΘrio P·blico do Trabalho comp⌡e-se da Procuradoria da Justiτa do Trabalho e da Procuradoria da PrevidΩncia Social aquela funcionando como ≤rgπo de coordenaτπo entre a Justiτa do Trabalho e o MinistΘrio do Trabalho, ambas diretamente subordinadas ao Ministro de Estado.
  2965. Art. 738 - (Prejudicado  pelo  disposto  no  art. 196 da CF de 1969, com a redaτπo dada pela Emenda Constitucional n║ 7, de 13-4-1977.)
  2966. Art. 739 - Nπo estπo sujeitos a ponto os procuradores-gerais e os procuradores.
  2967.  
  2968. [9-2-1
  2969. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  2970.  
  2971. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2972.  
  2973. SE╟├O I DA ORGANIZA╟├O
  2974.  
  2975. Art. 740 - A Procuradoria da Justiτa do Trabalho compreende:
  2976. a) 1 (uma) Procuradoria-Geral, que funcionarß junto ao Tribunal Superior do Trabalho;
  2977. b) 24 (vinte e quatro) Procuradorias Regionais, que funcionarπo junto aos Tribunais Regionais do Trabalho.
  2978. Art. 741 - As Procuradorias Regionais sπo subordinadas diretamente ao procurador-geral.
  2979. Art. 742 - A Procuradoria-Geral Θ constituφda de 1 (um) procurador-geral e de procuradores.
  2980. Parßgrafo ·nico - As Procuradorias Regionais comp⌡em-se de 1 (um) procurador regional, auxiliado, quando necessßrio, por procuradores adjuntos.
  2981. Art. 743 - Haverß, nas Procuradorias Regionais, substitutos de procurador adjunto ou, quando nπo houver este cargo, de procurador regional, designados previamente por decreto do Presidente da Rep·blica, sem ⌠nus para os cofres p·blicos.
  2982. º 1║ - O substituto tomarß posse perante o respectivo procurador regional, que serß a autoridade competente para convocß-lo.
  2983. º 2║ - O procurador regional serß substituφdo em suas faltas e impedimentos pelo procurador adjunto, quando houver, e, havendo mais de um, pelo que for por ele designado.
  2984. º 3║ - O procurador adjunto serß substituφdo, em suas faltas e impedimentos, pelo respectivo procurador substituto.
  2985. º 4║ - Serß dispensado, automaticamente, o substituto que nπo atender α convocaτπo, salvo motivo de doenτa, devidamente comprovada.
  2986. º 5║ - Nenhum direito ou vantagem terß o substituto alΘm do vencimento do cargo do substituφdo e somente durante o seu impedimento legal.
  2987. Art. 744 - A nomeaτπo do procurador-geral deverß recair em bacharel em ciΩncias jurφdicas e sociais, que tenha exercido, por 5 (cinco) ou mais anos, cargo de magistratura ou de MinistΘrio P·blico, ou a advocacia.
  2988. Art. 745 - Para a nomeaτπo dos demais procuradores, atender-se-ß aos mesmos requisitos estabelecidos no artigo anterior, reduzido a 2 (dois) anos, no mφnimo, o tempo de exercφcio.
  2989.  
  2990. [9-2-2
  2991. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  2992.  
  2993. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  2994.  
  2995. SE╟├O II DA COMPET╩NCIA DA PROCURADORIA-GERAL
  2996.  
  2997. Art. 746 - Compete α Procuradoria-Geral da Justiτa do Trabalho:
  2998. a) oficiar, por escrito, em todos os processos e quest⌡es de trabalho de competΩncia do Tribunal Superior do Trabalho;
  2999. b) funcionar nas sess⌡es do mesmo Tribunal, opinando verbalmente sobre a matΘria em debate e solicitando as requisiτ⌡es e diligΩncias que julgar convenientes, sendo-lhe assegurado o direito de vista do processo em julgamento sempre que for suscitada questπo nova, nπo examinada no parecer exarado;
  3000. c) requerer prorrogaτπo das sess⌡es do Tribunal, quando essa medida for necessßria para que se ultime o julgamento;
  3001. d) exarar, por intermΘdio do procurador-geral, o seu "ciente" nos ac≤rdπos do Tribunal;
  3002. e) proceder αs diligΩncias e inquΘritos solicitados pelo Tribunal;
  3003. f) recorrer das decis⌡es do Tribunal, nos casos previstos em lei;
  3004. g) promover, perante o Juφzo competente, a cobranτa executiva das multas impostas pelas autoridades administrativas e judicißrias do trabalho;
  3005. h) representar αs autoridades competentes contra os que nπo cumprirem as decis⌡es do Tribunal;
  3006. i) prestar αs autoridades do MinistΘrio do Trabalho as informaτ⌡es que lhe forem solicitadas sobre os dissφdios submetidos α apreciaτπo do Tribunal e encaminhar aos ≤rgπos competentes c≤pia autenticada das decis⌡es que por eles devam ser atendidas ou cumpridas;
  3007. j) requisitar, de quaisquer autoridades, inquΘritos, exames periciais, diligΩncias, certid⌡es e esclarecimentos que se tornem necessßrios no desempenho de suas atribuiτ⌡es;
  3008. l) defender a jurisdiτπo dos ≤rgπos da Justiτa do Trabalho;
  3009. m) suscitar conflitos de jurisdiτπo.
  3010.  
  3011. [9-2-3
  3012. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3013.  
  3014. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  3015.  
  3016. SE╟├O III DA COMPET╩NCIA DAS PROCURADORIAS REGIONAIS
  3017.  
  3018. Art. 747 - Compete αs Procuradorias Regionais exercer, dentro da jurisdiτπo do Tribunal Regional respectivo, as atribuiτ⌡es indicadas na Seτπo anterior.
  3019.  
  3020. [9-2-4
  3021. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3022.  
  3023. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  3024.  
  3025. SE╟├O IV DAS ATRIBUI╟╒ES DO PROCURADOR-GERAL
  3026.  
  3027. Art. 748 - Como chefe da Procuradoria-Geral da Justiτa do Trabalho, incumbe ao procurador-geral:
  3028. a) dirigir os serviτos da Procuradoria-Geral, orientar e fiscalizar as Procuradorias Regionais, expedindo as necessßrias instruτ⌡es;
  3029. b) funcionar nas sess⌡es do Tribunal Superior do Trabalho, pessoalmente ou por intermΘdio do procurador que designar;
  3030. c) exarar o seu "ciente" nos ac≤rdπos do Tribunal;
  3031. d) designar o procurador que o substitua nas faltas e impedimentos e o chefe da secretaria da Procuradoria;
  3032. e) apresentar, atΘ o dia 31 de marτo, ao Ministro do Trabalho, relat≤rio dos trabalhos da Procuradoria-Geral no ano anterior, com as observaτ⌡es e sugest⌡es que julgar convenientes;
  3033. f) conceder fΘrias aos procuradores e demais funcionßrios que sirvam na Procuradoria e impor-lhes penas disciplinares, observada, quanto aos procuradores, a legislaτπo em vigor para o MinistΘrio P·blico Federal;
  3034. g) funcionar em Juφzo, em primeira instancia, ou designar os procuradores que o devam fazer;
  3035. h) admitir e dispensar o pessoal extranumerßrio da secretaria e prorrogar o expediente remunerado dos funcionßrios e extranumerßrios.
  3036.  
  3037. [9-2-5
  3038. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3039.  
  3040. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  3041.  
  3042. SE╟├O V DAS ATRIBUI╟╒ES DOS PROCURADORES
  3043.  
  3044. Art. 749 - Incumbe aos procuradores com exercφcio na Procuradoria-Geral:
  3045. a) funcionar, por designaτπo do procurador-geral, nas sess⌡es do Tribunal Superior do Trabalho;
  3046. b) desempenhar os demais encargos que lhes forem atribuφdos pelo procurador-geral.
  3047. Parßgrafo ·nico - Aos procuradores Θ facultado, nos processos em que oficiarem, requerer ao procurador-geral as diligΩncias e investigaτ⌡es necessßrias.
  3048.  
  3049. [9-2-6
  3050. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3051.  
  3052. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  3053.  
  3054. SE╟├O VI DAS ATRIBUI╟╒ES DOS PROCURADORES REGIONAIS
  3055.  
  3056. Art. 750 - Incumbe aos procuradores regionais:
  3057. a) dirigir os serviτos da respectiva Procuradoria;
  3058. b) funcionar nas sess⌡es do Tribunal Regional, pessoalmente ou por intermΘdio do procurador adjunto que designar;
  3059. c) apresentar, semestralmente, ao procurador-geral, um relat≤rio das atividades da respectiva Procuradoria, bem como dados e informaτ⌡es sobre a administraτπo da Justiτa do Trabalho na respectiva regiπo;
  3060. d) requerer e acompanhar perante as autoridades administrativas ou judicißrias as diligΩncias necessßrias α execuτπo das medidas e providΩncias ordenadas pelo procurador-geral;
  3061. e) prestar ao procurador-geral as informaτ⌡es necessßrias sobre os feitos em andamento e consultß-lo nos casos de d·vidas;
  3062. f) funcionar em juφzo, na sede do respectivo Tribunal Regional;
  3063. g) exarar o seu "ciente" nos ac≤rdπos do Tribunal;
  3064. h) designar o procurador que o substitua nas faltas e impedimentos e o secretßrio da Procuradoria.
  3065. Art. 751 - Incumbe aos procuradores adjuntos das Procuradorias Regionais:
  3066. a) funcionar por designaτπo do procurador regional, nas sess⌡es do Tribunal Regional;
  3067. b) desempenhar os demais encargos que lhes forem atribuφdos pelo procurador regional.
  3068.  
  3069. [9-2-7
  3070. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3071.  
  3072. CAP═TULO II DA PROCURADORIA DA JUSTI╟A DO TRABALHO
  3073.  
  3074. SE╟├O VII DA SECRETARIA
  3075.  
  3076. Art. 752 - A secretaria da Procuradoria-Geral funcionarß sob a direτπo de um chefe designado pelo procurador-geral e terß o pessoal designado pelo Ministro do Trabalho.
  3077. Art. 753 - Compete α secretaria:
  3078. a) receber, registrar e encaminhar os processos ou papΘis entrados;
  3079. b) classificar e arquivar os pareceres e outros papΘis;
  3080. c) prestar informaτ⌡es sobre os processos ou papΘis sujeitos α apreciaτπo da Procuradoria;
  3081. d) executar o expediente da Procuradoria;
  3082. e) providenciar sobre o suprimento do material necessßrio;
  3083. f) desempenhar os demais trabalhos que lhes forem cometidos pelo procurador-geral, para melhor execuτπo dos serviτos a seu cargo.
  3084. Art. 754 - Nas  Procuradorias  Regionais,   os   trabalhos   a    que   se  refere  o artigo anterior serπo executados pelos funcionßrios para esse fim designados.
  3085.  
  3086. [9-3-1
  3087. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3088.  
  3089. CAP═TULO III DA PROCURADORIA DE PREVID╩NCIA SOCIAL
  3090.  
  3091. SE╟├O I DA ORGANIZA╟├O
  3092.  
  3093. Art. 755 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3094. Art. 756 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3095.  
  3096. [9-3-2
  3097. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3098.  
  3099. CAP═TULO III DA PROCURADORIA DE PREVID╩NCIA SOCIAL
  3100.  
  3101. SE╟├O II DA COMPET╩NCIA DA PROCURADORIA
  3102.  
  3103. Art. 757 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3104.  
  3105. [9-3-3
  3106. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3107.  
  3108. CAP═TULO III DA PROCURADORIA DE PREVID╩NCIA SOCIAL
  3109.  
  3110. SE╟├O III DAS ATRIBUI╟╒ES DO PROCURADOR-GERAL
  3111.  
  3112. Art. 758 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3113.  
  3114. [9-3-4
  3115. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3116.  
  3117. CAP═TULO III DA PROCURADORIA DE PREVID╩NCIA SOCIAL
  3118.  
  3119. SE╟├O IV DAS ATRIBUI╟╒ES DOS PROCURADORES
  3120.  
  3121. Art. 759 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3122.  
  3123. [9-3-5
  3124. T═TULO IX DO MINIST╔RIO P┌BLICO DO TRABALHO
  3125.  
  3126. CAP═TULO III DA PROCURADORIA DE PREVID╩NCIA SOCIAL
  3127.  
  3128. SE╟├O V DA SECRETARIA
  3129.  
  3130. Art. 760 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3131. Art. 761 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3132. Art. 762 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3133.  
  3134. [10-1-1
  3135. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3136.  
  3137. CAP═TULO I DISPOSI╟╒ES PRELIMINARES
  3138.  
  3139. Art. 763 - O processo da Justiτa do Trabalho, no que concerne aos dissφdios individuais e coletivos e α aplicaτπo de penalidades, reger-se-ß, em todo o territ≤rio nacional, pelas normas estabelecidas neste Tφtulo.
  3140. Art. 764 - Os dissφdios individuais ou coletivos submetidos α apreciaτπo da Justiτa do Trabalho serπo sempre sujeitos α conciliaτπo.
  3141. º 1║ - Para os efeitos deste artigo, os juφzes e Tribunais do Trabalho empregarπo sempre os seus bons ofφcios e persuasπo no sentido de uma soluτπo conciliat≤ria dos conflitos.
  3142. º 2║ - Nπo havendo acordo, o juφzo conciliat≤rio converter-se-ß obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisπo na forma prescrita neste Tφtulo.
  3143. º 3║ - ╔ lφcito αs partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juφzo conciliat≤rio.
  3144. Art. 765 - Os Juφzos e Tribunais do Trabalho terπo ampla liberdade na direτπo do processo e velarπo pelo andamento rßpido das causas, podendo determinar qualquer diligΩncia necessßria ao esclarecimento delas.
  3145. Art. 766 - Nos dissφdios sobre estipulaτπo de salßrios, serπo estabelecidas condiτ⌡es que, assegurando justos salßrios aos trabalhadores, permitam tambΘm justa retribuiτπo αs empresas interessadas.
  3146. Art. 767 - A compensaτπo, ou retenτπo, s≤ poderß ser argⁿida como matΘria de defesa.
  3147. Art. 768 - Terß preferΩncia em todas as fases processuais o dissφdio cuja decisπo tiver de ser executada perante o Juφzo da falΩncia.
  3148. Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum serß fonte subsidißria do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatφvel com as normas deste Tφtulo.
  3149.  
  3150. [10-2-1
  3151. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3152.  
  3153. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3154.  
  3155. SE╟├O I DOS ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS
  3156.  
  3157. Art. 770 - Os atos processuais serπo p·blicos salvo quando o contrßrio determinar o interesse social, e realizar-se-πo nos dias ·teis das 6 (seis) αs 20 (vinte) horas.
  3158. Parßgrafo ·nico - A penhora poderß realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorizaτπo expressa do juiz ou presidente.
  3159. Art. 771 - Os atos e termos processuais poderπo ser escritos a tinta, datilografados ou a carimbo.
  3160. Art. 772 - Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quando estas, por motivo justificado, nπo possam fazΩ-lo, serπo firmados a rogo, na presenτa de 2 (duas) testemunhas, sempre que nπo houver procurador legalmente constituφdo.
  3161. Art. 773 - Os termos relativos ao movimento dos processos constarπo de simples notas, datadas e rubricadas pelos chefes de secretaria ou escrivπes.
  3162. Art. 774 - Salvo disposiτπo em contrßrio, os prazos previstos neste Tφtulo contam-se, conforme o caso, a partir da data em que for feita pessoalmente, ou recebida a notificaτπo, daquela em que for publicado o edital no jornal oficial ou no que publicar o expediente da Justiτa do Trabalho, ou, ainda, daquela em que for afixado o edital na sede da Junta, Juφzo ou Tribunal.
  3163. Parßgrafo ·nico - Tratando-se de notificaτπo postal, no caso de nπo ser encontrado o destinatßrio ou no de recusa de recebimento, o Correio ficarß obrigado, sob pena de responsabilidade do servidor, a devolvΩ-la, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Tribunal de origem.
  3164. Art. 775 - Os prazos estabelecidos neste Tφtulo contam-se com exclusπo do dia do comeτo e inclusπo do dia do vencimento, e sπo contφnuos e irrelevßveis, podendo, entretanto, ser prorrogados pelo tempo estritamente necessßrio pelo juiz ou tribunal, ou em virtude de forτa maior, devidamente comprovada.
  3165. Parßgrafo ·nico - Os prazos que se vencerem em sßbado, domingo ou feriado, terminarπo no primeiro dia ·til seguinte.
  3166. Art. 776 - O vencimento dos prazos serß certificado nos processos pelos escrivπes ou chefes de secretaria.
  3167. Art. 777 - Os requerimentos e documentos apresentados, os atos e termos processuais, as petiτ⌡es ou raz⌡es de recursos e quaisquer outros papΘis referentes aos feitos formarπo os autos dos processos, os quais ficarπo sob a responsabilidade dos escrivπes ou chefes de secretaria.
  3168. Art. 778 - Os autos dos processos da Justiτa do Trabalho nπo poderπo sair dos cart≤rios ou secretarias, salvo se solicitados por advogado regularmente constituφdo por qualquer das partes, ou quando tiverem de ser remetidos aos ≤rgπos competentes, em caso de recurso ou requisiτπo.
  3169. Art. 779 - As partes, ou seus procuradores, poderπo consultar, com ampla liberdade, os processos nos cart≤rios ou secretarias.
  3170. Art. 780 - Os documentos juntos aos autos poderπo ser desentranhados somente depois de findo o processo, ficando traslado.
  3171. Art. 781 - As partes poderπo requerer certid⌡es dos processos em curso ou arquivados, as quais serπo lavradas pelos escrivπes ou chefes de secretaria.
  3172. Parßgrafo ·nico - As certid⌡es dos processos que correrem em segredo de justiτa dependerπo de despacho do juiz ou presidente.
  3173. Art. 782 - Sπo isentos de selo as reclamaτ⌡es, representaτ⌡es, requerimentos. atos e processos relativos α Justiτa do Trabalho.
  3174.  
  3175. [10-2-2
  3176. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3177.  
  3178. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3179.  
  3180. SE╟├O II DA DISTRIBUI╟├O
  3181.  
  3182. Art. 783 - A distribuiτπo das reclamaτ⌡es serß feita entre as Juntas de Conciliaτπo e Julgamento, ou os Juφzes de Direito do Cφvel, nos casos previstos no art. 669, º 1║, pela ordem rigorosa de sua apresentaτπo ao distribuidor, quando o houver.
  3183. Art. 784 - As reclamaτ⌡es serπo registradas em livro pr≤prio, rubricado em todas as folhas pela autoridade a que estiver subordinado o distribuidor.
  3184. Art. 785 - O distribuidor fornecerß ao interessado um recibo do qual constarπo, essencialmente, o nome do reclamante e do reclamado, a data da distribuiτπo, o objeto da reclamaτπo e a Junta ou o Juφzo a que coube a distribuiτπo.
  3185. Art. 786 - A reclamaτπo verbal serß distribuφda antes de sua reduτπo a termo.
  3186. Parßgrafo ·nico - Distribuφda a reclamaτπo verbal, o reclamante deverß, salvo motivo de forτa maior, apresentar-se no prazo de 5 (cinco) dias, ao cart≤rio ou α secretaria, para reduzi-la a termo, sob a pena estabelecida no art. 731.
  3187. Art. 787 - A reclamaτπo escrita deverß ser formulada em 2 (duas) vias e desde logo acompanhada dos documentos em que se fundar.
  3188. Art. 788 - Feita a distribuiτπo, a reclamaτπo serß remetida pelo distribuidor α Junta ou Juφzo competente, acompanhada do bilhete de distribuiτπo.
  3189.  
  3190. [10-2-3
  3191. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3192.  
  3193. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3194.  
  3195. SE╟├O III DAS CUSTAS
  3196.  
  3197. Art. 789 - Nos dissφdios individuais ou coletivos do trabalho, atΘ o julgamento, as custas serπo calculadas progressivamente, de acordo com a seguinte tabela:
  3198. I - atΘ uma vez o valor-de-referΩncia regional, 10% (dez por cento);
  3199. II - acima do limite do item I atΘ 2 (duas) vezes o valor-de-referΩncia regional, 8% (oito por cento);
  3200. III - acima de 2 (duas) e atΘ 5 (cinco) vezes o valor-de-referΩncia regional, 6% (seis por cento);
  3201. IV - acima de 5 (cinco) e atΘ 10 (dez) vezes o valor-de-referΩncia regional, 4% (quatro por cento);
  3202. V - acima de 10 (dez) vezes o valor-de-referΩncia regional, 2% (dois por cento).
  3203. º 1║ - Nas Juntas, nos Tribunais Regionais e no Tribunal Superior do Trabalho, o pagamento das custas serß feito na forma das instruτ⌡es expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. Nos Juφzos de Direito a importΓncia das custas serß dividida proporcionalmente entre o juiz e os funcionßrios que tiverem funcionado no feito, excetuados os distribuidores, cujas custas serπo pagas no ato de acordo com o regimento local.
  3204. º 2║ - A divisπo a que se refere o º 1║, as custas de execuτπo e os emolumentos de traslados e instrumentos serπo determinados em tabelas expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.
  3205. º 3║ - As custas serπo calculadas:
  3206. a) quando houver acordo ou condenaτπo, sobre o respectivo valor;
  3207. b) quando houver desistΩncia ou arquivamento, sobre o valor do pedido;
  3208. c) quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz presidente ou o juiz fixar;
  3209. d) no caso de inquΘrito, sobre 6 (seis) vezes o salßrio mensal do reclamado ou dos reclamados.
  3210. º 4║ - As custas serπo pagas pelo vencido, depois de transitada em julgado a decisπo ou, no caso de recurso, dentro de 5 (cinco) dias da data de sua interposiτπo, sob pena de deserτπo, salvo quando se tratar de inquΘrito, caso em que o pagamento das custas competirß α empresa, antes de seu julgamento pela Junta ou Juφzo de Direito.
  3211. º 5║ - Os emolumentos de traslados e instrumentos serπo pagos dentro de 48 (quarenta e oito) horas ap≤s a sua extraτπo, feito, contudo, no ato do requerimento, o dep≤sito prΘvio do valor estimado pelo funcionßrio encarregado, sujeito α complementaτπo, com ciΩncia da parte, sob pena de deserτπo.
  3212. º 6║ - Sempre que houver acordo, se de outra forma nπo for convencionado, o pagamento das custas caberß em partes iguais aos litigantes.
  3213. º 7║ - Tratando-se de empregado sindicalizado que nπo tenha obtido o benefφcio da justiτa gratuita, ou isenτπo de custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderß solidariamente pelo pagamento das custas devidas.
  3214. º 8║ - No caso de nπo-pagamento das custas, far-se-ß a execuτπo da respectiva importΓncia, segundo o processo estabelecido no Capφtulo V deste Tφtulo.
  3215. º 9║ - ╔ facultado aos presidentes dos Tribunais do Trabalho conceder, de ofφcio, o benefφcio da justiτa gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, αqueles que perceberem salßrio igual ou inferior ao dobro do mφnimo legal, ou provarem o seu estado de miserabilidade.
  3216. Art. 790 - Nos casos de dissφdios coletivos, as partes vencidas responderπo solidariamente pelo pagamento das custas, calculadas sobre o valor arbitrado pelo presidente do Tribunal.
  3217.  
  3218. [10-2-4
  3219. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3220.  
  3221. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3222.  
  3223. SE╟├O IV DAS PARTES E DOS PROCURADORES
  3224.  
  3225. Art. 791 - Os empregados e os empregadores poderπo reclamar pessoalmente perante a Justiτa do Trabalho e acompanhar as suas reclamaτ⌡es atΘ o final.
  3226. º 1║ - Nos dissφdios individuais os empregados e empregadores poderπo fazer-se representar por intermΘdio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.
  3227. º 2║ - Nos dissφdios coletivos Θ facultada aos interessados a assistΩncia por advogado.
  3228. Art. 792 - Os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um) anos e as mulheres casadas poderπo pleitear perante a Justiτa do Trabalho sem a assistΩncia de seus pais, tutores ou maridos.
  3229. Art. 793 - Tratando-se de maiores de 14 (quatorze) e menores de 18 (dezoito) anos, as reclamaτ⌡es poderπo ser feitas pelos seus representantes legais ou, na falta destes, por intermΘdio da Procuradoria da Justiτa do Trabalho. Nos lugares onde nπo houver Procuradoria, o juiz ou presidente nomearß pessoa habilitada para desempenhar o cargo de curador α lide.
  3230.  
  3231. [10-2-5
  3232. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3233.  
  3234. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3235.  
  3236. SE╟├O V DAS NULIDADES
  3237.  
  3238. Art. 794 - Nos processos sujeitos α apreciaτπo da Justiτa do Trabalho s≤ haverß nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuφzo αs partes litigantes.
  3239. Art. 795 - As nulidades nπo serπo declaradas senπo mediante provocaτπo das partes, as quais deverπo argⁿi-las α primeira vez em que tiverem de falar em audiΩncia ou nos autos.
  3240. º 1║ - Deverß, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetΩncia de foro. Nesse caso, serπo considerados nulos os atos decis≤rios.
  3241. º 2║ - O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinarß, na mesma ocasiπo, que se faτa remessa do processo, com urgΩncia, α autoridade competente, fundamentando sua decisπo.
  3242. Art. 796 - A nulidade nπo serß pronunciada: 
  3243. a) quando for possφvel suprir-se a falta ou repetir-se o ato; 
  3244. b) quando argⁿida por quem lhe tiver dado causa.
  3245. Art. 797 - O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade declararß os atos a que ela se estende.
  3246. Art. 798 - A nulidade do ato nπo prejudicarß senπo os posteriores que dele dependam ou sejam conseqⁿΩncia.
  3247.  
  3248. [10-2-6
  3249. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3250.  
  3251. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3252.  
  3253. SE╟├O VI DAS EXCE╟╒ES
  3254.  
  3255. Art. 799 - Nas causas da jurisdiτπo da Justiτa do Trabalho, somente podem ser opostas, com suspensπo do feito, as exceτ⌡es de suspeiτπo ou incompetΩncia.
  3256. º 1║ - As demais exceτ⌡es serπo alegadas como matΘria de defesa.
  3257. º 2║ - Das decis⌡es sobre exceτ⌡es de suspeiτπo e incompetΩncia, salvo, quanto a estas, se terminativas do feito, nπo caberß recurso, podendo, no entanto, as partes alegß-las novamente no recurso que couber da decisπo final.
  3258. Art. 800 - Apresentada a exceτπo de incompetΩncia, abrir-se-ß vista dos autos ao exceto, por 24 (vinte e quatro) horas improrrogßveis, devendo a decisπo ser proferida na primeira audiΩncia ou sessπo que se seguir.
  3259. Art. 801 - O juiz, presidente ou juiz classista, Θ obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por algum dos seguintes motivos, em relaτπo α pessoa dos litigantes:
  3260. a) inimizade pessoal;
  3261. b) amizade φntima;
  3262. c) parentesco por consangⁿinidade ou afinidade atΘ o terceiro grau civil;
  3263. d) interesse particular na causa.
  3264. Parßgrafo ·nico - Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, nπo mais poderß alegar exceτπo de suspeiτπo, salvo sobrevindo novo motivo. A suspeiτπo nπo serß tambΘm admitida, se do processo constar que o recusante deixou de alegß-la anteriormente, quando jß a conhecia, ou que, depois de conhecida, aceitou o juiz recusado ou, finalmente, se procurou de prop≤sito o motivo de que ela se originou.
  3265. Art. 802 - Apresentada a exceτπo de suspeiτπo, o juiz ou Tribunal designarß audiΩncia dentro de 48 (quarenta e oito) horas, para instruτπo e julgamento da exceτπo.
  3266. º 1║ - Nas Juntas de Conciliaτπo e Julgamento e nos Tribunais Regionais, julgada procedente a exceτπo de suspeiτπo, serß logo convocado para a mesma audiΩncia ou sessπo, ou para a seguinte, o suplente do membro suspeito, o qual continuarß a funcionar no feito atΘ decisπo final. Proceder-se-ß da mesma maneira quando algum dos membros se declarar suspeito.
  3267. º 2║ - Se se tratar de suspeiτπo de Juiz de Direito, serß este substituφdo na forma da organizaτπo judicißria local.
  3268.  
  3269. [10-2-7
  3270. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3271.  
  3272. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3273.  
  3274. SE╟├O VII DOS CONFLITOS DE JURISDI╟├O
  3275.  
  3276. Art. 803 - Os conflitos de jurisdiτπo podem ocorrer entre:
  3277. a) Juntas de Conciliaτπo e Julgamento e Juφzes de Direito investidos na administraτπo da Justiτa do Trabalho;
  3278. b) Tribunais Regionais do Trabalho;
  3279. c) Juφzos e Tribunais do Trabalho e ≤rgπos da Justiτa Ordinßria;
  3280. d) (Revogada pelo Decreto-Lei n║ 8.737, de 19-1-1946.)
  3281. Art. 804 - Dar-se-ß conflito de jurisdiτπo:
  3282. a) quando ambas as autoridades se considerarem competentes;
  3283. b) quando ambas as autoridades se considerarem incompetentes.
  3284. Art. 805 - Os conflitos de jurisdiτπo podem ser suscitados:
  3285. a) pelos Juφzes e Tribunais do Trabalho;
  3286. b) pelo procurador-geral e pelos procuradores regionais da Justiτa do Trabalho;
  3287. c) pela parte interessada, ou o seu representante.
  3288. Art. 806 - ╔ vedado α parte interessada suscitar conflitos de jurisdiτπo quando jß houver oposto na causa exceτπo de incompetΩncia.
  3289. Art. 807 - No ato de suscitar o conflito deverß a parte interessada produzir a prova de existΩncia dele.
  3290. Art. 808 - Os conflitos de jurisdiτπo de que trata o art. 803 serπo resolvidos:
  3291. a) pelos Tribunais Regionais, os suscitados entre Juntas e entre Juφzos de Direito, ou entre uma e outras, nas respectivas regi⌡es;
  3292. b) pelo Tribunal Superior do Trabalho, os suscitados entre Tribunais Regionais, ou entre Juntas e Juφzos de Direito sujeitos α jurisdiτπo de Tribunais Regionais diferentes;
  3293. c) (Revogada pelo Decreto-Lei n║ 9.797, de 9-9-1946);
  3294. d) pelo Supremo Tribunal Federal, os suscitados entre as autoridades da Justiτa do Trabalho e as da Justiτa Ordinßria.
  3295. Art. 809 - Nos conflitos de jurisdiτπo entre as Juntas e os Juφzos de Direito observar-se-ß o seguinte:
  3296. I - o juiz ou presidente mandarß extrair dos autos as provas do conflito e, com a sua informaτπo, remeterß o processo assim formado, no mais breve prazo possφvel, ao Presidente do Tribunal Regional competente;
  3297. lI - no Tribunal Regional, logo que der entrada o processo, o presidente determinarß a distribuiτπo do feito, podendo o relator ordenar imediatamente αs Juntas e aos Juφzos, nos casos de conflito positivo, que sobrestejam o andamento dos respectivos processos, e solicitar, ao mesmo tempo, quaisquer informaτ⌡es que julgue convenientes. Seguidamente, serß ouvida a Procuradoria, ap≤s o que o relator submeterß o feito a julgamento na primeira sessπo;
  3298. lIl - proferida a decisπo, serß a mesma comunicada, imediatamente, αs autoridades em conflito, prosseguindo no foro julgado competente.
  3299. Art. 810 - Aos conflitos de jurisdiτπo entre os Tribunais Regionais aplicar-se-πo as normas estabelecidas no artigo anterior.
  3300. Art. 811 - Nos conflitos suscitados na Justiτa do Trabalho entre as autoridades desta e os ≤rgπos da Justiτa Ordinßria,  o  processo  do conflito, formado de acordo com o inciso I do art. 809, serß remetido diretamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal.
  3301. Art. 812 - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 9.797, de 9-9-1946.)
  3302.  
  3303. [10-2-8
  3304. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3305.  
  3306. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3307.  
  3308. SE╟├O VIII DAS AUDI╩NCIAS
  3309.  
  3310. Art. 813 - As audiΩncias dos ≤rgπos da Justiτa do Trabalho serπo p·blicas e realizar-se-πo na sede do Juφzo ou Tribunal em dias ·teis previamente fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, nπo podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando houver matΘria urgente.
  3311. º 1║ - Em casos especiais, poderß ser designado outro local para a realizaτπo das audiΩncias, mediante edital afixado na sede do Juφzo ou Tribunal, com a antecedΩncia mφnima de 24 (vinte e quatro) horas.
  3312. º 2║ - Sempre que for necessßrio, poderπo ser convocadas audiΩncias extraordinßrias, observado o prazo do parßgrafo anterior.
  3313. Art. 814 - └s audiΩncias deverπo estar presentes, comparecendo com a necessßria antecedΩncia. os escrivπes ou chefes de secretaria.
  3314. Art. 815 - └ hora marcada, o juiz ou presidente declararß aberta a audiΩncia, sendo feita pelo chefe de secretaria ou escrivπo a chamada das partes, testemunhas e demais pessoas que devam comparecer.
  3315. Parßgrafo ·nico - Se, atΘ 15 (quinze) minutos ap≤s a hora marcada, o juiz ou presidente nπo houver comparecido, os presentes poderπo retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de registro das audiΩncias.
  3316. Art. 816 - O juiz ou presidente manterß a ordem nas audiΩncias, podendo mandar retirar do recinto os assistentes que a perturbarem.
  3317. Art. 817 - O registro das audiΩncias serß feito em livro pr≤prio, constando de cada registro os processos apreciados e a respectiva soluτπo, bem como as ocorrΩncias eventuais.
  3318. Parßgrafo ·nico - Do registro das audiΩncias poderπo ser fornecidas certid⌡es αs pessoas que o requererem.
  3319.  
  3320. [10-2-9
  3321. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3322.  
  3323. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3324.  
  3325. SE╟├O IX DAS PROVAS
  3326.  
  3327. Art. 818 - A prova das alegaτ⌡es incumbe α parte que as fizer.
  3328. Art. 819 - O depoimento das partes e testemunhas que nπo souberem falar a lφngua nacional serß feito por meio de intΘrprete nomeado pelo juiz ou presidente.
  3329. º 1║ - Proceder-se-ß da forma indicada neste artigo, quando se tratar de surdo-mudo, ou de mudo que nπo saiba escrever.
  3330. º 2║ - Em ambos os casos de que este artigo trata, as despesas correrπo por conta da parte a que interessar o depoimento.
  3331. Art. 820 - As partes e testemunhas serπo inquiridas pelo juiz ou presidente, podendo ser reinquiridas, por seu intermΘdio, a requerimento dos juφzes classistas, das partes, seus representantes ou advogados.
  3332. Art. 821 - Cada uma das partes nπo poderß indicar mais de 3 (trΩs) testemunhas, salvo quando se tratar de inquΘrito, caso em que esse n·mero poderß ser elevado a 6 (seis).
  3333. Art. 822 - As testemunhas nπo poderπo sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviτo, ocasionadas pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.
  3334. Art. 823 - Se a testemunha for funcionßrio civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviτo, serß requisitada ao chefe da repartiτπo para comparecer α audiΩncia marcada.
  3335. Art. 824 - O juiz ou presidente providenciarß para que o depoimento de uma testemunha nπo seja ouvido pelas demais que tenham de depor no processo.
  3336. Art. 825 - As testemunhas comparecerπo a audiΩncia independentemente de notificaτπo ou intimaτπo.
  3337. Parßgrafo ·nico - As que nπo comparecerem serπo intimadas, ex officio ou a requerimento da parte, ficando sujeitas a conduτπo coercitiva, alΘm das penalidades do art. 730, caso, sem motivo justificado, nπo atendam α intimaτπo.
  3338. Art. 826 - (Prejudicado pela lei n║ 5.584, de 26-6-1970.)
  3339. Art. 827 - O juiz ou presidente poderß argⁿir os peritos compromissados ou os tΘcnicos, e rubricarß, para ser junto ao processo, o laudo que os primeiros tiverem apresentado.
  3340. Art. 828 - Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, serß qualificada, indicando o nome, nacionalidade, profissπo, idade, residΩncia, e, quando empregada, o tempo de serviτo prestado ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, αs leis penais.
  3341. Parßgrafo ·nico - Os depoimentos das testemunhas serπo resumidos, por ocasiπo da audiΩncia, pelo chefe de secretaria da Junta ou funcionßrio para esse fim designado, devendo a s·mula ser assinada pelo Presidente do Tribunal e pelos depoentes.
  3342. Art. 829 - A testemunha que for parente atΘ o terceiro grau civil, amigo φntimo ou inimigo de qualquer das partes, nπo prestarß compromisso, e seu depoimento valerß como simples informaτπo.
  3343. Art. 830 - O documento oferecido para prova s≤ serß aceito se estiver no original ou em certidπo autΩntica, ou quando conferida a respectiva p·blica-forma ou c≤pia perante o juiz ou Tribunal.
  3344.  
  3345. [10-2-10
  3346. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3347.  
  3348. CAP═TULO II DO PROCESSO EM GERAL
  3349.  
  3350. SE╟├O X DA DECIS├O E SUA EFIC┴CIA
  3351.  
  3352. Art. 831 - A decisπo serß proferida depois de rejeitada pelas partes a proposta de conciliaτπo.
  3353. Parßgrafo ·nico - No caso de conciliaτπo, o termo que for lavrado valerß como decisπo irrecorrφvel.
  3354. Art. 832 - Da decisπo deverπo constar o nome das partes, o resumo do pedido e da defesa, a apreciaτπo das provas, os fundamentos da decisπo e a respectiva conclusπo.
  3355. º 1║ - Quando a decisπo concluir pela procedΩncia do pedido, determinarß o prazo e as condiτ⌡es para o seu cumprimento.
  3356. º 2║ - A decisπo mencionarß sempre as custas que devam ser pagas pela parte vencida.
  3357. Art. 833 - Existindo na decisπo evidentes erros ou enganos de escrita, de datilografia ou de cßlculo, poderπo os mesmos, antes da execuτπo, ser corrigidos, ex officio, ou a requerimento dos interessados ou da Procuradoria da Justiτa do Trabalho.
  3358. Art. 834 - Salvo nos casos previstos nesta Consolidaτπo, a publicaτπo das decis⌡es e sua notificaτπo aos litigantes, ou seus patronos, consideram-se realizadas nas pr≤prias audiΩncias em que forem as mesmas proferidas.
  3359. Art. 835 - O cumprimento do acordo ou da decisπo far-se-ß no prazo e condiτ⌡es estabelecidas.
  3360. Art. 836 - ╔ vedado aos ≤rgπos da Justiτa do Trabalho conhecer de quest⌡es jß decididas, excetuados os casos expressamente previstos neste Tφtulo e a aτπo rescis≤ria, que serß admitida na forma do disposto no Capφtulo IV do Tφtulo IX da Lei n║ 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - C≤digo de Processo Civil, dispensado o dep≤sito referido nos arts. 488, inciso II, e 494 daquele diploma legal.
  3361.  
  3362. [10-3-1
  3363. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3364.  
  3365. CAP═TULO III DOS DISS═DIOS INDIVIDUAIS
  3366.  
  3367. SE╟├O I DA FORMA DE RECLAMA╟├O E DA NOTIFICA╟├O
  3368.  
  3369. Art. 837 - Nas localidades em que houver apenas 1 (uma) Junta de Conciliaτπo e Julgamento, ou 1 (um) escrivπo do cφvel, a reclamaτπo serß apresentada diretamente α secretaria da Junta, ou ao cart≤rio do Juφzo.
  3370. Art. 838 - Nas localidades em que houver mais de 1 (uma) Junta ou mais de 1 (um) Juφzo, ou escrivπo do cφvel, a reclamaτπo serß, preliminarmente, sujeita a distribuiτπo, na forma do disposto no Capφtulo II, Seτπo II, deste Tφtulo.
  3371. Art. 839 - A reclamaτπo poderß ser apresentada:
  3372. a) pelos empregados e empregadores, pessoalmente, ou por seus representantes, e pelos sindicatos de classe;
  3373. b) por intermΘdio das Procuradorias Regionais da Justiτa do Trabalho.
  3374. Art. 840 - A reclamaτπo poderß ser escrita ou verbal.
  3375. º 1║ - Sendo escrita, a reclamaτπo deverß conter a designaτπo do Presidente da Junta, ou do juiz de direito a quem for dirigida, a qualificaτπo do reclamante e do reclamado, uma breve exposiτπo dos fatos de que resulte o dissφdio, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante.
  3376. º 2║ - Se verbal, a reclamaτπo serß reduzida a termo, em 2 (duas) vias datadas e assinadas pelo escrivπo ou chefe de secretaria, observado, no que couber, o disposto no parßgrafo anterior.
  3377. Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamaτπo, o escrivπo ou chefe de secretaria, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeterß a segunda via da petiτπo, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer α audiΩncia de julgamento, que serß a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias.
  3378. º 1║ - A notificaτπo serß feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraτos ao seu recebimento ou nπo for encontrado, far-se-ß a notificaτπo por edital, inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta ou Juφzo.
  3379. º 2║ - O reclamante serß notificado no ato da apresentaτπo da reclamaτπo ou na forma do parßgrafo anterior.
  3380. Art. 842 - Sendo vßrias as reclamaτ⌡es e havendo identidade de matΘria, poderπo ser acumuladas num s≤ processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
  3381.  
  3382. [10-3-2
  3383. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3384.  
  3385. CAP═TULO III DOS DISS═DIOS INDIVIDUAIS
  3386.  
  3387. SE╟├O II DA AUDI╩NCIA DE JULGAMENTO
  3388.  
  3389. Art. 843 - Na audiΩncia de julgamento deverπo estar presentes o reclamante e o reclamado, independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamat≤rias Pl·rimas ou Aτ⌡es de Cumprimento, quando os empregados poderπo fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria.
  3390. º 1║ - ╔ facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declaraτ⌡es obrigarπo o proponente.
  3391. º 2║ - Se por doenτa ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, nπo for possφvel ao empregado comparecer pessoalmente, poderß fazer-se representar por outro empregado que pertenτa α mesma profissπo, ou pelo seu sindicato.
  3392. Art. 844 - O nπo-comparecimento do reclamante α audiΩncia importa o arquivamento da reclamaτπo, e o nπo-comparecimento do reclamado importa revelia, alΘm de confissπo quanto α matΘria de fato.
  3393. Parßgrafo ·nico - Ocorrendo, entretanto, motivo relevante, poderß o presidente suspender o julgamento, designando nova audiΩncia.
  3394. Art. 845 - O reclamante e o reclamado comparecerπo α audiΩncia acompanhados das suas testemunhas, apresentando, nessa ocasiπo, as demais provas.
  3395. Art. 846 - Aberta a audiΩncia, o Juiz ou Presidente proporß a conciliaτπo.
  3396. º 1║ - Se houver acordo, lavrar-se-ß termo, assinado pelo presidente e pelos litigantes, consignando-se o prazo e demais condiτ⌡es para seu cumprimento.
  3397. º 2║ - Entre as condiτ⌡es a que se refere o parßgrafo anterior, poderß ser estabelecida a de ficar a parte que nπo cumprir o acordo obrigada a satisfazer integralmente o pedido ou pagar uma indenizaτπo convencionada, sem prejuφzo do cumprimento do acordo.
  3398. Art. 847 - Nπo havendo acordo, o reclamado terß vinte minutos para aduzir sua defesa, ap≤s a leitura da reclamaτπo, quando esta nπo for dispensada por ambas as partes.
  3399. Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-ß a instruτπo do processo, podendo o presidente, ex officio ou a requerimento de qualquer juiz temporßrio, interrogar os litigantes.
  3400. º 1║ - Findo o interrogat≤rio, poderß qualquer dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instruτπo com o seu representante.
  3401. º 2║ - Serπo, a seguir, ouvidas as testemunhas, os peritos e os tΘcnicos, se houver.
  3402. Art. 849 - A audiΩncia de julgamento serß contφnua; mas, se nπo for possφvel, por motivo de forτa maior, concluφ-la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcarß a sua continuaτπo para a primeira desimpedida, independentemente de nova notificaτπo.
  3403. Art. 850 - Terminada a instruτπo, poderπo as partes aduzir raz⌡es finais, em prazo nπo excedente de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovarß a proposta de conciliaτπo, e nπo se realizando esta, serß proferida a decisπo.
  3404. Parßgrafo ·nico - O Presidente da Junta, ap≤s propor a soluτπo do dissφdio, tomarß os votos dos juφzes classistas e, havendo divergΩncia entre estes, poderß desempatar ou proferir decisπo que melhor atenda ao cumprimento da lei e ao justo equilφbrio entre os votos divergentes e ao interesse social.
  3405. Art. 851 - Os tramites de instruτπo e julgamento da reclamaτπo serπo resumidos em ata, de que constarß, na φntegra, a decisπo.
  3406. º 1║ - Nos processos de exclusiva alτada das Juntas, serß dispensßvel, a juφzo do presidente, o resumo dos depoimentos, devendo constar da ata a conclusπo do Tribunal quanto α matΘria de fato.
  3407. º 2║ - A ata serß, pelo presidente ou juiz, junta ao processo, devidamente assinada, no prazo improrrogßvel de 48 (quarenta e oito) horas, contado da audiΩncia de julgamento, e assinada pelos juφzes classistas presentes α mesma audiΩncia.
  3408. Art. 852 - Da decisπo serπo os litigantes notificados, pessoalmente, ou por seu representante, na pr≤pria audiΩncia. No caso de revelia, a notificaτπo far-se-ß pela forma estabelecida no º 1║ do art. 841.
  3409.  
  3410. [10-3-3
  3411. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3412.  
  3413. CAP═TULO III DOS DISS═DIOS INDIVIDUAIS
  3414.  
  3415. SE╟├O III DO INQU╔RITO PARA APURA╟├O DE FALTA GRAVE
  3416.  
  3417. Art. 853 - Para a instauraτπo do inquΘrito para apuraτπo de falta grave contra empregado garantido com estabilidade, o empregador apresentarß reclamaτπo por escrito α Junta ou Juφzo de Direito, dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensπo do empregado.
  3418. Art. 854 - O processo do inquΘrito perante a Junta ou Juφzo obedecerß αs normas estabelecidas no presente Capφtulo, observadas as disposiτ⌡es desta Seτπo.
  3419. Art. 855 - Se tiver havido prΘvio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do inquΘrito pela Junta ou Juφzo nπo prejudicarß a execuτπo para pagamento dos salßrios devidos ao empregado, atΘ a data da instauraτπo do mesmo inquΘrito.
  3420.  
  3421. [10-4-1
  3422. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3423.  
  3424. CAP═TULO IV DOS DISS═DIOS COLETIVOS
  3425.  
  3426. SE╟├O I DA INSTAURA╟├O DA INST┬NCIA
  3427.  
  3428. Art. 856 - A instΓncia serß instaurada mediante representaτπo escrita ao Presidente do Tribunal. Poderß ser tambΘm instaurada por iniciativa do presidente, ou, ainda, a requerimento da Procuradoria da Justiτa do Trabalho, sempre que ocorrer suspensπo do trabalho.
  3429. Art. 857 - A representaτπo para instaurar a instΓncia em dissφdio coletivo constitui prerrogativa das associaτ⌡es sindicais, excluφdas as hip≤teses aludidas no art. 856, quando ocorrer suspensπo do trabalho.
  3430. Parßgrafo ·nico - Quando nπo houver sindicato representativo da categoria econ⌠mica ou profissional, poderß a representaτπo ser instaurada pelas federaτ⌡es correspondentes e, na falta destas, pelas confederaτ⌡es respectivas, no Γmbito de sua representaτπo.
  3431. Art. 858 - A representaτπo serß apresentada em tantas vias quantos forem os reclamados e deverß conter:
  3432. a) designaτπo e qualificaτπo dos reclamantes e dos reclamados e a natureza do estabelecimento ou do serviτo;
  3433. b) os motivos do dissφdio e as bases da conciliaτπo.
  3434. Art. 859 - A representaτπo dos sindicatos para instauraτπo da instΓncia fica subordinada α aprovaτπo de assemblΘia, da qual participem os associados interessados na soluτπo do dissφdio coletivo, em primeira convocaτπo, por maioria de 2/3 (dois terτos) dos mesmos, ou, em segunda convocaτπo, por 2/3 (dois terτos) dos presentes.
  3435. Parßgrafo ·nico - (Revogado pelo Decreto-Lei n║ 7.321 de 14-2-1945.)
  3436.  
  3437. [10-4-2
  3438. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3439.  
  3440. CAP═TULO IV DOS DISS═DIOS COLETIVOS
  3441.  
  3442. SE╟├O II DA CONCILIA╟├O E DO JULGAMENTO
  3443.  
  3444. Art. 860 - Recebida e protocolada a representaτπo, e estando na devida forma, o Presidente do Tribunal designarß a audiΩncia de conciliaτπo, dentro do prazo de 10 (dez) dias, determinando  a  notificaτπo  dos  dissidentes, com  observΓncia  do  disposto  no art. 841.
  3445. Parßgrafo ·nico - Quando a instΓncia for instaurada ex officio, a audiΩncia deverß ser realizada dentro do prazo mais breve possφvel, ap≤s o reconhecimento do dissφdio.
  3446. Art. 861 - ╔ facultado ao empregador fazer-se representar na audiΩncia pelo gerente, ou por qualquer outro preposto que tenha conhecimento do dissφdio, e por cujas declaraτ⌡es serß sempre responsßvel.
  3447. Art. 862 - Na audiΩncia designada, comparecendo ambas as partes ou seus representantes, o Presidente do Tribunal as convidarß para se pronunciarem sobre as bases da conciliaτπo. Caso nπo sejam aceitas as bases propostas, o Presidente submeterß aos interessados a soluτπo que lhe pareτa capaz de resolver o dissφdio.
  3448. Art. 863 - Havendo acordo, o Presidente o submeterß α homologaτπo do Tribunal na primeira sessπo.
  3449. Art. 864 - Nπo havendo acordo, ou nπo comparecendo ambas as partes ou uma delas, o presidente submeterß o processo a julgamento, depois de realizadas as diligΩncias que entender necessßrias e ouvida a Procuradoria.
  3450. Art. 865 - Sempre que, no decorrer do dissφdio, houver ameaτa de perturbaτπo da ordem, o presidente requisitarß α autoridade competente as providΩncias que se tornarem necessßrias.
  3451. Art. 866 - Quando o dissφdio ocorrer fora da sede do Tribunal, poderß o presidente, se julgar conveniente, delegar α autoridade local as atribuiτ⌡es de que tratam os arts. 860 e 862. Nesse caso, nπo havendo conciliaτπo, a autoridade delegada encaminharß o processo ao Tribunal, fazendo exposiτπo circunstanciada dos fatos e indicando a soluτπo que lhe parecer conveniente.
  3452. Art. 867 - Da decisπo do Tribunal serπo notificadas as partes, ou seus representantes, em registrado postal, com franquia, fazendo-se, outrossim, a sua publicaτπo no jornal oficial, para ciΩncia dos demais interessados.
  3453. Parßgrafo ·nico - A sentenτa normativa vigorarß:
  3454. a) a partir da data de sua publicaτπo, quando ajuizado o dissφdio ap≤s o prazo do art. 616, º 3║, ou, quando nπo existir acordo, convenτπo ou sentenτa normativa em vigor, da data do ajuizamento;
  3455. b) a partir do dia imediato ao termo final de vigΩncia do acordo, convenτπo ou sentenτa normativa, quando ajuizado o dissφdio no prazo do art. 616, º 3║.
  3456.  
  3457. [10-4-3
  3458. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3459.  
  3460. CAP═TULO IV DOS DISS═DIOS COLETIVOS
  3461.  
  3462. SE╟├O III DA EXTENS├O DAS DECIS╒ES
  3463.  
  3464. Art. 868 - Em caso de dissφdio coletivo que tenha por motivo novas condiτ⌡es de trabalho e no qual figure como parte apenas uma fraτπo de empregados de uma empresa, poderß o Tribunal competente, na pr≤pria decisπo, estender tais condiτ⌡es de trabalho, se julgar justo e conveniente, aos demais empregados da empresa que forem da mesma profissπo dos dissidentes.
  3465. Parßgrafo ·nico - O Tribunal fixarß a data em que a decisπo deve entrar em execuτπo, bem como o prazo de sua vigΩncia, o qual nπo poderß ser superior a 4 (quatro) anos.
  3466. Art. 869 - A decisπo sobre novas condiτ⌡es de trabalho poderß tambΘm ser estendida a todos os empregados da mesma categoria profissional compreendida na jurisdiτπo do Tribunal:
  3467. a) por solicitaτπo de 1 (um) ou mais empregadores, ou de qualquer sindicato destes;
  3468. b) por solicitaτπo de 1 (um) ou mais sindicatos de empregados; 
  3469. c) ex officio, pelo Tribunal que houver proferido a decisπo; 
  3470. d) por solicitaτπo da Procuradoria da Justiτa do Trabalho.
  3471. Art. 870 - Para que a decisπo possa ser estendida, na forma do artigo anterior, torna-se preciso que 3/4 (trΩs quartos) dos empregadores e 3/4 (trΩs quartos) dos empregados, ou os respectivos sindicatos, concordem com a extensπo da decisπo.
  3472. º 1║ - O Tribunal competente marcarß prazo, nπo inferior a 30 (trinta) nem superior a 60 (sessenta) dias, a fim de que se manifestem os interessados.
  3473. º 2║ - Ouvidos os interessados e a Procuradoria da Justiτa do Trabalho, serß o processo submetido ao julgamento do Tribunal.
  3474. Art. 871 - Sempre que o Tribunal estender a decisπo, marcarß a data em que a extensπo deva entrar em vigor.
  3475.  
  3476. [10-4-4
  3477. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3478.  
  3479. CAP═TULO IV DOS DISS═DIOS COLETIVOS
  3480.  
  3481. SE╟├O IV DO CUMPRIMENTO DAS DECIS╒ES
  3482.  
  3483. Art. 872 - Celebrado o acordo, ou transitada em julgado a decisπo, seguir-se-ß o seu cumprimento, sob as penas estabelecidas neste Tφtulo.
  3484. Parßgrafo ·nico - Quando os empregadores deixarem de satisfazer o pagamento de salßrios, na conformidade da decisπo proferida, poderπo os empregados ou seus sindicatos, independentes de outorga de poderes de seus associados, juntando certidπo de tal decisπo, apresentar reclamaτπo α Junta ou Juφzo competente, observado o processo previsto no Capφtulo II deste Tφtulo, sendo vedado, porΘm, questionar sobre a matΘria de fato e de direito jß apreciada na decisπo.
  3485.  
  3486. [10-4-5
  3487. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3488.  
  3489. CAP═TULO IV DOS DISS═DIOS COLETIVOS
  3490.  
  3491. SE╟├O V DA REVIS├O
  3492.  
  3493. Art. 873 - Decorrido mais de 1 (um) ano de sua vigΩncia, caberß revisπo das decis⌡es que fixarem condiτ⌡es de trabalho, quando se tiverem modificado as circunstΓncias que as ditaram, de modo que tais condiτ⌡es se hajam tornado injustas ou inaplicßveis.
  3494. Art. 874 - A revisπo poderß ser promovida por iniciativa do Tribunal prolator, da Procuradoria da Justiτa do Trabalho, das associaτ⌡es sindicais ou de empregador ou empregadores interessados no cumprimento da decisπo.
  3495. Parßgrafo ·nico - Quando a revisπo for promovida por iniciativa do Tribunal prolator ou da Procuradoria, as associaτ⌡es sindicais e o empregador ou empregadores interessados serπo ouvidos no prazo de 30 (trinta) dias. Quando promovida por uma das partes interessadas, serπo as outras ouvidas tambΘm por igual prazo.
  3496. Art. 875 - A revisπo serß julgada pelo Tribunal que tiver proferido a decisπo, depois de ouvida a Procuradoria da Justiτa do Trabalho.
  3497.  
  3498. [10-5-1
  3499. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3500.  
  3501. CAP═TULO V DA EXECU╟├O
  3502.  
  3503. SE╟├O I DAS DISPOSI╟╒ES PRELIMINARES
  3504.  
  3505. Art. 876 - As decis⌡es passadas em julgado ou das quais nπo tenha havido recurso com efeito suspensivo, e os acordos, quando nπo cumpridos, serπo executados pela forma estabelecida neste Capφtulo.
  3506. Art. 877 - ╔ competente para a execuτπo das decis⌡es o Juiz ou Presidente do Tribunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissφdio.
  3507. Art. 878 - A execuτπo poderß ser promovida por qualquer interessado, ou ex officio pelo pr≤prio Juiz ou Presidente ou Tribunal competente, nos termos do artigo anterior.
  3508. Parßgrafo ·nico - Quando se tratar de decisπo dos Tribunais Regionais, a execuτπo poderß ser promovida pela Procuradoria da Justiτa do Trabalho.
  3509. Art. 879 - Sendo ilφquida a sentenτa exeqⁿenda, ordenar-se-ß, previamente, a sua liquidaτπo, que poderß ser feita por cßlculo, por arbitramento ou por artigos.
  3510. º 1║ - Na liquidaτπo, nπo se poderß modificar, ou inovar, a sentenτa liquidanda nem discutir matΘria pertinente α causa principal.
  3511. º 2║ - Elaborada a conta e tornada lφquida, o Juiz poderß abrir αs partes prazo sucessivo de 10 (dez) dias para impugnaτπo fundamentada com a indicaτπo dos itens e valores objeto da discordΓncia, sob pena de preclusπo.
  3512.  
  3513. [10-5-2
  3514. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3515.  
  3516. CAP═TULO V DA EXECU╟├O
  3517.  
  3518. SE╟├O II DO MANDADO E DA PENHORA
  3519.  
  3520. Art. 880 - O Juiz ou Presidente do Tribunal, requerida a execuτπo, mandarß expedir mandado de citaτπo ao executado, a fim de que cumpra a decisπo ou o acordo no prazo, pelo modo e sob as cominaτ⌡es estabelecidas, ou, em se tratando de pagamento em dinheiro, para que pague em 48 (quarenta e oito) horas, ou garanta a execuτπo, sob pena de penhora.
  3521. º 1║ - O mandado de citaτπo deverß conter a decisπo exeqⁿenda ou o termo de acordo nπo cumprido.
  3522. º 2║ - A citaτπo serß feita pelos oficiais de justiτa.
  3523. º 3║ - Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaτo de 48 (quarenta e oito) horas, nπo for encontrado, far-se-ß citaτπo por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, afixado na sede da Junta ou Juφzo, durante 5 (cinco) dias.
  3524. Art. 881 - No caso de pagamento da importΓncia reclamada, serß este feito perante o escrivπo ou chefe de secretaria, lavrando-se termo de quitaτπo, em 2 (duas) vias, assinadas pelo exeqⁿente, pelo executado e pelo mesmo escrivπo ou chefe de secretaria, entregando-se a segunda via ao executado e juntando-se a outra ao processo.
  3525. Parßgrafo ·nico - Nπo estando presente o exeqⁿente, serß depositada a importΓncia, mediante guia, em estabelecimento oficial de crΘdito ou, em falta deste, em estabelecimento bancßrio id⌠neo.
  3526. Art. 882 - O executado que nπo pagar a importΓncia reclamada poderß garantir a execuτπo mediante dep≤sito da mesma, atualizada e acrescida das despesas processuais, ou nomeando bens α penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 655 do C≤digo Processual Civil.
  3527. Art. 883 - Nπo pagando o executado, nem garantindo a execuτπo, seguir-se-ß penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importΓncia da condenaτπo, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamaτπo inicial.
  3528.  
  3529. [10-5-3
  3530. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3531.  
  3532. CAP═TULO V DA EXECU╟├O
  3533.  
  3534. SE╟├O III DOS EMBARGOS └ EXECU╟├O E DA SUA IMPUGNA╟├O
  3535.  
  3536. Art. 884 - Garantida a execuτπo ou penhorados os bens, terß o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exeqⁿente para impugnaτπo.
  3537. º 1║ - A matΘria de defesa serß restrita αs alegaτ⌡es de cumprimento da decisπo ou do acordo, quitaτπo ou prescriτπo da divida.
  3538. º 2║ - Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderß o Juiz ou o Presidente do Tribunal, caso julgue necessßrios seus depoimentos, marcar audiΩncia para a produτπo das provas, a qual deverß realizar-se dentro de 5 (cinco) dias.
  3539. º 3║ - Somente nos embargos α penhora poderß o executado impugnar a sentenτa de liquidaτπo, cabendo ao exeqⁿente igual direito e no mesmo prazo.
  3540. º 4║ - Julgar-se-πo na mesma sentenτa os embargos e a impugnaτπo α liquidaτπo.
  3541.  
  3542. [10-5-4
  3543. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3544.  
  3545. CAP═TULO V DA EXECU╟├O
  3546.  
  3547. SE╟├O IV DO JULGAMENTO E DOS TR┬MITES FINAIS DA EXECU╟├O
  3548.  
  3549. Art. 885 - Nπo tendo sido arroladas testemunhas na defesa, o juiz ou presidente, conclusos os autos, proferirß sua decisπo, dentro de 5 (cinco) dias, julgando subsistente ou insubsistente a penhora.
  3550. Art. 886 - Se tiverem sido arroladas testemunhas, finda a sua inquiriτπo em audiΩncia, o escrivπo ou secretßrio farß, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, conclusos os autos ao juiz ou presidente, que proferirß sua decisπo, na forma prevista no artigo anterior.
  3551. º 1║ - Proferida a decisπo, serπo da mesma notificadas as partes interessadas, em registrado postal, com franquia.
  3552. º 2║ - Julgada subsistente a penhora, o juiz ou presidente mandarß proceder lodo α avaliaτπo dos bens penhorados.
  3553. Art. 887 - (Prejudicado pela Lei n║ 5.442, de 24-5-1968.)
  3554. Art. 888 - Concluφda a avaliaτπo, dentro de 10 (dez) dias, contados da data da nomeaτπo do avaliador, seguir-se-ß a arremataτπo que serß anunciada por edital afixado na sede do Juφzo ou Tribunal e publicado no jornal local, se houver, com a antecedΩncia de 20 (vinte) dias.
  3555. º 1║ - A arremataτπo far-se-ß em dia, hora e lugar anunciados e os bens serπo vendidos pelo maior lance, tendo o exeqⁿente preferΩncia para a adjudicaτπo.
  3556. º 2║ - O arrematante deverß garantir o lance com o sinal correspondente a 20% (vinte por cento) do seu valor.
  3557. º 3║ - Nπo havendo licitante, e nπo requerendo o exeqⁿente a adjudicaτπo dos bens penhorados, poderπo os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo juiz ou presidente.
  3558. º 4║ - Se o arrematante, ou seu fiador, nπo pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas o preτo da arremataτπo, perderß, em benefφcio da execuτπo, o sinal de que trata o º 2║ deste artigo, voltando α praτa os bens executados.
  3559. Art. 889 - Aos trΓmites e incidentes do processo da execuτπo sπo aplicßveis, naquilo em que nπo contravierem ao presente Tφtulo, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a cobranτa judicial da dφvida ativa da Fazenda P·blica Federal.
  3560.  
  3561. [10-5-5
  3562. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3563.  
  3564. CAP═TULO V DA EXECU╟├O
  3565.  
  3566. SE╟├O V DA EXECU╟├O POR PRESTA╟╒ES SUCESSIVAS
  3567.  
  3568. Art. 890 - A execuτπo para pagamento de prestaτ⌡es sucessivas far-se-ß com observΓncia das normas constantes desta Seτπo, sem prejuφzo das demais estabelecidas neste Capφtulo.
  3569. Art. 891 - Nas prestaτ⌡es sucessivas por tempo determinado, a execuτπo pelo nπo-pagamento de uma prestaτπo compreenderß as que lhe sucederem.
  3570. Art. 892 - Tratando-se de prestaτ⌡es sucessivas por tempo indeterminado, a execuτπo compreenderß inicialmente as prestaτ⌡es devidas atΘ a data do ingresso na execuτπo.
  3571.  
  3572. [10-6-1
  3573. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3574.  
  3575. CAP═TULO VI DOS RECURSOS
  3576.  
  3577. Art. 893 - Das decis⌡es sπo admissφveis os seguintes recursos: 
  3578. I - embargos; 
  3579. Il - recurso ordinßrio; 
  3580. III - recurso de revista; 
  3581. IV - agravo.
  3582. º 1║ - Os incidentes do processo sπo resolvidos pelo pr≤prio Juφzo ou Tribunal, admitindo-se a apreciaτπo do merecimento das decis⌡es interlocut≤rias somente em recursos da decisπo definitiva.
  3583. º 2║ - A interposiτπo de recurso para o Supremo Tribunal Federal nπo prejudicarß a execuτπo do julgado.
  3584. Art. 894 - Cabem embargos, no Tribunal Superior do Trabalho, para o Pleno, no prazo de 8 (oito) dias a contar da publicaτπo da conclusπo do ac≤rdπo: 
  3585. a) das decis⌡es a que se referem as alφneas b e c do inciso I do art. 702;
  3586. b) das decis⌡es das Turmas contrßrias α letra de lei federal, ou que divergirem entre si, ou da decisπo proferida pelo Tribunal Pleno, salvo se a decisπo recorrida estiver em consonΓncia com s·mula de jurisprudΩncia uniforme do Tribunal Superior do Trabalho.
  3587. Parßgrafo ·nico - Enquanto nπo forem nomeados e empossados os titulares dos novos cargos de juiz, criados nesta Lei e instaladas as Turmas, fica mantida a competΩncia residual de cada Tribunal na sua atual composiτπo e de seus presidentes, como definido na legislaτπo vigente.
  3588. Art. 895 - Cabe recurso ordinßrio para a instΓncia superior: 
  3589. a) das decis⌡es definitivas das Juntas e Juφzos no prazo de 8 (oito) dias;
  3590. b) das decis⌡es definitivas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competΩncia originßria, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissφdios individuais, quer nos dissφdios coletivos.
  3591. Art. 896 - Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decis⌡es proferidas em grau de recurso ordinßrio, em dissφdio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando:
  3592. a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretaτπo diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional, no seu Pleno ou Turma, ou a Seτπo de Dissφdios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou a S·mula de JurisprudΩncia Uniforme dessa Corte;
  3593. b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenτπo Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo, sentenτa normativa ou regulamento empresarial de observΓncia obrigat≤ria em ßrea territorial que exceda a jurisdiτπo do Tribunal Regional prolator da decisπo recorrida, interpretaτπo divergente, na forma da alφnea a;
  3594. c) proferidas com violaτπo literal de disposiτπo de lei federal ou afronta direta e literal α Constituiτπo Federal.
  3595. º 1║ - O Recurso de Revista, dotado de efeito apenas devolutivo, serß apresentado ao Presidente do Tribunal recorrido, que poderß recebΩ-lo ou denegß-lo, fundamentando, em qualquer caso, a decisπo.
  3596. º 2║ - Das decis⌡es proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em execuτπo de sentenτa, inclusive em processo incidente de embargos de terceiro, nπo caberß Recurso de Revista, salvo na hip≤tese de ofensa direta e literal de norma da Constituiτπo Federal.
  3597. º 3║ - Os Tribunais Regionais do Trabalho procederπo, obrigatoriamente, α uniformizaτπo de sua jurisprudΩncia, nos termos do Livro I, Tφtulo IX, Capφtulo I do CPC, nπo servindo a s·mula respectiva para ensejar a admissibilidade do Recurso de Revista quando contrariar S·mula da JurisprudΩncia Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho.
  3598. º 4║ - A divergΩncia apta a ensejar o Recurso de Revista deve ser atual, nπo se considerando como tal a ultrapassada por s·mula, ou superada por iterativa e not≤ria jurisprudΩncia do Tribunal Superior do Trabalho.
  3599. º 5║ - Estando a decisπo recorrida em consonΓncia com enunciado da S·mula da JurisprudΩncia do Tribunal Superior do Trabalho, poderß o Ministro Relator, indicando-o, negar seguimento ao Recurso de Revista, aos Embargos, ou ao Agravo de Instrumento. Serß denegado seguimento ao Recurso nas hip≤teses de intempestividade, deserτπo, falta de alτada e ilegitimidade de representaτπo, cabendo a interposiτπo de Agravo.
  3600. Art. 897 - Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: 
  3601. a) de petiτπo, das decis⌡es do Juiz ou Presidente, nas execuτ⌡es;
  3602. b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposiτπo de recursos.
  3603. º 1║ - O agravo de petiτπo s≤ serß recebido quando o agravante delimitar, justificadamente, as matΘrias e os valores impugnados, permitida a execuτπo imediata da parte remanescente atΘ o final, nos pr≤prios autos ou por carta de sentenτa.
  3604. º 2║ - O agravo de instrumento interposto contra o despacho que nπo receber agravo de petiτπo nπo suspende a execuτπo da sentenτa.
  3605. º 3║ - Na hip≤tese da alφnea a deste artigo, o agravo serß julgado pelo pr≤prio Tribunal, presidido pela autoridade recorrida, salvo se tratar de decisπo do Presidente da Junta ou do Juiz de Direito, quando o julgamento competirß a uma das Turmas do Tribunal Regional a que estiver subordinado o prolator da sentenτa, observado o disposto no art. 679 desta Consolidaτπo, a quem este remeterß as peτas necessßrias para o exame da matΘria controvertida, em autos apartados, ou nos pr≤prios autos, se tiver determinada a extraτπo de carta de sentenτa.
  3606. º 4║ - Na hip≤tese da alφnea b deste artigo, o agravo serß julgado pelo Tribunal que seria competente para conhecer o recurso cuja interposiτπo foi denegada.
  3607. º 5║ - Sob pena de nπo conhecimento, as partes promoverπo a formaτπo do instrumento do agravo de modo a possibilitar, caso provido, o imediato julgamento do recurso denegado, instruindo a petiτπo de interposiτπo: 
  3608. I - obrigatoriamente, com c≤pias da decisπo agravada, da certidπo da respectiva intimaτπo, das procuraτ⌡es outorgadas aos advogados do agravante e do agravado, da petiτπo inicial, da contestaτπo, da decisπo originßria, da comprovaτπo do dep≤sito recursal e do recolhimento das custas; 
  3609. II - facultativamente, com outras peτas que o agravante reputar ·teis ao deslinde da matΘria de mΘrito controvertida.
  3610. º 6║ - O agravado serß intimado para oferecer resposta ao agravo e ao recurso principal, instruindo-a com as peτas que considerar necessßrias ao julgamento de ambos os recursos.
  3611. º 7║ - Provido o agravo, a Turma deliberarß sobre o julgamento do recurso principal, observando-se, se for o caso, daφ em diante, o procedimento relativo a esse recurso.
  3612. Art. 898 - Das decis⌡es proferidas em dissφdio coletivo que afete empresa de serviτo p·blico, ou, em qualquer caso, das proferidas em revisπo, poderπo recorrer, alΘm dos interessados, o Presidente do Tribunal e a Procuradoria da Justiτa do Trabalho.
  3613. Art. 899 - Os recursos serπo interpostos por simples petiτπo e terπo efeito meramente devolutivo, salvo as exceτ⌡es previstas neste Tφtulo, permitida a execuτπo provis≤ria atΘ a penhora.
  3614. º 1║ - Sendo a condenaτπo de valor atΘ 10 (dez) vezes o valor-de-referΩncia regional, nos dissφdios individuais, s≤ serß admitido o recurso, inclusive o extraordinßrio, mediante prΘvio dep≤sito da respectiva importΓncia. Transitada em julgado a decisπo recorrida, ordenar-se-ß o levantamento imediato da importΓncia do dep≤sito, em favor da parte vencedora, por simples despacho do juiz.
  3615. º 2║ - Tratando-se de condenaτπo de valor indeterminado, o dep≤sito corresponderß ao que for arbitrado para efeito de custas, pela Junta ou Juφzo de Direito, atΘ o limite de 10 (dez) vezes o valor-de-referΩncia regional.
  3616. º 3║ - (Revogado pela Lei n║ 7.033, de 5-10-1982.)
  3617. º 4║ - O  dep≤sito  de  que  trata  o º 1║  far-se-ß na conta vinculada do empregado a que se refere o art. 2║ da Lei n║ 5.107, de 13 de setembro de 1966, aplicando-se-lhe os preceitos dessa lei, observado, quanto ao respectivo levantamento, o disposto no º 1║.
  3618. º 5║ - Se o empregado ainda nπo tiver conta vinculada aberta em seu nome, nos termos do art. 2║ da Lei n║ 5.107, de 13 de setembro de 1966, a empresa procederß α respectiva abertura, para efeito do disposto no º 2║.
  3619. º 6║ - Quando o valor da condenaτπo, ou o arbitrado para fins de custas, exceder o limite de 10 (dez) vezes o valor-de-referΩncia regional, o dep≤sito para fins de recurso serß limitado a este valor.
  3620. Art. 900 - Interposto o recurso, serß notificado o recorrido para oferecer as suas raz⌡es, em prazo igual ao que tiver o recorrente.
  3621. Art. 901 - Sem prejuφzo dos prazos previstos neste Capφtulo, terπo as partes vistas dos autos em cart≤rio ou na secretaria.
  3622. Parßgrafo ·nico - Salvo quando estiver correndo prazo comum, aos procuradores das partes serß permitido ter vista dos autos fora do cart≤rio ou secretaria.
  3623. Art. 902 - (Revogado pela Lei n║ 7.033, de 5-10-1982.)
  3624.  
  3625. [10-7-1
  3626. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3627.  
  3628. CAP═TULO VII DA APLICA╟├O DAS PENALIDADES
  3629.  
  3630. Art. 903 - As penalidades estabelecidas no Tφtulo anterior serπo aplicadas pelo Juiz, ou Tribunal, que tiver de conhecer da desobediΩncia, violaτπo, recusa, falta ou coaτπo, ex officio, ou mediante representaτπo de qualquer interessado ou da Procuradoria da Justiτa do Trabalho.
  3631. Art. 904 - As sanτ⌡es em que incorrerem as autoridades da Justiτa do Trabalho serπo aplicadas pela autoridade ou Tribunal imediatamente superior, conforme o caso, ex officio, ou mediante representaτπo de qualquer interessado ou da Procuradoria.
  3632. Parßgrafo ·nico - (Prejudicado pelo art. 105 da CF de 1988.)
  3633. Art. 905 - Tomando conhecimento do fato imputado, o Juiz, ou Tribunal competente, mandarß notificar o acusado, para apresentar, no prazo de 15 (quinze) dias, defesa por escrito.
  3634. º 1║ - ╔ facultado ao acusado, dentro do prazo estabelecido neste artigo, requerer a produτπo de testemunhas, atΘ ao mßximo de 5 (cinco). Nesse caso, serß marcada audiΩncia para a inquiriτπo.
  3635. º 2║ - Findo o prazo de defesa, o processo serß imediatamente concluso para julgamento, que deverß ser proferido no prazo de 10 (dez) dias.
  3636. Art. 906 - Da imposiτπo das penalidades a que se refere este Capφtulo, caberß recurso ordinßrio para o Tribunal Superior, no prazo de 10 (dez) dias, salvo se a imposiτπo resultar de dissφdio coletivo, caso em que o prazo serß de 20 (vinte) dias.
  3637. Art. 907 - Sempre que o infrator incorrer em pena criminal far-se-ß remessa das peτas necessßrias α autoridade competente.
  3638. Art. 908 - A cobranτa das multas estabelecidas neste Tφtulo serß feita mediante executivo fiscal, perante o Juiz competente para a cobranτa de dφvida ativa da Fazenda P·blica Federal.
  3639. Parßgrafo ·nico - A cobranτa das multas serß promovida, no Distrito Federal e nos Estados em que funcionarem os Tribunais Regionais, pela Procuradoria da Justiτa do Trabalho, e, nos demais Estados, de acordo com o disposto no Decreto-Lei n║ 960, de 17 de dezembro de 1938.
  3640.  
  3641. [10-8-1
  3642. T═TULO X DO PROCESSO JUDICI┴RIO DO TRABALHO
  3643.  
  3644. CAP═TULO VIII DISPOSI╟╒ES FINAIS
  3645.  
  3646. Art. 909 - A ordem dos processos no Tribunal Superior do Trabalho serß regulada em seu regimento interno.
  3647. Art. 910 - Para os efeitos deste Tφtulo, equiparam-se aos serviτos p·blicos os de utilidade p·blica, bem como os que forem prestados em armazΘns de gΩneros alimentφcios, aτougues, padarias, leiterias, farmßcias, hospitais, minas, empresas de transportes e comunicaτ⌡es, bancos e estabelecimentos que interessem α seguranτa nacional.
  3648.  
  3649. [11-1-1
  3650. T═TULO XI DISPOSI╟╒ES FINAIS E TRANSIT╙RIAS
  3651.  
  3652. Art. 911 - Esta Consolidaτπo entrarß em vigor em 10 de novembro de 1943.
  3653. Art. 912 - Os dispositivos de carßter imperativo terπo aplicaτπo imediata αs relaτ⌡es iniciadas, mas nπo consumadas, antes da vigΩncia desta Consolidaτπo.
  3654. Art. 913 - O Ministro do Trabalho expedirß instruτ⌡es, quadros, tabelas e modelos que se tornarem necessßrios α execuτπo desta Consolidaτπo.
  3655. Parßgrafo ·nico - O Tribunal Superior do Trabalho adaptarß o seu regimento interno e o dos Tribunais Regionais do Trabalho αs normas contidas nesta Consolidaτπo.
  3656. Art. 914 - Continuarπo em vigor os quadros, tabelas e modelos, aprovados em virtude de dispositivos nπo alterados pela presente Consolidaτπo.
  3657. Art. 915 - Nπo serπo prejudicados os recursos interpostos com apoio em dispositivos alterados ou cujo prazo para interposiτπo esteja em curso α data da vigΩncia desta Consolidaτπo.
  3658. Art. 916 - Os prazos de prescriτπo fixados pela presente Consolidaτπo comeτarπo a correr da data da vigΩncia desta, quando menores do que os previstos pela legislaτπo anterior.
  3659. Art. 917 - O Ministro do Trabalho marcarß prazo para adaptaτπo dos atuais estabelecimentos αs exigΩncias contidas no Capφtulo "Da Seguranτa e da Medicina do Trabalho". Compete ainda αquela autoridade fixar os prazos dentro dos quais, em cada Estado, entrarß em vigor a obrigatoriedade do uso da Carteira da Trabalho a PrevidΩncia Social, para os atuais empregados.
  3660. Parßgrafo ·nico - O Ministro do Trabalho fixarß, para cada Estado e quando julgar conveniente, o inφcio da vigΩncia de parte ou de todos os dispositivos contidos no Capφtulo "Da Seguranτa e da Medicina do Trabalho".
  3661. Art. 918 - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3662. Parßgrafo ·nico - (Prejudicado pelo Decreto-Lei n║ 72, de 21-11-1966.)
  3663. Art. 919 - Ao empregado bancßrio, admitido atΘ a data da vigΩncia da presente Lei, fica assegurado o direito α aquisiτπo da estabilidade nos termos do art. 15 do Decreto n║ 24.615, de 9 de julho de 1934.
  3664. Art. 920 - Enquanto nπo forem constituφdas as confederaτ⌡es, ou, na falta destas,  a representaτπo de classes, econ⌠micas ou profissionais, que derivar da indicaτπo desses ≤rgπos ou dos respectivos presidentes, serß suprida por equivalente designaτπo ou eleiτπo realizada pelas correspondentes federaτ⌡es.
  3665. Art. 921 - As empresas que nπo estiverem incluφdas no enquadramento sindical em que trata o art. 577 poderπo firmar contratos coletivos de trabalho com os sindicatos representativos da respectiva categoria profissional.
  3666. Art. 922 - O disposto no art. 301 regerß somente as relaτ⌡es de empregos iniciadas depois da vigΩncia desta Consolidaτπo.
  3667.  
  3668. Rio de Janeiro, 1║ de maio de 1943; 122║ da IndependΩncia e 55║ da Rep·blica.
  3669. GET┌LIO VARGAS
  3670. Alexandre Marcondes Filho
  3671.